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Santos estalos

Conheça a quiropraxia, que proporciona um ajuste vertebral e o autoconhecimento corporal a quem se submete à prática

O quiroprático promove um ajuste vertebral e nas articulações

Foto: Lucas Benevides

abe aquela sensação gostosa de relaxamento que acontece quando, sem querer, a gente estala as costas ou o pescoço? Pois saiba que existe um tratamento que provoca esses e muitos outros estalos que vão muito além do relaxamento, podendo curar males da coluna e articulações. Trata-se da quiropraxia, um tratamento gostoso pra quem recebe, mas que pode causar uma certa agonia em quem observa.

Técnica libera o trajeto dos nervos para dar as respostas que o organismo precisa

Foto: Lucas Benevides

A quiropraxia é um tratamento que identifica, trata e previne problemas na coluna vertebral. Uma especialidade voltada a identificar disfunções mecânicas no sistema neuro-músculo-esquelético e seus efeitos na saúde geral. É indicado principalmente para dores na coluna, tensão muscular, dor de cabeça e restrições em alguns movimentos. No entanto, não serve apenas para aqueles que já estão sofrendo, mas também para os que desejam garantir boa saúde do corpo de maneira preventiva ou simplesmente relaxar com a sensação de alívio que as manobras e seu decorrentes estalos proporcionam. A sensação principal é de relaxamento, afirma a estudante Julia Aguillar, de 27 anos, que utiliza a quiropraxia para tratar a cervical.

 “Quando a gente não conhece o estalo, leva um susto. Mas, na mesma hora que faço, me sinto mais leve e, pouco tempo depois, vem o alívio da dor, se for o caso. Utilizo mais para destravar a cervical e a melhora é quase imediata”, elogia Julia.

De cada dez pacientes que procuram a quiropraxia, cinco são por causa de dores da região lombar e cervical. Com o aumento do uso de smartphones e computadores, essas dores aumentaram e, de acordo com o fisioterapeuta Raldrei Natividade, a quiropraxia tem resultados muito bons para as  patologias consequentes disso, tais como hérnia de disco, cervicobraquialgia, torcicolo, síndrome do escaleno, entre outros.

“O paciente sente um alívio imediato, porém também um susto, porque ele sente um estalo em suas articulações, entretanto, no instante seguinte, uma sensação muito boa. Para quem olha de fora, parece uma manobra bruta. Mas tenho amigos e familiares que sempre que me encontram me pedem para fazer uma manobra, é o ‘dá uma estaladinha aqui, por favor’. Só por causa do alívio gostoso que isso proporciona”, lembra Raldrei.

A palavra quiropraxia deriva de duas raízes gregas: quiros, que significa mãos, e práxis, que significa exercer ou praticar. Assim, o quiropraxista ou quiroprático utiliza as mãos, com movimentos precisos, chamados de manobras, para promover os ajustes necessários e restabelecer o equilíbrio. Por ser uma profissão de contato primário com o paciente, não necessita de um encaminhamento de outro profissional para iniciar o tratamento. Outro grande diferencial da quiropraxia é que ela fornece ao paciente o autoconhecimento do próprio corpo e ajuda a inserir hábitos que proporcionem bem-estar e qualidade de vida para que, assim, a pessoa não volte a sofrer no futuro.

O sistema nervoso e o periférico ficam livres de compressões

Foto: Lucas Benevides

Em sessões que custam em média R$ 200, o quiroprático promove um ajuste vertebral e nas articulações, que liberam o trajeto dos nervos para dar as respostas que o organismo precisa. O sistema nervoso e o periférico ficam livres de compressões. De acordo com Raldrei, o método também tem se mostrado eficaz para vários tipos de lesões e desconforto, não só na coluna, mas nos membros superiores e inferiores, enxaquecas e desconfortos. Para o especialista, a segurança também é um fator indispensável nesse tratamento.

“O quiroprático deve fazer uma sessão minuciosa, com calma. Fazer uma avaliação bem-feita das disfunções e escutar o paciente para elaborar um plano de tratamento perfeito e, acima de tudo, passar segurança para ele. Uma das contraindicações que eu mais respeito é a solicitação do paciente para realizar uma manobra por causa de medo ou informação equivocada. Mas, frequentemente, durante as sessões, vou conquistando sua confiança e mostrando a eficácia da prática, até que ele se sinta confiante e me permita atuar”, acrescenta o fisioterapeuta.

A única regulamentação oficial para o exercício da quiropraxia no Brasil hoje é para os fisioterapeutas. Tanto a graduação quanto o ensino técnico ainda se encontram na etapa de projeto de lei. O fisioterapeuta, por sua vez, precisa fazer uma pós-graduação lato senso, de 500 horas em quiropraxia, ou ainda fazer o que se chama de ensino continuado, com a mesma carga horária, para depois prestar uma prova junto ao conselho federal, de forma a exercer a prática regularmente, ressalta Jemerson José Polli Oliveira, presidente da Associação Nacional de Fisioterapia em Quiropraxia (Anafiq).

“Hoje, 80% das pessoas sofrem, em algum grau, da coluna, e a quiropraxia é um tratamento que proporciona resultado até 3 vezes mais rápido que a fisioterapia tradicional. Acredito que, esse profissional deve sempre solicitar, no mínimo, um exame de raios X para realizar o tratamento de maneira mais profunda e encaminhar para um médico se for necessário. As principais contraindicações para quiropraxia são problemas de circulação na área do pescoço, osteoporose avançada, fraturas e tumores”, conclui o presidente da Anafiq.

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