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O sabor da saúde

Crescem os seguidores da alimentação funcional

A estudante de nutrição Carolina Diniz, de 22 anos, resolveu adotar a alimentação funcional em sua vida e dá dica de receitas em suas redes sociais

Foto: Lucas Benevides

Mesmo com o constante crescimento da alimentação saudável, muitas pessoas ainda utilizam produtos industrializados que se denominam light ou diet, ricos em calorias vazias. Vindo na contramão desse cenário, surge a gastronomia funcional, incorporando no preparo dos alimentos ingredientes que proporcionam benefícios à saúde. O fundamento é nutrir o organismo oferecendo elementos essenciais à saúde e não apenas alimentar. 

“Os alimentos da gastronomia funcional são ricos em macronutrientes essenciais, vitaminas, minerais, fibras e antioxidantes. Eles contribuem para a diminuição dos radicais livres, modulação de processos inflamatórios, controle do colesterol e da pressão arterial, prevenção de doenças cardiovasculares, crônicas e degenerativas, como diabetes, aterosclerose e câncer”, afirma a nutróloga Suzana Lessa. 

Na gastronomia, esses alimentos envolvem a aplicação dos processos básicos da técnica e utilização de métodos de preparo para garantir ao máximo a preservação das características nutricionais. Pensando nisso, a estudante de nutrição Carolina Diniz, de 22 anos, resolveu adotar o método em seu estilo de vida. 

“Meu interesse em seguir uma alimentação funcional surgiu pensando na vitalidade positiva para atingir uma saúde integral e equilibrada. Através dessa alimentação, consigo aumentar a defesa do organismo, prevenir e reduzir riscos de doenças cardiovasculares, neurológicas, doenças crônicas e autoimunes”, conta Carolina, que já sente os efeitos no corpo. “Senti melhora da qualidade do sono, disposição, no humor, desempenho físico e mental, além de um melhor funcionamento intestinal e concentração”.

Carolina, que compartilha com seus seguidores diversas receitas funcionais, acredita que quem se compromete em ter uma alimentação variada, baseada em comida de verdade, consegue seguir os princípios da gastronomia funcional.

“É importante o consumo dos alimentos orgânicos, sempre que possível, e a ingestão de vegetais, hortaliças e frutas diariamente. Além disso, é primordial evitar o consumo de produtos industrializados, frituras, farinhas refinadas, produtos ricos em açúcar, óleos vegetais e temperos prontos com alto teor de sódio”, aconselha.

A engenheira de produção Isabel Trindade já introduz uma alimentação saudável na vida do seu filho Arthur, de 3 anos.

“Sempre fui preocupada com a alimentação, até porque fui uma adolescente gordinha, porém, quando engravidei, tudo aflorou ainda mais em mim. Engordei 8kg na gestação, e meu pequeno mamou até os 9 meses. Nos primeiros 18, priorizei produtos orgânicos, variedades de frutas, legumes, verduras e grãos, o que acabou virando rotina na minha vida. Hoje em dia, meu filho é aquela criança de 3 anos que não come açúcar, prefere frutas, legumes e verduras e, quando perguntam o que ele quer comer, ele pede brócolis, abobrinha, beterraba e banana”, conta orgulhosa. 

Suzana Lessa (ao lado) explica que os alimentos funcionais são ricos em macronutrientes essenciais, vitaminas, minerais, fibras e antioxidantes. Abaixo, Isabel Trindade, que incorporou os alimentos funcionais na dieta do filho

Foto: Lucas Benevides

Durante a preparação do aniversário do seu filho, Isabel decidiu produzir todas as comidas que iria oferecer na festa, pois os bufês que procurava não ofereciam opções saudáveis para seu filho e convidados. Surgia, ali, a Comendo Melhor, que oferece opções de doces e salgados sem leite, ovos e glúten.

“Junto com a preocupação nas produções inclusivas para os nossos pequenos com alergia alimentar, alinhamos a base da alimentação funcional, escolhendo ingredientes que trazem benefícios à saúde, sem conservantes, corantes, adoçantes e preferencialmente orgânica”, explica Isabel. 

De acordo com a nutróloga Suzana Lessa, é importante salientar que uma simples dieta é um regime alimentar elaborado para uma determinada pessoa com inúmeras possibilidades estratégicas, podendo ter como base alimentos funcionais ou não.  

“Uma boa maneira de começar a seguir a alimentação funcional é sempre escolher alimentos não industrializados. Consumir mais do que se compra na feira, que tem curto prazo de validade, e menos do que se compra em prateleiras de mercado. Procurar fazer um prato bem colorido é uma boa forma de garantir boa variedade nutricional. Além de incorporar alguns exemplos de alimentos funcionais, como sementes (chia, linhaça, semente de abóbora, girassol), castanha-do-brasil, castanha-de-baru, coco, cacau, biomassa de banana-verde, aveia, chá verde, dentre outros”, orienta. 

 
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