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Um vício doce


O açúcar vicia e pode causar males ao organismo

Ilustração: Pixabay

Se existe um ingrediente na culinária que pode ser eleito como polêmico, além do ovo e do atual óleo de coco, ele é o açúcar. E a discussão não é entre nutricionistas e médicos, é entre consumidores viciados. Sim, o açúcar vicia. Para eles, é difícil abrir mão do açúcar na rotina, mas especialistas indicam que há um meio-termo e ainda reforçam que carboidrato também se torna glicose no organismo. Para o nutrólogo especializado em medicina esportiva Alexandre Merheb, nem todo o mundo reage da mesma forma à ingestão de um doce. 

"Quanto mais insulina eu jogar na circulação quando como um carboidrato - não apenas o açúcar -,  menos saudável aquilo será. Essa característica é passível de ser modificada por tratamentos adequados, ou seja, se tenho um pâncreas hipersensível reagindo em exagero à ingestão de carboidrato, sempre poderei modificar essa característica de momento reduzindo as descargas de insulina e tornando o consumo de carboidratos cada vez tolerado em maior escala", explica.

Quando se refere a excessos, o açúcar pode, sim, ser um vilão. De acordo com o endocrinologista Ronei Gustavo Vargas, da Medcenter Policlínica Copacabana, o açúcar em suas várias formas é o grande promotor da obesidade, mas seus níveis altos no sangue podem ser associados a quase todos os tipos de doenças.

"Podemos citar as doenças degenerativas, doenças cardiovasculares, derrame cerebral (AVC) e o diabetes. Segundo estudo realizado pelo Centro de Prevenção e Controle de Doenças (Center for Disease Control and Prevention – CDC) com mais de 31 mil participantes da Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição (National Health and Nutrition Examination Survey), pessoas que consomem mais de 21% das calorias diárias provenientes do açúcar de adição têm o dobro do risco de morte por doença cardiovascular, quando comparadas àquelas que consomem menos que 10%", analisa.

É bom lembrar que, segundo as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo diário de calorias provenientes do açúcar de adição não deve ultrapassar os 10%.

"Alguns desses estudos já evidenciam suspeitas da relação da obesidade, com alguns tipos de cânceres. Assim como essa substância desempenha um papel significativo no processo de obesidade, já se sabe que o aumento da gordura corporal ao promover processos inflamatórios no organismo pode danificar o DNA e levar ao câncer. Dessa forma, o consumo excessivo de carboidratos e açúcares é um dos principais responsáveis pelo aumento da gordura corporal, e, consequentemente, da obesidade", alerta o endocrinologista Ronei.

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