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Cirurgia bariátrica aumenta em todo o mundo

Disposição para enfrentar dietas é cada vez menor e cresce o número de pessoas não tentam outros tratamentos

Cientistas de vários países participaram de um estudo que concluiu que o número de pessoas que fazem cirurgia bariátrica está crescendo em todo o mundo. Os números não mentem e a constatação é óbvia: a população mundial está cada dia mais obesa.

Um estudo publicado este mês na Universidade de Harvad, EUA, mostrou que de cada três pessoas no planeta, uma tem sobrepeso, e de cada 10, uma é obesa.
No Brasil, um relatório da ANS -Agência Nacional de Saúde Suplementar, aponta um crescimento de 20% nos últimos dois anos no número de cirurgias. Já são 100 mil por ano no Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica.

Segundo o cirurgião Guilherme Cotta, Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica-RJ , elas estão cada vez mais seguras. “Nós temos hoje no Brasil 5 milhões de pacientes que podem se beneficiar com o tratamento, obviamente depois de tentado o tratamento clínico, que falha na grande maioria das vezes nessas populações, e aí se indica a operação. Então, 5 milhões, estão sendo operados, mais ou menos, 100, 110 mil por ano, isso dá entre 2 e 2,2%, um percentual muito pequeno de cirurgia bariátrica pelos benefícios que ela dá”, explica Cotta.

Fazer exercícios e fechar a boca são os remédios conhecidos para perder peso, mas nem sempre são suficientes. Para saber se é hora de procurar ajuda médica, um bom indicador é o Índice de Massa Corporal, um cálculo feito com base na altura e no peso. E não adianta encolher a barriga: os números não mentem.

O cálculo é o seguinte: divida seu peso pela altura, depois divida o resultado novamente pela sua altura. Se o resultado for até 24,9, você está dentro da normalidade. Se for igual ou superior a 25, isso significa sobrepeso. Igual ou acima de 30, obeso. Igual ou acima de 35, você pode ser elegível para cirurgia se tiver doenças como diabetes. Igual ou acima de 40, mesmo sem nenhuma doença, a cirurgia já é recomendada.

Alertas - A economista Marcela Novais, 28, que fez a cirurgia há um ano deixa um alerta. “Cirurgia não é milagre. A cirurgia te ajuda, mas você tem que se controlar, por exemplo, quando tem vontade de comer doce. Eu compro um chocolate, como um pedaço que me satisfaz e nem levo para casa o restante. Dispenso pelo caminho, que é para não ficar dentro de casa”, diz. 

Já a jornalista Mirian Carneiro Barbosa, 53, operada há um ano e dois meses, deixa seu recado: “A cirurgia é uma mudança de vida. O único arrependimento que tenho é não ter me operado antes. Mas, as transformações têm de ser para a vida toda. Exercícios físicos e reeducação alimentar fazem parte desta rotina para o sucesso do procedimento”.

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