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Conheça as novidades fitness que ganham cada vez mais adeptos

Aula de pilates com Josiane Fonseca, fisioterapeuta da AFR

Foto: Marcelo Feitosa

O Brasil é o segundo maior mercado do mundo em número de academias – são 32 mil no total, atrás somente dos Estados Unidos –, de acordo com a International Health, Racquet & Sportsclub Association (IHRSA), associação internacional que mede e avalia o mundo fitness. Os números confirmam que o brasileiro é um dos povos mais preocupados com a estética, está sintonizado no que é tendência e no que é moda na área. 

“A American College of Sports Medicine (ACSM), que realiza regularmente uma pesquisa sobre as principais referências fitness, começa diferenciando o que é moda de tendência. Moda é algo volátil. Até colocamos algumas atividades que são moda na academia, porque o cliente quer estar por dentro do que rola pelo mundo, mas é algo passageiro. No Brasil, não é tudo que ‘pega’. Conseguimos detectar que a atividade funcional está em alta. Entre os exemplos da modalidade estão o crossfit e o nosso programa Express”, observa Eduardo Netto, sócio e diretor-técnico da Body Tech.

De acordo com Eduardo, há 5 anos, se fosse montar uma academia, apenas 5% do espaço seria dedicado ao funcional. Entretanto, atualmente, 25% da área é reservada para a modalidade, tamanho o sucesso. 

A aluna de crossfit Helana Ribeiro sendo instruída pelo coach Marcos Amaral

Foto: Lucas Benevides

“O funcional traz a característica de tribo, de pertencimento, de treinar o movimento e não o músculo. Assim como se faz no crossfit, todos os movimentos são integrados, o que faz gastar mais calorias. O programa Express, que dura 20 minutos, combina exercício de máquina e de peso corporal e, no fim, tem sempre um desafio motivador. Concilia força, cárdio e mobilidade. Cada dia tem um treino diferente. Acho que não dá mais para voltar atrás para aquelas antigas 10 séries de 20”, avalia.

Há 9 meses, a estudante de Engenharia Helana Ribeiro, 23, pratica crossfit. Começou com o intuito de melhorar seu condicionamento físico, ganhar massa e definição. 

“Crossfit é desafio, disciplina, vontade de vencer seus próprios limites. Gosto do sentido de coletividade e da dinâmica dos treinos”, avalia Helana, que treina na Crossfit Bald orientada pelo coach Marcos Amaral.

De acordo com o coach, um dos primeiros a trabalhar com a técnica em Niterói, a modalidade chegou ao Brasil em 2012 e ganha, a cada ano, mais interessados na eficiência e no entretenimento do método. Ao pé da letra, a definição de crossfit é treinamento funcional constantemente variado de alta intensidade. 

“Em 2013, comecei a ter contato com uns amigos do jiu-jítsu que estavam conhecendo o crossfit na Califórnia. Percebi que aquilo era o futuro. Abri a primeira franquia licenciada em 2014 e nunca mais parei. Me sinto rejuvenescido, motivado e satisfeito de entregar um treino de qualidade para meus alunos”, ressalta. 

A repórter Ana Paula Soares experimentou o treino de EMS­ com o prof. Rafael Vergara. Em 20 minutos fez as três modalidades

Foto: Lucas Benevides

O niteroiense advogado e professor de jiu-jítsu Bernardo Ribeiro, 27, foi outro profissional visionário: ele acaba de inaugurar com seus sócios Igor Silva e Fernando Portella, o Studio Personal Academy, no Centro do Rio. Aliando o funcional com estímulos elétricos, a novidade da vez é o treino de EMS (eletroestimulação muscular), que já conta com a aprovação de famosas como Grazi Massafera e Bruna Marquezine. A sessão dura apenas 20 minutos e, segundo Bernardo, é ideal para quem trabalha muito e não tem tempo. 

“O EMS é feito individualmente. A pessoa é conectada à máquina e fica na sala acompanhada do professor, que pode passar o treino de acordo com as prioridades do aluno. A máquina pode ser programada em três modalidades: força, metabólico e relaxamento. Aqui, o aluno treina no dia e hora que quiser, entre 8h e 20h”, explica Bernardo. 

O corpo leva de oito a doze semanas para a adaptação muscular. Nos primeiros dois meses, é aconselhável que se faça uma vez por semana. Passado o prazo, a pessoa pode fazer até duas vezes.

“O treino traz a contração involuntária de músculos mais profundos. É possível ativar até 300 músculos em uma série. Por isso, é importante dar um intervalo de 48 a 72 horas ao corpo para se recuperar. Ele substitui um treino de até 1h30. É eficaz pela variação de contração através das modalidades e intensidades escolhidas na máquina aliadas aos exercícios estáticos e dinâmicos que o professor passa, como agachamento, abdominal, salto, flexão, prancha e burpee”, explica o professor de Educação Física Rafael Vergara.

A pessoa vai receber impulsos elétricos em intensidade à sua escolha através de um colete de neopreno (peitoral, abdome, lateral das costas) e de outros equipamentos presos ao corpo (braços, coxas e nádegas). No Rio, existem apenas cinco locais que oferecem o treino de EMS. Niterói vai receber o primeiro espaço com o método em setembro, na Active Pulse, do professor de Educação Física e personal trainer Márcio Vasconcelos.

Eduardo Netto, sócio e diretor-técnico da Body Tech, pós-graduado em Fisiologia do Exercício e mestre em Motricidade Humana

Foto: Marcelo Feitosa

O pilates é outra modalidade de atividade física que está na crista da onda. A Associação Fluminense de Reabilitação aliou a prática à reabilitação de pessoas. Atualmente, o que mais recebem são pacientes com sintomas de doenças ocupacionais (lesões por má postura durante o trabalho), além dos pacientes com mal de Parkinson, AVC após alta da fisioterapia, entre outros.

“Uma pessoa em reabilitação fará uma aula voltada para a melhora da sua patologia, que pode ser priorizar o fortalecimento de uma determinada região ou o alongamento, ou ainda o ganho de flexibilidade. Uma pessoa sem nenhuma queixa fará uma aula sem limitações. Os exercícios serão provavelmente mais avançados e sua variedade maior. Conseguimos usar o pilates como recurso para reabilitação por ser uma atividade que trabalha com alongamento, fortalecendo coordenação e equilíbrio. A melhora é visível”, assegura Josiane Fonseca, fisioterapeuta da AFR. 

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