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Que calor!

A chihuahua Dominique, de 8 meses, toma água de coco em seus passeios diários na Praia de Icaraí

Foto: Lucas Benevides

Com as altas temperaturas do verão, muitas pessoas sofrem com o desconforto causado pelo calor. Pois saiba que nossos melhores amigos de quatro patas também podem estar sofrendo e demandando uma série de cuidados para ter um verão mais saudável e confortável. Cães e gatos não suam, o que significa que eles dependem de outros mecanismos para baixar a temperatura do corpo, como a respiração. Através dela, eles eliminam o calor e transpiram.

“Os pets devem ser mantidos em locais bem arejados, ventilados e, muitas vezes, até no ar-condicionado. Como a troca de calor é feita principalmente pela respiração, não devemos mantê-los em locais quentes por muito tempo. Água fresca deve estar sempre disponível”, indica a veterinária Maria Teresa.  

A médica dermatologista Laís Rímolo (28) adora passear no calçadão da Praia de Icaraí com sua pequena chihuahua Dominique, de 8 meses. Apesar dos passeios ao ar livres, Laís se mostra consciente e preocupada com a saúde da pet.
  
“Tenho cuidado redobrado com os horários de passeio e com a hidratação da Dominique. Evito sair de casa entre as 10h e 16h para não correr o risco de queimar as patinhas dela. Para ela se refrescar, aumento a oferta de água, muita das vezes ofereço geladinha e, durante os passeios, dou bastante água de coco, ela adora! Já em casa, a deixo brincar com pedrinhas de gelo, que são diversão garantida”, conta Laís.

A tradutora Alice Branco (36) é tutora dos gatos de três anos Bengala, da raça Bengal, e May, uma vira-lata com FELV (leucemia felina) que demanda cuidados especiais.  

Bengala e May recebem mimos nos dias mais quentes, como o picolé de sachê, que eles adoram

Foto: Arquivo pessoal


“Costumo dobrar a oferta de água pela casa e fazer mais trocas ao longo do dia. Uso potes de porcelana, cerâmica ou inox para manter a água fresca por mais tempo. Nos dias mais quentes, vale até colocar um cubo de gelo. Também ofereço mais ração úmida para aumentar a ingestão hídrica e, de vez em quando, rola até picolé de sachê, que nada mais é do que ração úmida congelada em copinhos de café ou formas de gelo”, revela Alice.  

Segundo a veterinária Táya Figueiredo de Oliveira, é importante lembrar que os meios de controle de temperatura permanecem os mesmos dentro e fora de casa. Deixar animais em carros estacionados na rua, por exemplo, os priva da opção de buscar um abrigo e líquidos para se refrescar. 

“Tanto cães quanto gatos devem ser protegidos do calor extremo, porém, um fator complicador para os cães é que eles não percebem o perigo que correm. Em um dia muito quente, o gato irá se poupar evitando exercícios que possam elevar ainda mais sua temperatura. Já o cão, caso seja estimulado pelo dono ou outros animais, irá brincar, correr, pular, normalmente, podendo desequilibrar os pontos de controle de sua temperatura, podendo levar a um quadro preocupante”, explica a veterinária, que também aponta as principais raças afetadas e doenças que se proliferam nesta época do ano: “Animais braquicefálicos, como buldogues, pugs, shih-tzus e gatos persas tendem a sofrer mais com o verão porque essas raças apresentam características anatômicas em seu focinho que torna sua respiração mais dificultosa. Raças de grande porte e de pelagem densa também correm mais riscos no verão. Doenças transmitidas por carrapatos, pulgas e mosquitos tendem a aumentar, como a ‘doença do carrapato’ transmitida pelos carrapatos, e o ‘verme do coração’, transmitida por mosquitos urbanos, inclusive pelo Aedes aegypti”, finaliza. 

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