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Pedaladas futuristas

Através da tecnologia, o SPIVI permite alcançar a boa forma utilizando ergométricas

O SPIVI promete tornar a experiência de utilizar uma bicicleta ergométrica muito mais segura e dinâmica

 

Hoje, a prática de atividade física não se resume a um esforço individual que se cadencia por respostas fisiológicas, mas sim a um trabalho conjunto que envolve tanto acompanhamento profissional quanto auxílio de recursos tecnológicos. Essa configuração se estendeu para as salas de bike indoor, ou spinning, através da tecnologia SPIVI, desenvolvida pela empresa israelense de mesmo nome, que promete tornar a experiência de utilizar uma bicicleta ergométrica muito mais segura e dinâmica. Não é só pedalar. Loany Santos, professora de educação física e instrutora de SPIVI há um ano na Academia Tio Sam, explica que é muito mais que isso. “Uma definição básica do SPIVI seria de que é um programa que funciona via Bluetooth, ligado em cada bicicleta com sensores, que jogam as informações para o computador, que, por sua vez, transmite imagens de avatares na televisão. Os avatares representam cada aluno pedalando, que são, um por um, listados com os números das bicicletas da sala. A partir disso, eu consigo ver a rotação e a frequência cardíaca dos alunos”, explica Loany. Segundo ela, isso ajuda muito no acompanhamento pessoal e na evolução das performances dos praticantes, pois além de definir metas de velocidade e carga, o peso da pedalada, que define as dificuldades, também ajuda na programação das aulas. “Na sala, duas televisões de 55 polegadas ficam de frente para os alunos, transmitindo todas as informações e os cenários que eu escolho, como, por exemplo, uma estrada em uma serra, que usamos bastante. São diversos temas e percursos que eu posso controlar a subida, a descida, o tempo”, conta.

Através das animações dos monitores, o instrutor consegue controlar as metas a serem alcançadas

 

Além de poder controlar as animações dos monitores, o instrutor consegue controlar as metas a serem alcançadas com relação aos batimentos por minuto (BPM), que têm suas dificuldades classificadas por cores, como verde, amarelo e vermelho. “Às vezes eu posso pedir para que todos se mantenham em 100 BPM, mas pode ter pessoas que não conseguem. Com as informações disponíveis, eu não forço. Além disso, o software disponibiliza outras informações, como calorias gastas, tempo corrido e a pontuação total acumulada pelo aluno, que pode ser acompanhada também pelo aplicativo do SPIVI”, revela. A advogada Ana Carolina Quarterolli, de 29 anos, pratica o SPIVI há 5 meses, e diz que se interessou principalmente pela dinâmica da modalidade, que propicia a motivação. “Falando de maneira geral, essa função de ter várias informações é bem importante, porque eu consegui um desempenho bem melhor. Às vezes você está ofegante e tudo, mas não está dando o seu máximo, não está no limite do exercício que é proposto pelo instrutor. Isso ajuda muito a ter noção do que está acontecendo, ou, pelo menos, chegar bem perto do que está sendo pedido, sempre respeitando o limite”, relata Ana, que diz ter conquistado muitos benefícios com a modalidade, ganhando força e fôlego para o dia a dia.

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