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Febre amarela: vacinação continua

Niterói, que possui estoque de 135 mil doses, já vacinou quase três vezes mais em 2017 que em anos anteriores

Niterói ainda tem disponível, distribuídas entre todas as salas de vacina do município, 135 mil doses de vacinas contra a febre amarela. Com os esforços da Secretaria Municipal de Saúde para ampliar a imunização da população, no comparativo com outros anos, em 2017 foi registrado aumento significativo no número de vacinados no município: nos últimos dez anos, a cidade imunizou 251.752 pessoas contra a febre amarela. Deste total, 75% das vacinações foram feitas em 2017, totalizando 186.789 imunizações nos últimos oito meses. No somatório dos nove anos anteriores, o número de vacinados ficou em 64.963, quase três vezes menos que o ano corrente. Ainda há, contudo, mais de 100 mil pessoas que podem ser imunizadas e 135 mil doses disponíveis na cidade.

É importante destacar que, segundo a Secretaria de Estado de Saúde, não há registro de circulação do vírus da febre amarela silvestre na cidade, mas o órgão municipal ressalta a importância da imunização contra a doença. A secretária municipal de Saúde de Niterói, Maria Célia Vasconcellos, pontua que a vacinação contra a febre amarela faz parte do calendário de imunizações do município, e convida a população que ainda não se vacinou a se prevenir.

“É importante que as pessoas que ainda não receberam a dose da vacina procurem uma unidade para se proteger contra a doença. Desde o mês de março, quando os primeiros casos da doença surgiram no Estado do Rio, a Prefeitura aumentou a oferta da vacina através da abertura de novas salas de imunização”, frisa.

A Prefeitura aumentou a oferta da vacina através da abertura de novas salas de imunização, solicitando novas remessas de imunizações ao Governo do Estado e destacando duas equipes volantes para vacinar a população que reside em áreas próximas a matas e fronteiras com outros municípios, como Várzea das Moças, Muriqui, Matapaca e Região Oceânica. A média de vacinados na cidade chegou a 5 mil pessoas por dia. No ano passado, eram imunizadas cerca de 300 pessoas por mês.

A imunização ocorre de segunda a sexta, das 8h às 16h, em todas as policlínicas regionais do município, na Policlínica Comunitária de Jurujuba, na Clínica Comunitária da Família de Várzea das Moças e da Teixeira de Freitas, nas Unidades Básica de Saúde (UBS) de Piratininga, Santa Bárbara e do Baldeador (Morro do Castro) e nos módulos do Programa Médico de Família do Engenho do Mato, Cafubá II, Cafubá III, Matapaca, Badu, Maravista, Cantagalo, Sapê e Caramujo. 

A doença – Há duas formas de transmissão de febre amarela: silvestre e urbana. As duas são causadas pelo mesmo vírus, mas se diferem pelo vetor de transmissão. A forma urbana é transmitida pelo Aedes aegypti e, de acordo com o Ministério da Saúde, desde os anos 1940, o Brasil não registra casos deste tipo da doença. Já a silvestre é transmitida pelos mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes, insetos de hábitos estritamente silvestres. Quando o mosquito pica um macaco ou uma pessoa doente, que está com febre amarela, ele torna-se capaz de transmitir o vírus.

Os sinais e sintomas mais comuns da doença são: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos que duram, em média, três dias. 

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