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Pelo mundo, sempre

Viajar na melhor idade pode ser uma experiência transformadora

Os amigos Maria de Lourdes de Andrade, Zolda Amazonas, Eduardo Arauju e Selma Albuquerque: juntos em viagens para vários lugares do Brasil e do mundo

Foto: Lucas Benevides

Certa vez, um jovem de 17 anos ouviu de uma cartomante que, no passado, ele havia sido um príncipe oriental e teria feito várias mulheres sofrerem de amor, o que resultaria em um futuro escrito por mãos femininas. Através de uma mulher, ele conheceria o mundo e sempre viveria cercado por elas. 

“Era patologista clínico quando surgiu essa mulher, a Elza Soares, com quem trabalhamos por 30 anos. Ela me levou para conhecer 16 países”, conta o produtor artístico Eduardo Arauju, 55 anos, que acredita ter contado com o destino para conhecer o mundo. “Um dia, conheci outra mulher, a Mayeda Isabelle, que me ofereceu uma viagem a Dubai de presente. Fui, fiz um desfile nas areias no deserto, levei nove senhoras comigo. Voltei à história da cartomante e não parei mais de viajar. Semana que vem, vou ao Egito e depois à Tailândia. Isso porque acabei de chegar de Portugal com as senhoras do calendário”, revela Eduardo.

Viajar é sair do ambiente cotidiano, permitir o corpo e a mente viverem novas histórias e aventuras. É a única coisa onde gastar dinheiro nos deixa mais rico, como diz Selma Albuquerque, de 63 anos.

“O melhor dinheiro que você emprega é em viagem, você ganha experiência, a riqueza vem em sabedoria. Comecei a viajar com o grupo ‘Senhoras do Calendário’ e viajo sempre que posso”, explica Selma, que partilha destes momentos com suas amigas, dentre elas a Maria de Lurdes de Andrade, de 75 anos, que viaja desde jovem. “Trabalhei 28 anos e viajei em todas as minhas férias. Junto com minhas amigas fui a Dubai, Buenos Aires, etc.”, conta. 

Diferente dos mais novos, que têm suas responsabilidades no emprego e na família, na terceira idade é possível dedicar mais tempo para viajar, desde que tenha saúde, leve todos os medicamentos com receitas na bagagem e equipamentos médicos, faça o seguro-saúde e fique atento à alimentação. Viajar traz benefícios e qualidade de vida, explica o psicólogo Bruno Fernandes.

“Viajar para o idoso é uma oportunidade para resgatar lembranças, voltando a lugares importantes em sua história, assim como uma forma de criar novas memórias, aprendizados e experiências”, revela.

Para Zolda Amazonas, 72 anos, a terceira idade é o melhor momento para aproveitar.

“Viajar nos faz conhecer novas culturas, novos lugares. Quando viajo, esqueço as limitações da idade”, admite. 

A Agência de Intercâmbio STB em Niterói disponibiliza um programa de intercâmbio especial para a terceira idade, o “Club 50 +”, destinado exclusivamente para pessoas acima de 50 anos que querem aprender inglês em Malta, viajar, fazer novas amizades e socializar-se.

“Os idosos têm valorizado cada vez mais a imersão cultural no destino escolhido e não só passear. Eles sempre voltam diferentes de uma viagem”, diz Veronica Lentino, sócia proprietária do STB Niterói. 

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