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Saiba quais são as doenças mais transmitidas aos bebês

O aleitamento materno deve ser exclusivo até o sexto mês de vida do bebê, de acordo com a Organização Mundial de Saúde

Foto: Divulgação

As mamães que estão no mercado de trabalho passam por um dilema quando o bebê completa 4 meses de vida e, para a maioria, termina a licença-maternidade: “ Com quem deixar o meu bebê?” As funcionárias das empresas que aderiram ao Programa Empresa Cidadão e as funcionárias públicas federais,estaduais e municipais têm direito à licença de 6 meses, sendo um grande incentivo para o aleitamento exclusivo até o 6º mês, o que é preconizada pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

Na impossibilidade de deixar o bebê com um familiar, a opção seria colocá-lo em uma creche. As crianças deixadas em creches ou pré-escolas, apresentam 2 à 3 x mais risco de desenvolver doenças virais ou bacterianas. Este risco aumentado se deve a vários fatores:  seu sistema imunológico ainda não está totalmente desenvolvido, contato com várias crianças em ambiente restrito, compartilhamento de objetos, etc.

Alguns cuidados básicos diminuiriam a transmissão de doenças entre os pequenos: lavagem apropriada das mãos dos cuidadores após exposição a dejetos, rotina padronizada para troca e descarte das fraldas usadas, limpeza e desinfecção das áreas contaminadas, uso de lenços descartáveis para assoar o nariz, funcionários e área exclusivos para manipulação de alimentos, notificação de casos de doenças infecciosas, obrigatoriedade da apresentação da caderneta de vacinação em dia e afastamento precoce das crianças doentes.

Doenças mais comuns, adquiridas em creches e maternais  

Resfriado 

Virose muito comum nas crianças pequenas. Podem ter de 8 a 10 resfriados/ano. Se caracteriza por febre baixa ou ausência de febre, coriza clara, tosse, espirros e bom estado geral. Não existe vacina. 

Gripe

Virose, também, muito comum, nos meses mais frios, caracterizada por febre alta, calafrios, dor de garganta, dor de cabeça, dor no corpo, dor nas articulações, tosse, secreção nasal e comprometimento do estado geral. Existe vacina contra o vírus Influenza, disponibilizada pelo Ministério da Saúde em forma de campanha nacional, anual, iniciada no outono (abril).

Doença mão-pé-boca é pouco conhecida entre a população

Foto: Divulgação

Doença Mão-Pé-Boca 

Estamos nos deparando com vários casos de uma virose bastante conhecida dos pediatras, mas pouco conhecida da população leiga: Doença mão-pé-boca. 

Uma virose bastante comum, agora nesses meses mais frios. Acomete crianças, geralmente abaixo de 5 anos, mas, também, raramente adultos.

 Se caracteriza por febre alta, dor de garganta e surgimento de lesões ulceradas na boca (semelhantes à aftas) e pequenas vesículas em mãos e pés, podendo também acometer as nádegas, parte posterior das coxas e genitália

 O período de incubação é de 3 a 7 dias (quando o vírus já se instalou no organismo mas os sintomas ainda não surgiram). Por isso é comum, após o afastamento da criança doente, outras surgirem com os mesmos sintomas. 

 É causada por enterovírus (vírus que habitam o intestino) e, por isso, são eliminados nas fezes. A transmissão, então, é por via fecal-oral (fezes-boca), quase sempre pelas mãos do cuidador que não lava as mãos após fazer a higiene da criança. Também pode ser transmitida por contato direto, por alimentos e objetos contaminados.

 O diagnóstico é clínico, baseado nos sinais e sintomas do paciente. Por ser uma virose, a resolução é espontânea, por volta de 7 a 10 dias.

 O tratamento é apenas sintomático (analgésicos e antitérmicos) e de suporte: bebidas geladas e alimentos pastosos, pela dificuldade de mastigação.
 Não existe vacina contra essa doença, que pode acometer a criança mais de uma vez. Não existe vacina. 

Meningite 

Inflamação das meninges (membrana que recobre o cérebro e a medula espinhal). A mais temível das infecções infantis. Causada por vírus, bactérias e fungos, se caracteriza por febre, irritabilidade, dor de cabeça, vômitos, rigidez na nuca e manchas arroxeadas na pele, lembrando “sangue pisado”. 

Vale lembrar que os bebês pequenos podem não apresentar vômitos, mas abaulamento da fontanela (“moleira estufada”). A criança deve ser internada imediatamente. 
Não existe vacina para meningite viral ou por fungos, mas para meningite bacteriana, sim. As vacinas, para diversos tipos de bactérias, estão disponíveis na rede pública e privada.

Deve-se observar que, em nenhum momento, foi mencionado o tratamento dessas doenças. Evite a automedicação. O pediatra é o profissional mais habilitado para diagnosticar e tratar doenças em crianças.

A catapora é altamente contagiosa

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Varicela (catapora)

Infecção viral, caracterizada por lesões puntiformes, parecendo picadas de insetos e, depois, evoluindo para vesículas com líquido claro e, posteriormente, para crostas (seca). Iniciam-se pelo tronco e, depois disseminam para os membros e mucosas. Evolução de 2 semanas. Altamente contagiosa. Existe vacina, disponibilizada na rede pública aos 15 meses e 4 anos de idade.

Conjuntivite 

Inflamação das conjuntivas (parte branca do olho) que provoca lacrimejamento, coceira e secreção amarelada ou esverdeada nos olhos (remela). A contaminação é muito fácil e a criança deve ser afastada até melhorar. Não existe vacina. 

Pediculose (piolho) 

Infestação por um inseto que se caracteriza por coceira intensa no couro cabeludo e lêndeas (ovos) que são facilmente identificados, presas ao fio de cabelo. A creche deve ser informada para que medidas de prevenção sejam adotadas. Não existe vacina. 

Gastroenterite 

Caracterizada por febre, vômitos, diarreia e dor abdominal. O contágio é por via fecal-oral (fezes-boca), frequentemente pelas mãos do cuidador e através de alimentos contaminados. Não existe vacina. 

Roséola infantil 

Trata-se do exantema súbito. Caracterizada por febre alta por 3 a 4 dias com grau de prostração menor do que se esperaria e, após cessar a febre, surgimento de exantema crânio-caudal (erupção na pele de cima para baixo) que dura em torno de 3 dias. Não existe vacina.


Deve-se observar que, em nenhum momento, foi mencionado o tratamento dessas doenças. Evite a automedicação. O pediatra é o profissional mais habilitado para diagnosticar e tratar doenças em crianças. Manter o calendário vacinal atualizado faz parte da prevenção de uma série de doenças.

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