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Fora da ficção

Esporte oficial do universo de Harry Potter, o quadribol tem até time oficial em Niterói

A paixão dos fãs pelo esporte foi tanta que, em 2001, a autora J. K. Rowling lançou o livro “Quadribol através dos séculos”, contando a história da modalidade fictícia

Foto: Marcelo Feitosa

Não vale só mergulhar nos sonhos e esquecer de viver. Curtir a vida dentro do seu sonho é melhor ainda. Foi com esse pensamento que várias pessoas pelo mundo viraram adeptas do quadribol, o esporte mais popular no mundo de Harry Potter (da série de livros da escritora J.K Rowling). Seu status na comunidade mágica pode ser comparado ao futebol na Europa ou no Brasil. Apesar de estarmos falando de um esporte fictício, onde se mistura futebol, rugby, bruxos e vassouras voadoras, não demorou para que os pottermaníacos criassem a versão terrestre do esporte, batizada de “quadribol dos trouxas”. Nos livros, o termo “trouxa” é usado para se referir a quem não nasceu bruxo. Atualmente, há mais de mil times em 13 países. 

A paixão dos fãs pelo esporte foi tanta que, em 2001, a autora lançou o livro “Quadribol através dos séculos”, contando a história da modalidade fictícia. O livro, aliás, é citado na série e é leitura obrigatória dos times de quadribol de Hogwarts, escola de bruxos onde se passa a maior parte da saga. 

Fundado em março de 2017, o Araribolt é a primeira equipe de quadribol da cidade de Niterói. Matheus Costa, cofundador do time, acredita que a prática ajuda na inclusão de pessoas que nunca fizeram esportes antes e na mistura de meninos e meninas lado a lado.

Harry Potter é uma série de sete romances de alta fantasia escrita pela autora britânica J. K. Rowling

Foto: Divulgação

“A minha família apoia em tudo, foram eles que me ajudaram a pagar os primeiros equipamentos. O preconceito é enorme, muitas pessoas têm dificuldade de apoiar o que é novo e diferente e muitos não acreditam que o esporte realmente possa ser jogado fora da ficção, mas, se todos abrirem a mente e experimentarem como o quadribol é um esporte sério, muitos mudariam sua opinião”, pondera.

O quadribol é jogado da seguinte maneira: são 7 jogadores em cada time: 3 artilheiros, 2 batedores, 1 goleiro e 1 apanhador. Em um campo são colocados 3 aros em cada lado. Todos os jogadores devem carregar uma vassoura entre suas pernas o tempo inteiro, sem tocar o chão. Uma bola de vôlei é usada como a “goles” (bola que na história é usada para marcar pontos em um dos aros adversários, cada gol vale 10 pontos) e três bolas de queimada são os balaços (para interceptar jogadas, o jogador responsável por essa bola deve “queimar” seus adversários acertando a bola neles, o jogador queimado deve descer da sua vassoura e tocar em um dos aros do seu campo para voltar à partida). O pomo é uma bola de tênis amarrada e carregada por uma pessoa considerada neutra. Após os 18 minutos de partida, essa pessoa e os apanhadores, responsáveis por capturar o pomo de cada time, são liberados para entrar e o jogo só termina quando ele é capturado.

Atual capitã do Araribolt, Carolina Cortez, 19 anos, é fã de Harry Potter desde pequena. Dessa forma, seu interesse pelo esporte foi quase que instantâneo. 

“O quadribol fictício dos livros e filmes eu conhecia (risos). Mas, quando fui apresentada ao esporte real, fiquei deslumbrada. Depois de introduzido, não hesitei, fui uma das várias pessoas que ajudaram a tornar a formação do nosso time possível. Nos vemos como amigos e uma grande família. Nos apoiamos bastante e, graças ao quadribol, conhecemos pessoas tão distintas e com personalidades diferentes, o que torna a experiência mais única, pois todos têm um brilho especial. Essa amizade consegue coexistir e prevalecer fora e dentro do campo”, explica.

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