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H1N1: nova estratégia de combate

Sem atingir meta, Estado pretende ampliar imunização para toda a população a partir do próximo dia 15

A 21ª Campanha Nacional contra a gripe foi iniciada em 10 de abril e estava programada para encerrar no dia 31 de maio

Arquivo/Agência Brasil

Após a prorrogação da campanha de vacinação da gripe por não atingir a meta de imunização estabelecida pelo Ministério da Saúde, a Secretaria de Estado de Saúde informou que a imunização será ampliada para a população fora do grupo indicado após final da campanha, no dia 15 de junho, caso haja disponibilidade de vacina. 

A 21ª Campanha Nacional contra a gripe foi iniciada no dia 10 de abril e estava programada para encerrar no dia 31 de maio.

Conforme último boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), o estado atingiu uma cobertura vacinal de 60% do público-alvo, o que representa 2,8 milhões de pessoas vacinadas.

A meta é atingir 90% da população prioritária, que, segundo orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS), é composta por crianças de 6 meses a 5 anos de idade, gestantes, puérperas, ou seja, mães que deram à luz há menos de 45 dias, idosos, profissionais de saúde, professores da rede pública ou privada, portadores de doenças crônicas, povos indígenas, pessoas privadas de liberdade e portadores de doenças crônicas que fazem acompanhamento pelo SUS. 

Vacina trivalente tem em sua composição os vírus inativados do H1N1

Arquivo/Agência Brasil

Mito: vacina causa gripe 

A vacina trivalente da gripe produzida para 2019 tem em sua composição os vírus inativados do H1N1, H3N2 e o vírus do tipo B da linhagem B/Victoria/2/87. Conforme informado pela Superintendência de Vigilância em Saúde é mito a informação de que a vacina causa gripe em quem a recebe. Isso porque o vírus da dose é inativo, ou seja, estão mortos, o que evita o contágio por gripe, diferente de como é erroneamente falado. 

“O não vacinar não compromete apenas o nível individual, mas a coletividade ao permitir a recirculação de agentes infecciosos que estavam erradicados ou sob controle. Não vacinar é tão impensável quanto deixar de tratar água e esgoto”, afirma a pediatra Rita Gonçalves. 

Ao todo 77 casos e 8 óbitos 

A Superintendência de Vigilância Epidemiológica da SES informou que foram notificados, em 2019, 77 casos, com 18 óbitos. Em Búzios, um paciente de 39 anos morreu vítima de H1N1. Sem histórico vacinal e com comorbidades cardíacas, a vítima deu entrada no Hospital Municipal Rodolpho Perissé com quadro de pneumonia grave que evoluiu para óbito. Durante a assistência ao paciente, os médicos realizaram dois exames para suspeita de H1N1, onde um deu positivo. A informação foi confirmada pela Prefeitura de Búzios. 

H1N1 pode levar a complicações de saúde muito graves, podendo ser fat

Arquivo/Agência Brasil

A Prefeitura de Cabo Frio também confirmou um óbito por H1N1 no município, que está sendo investigado pela Secretaria de Saúde. Em Cabo Frio, apenas 45% do público-alvo foi imunizado. 

Sintomas de gripe comum

A gripe H1N1, ou influenza A, consiste em uma doença causada por uma mutação do vírus da gripe. Os sintomas da H1N1 são semelhantes aos da gripe comum, como febre alta (acima de 38ºC, 39ºC, de início repentino), dor muscular, de cabeça, de garganta e nas articulações, irritação nos olhos, tosse, coriza, cansaço, vômitos e diarreia. O vírus é transmitido de pessoa para pessoa especialmente através de tosse ou espirro. 

Para a confirmação do diagnóstico de H1N1, é necessário realizar teste laboratorial específico. E o tratamento é feito com uso de medicamento fosfato de Oseltamivir (Tamiflu) nas primeiras 48 horas após o aparecimento dos sintomas. 

Os médicos alertam que é preciso ter atenção ao contrair a gripe H1N1 pois ela pode levar a complicações de saúde muito graves, podendo ser fatal. 

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