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Poder da mandala

Originária do Tibete e Símbolo de energia, ela auxilia na busca pelo relaxamento e pela harmonia

Ludmila Coutinho dá aulas de confecção de mandalas e acredita que os símbolos trabalham as pessoas nos níveis físico, emocional e energético

Foto: Divulgação

As mandalas são símbolos energéticos que representam integração, totalidade e harmonia. A palavra vem do sânscrito e significa círculo ou energia circular. Elas crescem em padrões repetidos, em torno de um ponto central, do qual emanam uma série de símbolos, formas e cores. As suas primeiras aparições surgiram no Tibete, no século VIII a.C., e serviram como instrumentos de meditação. Hoje elas também são utilizadas para desenvolvimento pessoal e espiritual, cura, harmonização de pessoas e ambientes, rituais, dança, decoração, arte e arquitetura.

Segundo a artista plástica e designer Ludmila Coutinho, que dá aulas de confecção de mandalas, os símbolos trabalham as pessoas nos sentidos físico, emocional e energético. No físico, promovem bem-estar, relaxamento e previnem o estresse. No emocional, podem trabalhar conteúdos de emoções antigas, atuais ou futuras, pois o trabalho com mandalas pode sinalizar eventos que aconteceram, que estão ocorrendo e os que estão por vir.

“Durante meus cursos, percebo em meus alunos a produção de emoções e sentimentos e, consequentemente, o aumento da autoestima deles, quando conseguem expressar seus sentimentos por meio dos desenhos. Vejo nitidamente suas integrações, como resultado das expressões de suas consciências. O trabalho com mandalas produz, com certeza, a possibilidade de expressar conteúdos reprimidos e inibidos ao longos dos anos. Portanto,  como artista, entendo seu valor terapêutico”, analisa Ludmila. 

Uma de suas alunas, a bióloga e professora Cláudia Barbosa, de 50 anos, também acredita que os símbolos podem ser terapêuticos. Para ela, fazer mandalas e depois contemplá-las ajuda a se tranquilizar e aguçar a criatividade.

“Essas expressões artísticas e místicas são bastante intrigantes para mim desde cedo. Nos diferentes lugares que já visitei, sempre encontrei, de forma bastante aparente ou não, um desenho de mandala. Quando comecei a estudar biologia, percebi que a natureza se apresenta em forma de mandalas: pequenos cristais de neve, as teias de aranha, o redemoinho das águas... De repente eu comecei a ver mandalas em tudo, isso me fez querer conhecê-las mais”, explica Cláudia. 

As mandalas também sempre encantaram a numeróloga Denise Mello, de 58 anos. O interesse surgiu na sua adolescência, quando descobriu uma afinidade muito forte com tudo o que diz respeito ao Oriente. Por meio dos livros do lama tibetano Lobsang Rampa, ela se iniciou na meditação. Com o tempo, percebeu que as mandalas e os mantras facilitavam muito esta prática. 

“As mandalas me relaxam profundamente. Sejam em vitrais, em desenhos ou mesmo em vídeos na internet, elas têm o poder incrível de me fazer esquecer de tudo. À medida que foco o olhar em seus detalhes, a respiração vai acalmando, os pensamentos vão diminuindo e um vazio relaxante vai tomando conta da mente. Não sei se todos que lidam com elas sentem o mesmo, mas a sensação que tenho é de amor e bem-estar infinitos. É bom demais”, confessa a numeróloga. 

A psicóloga Eliane Vilela explica que a mandala representa o mundo, o todo. Segundo ela, existem vários elementos como pedras, madeiras e cristais para trabalhar a energia, mas a mandala possui um poder mais específico, enraizado, porque faz parte de um consciente coletivo, o da geometria sagrada. Em seu consultório, em Icaraí, ela faz um trabalho ludoterápico que foge da terapia tradicional, no qual o psicólogo apenas ouve o paciente.

“Durante a relaxterapia, as mandalas são projetadas em um telão, enquanto o paciente fica sentado em uma cadeira, de frente para os desenhos. Nós trabalhamos com mandalas de intenção, ou seja, o paciente recebe a energia não só do símbolo, mas também solidifica a energia da intenção colocada no objeto. No processo, além do uso de mandalas, são utilizados outros conceitos como indução, terapia Biot e relaxamento. É um trabalho integrado”, afirma Eliane. 

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