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Faz toda a diferença

A roupa íntima continua sendo uma ferramenta de sedução e também de empoderamento

Os homens também consomem esse mercado, no entanto, as mulheres são as grandes consumidoras de roupa íntima.

Foto: Lucas Benevides

Renda, lacinho, fio dental, hot pants, pretas, vermelhas, cor da pele, boxer, samba-canção, slip, brancas, listradas – existem milhares de opções de roupas íntimas no mercado. Há quem dê tanta importância às peças escondidas quanto às roupas à mostra. O importante é estar bem apresentável para si, e, por que não, para o parceiro.

“Me sinto sexy com roupa íntima, de bem comigo mesmo, que ela fique escondida por debaixo da roupa. Usar aquele conjunto confortável e sexy me faz sentir mais confiante”, revela a figurinista niteroiense Luna Igrejas, de 25 anos. 

Os homens também consomem esse mercado, no entanto, as mulheres são as grandes consumidoras de roupa íntima. Segundo uma pesquisa realizada pela The Sexy Lingerie Shop, 79% das mulheres entrevistadas consideram o investimento muito importante.

Para Caroline Chelles, diretora da marca de lingerie e moda praia “De Chelles”, voltada para o público feminino, a lingerie não só estimula a sensualidade da mulher, como também interfere em seu comportamento e na maneira como enxerga o mundo.

“Uma mulher de lingerie se apodera de um significado em relação à sua aparência e existência. Como parte secreta no closet, é uma forma de poder verdadeiramente expressar seu gosto e criatividade, independentemente dos códigos de vestimenta de cada compromisso. Para muitas mulheres, estar bonita por fora diz infinitamente menos a seu respeito do que a sua autoexpressão através de sua roupa íntima, pela qual pode ser simplesmente, totalmente e unicamente ela”, explica. 

Luna se diz viciada em roupas íntimas e, por isso, tem várias peças no armário. Suas preferidas são as retrôs, de cintura alta, com cores que variam entre preto, nude e branco. Como já passou por situações constrangedoras por estar com peças íntimas que julgou como inapropriadas, agora opta na escolha de peças que a fazem sentir bem.

“Parece que só acontece alguma coisa quando estamos com a calcinha errada. Por isso, hoje eu uso o que me faz sentir bem, independentemente de esperar que vá acontecer algo ou não”, admite.

Atualmente a niteroiense mora com o namorado, mas, mesmo assim, não abriu mão dos investimentos em lingerie e continua dando importância à sua apresentação.

“Sempre compro algo novo para surpreendê-lo. Acho que todos os casais deveriam presentear os parceiros com algo que gostariam de vê-los usando”, aconselha.  Alice Cravo, de 21 anos, também não abre mão deste investimento. Para ela, uma roupa íntima bem escolhida acaba sendo mais atrativa e dá um toque de sensualidade na relação.

“A roupa íntima não deixa de ser uma roupa. Não é porque as pessoas não estão vendo que se deve abrir espaço para o descuido. São detalhes, que, às vezes, até passam despercebidos, mas as pessoas devem usar o que as faz sentir bem e não usar algo que seja um padrão”, opina, convicta. 

A empresária Mariangela Fernandes, dona da “Entre 4 paredes”, acredita que a lingerie influencia na sensualidade da mulher e, além de aumentar sua própria autoestima, pode ser benéfica na relação íntima com o parceiro. 

“O efeito visual que uma lingerie bonita provoca é um dos fatores que mais estimulam o prazer e pode potencializar a libido do homem”, comenta Mariangela.

Caroline Cheles tem percebido que, atualmente, as mulheres ultrapassam o estereótipo de usar lingeries para agradar aos seus parceiros e estimulá-los, mas as usam como uma forma de empoderamento.

“Cada vez mais percebemos que as mulheres têm feito escolhas baseando-se unicamente no que elas realmente querem, gostam e se sentem bem usando. Por isso, desenvolvemos lingeries muito mais para a mulher do que para a apreciação exclusiva dos homens”, admite a diretora.

Sejam peças íntimas femininas ou masculinas, os cuidados são os mesmos. Por se tratar de peças delicadas, exigem atenção da escolha à lavagem. É preciso priorizar peças que permitam a transpiração e que não sejam apertadas, atrapalhando a circulação na área genital. E o mais importante: seja homem ou mulher, não tenha medo de ousar!

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