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Maricá adere à campanha de vacinação contra meningite

Medida foi adotada pela Secretaria Municipal de Saúde após casos suspeitos na cidade

Depois de casos suspeitos de meningite em Maricá. Para evitar possíveis casos da doença, a Secretaria Municipal de Saúde vai aderir à campanha estadual de vacinação das crianças de 9 a 14 anos (esse público é mais suscetível ao vírus) contra meningite junto à campanha do HPV (serão imunizados ambos os sexos). A vacinação será contra o HPV, mas as crianças e adolescentes que ainda não estiverem vacinados contra meningite receberão essas doses na campanha. A imunização, prevista para iniciar na segunda quinzena de junho, acontecerá nos postos de saúde e nas escolas públicas e privadas, em parceria com a Secretaria de Educação, para aumentar a cobertura vacinal. 

Três casos suspeitos de meningite que estavam sendo investigados em Maricá foram descartados pelo Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels (Lacen) e pelo Instituto Estadual de Infectologia São Sebastião. Um menino de 4 anos e um homem de 41 morreram, e uma menina de 11 meses que também estava internada já foi liberada. Eles deram entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Inoã em maio com sintomas da doença, mas os exames específicos deram negativo. 

No caso da criança de 4 anos, a declaração de óbito especificada como “sepse – meningite bacteriana” foi baseada nos sintomas apresentados durante o diagnóstico. “A sepse é uma infecção da corrente sanguínea que espalha rapidamente pelo corpo. Na UPA, o exame de sangue do menino foi de 17 mil leucócitos, quando o máximo permitido são 11 mil. Isso significa uma infecção, mas não quer dizer que seja meningite, o que foi completamente descartado pelo Lacen, que é o laboratório do estado responsável por esses exames”, explicou a secretária de Saúde, Simone Costa. 

Como existia o risco da doença, a Vigilância Epidemiológica da Saúde fez toda ação preventiva de bloqueio, conforme o protocolo do Ministério da Saúde para casos desta natureza, com medicação dos alunos e professores da turma em que o menino estudava na Escola Municipal Valéria Passos (Itaipuaçu), além dos familiares que tinham contato com a criança. 

O outro caso com morte por suspeita da doença, também descartado, foi de um homem, que morava em Itaipuaçu, de 41 anos. O paciente foi diagnosticado na UPA de Inoã no último dia 30 com infecção no ouvido e pneumonia, e transferido no mesmo dia à noite para o Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo, onde o quadro clínico se agravou para a septicemia (infecção na corrente sanguínea que atinge pulmões ou pele e se espalha rapidamente pelo corpo), vindo a falecer dois dias depois. 

“Nesse caso, foi uma infecção no ouvido e não por uma bactéria. Havia o risco de a infecção ter atingido a meninge por ser uma próxima, o que também foi descartado pelo Lacen”, acrescentou Simone.

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