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No divã

Mudanças bruscas e solidão podem gerar nos animais problemas psicológicos como depressão, estresse, ansiedade e aumento da agressvidade

David Mesquita e Renata Lacerda recorreram à terapia para controlar a agressividade da gata Luna em relação ao gato Sun.

Foto: Arquivo Pessoal

Animais como cães, gatos e algumas espécies de aves como calopsitas, cacatuas e papagaios possuem uma capacidade cognitiva e raciocínio elevados e podem, em alguma fase de suas vidas, desenvolver alguns problemas psicológicos e comportamentais. Geralmente isso ocorre quando surge alguma mudança drástica na rotina desse animal, na forma como estão sendo tratados, quando sentem saudades ou até mesmo quando um novo personagem é inserido em suas vidas. Devemos estar atentos a alguns sinais.

O pet pode não estar bem psicologicamente quando apresenta sinais como: depressão, agressividade incontrolável, quando fazem suas necessidades fora do local de costume, emitem sons e ruídos excessivos, automutilação, mastigação e ingestão de objetos não comestíveis, alterações repentinas de humor, em geral comportamentos fora do comum.

Segundo o médico veterinário Mauricio Cobuci, devemos ficar atentos a qualquer mudança no comportamento ou no humor dos pets, muitas doenças chegam até eles quando os mesmos não se sentem bem sentimentalmente.

“Muitas vezes, as enfermidades encontradas nos animais são distúrbios emocionais que se cristalizam no corpo físico. Caso o animal esteja passando por algum tipo de emoção não favorável como medo, ansiedade, ciúme, abandono, entre outros, isso pode gerar uma baixa na imunidade e, consequentemente, o surgimento de enfermidades físicas”, relata o veterinário.

A calopsita Bethoven precisou dos florais para tratamento do excesso de ciúme.

Foto: Arquivo Pessoal

Para cuidar melhor do lado sentimental dos animais, entram em campo as terapias complementares, como a homeopatia, acupuntura, aromaterapia, ozonioterapia, fitoterapia, cristalterapia, reiki e a terapia floral. O veterinário Mauricio indica a terapia floral aos seus pacientes, pois acredita tratar-se de uma terapia que atua diretamente no campo emocional dos animais.

“A terapia floral atua sem desvios no sentimental, trazendo harmonia e bem-estar ao animal e à tutora. Além disso, o floral pode ser indicado no tratamento de todas as espécies de animais, não existindo nenhuma restrição, contraindicação e funciona de forma excelente”, explica Mauricio, que finaliza com um recado. “Os benefícios da companhia de um pet são muitos, a presença do animal promove uma sensação de bem-estar aos tutores, diminuindo a ansiedade, estresse, depressão, ou seja, vão provocar verdadeiros momentos de felicidade aos seus donos. Porém, este convívio pode não ser tão benéfico para estes animais, pois cada vez menos o tutor tem tempo para dar atenção a eles. Com isso, pode gerar ansiedade, sensação de abandono”, finaliza.

Renata Lacerda, 35 anos, servidora pública e esposa de David Mesquita, 31 anos, conta a história da Luna, uma gatinha de gênio forte que não queria dividir seus donos. Depois de quase meia década junto ao casal, no início deste ano ela se viu obrigada a dividir os holofotes, e, para não perder o papel de protagonista, colocou as garras de fora. Ficou até deprimida. 

“No início deste ano, adotamos outro gatinho, o Sun, e isso mexeu muito com ela. Ficou arredia comigo e com o meu marido, passando a ficar mais tempo na rua do que em casa. Parou de beber água, ficou doente e deprimida. Na emergência da veterinária diagnosticaram estresse. Então, passamos a trata-lá com terapia floral, isso ajudou bastante na fase de adaptação. Antes, ela chegava batendo no Sun, em momentos chorava, chegando a me agredir em diversas ocasiões. Com o tratamento, passou a cheirá-lo e a tolerá-lo com mais facilidade, voltou a ficar carinhosa conosco e passou a ficar mais em casa. Foram precisos quatro meses de tratamento com florais para ela ficar como está agora”, revelou a servidora.

A turismóloga Fernanda Goulart, 29 anos, conta sobre sua relação com o possessivo Bethoven, que não permitia que outras pessoas se aproximassem dela, nem mesmo o seu marido. Hoje, aos seis anos, a calopsita carrega uma grande história de amor e ciúmes ao lado de sua dona. 

“Quando o adotei, ele não era acostumado a ficar no colo, mas, aos poucos, foi se apegado a mim. Passei a reparar que ele recusava o toque de outras pessoas. Quando estava comigo, outras pessoas não podiam encostar em mim, nem mesmo meu marido, ele ficava nervoso e tentava bicá-lo. Levamos ao veterinário, que receitou os florais. A terapia tratou o ciúme e a possessividade, além de outros distúrbios comportamentais, como gritar em nossa ausência. Bethoven melhorou bastante, ficou bem mais dócil, recomendo o tratamento”, finaliza.

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