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Pelo mundo

Viajar sozinha pode e deve ser uma experiência transformadora. Para que a viagem aconteça sem contratempos, entretanto, alguns cuidados devem ser tomados

Lilia Telhado tem como destino favorito a Grécia, onde já foi a lugares como Zaquintos e Atenas

Foto: Arquivo Pessoal

O mundo está cheio de possibilidades para as mulheres. Uma delas é a de viajar sozinha, estar em um lugar completamente novo, com uma cultura diferente, usufruindo da própria companhia e das belas paisagens que a natureza tem a oferecer. Isso sem falar no fato de que viajar sozinha é uma ótima oportunidade para conhecer novas pessoas e trocar experiências que serão guardadas para toda a vida.

A arquiteta Lilia Telhado (33) encontrou no ato de viajar sozinha uma nova paixão. Decidiu ajudar quem também tem vontade de explorar o mundo e criou um perfil no Instagram (@euviajosozinha), onde dá dicas de onde ir, o que fazer na cidade, onde se hospedar e como curtir a viagem em sua própria companhia. 

“A única desvantagem de viajar sozinha é não ter quem tirar foto sua. Ou você fica na selfie ou na GoPro. Geralmente quando você pede para alguém na rua, a pessoa tira muito mal. A intenção é que a paisagem apareça, e tiram mais do seu pé, do corpo, do que da paisagem. Fora isso, tudo é vantagem: você faz tudo no tempo que quiser. Se quiser dormir mais, você dorme; se quiser acordar cedo também, tudo você pode.  Liberdade é a palavra”, resume.

De Niterói pro mundo, Lilia já viajou para 25 países. Seu destino favorito, entretanto, é a Grécia.

“Os gregos são muitos simpáticos, a culinária é maravilhosa. Já fui duas vezes a Atenas, e, da última vez, fui às ilhas de Míconos, Santorini, Cefalônia e Zaquintos. São lugares maravilhosos, paradisíacos, e supertranquilos. Além de ter estrutura legal para turismo, a natureza é muito linda, é diferente de tudo que eu vi. Pretendo voltar lá muitas vezes, até os últimos dias da minha vida”, admite a arquiteta.

Infelizmente, apesar de viajar sozinha ser uma experiência para se levar na vida, é preciso estar alerta aos perigos que as mulheres estão suscetíveis, principalmente em um lugar novo, onde se é estrangeira. Deixar de viajar por falta de companhia não deveria ser uma opção, basta planejar sua viagem e, voilà, se jogar no mundo sem medo.

Júlia Knauer prefere destinos “cinematográficos”, como Londres

Foto: Arquivo Pessoal

 “Principalmente para quem vai viajar sozinha, a dica mais importante é pesquisar muito sobre o destino, assim você se familiariza com o lugar. Hoje em dia, tem o Google Maps, que consegue ver a rua onde você vai ficar hospedada, além de ter a possibilidade de ler sobre golpes que acontecem nos lugares. Quando você está sozinha, fica um pouco mais vulnerável, e, se alguém tentar te dar um golpe, já estará prevenida”, explica Lilia, que aconselha: “Se está indo para algum lugar culturalmente diferente, é bom saber os costumes, onde fica a embaixada brasileira. Se precisar entrar em contato, já vai saber onde pode ir. Conhecer cada lugar que você vai e como funciona a cultura local é essencial”, previne. 

A advogada Júlia Knauer (24) também acredita que a principal dica para quem quer se aventurar sozinha é planejar cada passo.

“O maior cuidado que eu tenho quando estou sozinha é procurar saber qual caminho pegar, qual ônibus, qual a estação de metrô mais próxima e qual o caminho que o táxi deve fazer. Às vezes, você chega sem bateria nos lugares, e é bom ter o endereço anotado direitinho, porque, quando estamos sozinhas, contamos só com nós mesmas. Se a bateria do celular acabar, não vai ter outra pessoa a quem recorrer”, aconselha Júlia, que prefere as cidades grandes pelas quantidades de programas culturais oferecidos. Dos 21 países em que foi, seus destinos favoritos são os cinematográficos. “Em Nova Iorque, me senti num filme, é uma cidade supercinematográfica. Você sente que já passou em todos os lugares porque viu nos filmes. Londres era uma cidade que eu sempre sonhava em conhecer e foi tudo o que eu imaginava. Por Roma, sou apaixonada. A cidade tem muitos lugares históricos, de repente você avista uma ruína e descobre que foi onde Júlio César foi assassinado. No fim, quando você viaja para a cidade grande, acaba se protegendo da multidão, mas tem tanta gente fazendo tanta coisa que você não se sente tão sozinha”, reflete Júlia.

Uma das recomendações da advogada é sempre ter um ponto de apoio, que pode ser alguém do hotel em que está hospedada, por exemplo.

“Sempre estabeleci contato com alguma pessoa de fora e contava meu roteiro de passeio, meu horários, deixava a pessoa sempre avisada sobre os movimentos. Quando se está sozinha, ninguém percebe a sua falta. Uma vez, avisei à recepcionista do hostel em que eu estava. Mulher sempre entende mulher, e elas sugerem lugares e quais caminhos seguros seguir. Durante a viagem, você acaba tendo contato com outras mulheres e uma toma conta da outra”, relata Júlia, que mantém no Instagram um perfil (@juleswithamap) de dicas para quem quer estudar ou trabalhar fora do País. 

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