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Pegou o buquê?

Protagonista de uma das lendas mais antigas, o ramo de flores se mantém especial

Ramo de flores é especial para os casamentos

Foto: Divulgação

Existem muitas versões de como surgiu a origem do buquê de noiva, o que acaba deixando a história sobre o ramo de flores muito incerta. Uma das teorias é a de que o buquê surgiu na Grécia antiga, quando as noivas ofereciam flores como forma de honrar a deusa Hera, noiva de Zeus. Já na Idade Média, era de costume as noivas fazerem o trajeto até a igreja a pé e, durante o percurso, recebiam ervas e temperos para dar sorte e felicidade, formando, assim, um buquê de noiva nas mãos. Na Europa, o buquê se popularizou. Foi lá que os arranjos começaram a se sofisticar e as noivas passaram a escolher os tipos de flores em seu buquê.

“Antigamente, eram usados buquês vermelhos. Atualmente, devemos esquecer essa coloração, pois deixam o visual extremamente pesado. Os mais usados são os brancos e os em tons pastel, nos modelos redondos ou em cascata. Se a noiva for católica, pode entrar na igreja com um terço da família nas mãos, o que, sem dúvidas, dará um toque de sobriedade à ocasião. Certa vez, assisti um casamento em que a noiva improvisou usando uma única rosa, com um laço de fita, aproveitada de um buquê que o próprio noivo havia lhe enviado na véspera. Além da simbologia, foi uma das noivas mais originais e chiques que já vi”, diz a cerimonialista Maria Eugênia Zani. 

Apesar dos modelos assimétricos estarem em alta, as noivas tradicionais e românticas preferem buquês de rosas e orquídeas redondos e estruturados, que, por sinal, acrescentam um charme especial ao momento. Porém, o mais importante é que combine com a personalidade e o estilo da noiva. 

“Assim como todos os outros itens do casamento, a escolha do buquê deve levar em consideração o estilo da festa e também o estilo da noiva. Basicamente, o buquê de noiva envolve três grandes decisões: a cor, as flores e o modelo. Vale ressaltar algumas dicas, para não errar ou enfeitar demais a cerimônia. Na hora de escolher o buquê, é importante combinar com o seu estilo, com o estilo do vestido, com o horário, com o local escolhido e considerar sua estatura para determinar o formato. Encomendar o buquê com bastante antecedência também é uma medida importante para que o florista possa garantir as flores escolhidas. A palavra-chave é harmonia”, aconselha Maria de Lourdes Cunha, cerimonialista que se define “fissurada em casamentos”. 

Carolina Garcia ao lado de sua cunhada, Angel Souza. Ambas pegaram o buquê e vão se casar

Foto: Arquivo pessoal

Durante a festa, um dos momentos mais aguardados pelas mulheres é a hora de jogar o buquê, pois, segundo diz a lenda, “a pessoa que pegar o buquê será a próxima a se casar”. A estudante de desenho industrial Carolina Garcia, de 24 anos, não acreditava muito nessa história, mas foi surpreendida no último casamento que presenciou.  

“No momento em que a noiva foi jogar o buquê, eu, imediatamente, me afastei e fiquei bem longe do local, porque em todo casamento que eu ia e tentava pegar, me esforçava muito e nunca conseguia. Estava superdesacreditada em relação a isso. Só que aconteceu o inesperado: o buquê veio direto na minha mão. Fiquei muito feliz e emocionada, pois logo após fui pedida em casamento”, diz Carolina, agora noiva de Alessandro Junior. 

A prática de pegar o buquê surgiu em meados do século XVI, na França. Naquela época, as convidadas solteiras, que estavam em busca de um noivo, arrancavam pedaços do tecido do vestido da noiva para atrair o casamento. Mas, com o passar dos anos, e com a popularização do buquê para substituir esse costume, as noivas decidiram jogar o ramo de flores, o transformando no “talismã da sorte”. 

Mesmo Carolina não acreditando, parece que a lenda atingiu até parte da sua família. Sua cunhada, Angel Souza, de 23 anos, também pegou o buquê e vai casar no ano que vem. 

“Conheço muitas pessoas que pegaram e se casaram, como, por exemplo, minha irmã, prima, amiga, e, agora, minha cunhada. Mas acho que a lenda é muito relativa, não necessariamente uma regra. Quando a pessoa é solteira, sempre vai existir uma pressão na hora em que a noiva vai jogar o buquê. E sempre falam para a ‘encalhada’ da família tentar pegar, ou a pessoa que está namorando sofre um incentivo forçado”, conta Carolina.

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