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Mão na Massa

O chef Romeu Valadares apresenta as novidades do mundo gastronômico e dicas sobre pratos saborosos e cheios de detalhes curiosos

Nada de novo

 

Foto: Divulgação

As mesmas promessas, roupas brancas, amarelas, azuis e sei lá mais o quê, com um significado qualquer. Agora vai! Vamos lá! Dá a volta por cima! O que mais dizer a quem se dedicou à gastronomia, em alguns casos, por toda a vida e teve que fechar as portas em 2017? Enquanto a cegueira ideológica embaça a realidade nefasta por um lado, por outro, temos aquela frase que ecoa: “Tem que manter isso, viu”. Seja qual for o segmento ao qual você se dedique, o plano tem que incluir um foco comum: as eleições de 2018. Esse ano ganhei um 31 no domingo e aqui estou, que honra me dão ao ler essas poucas linhas no último dia do ano! O dia já começa decidido para a maioria, afinal sobrevivemos e temos que comemorar o pulso. Hoje é o dia marcado para a despedida de uma bela estrela que vai e deixa ainda mais pobre o Estado do Rio de Janeiro. O Chef Joachim Koerper, cerra as portas de seu Eleven Rio, único chef internacional, com diversas estrelas Michelin a operar no Estado. Termina assim a oportunidade de provar a genialidade sem fronteiras, mas ficam as lembranças, como a da primeira vez, ainda em sua casa piloto, em 2012, na Barra, o “Enotria por Joachim Koerper”, cada prato criado para ser acompanhado por um porto da famosa casa duriense Churchill’s. Ao Eleven, fui mais como convidado do que como cliente, mas ainda tive a chance de demonstrar minha admiração pelo chef, por minha escolha e dar indicações nessa coluna e pessoais para que amigos também experimentassem. Vielen Danke Chef!!! Ainda espero ver num prato a minha frente aquele pequeno cubo de tomate e sua folhinha de salsa, uma assinatura de qualidade e a marca de um grande Chef, Joachim Koerper! Nossa cidade também sofreu sua perda, Gisele Brum, que conheci simplesmente Gisele no Colégio Salesianos e depois célebre como Chef Zela, voltou para a Europa, dessa vez para um restaurante na França, a convite do Chef Olivier Cozan. É preciso quantificar essa perda, Zela dedicou sua vida adulta a gastronomia, estudou, trabalhou, foi buscar experiência e se desenvolveu na Itália, voltou, e o melhor, para Niterói. Aqui desenvolveu sua “Cozinha da Zela”, consistente, vi nela aquelas mãos o que vi nas da Roberta Sudbrak, mãos firmes de cozinha, mãos de cozinheira que o estudo e o trabalho duro fizeram Chef. Aos interessados, Niterói teve uma Chef e perdeu. Voltando a 2018, a esperança deve perseverar! Essa terra arrasada é nossa, tomemos posse! O solo que parece esgotado, ainda é rico de vida, voltemo-nos para ele com humildade. Arrancar de vez as ervas daninhas é a única chance de ver florescer a cor e trazer de volta as borboletas que voaram, nesse momento voam e no futuro voarão para longe. Vamos juntos num melhor e FELIZ ANO NOVO!

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