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Uma complexa relação de amor no palco

Escrita em 2014, peça traz a relação de uma mãe superprotetora e seu filho deficiente

‘Como se um trem passasse’, de Lorena Romanin, ganha adaptação brasileira no Poeirinha

Foto: Patrick Gomez / Divulgação

Está em cartaz no Teatro Poeirinha, em Botafogo, a comédia dramática “Como se um trem passasse”, apresentando um ambiente familiar cheio de questões que prendem, fazem rir e pensar.

Escrita em 2014 pela argentina Lorena Romanin, a peça traz a relação de uma mãe superprotetora e seu filho deficiente intelectual, que, apesar das limitações, deseja viver a vida com maior profundidade e autonomia. Com a vinda de uma prima da capital, que tem comportamentos e outras vivências, as estruturas daquele lar que até então era intocável começam a mudar. 

A versão brasileira do espetáculo é assinada por Junio Duarte e o niteroiense Caio Scot, que também faz parte do elenco ao lado de Dida Camero e da também niteroiense Manu Hashimoto. 

Após assistirem o espetáculo no ano passado em Buenos Aires, Caio e Junio, que são sócios na produtora CAJU, decidiram entrar em contato com a autora e diretora Lorena Romanin, convidando-a para dirigir a versão deles aqui no Brasil.  

“Apesar do texto e direção serem da mesma pessoa, a versão brasileira é bem singular na sua concepção. Além da língua e de novos corpos, nossa equipe artística teve liberdade para criar, junto com a direção, uma nova visão da obra. Tivemos o texto como ponto inicial para o trabalho e não as referências da montagem argentina”, conta Caio Scot, que assistiu vídeos sobre pessoas com deficiências intelectuais, leu artigos e reportagens médicas sobre as características físicas e comportamentais, e com a direção de Romanin, foi encontrando e formando o todo do personagem. 

O medo que a mãe superprotetora tem que seu filho enfrente o mundo sozinho, acaba limitando e inibindo os sonhos do rapaz. Segundo Caio, muitas mães e filhos já vieram conversar com o elenco no fim do espetáculo sobre como se identificaram com o assunto.

“Além dessa questão, temas como a coexistência com o diferente, a busca por liberdade, a busca por realizar seus sonhos também são articulados. O teatro tem essa força enorme que é fazer com que as pessoas vejam uma história e reflitam sobre suas vidas”, conclui o ator. 

O Teatro Poeirinha fica na Rua São João Batista, 104, em Botafogo, Rio de Janeiro. Até 14 de abril; sessões quintas, sextas e sábados, às 21h, e domingos, às 19h. Preço: R$ 60 (inteira). Classificação: 12 anos. Telefone: 2537-8053. 

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