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Impetigo, uma doença comum na infância e de fácil contágio

Por professor Aderbal Sabrá e professora Selma Sabrá, especial para O FLUMINENSE

O impetigo, vulgo pereba, uma doença comum da infância que afeta a camada mais superficial da pele causada pelas bactérias

Foto: Divulgação

O impetigo, vulgo pereba, uma doença comum da infância que afeta a camada mais superficial da pele causada pelas bactérias: estafilococos ou estreptococos. Apresenta uma alta transmissibilidade, sendo mais frequente no recém-nascido e crianças na faixa etária de 5 a 6 anos de idade. 

No idoso podemos também encontrar essas lesões de impetigo, que também chamamos de piodermites. Geralmente ocorrem em adultos que apresentam sua imunidade diminuída. Apresentando por isso maior propensão ‘as lesões na pele, secundárias as infecções bacterianas. Muitas vezes estas lesões se aprofundam na pele e tomam a forma de furúnculos.

A infecção pode se espalhar através do contato físico de uma criança com a outra, com mais facilidade nesta idade, uma vez que a pele do adulto é mais resistente. Algumas lesões na pele como cortes, picadas de inseto, traumas ou até uma rachadura na pele, pode facilitar o aparecimento de uma infecção. O contato direto de pessoa a pessoa facilita a transmissão das bactérias de um para o outro, embora também, roupas e toalhas, usadas em conjunto, apresentarem um risco menor, porém real de transmissão. 

A infecção por estreptococos apresenta inicialmente uma lesão inflamatória, com uma área avermelhada evoluindo com uma secreção purulenta (pus), virando crostas como pequenas cascas endurecidas, também chamadas de crostas melicéricas, por parecerem um mel, devido a coloração amarelada do pus. Essas lesões podem estar espalhadas pelo corpo, nos braços, nas pernas, no couro cabeludo e até na região perinasal. 

Já a infecção causada pelos estafilococos produz geralmente múltiplas bolhas de coloração amarelada, por conta da presença de secreção purulenta, o que a caracteriza como impetigo bolhoso, mais frequentemente observada nos recém-nascidos. Nestes casos, o recém-nascido precisa receber antibiótico endovenoso e precisa ficar internado para o tratamento adequado. Em crianças maiores a infecção pelo estafilo se assemelha à clássica “queimadura de cigarro”.

 O impetigo de um modo geral é uma doença benigna, porém eventualmente pode levar a uma complicação, com comprometimento renal na criança. Nestes casos, a criança apresenta inicialmente uma lesão de pele, e depois surgem sintomas de edema(inchaço) no corpo, hipertensão arterial (pressão alta) e urina escura (coloração marrom-avermelhada), pela presença de sangue na urina. Denomina-se síndrome nefrítica ou glomerulonefrite difusa aguda pós estreptococo, sendo necessário acompanhamento médico para tratamento adequado. Mais raramente pode evoluir com infecções mais sérias, com uma infecção generalizada. 

O tratamento começa com a higiene pessoal, lavar bem as lesões com água e sabão, lavagem das mãos, além de ferver a roupa da criança e evitar o uso coletivo de toalhas. Muitas vezes se torna necessário o uso local de um creme à base de antibiótico nas lesões, por orientação medica. Em alguns casos o médico poderá ainda prescrever um antibiótico sistêmico quando necessário. 

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