13
Seg, Jul

Agendamento é feito online, e consultas são por videoconferência - Foto: Reprodução de vídeo

Rio de Janeiro

A prefeitura do Rio de Janeiro inaugurou nesta segunda-feira (13) o Telessaúde Rio, uma central com médicos no atendimento virtual aos pacientes da rede municipal de saúde. Os pacientes devem fazer o agendamento online e as consultas serão por videoconferência. O objetivo é ajudar pacientes que tiveram seu acompanhamento médico regular afetado pelo isolamento social, por conta da pandemia do novo coronavírus.

“A consulta presencial é um momento único e jamais será substituída pela ligação telefônica. Porém, o acompanhamento em momentos difíceis, como o de pandemia, isso sim, pode ser feito. Vinte médicos estão hoje aqui inaugurando esse trabalho que tenho certeza vai ajudar muito. O afastamento social diminuiu o grau de infecção [pelo novo coronavírus], mas aumentou a gravidade dos pacientes crônicos que deixaram de fazer exame e o acompanhamento”, disse Crivella, durante o lançamento do serviço, no Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro.

Voltado para a atenção primária, esse tipo de atendimento é justamente o que mais precisa de qualificação diante da pandemia, informou a secretária municipal de Saúde, Beatriz Busch

“São 89 médicos já contratados e que atenderão em turnos. Temos capacidade para fazer 10,5 mil consultas por mês, nas quais o paciente pode conversar com o médico e tem a oportunidade de rever sua receita, verificar suas prescrições e até de receber no seu celular a prescrição para retirada da medicação em farmácias públicas e privadas por meio de QR Code”, disse a secretária.

O Telessaúde Rio começou a funcionar nesta segunda-feira w contará com até 20 médicos especialistas em medicina de família e comunidade por turno. O serviço funcionará de segunda-feira a sábado, das 8h às 20h. Os médicos trabalharão em um espaço integrado à Central Municipal de Regulação, em turnos de seis horas.

 

Como acessar o Telessaúde Rio
Para ter acesso ao serviço, o usuário deve realizar o cadastro no portal Identidade Carioca, portal de serviços da prefeitura, e ter um computador ou celular com acesso à internet.

As consultas serão agendadas pelo site da prefeitura do Rio. Na data e horário marcados, o usuário fará o contato com o médico por meio da plataforma disponível no site.

O objetivo é que o serviço ultrapasse a média de 1,3 mil consultas semanais, com possibilidade de emissão de receitas, laudos e solicitações de exames, todos com certificação digital, garantindo a segurança dos pacientes.

Segundo a prefeitura, o padrão da assistência virtual seguirá recomendações e protocolos do Conselho Federal de Medicina e do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro.

 

Carteiras vencidas a partir de fevereiro ainda estão valendo - Foto: Divulgação

Rio de Janeiro

O Departamento de Trânsito do Rio de Janeiro (Detran-RJ) iniciou hoje (13) a entrega de 6.174 carteiras de habilitação feitas antes da pandemia de covid-19 em nove postos e que já estão prontas à disposição dos motoristas.

Os postos são: Shopping Via Brasil, Nova Iguaçu Shopping, Shopping Pátio Mix (Resende) e Barra Mansa, Shopping Penha, Vaz Lobo, Gávea, Ceasa (Irajá), Ipanema/Cantagalo. Quem fez o documento nos quatro primeiros postos deve retirá-los na própria unidade, que reabriram ao público nesta segunda-feira, após terem sido fechadas para evitar a disseminação do novo coronavírus.

Já quem solicitou a habilitação nas unidades Shopping Penha, Vaz Lobo, Gávea, Ceasa e Ipanema/Cantagalo deverá buscar o documento na sede do Detran, na Avenida Presidente Vargas, centro do Rio. Carteiras de habilitação emitidas em 26 unidades do estado passam a ficar disponíveis para retirada.

Com a retomada gradual das atividades, o Detran voltou a disponibilizar, a partir desta segunda-feira, os serviços de transferência de propriedade, segunda via do Certificado de Registro de Veículo (CRV), mudança de município e transferência de jurisdição. Assim como já é feito para retirada do licenciamento anual e outros serviços veiculares, o atendimento será no modelo drive-thru, ou seja, a pessoa não precisa sair do veículo para ser atendida.

Urgência
Em um mês de reabertura, mais de 48 mil documentos de veículos já foram entregues num esforço do departamento para atender os casos de urgência sem deixar de seguir os protocolos das autoridades sanitárias. Para evitar aglomerações, as vagas continuam limitadas e, a cada semana, o número de atendimentos e de postos vem sendo ampliado. Um exemplo é a emissão de identidades. No início do plano de contingenciamento eram apenas 100 vagas diárias e agora são 1600 atendimentos por dia. Assim, mais de 65 mil documentos de identificação foram entregues desde o início da pandemia.

CNHs válidas
De acordo com o presidente do Detran, Marcello Braga Maia, foi feito um plano de ação para mitigar os riscos de contaminação, sempre pensando na segurança de usuários e funcionários e, ao mesmo tempo, atendendo a quem mais precisa. “Nesta etapa, disponibilizaremos mais quatro procedimentos de veículos e mais de 6 mil carteiras de motorista poderão ser retiradas. Mas vale lembrar que o prazo para a transferência de propriedade está suspenso e o calendário do licenciamento anual foi prorrogado. Além disso, CNHs [carteiras de habilitação] vencidas a partir de 19 de fevereiro continuam válidas. Ou seja, não precisa se preocupar ou correr aos postos. O risco de contaminação ainda é uma realidade e, se puder, aguarde. Ninguém será prejudicado”, explicou.

 

Recomendação conjunta orienta sobre série de medidas que devem ser adotadas para evitar propagação da doença entre indígenas, quilombolas e caiçaras - Foto: Divulgação

Rio de Janeiro

O Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) expediram recomendação conjunta para garantir a proteção de comunidades tradicionais (indígenas, quilombolas e caiçaras) na região de Angra dos Reis (RJ) e Paraty (RJ) durante a pandemia de covid-19. A recomendação concentra-se na segurança alimentar de indígenas e quilombolas, bem como no fornecimento de água potável, restrição de acesso às comunidades e acesso à saúde, com testagem para a nova doença.

A aldeia Sapukai, que reúne 420 índios guarani, registrava em 1o de julho 44 casos confirmados de covid-19. “O relatório técnico do Grupo de Estudos da Baía da Ilha Grande (GEBIG/IEAR/UFF) do Instituto de Educação de Angra dos Reis – Universidade Federal Fluminense demonstra que o coeficiente de incidência (casos confirmados/100.000 habitantes) de covid-19 da aldeia indígena Sapukai é 10,4 vezes maior em comparação ao restante do município de Angra dos Reis, o que reforça a gravidade da situação epidemiológica da aldeia Sapukai”, alerta a recomendação.

O documento também alerta para os altos riscos de contaminação decorrentes da presença de pessoas que não fazem parte do núcleo de convivência das comunidades tradicionais, cuja sua organização social se baseia na família extensa, composta de várias casas muito próximas umas das outras, que vivem em torno de um casal de matriarca ou patriarca, com intenso contato físico entre os núcleos familiares próximos, como compartilhamento de utensílios domésticos, o que pode facilitar o aumento exponencial do contágio da doença.

Entre outros pontos, a recomendação pede às Secretarias Estadual e Municipais de Educação de Angra dos Reis e Paraty que Adotem medidas para apoiar a segurança alimentar das comunidades quilombolas e outros povos e comunidades tradicionais durante a pandemia do novo coronavírus, por meio da efetivação da ação de distribuição de alimentos e água potável, em cronograma urgente, com especial atenção às localidades de difícil acesso, utilizando-se todos os meios de transporte cabíveis.

À Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos do governo do Rio de Janeiro e às Secretarias Municipais de Ação Social, pede que as comunidades tradicionais sejam incluídas nos programas de distribuição de cestas básicas e água potável, com especial atenção às localidades de difícil acesso, utilizando-se de todos os meios de transporte cabíveis.

Aos prefeitos de Angra dos Reis e Paraty, pede que as comunidades tradicionais sejam incluídas nas decisões administrativas relacionadas à saúde, à reabertura e à recuperação econômica, que implementem e reforcem barreiras de isolamento social, sempre ouvindo-se associações de moradores e lideranças comunitárias.

Às Secretaria Municipais de Saúde, pede que monitorem a situação epidemiológica das comunidades, no caso de Paraty com a sua inclusão específica como bairro, metodologia já adotada por Angra. Pede, ainda a testagem dos 1013 indígenas guarani e pataxó da região como forma de controlar o avanço da doença, já identificada em algumas aldeias.

À Funai, pede que se faça presente e apresente plano de atuação diante da pandemia específico para as comunidades indígenas, com restrição do acesso de pessoas a casos essenciais, sem impor qualquer restrição em razão do estágio demarcatória da terra indígena e articulando com as secretaria de saúde estratégias conjuntas na construção de um plano de contingência.

Especificamente ao Distrito Sanitário Especial Indígena Litoral Sul (DSEI Sul), recomenda que viabilize a presença do Conselho Distrital de Saúde Indígena (CONDISI) Litoral Sul no Plano de Combate ao Covid, seja contratado um médico para atendimento nas aldeias de Paraty, realize a testagem para o coronavírus e promova a capacitação de profissionais, entre outros pontos.

O prazo para atendimento à recomendação é de dez dias a contar do recebimento.

Caso aconteceu menos de um mês depois de um estudante digitar a palavra 'gorila' no chat de uma aula on-line - Foto: Divulgação

Niterói

Pouco tempo depois de ser alvo de xingamentos racistas em uma aula online, José Nilton, professor de História, mais uma vez passou por uma situação de discriminação. Ele foi ofendido por um aluno em um vídeo publicado em uma rede social.

A Polícia Civil investiga o caso que foi registrado na 77ªDP (Icaraí). De acordo com testemunhas, o vídeo foi postado nas redes sociais e chegou a ser excluído pelo autor, mas foi repassado por uma aluna do colégio Abel ao professor.

O professor se manifestou nas redes sociais explicando que o caso serve para mostrar que situações como essas são muito mais comuns do que as pessoas pensam e precisam ser combatidas. José ainda exaltou a postura de muitos os alunos que repreenderam a atitude do agressor.

Firjan estima que só com saúde, a economia no Rio seria de R$ 98 bi - Foto: Leonardo Simplício/Prefeitura de Niterói

Niterói

Para garantir a meta de coleta e tratamento de esgoto no estado são necessários investimentos que totalizam R$ 19 bilhões. Hoje, 31 municípios oferecem o serviço para menos de 50% dos moradores e 54 cidades tratam menos de 50%. Já a meta de abastecimento de água depende de R$ 4 bilhões. Atualmente, nove cidades têm cobertura para menos de 50% dos moradores. Os dados são da Firjan que divulgou, ontem, levantamento referente ao panorama estadual do saneamento básico.

Segundo o estudo, Niterói, no Leste Fluminense, se destaca na distribuição de água e coleta e tratamento de esgoto, no Rio de Janeiro, com a melhor cobertura de todo estado. O Município possui cobertura de 100% no abastecimento de água potável e coleta 95% do esgoto produzido na cidade. Ao todo, 100% do material coletado recebe tratamento. O serviço é realizado por uma prestadora privada.

A cidade está acima da média estadual, que é de 90% no fornecimento de água, 67% de esgoto coletado e 34% de tratamento do material coletado. Estes dados também foram divulgados no levantamento da Firjan.

Também no Leste Fluminense, Maricá se destaca negativamente, com apenas 42% de cobertura no absatecimento de água e 10% de coleta de esgoto. O índice de tratamento é de somente 7%. Todos os números estão abaixo da média estadual.

O abastecimento de água potável em São Gonçalo fica mais próximo da média, com 81%, mas em relação ao esgoto, o município fica bastante abaixo. Enquanto a coleta atingiu apenas 34%, o tratamento do esgoto é de apenas 10%.

Em Itaboraí, os índices são de 74% para abastecimento, 35% para coleta de esgoto e 3% para tratamento, também abaixo da média do Rio de Janeiro. As demais cidades do Leste são atendidas por prestadora estatal.

Marco Legal do Saneamento Básico 

O marco legal do saneamento básico (PL 4.162/2019), aprovado pelo Senado Federal em 24 de junho, potencializa o investimento de R$ 23 bilhões para a universalização do serviço no estado do Rio. A análise da Firjan destaca que a medida cria condições adequadas para a participação do setor privado e intensifica as possibilidades de aplicação de recursos.

De acordo com a Firjan, o investimento proporciona principalmente a melhoria da qualidade de vida da população e pode trazer mais R$ 29 bilhões para a economia, gerar 325 mil empregos e economizar R$ 98 bilhões em custos de saúde.

"Não podemos mais esperar. Precisamos resolver estas questões sobre saneamento que afetam uma enorme parcela da população e tirar o Brasil de um atraso de mais de um século. A gestão eficiente do saneamento também é essencial para o desenvolvimento econômico e tem enorme potencial de acelerar o movimento de retomada pós-pandemia", ressalta o presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira.

A federação destaca que o investimento apontado para o saneamento básico no estado tem como referência a meta estabelecida pelo Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab) até 2033. Não foi considerada a aplicação de recursos em 22 municípios que não disponibilizaram informações ao Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS).

A Firjan ressalta que o Projeto de Lei 4.162/2019 estabelece a implantação de normas e diretrizes referenciais pela Agência Nacional de Águas (ANA), a vedação a novos contratos de programa, a prestação dos serviços por entidades externas à administração municipal através de licitação e o apoio da União à formação de "blocos" municipais. Com isso, proporciona padronização regulatória, promoção da concorrência e incentivo à prestação regionalizada do serviço. O Projeto de Lei aguarda sanção presidencial.

Com os benefícios, niteroienses tiveram suas necessidades básicas garantidas - Foto: Douglas Macedo/Prefeitura de Niterói

Niterói

Niterói foi a primeira cidade da Região Metropolitana a adotar medidas sociais e econômicas para reduzir os impactos provocados pela crise do novo coronavírus. Entre as ações estão programas como o Renda Básica Temporária e o Busca Ativa, nos quais o Município concede um auxílio de R$ 500 por mês para cerca de 50 mil famílias que mais precisam. A cidade também saiu na frente ao aprovar a prorrogação do pagamento do auxílio até dezembro de 2020. Desta forma, profissionais e chefes de família estão conseguindo manter em dia suas refeições diárias e a compra de medicamentos diante do período de transição para o novo normal.

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, lembra que, inicialmente, o benefício seria pago nos meses de maio, junho e julho, e que, para isso, foi criado um plano de apoio às famílias, especialmente às que mais precisam. Após diversas reuniões no Gabinete de Crise e diante do cenário da pandemia do coronavírus, o prefeito enviou um projeto de lei à Câmara de Vereadores com a extensão dos programas até o fim de 2020, que foi aprovado e sancionado em poucos dias.

“Nosso objetivo sempre foi não deixar ninguém desamparado durante este período tão difícil que estamos passando ao enfrentar essa pandemia, no contexto dessa gravíssima crise de saúde, social e econômica. Tudo foi planejado com muita responsabilidade e transparência, desde o levantamento de dados, dos cadastros, até a entrega dos cartões pré-pagos para que essas pessoas pudessem ter acesso ao benefício. A retirada dos cartões aconteceu em diferentes pontos da cidade, sem filas e sem aglomeração. Niterói, mais uma vez, deu um exemplo de cidadania. Mostramos que não há contradição em salvar vidas e manter a economia de pé”, ressaltou o prefeito Rodrigo Neves.

O autônomo Roberto Carlos Rocha, 55 anos, morador da Comunidade do Caramujo conta que, com a chegada da pandemia, viu seus sonhos e da família desabarem com tantas incertezas e como a chegada do cartão Renda Básica Temporária, que ele teve direito pelo cadastro único, melhorou esse período para eles.

“A pandemia nos deixou assustados, sem planos e sem visão de futuro, de mãos atadas. Nos causou muitos transtornos, não só financeiros, mas de instabilidade e medo. O cartão que a prefeitura entregou veio para nos ajudar a ficar de pé nesse período. Se você olhar para o Rio, quantos municípios se preocuparam em ajudar as pessoas a se manterem nesse período? O cartão nos ajuda a manter a alimentação e o combustível. Com isso, evitou que a gente fosse para a rua no momento mais crítico para não nos expor e preservou vidas. Também preciso agradecer o cuidado que ele teve com as comunidades e a cidade com a sanitização. Isso também ajudou muito no combate ao coronavírus”, enfatizou Roberto.

Moradora da Cova da Onça, no Baldeador, a artesã Jaqueline Silva da Fonseca, 50 anos, se inscreveu no programa Busca Ativa. Com o auxílio mensal no valor de R$ 500, ela conseguiu equilibrar as contas da casa. E, após os primeiros meses de muita apreensão, afirma que a prorrogação do benefício trouxe um alívio e a certeza de poder se programar para, aos poucos, ir retomando a rotina da casa, da família e do trabalho.

“Nesse período, ficamos estagnados, sem poder sair e correr atrás do pão de cada dia. Fiquei muito desanimada e bastante preocupada. Ao receber o cartão com o benefício, eu e meu marido Jorge Luiz Pereira da Fonseca, fizemos um planejamento e fomos nos organizando para fazer as compras do mês. Este auxílio foi fundamental para a gente conseguir manter com as contas em ordem neste momento de crise”, conta Jaqueline.

Mãe de uma criança de apenas 4 anos, Luciana Santos de Oliveira, 37 anos, moradora do Caramujo, fala da preocupação que estava em não poder manter a alimentação do filho.

“Estava prestes à começar em um emprego novo quando começou o isolamento. Por conta disso, a empresa dispensou as contratações. Eu só recebia a pensão do meu ex-marido que, por ser motorista de coletivo e ter o salário reduzido, também precisou alterar o valor que dava para ajudar nas contas. Foi desesperador. No primeiro mês recebi uma cesta básica da prefeitura que foi para crianças das escolas municipais. Meu filho tem 4 anos e ficava no integral. Eu ficava tranquila porque as refeições eram na escola. Agora ele fica o dia inteiro em casa e ainda toma mamadeira. Sem o cartão, acho que teria dificuldades para manter o leite dele. Esse cartão foi um alívio porque criança em casa pede tudo o tempo todo”, disse Luciana aliviada.

A artesã Carmem Lúcia de Souza Dias Moura, 59, também viu sua rotina mudar completamente. Moradora do Sapê, ela participava de feiras de artesanato nos fins de semana para vender seus produtos e, com a pandemia tudo parou. Por isso, o auxílio do Busca Ativa está sendo tão importante para ela seguir em frente.

“Até receber o cartão com o benefício o que me ajudou foi a venda de máscaras. Eu trabalho produzindo bonecas de pano, então tinha bastante tecido em casa. Mas logo depois as vendas foram diminuindo e eu não sabia como ia fazer. Então, quando a Prefeitura resolveu dar essa ajuda, fiquei muito agradecida e aliviada por mim e por todos os artesãos e profissionais que precisam desse auxílio”, diz Carmem, emocionada.

Cruz Vermelha Brasileira e “Dados do Bem” fazem testes gratuitos da Covid-19 - Foto: Divulgação

São Gonçalo

A Cruz Vermelha Brasileira em parceria com o “Dados do Bem” já iniciou em São Gonçalo a operação de monitoramento epidemiológico contra a covid-19. Baixe gratuitamente o aplicativo e preencha o questionário no endereço: https://play.google.com/store/apps/details.

O atendimento é feito com dia e hora marcados na filial da instituição no bairro Estrela do Norte.

Liderado pelo Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) e pela Zoox, o projeto combina inteligência epidemiológica e big data para acompanhamento, em tempo real, da distribuição da epidemia do coronavírus nos centros urbanos. Através da parceria, “Dados do Bem” vai alcançar mais pessoas em diferentes pontos do estado do Rio.

A parceria firmada entre a Cruz Vermelha Brasileira e iniciativa consiste na cessão gratuita da tecnologia “Dados do Bem” para a instituição, bem como a entrega da inteligência de dados gerada pelo aplicativo. Além disso, também está incluído o treinamento de profissionais para viabilizar a iniciativa. A CVB fica responsável por toda operação relacionada ao projeto.

O ponto de partida do “Dados do Bem” é um aplicativo gratuito disponível para Android e iOS. Nele, o usuário preenche um cadastro e responde a um simples questionário de autoavaliação, com perguntas sobre sintomas associados à COVID-19 e histórico de saúde. A partir dos dados fornecidos, a plataforma indica a possibilidade de ele estar infectado pelo novo coronavírus.

Não se trata de um diagnóstico, mas de uma avaliação de sinais clínicos e epidemiológicos. Uma amostragem das pessoas cujas respostas ao questionário apontarem para uma alta probabilidade de Covid-19 poderá ser chamada para a realização de testes imunosorológicos.

Como é praxe em investigações científicas, o anonimato de todos os participantes é preservado e as informações coletadas não serão utilizadas para fins lucrativos. Ao baixar o aplicativo, a pessoa concorda com o envolvimento voluntário no estudo. Os voluntários da Cruz Vermelha Brasileira poderão fazer até 200 testagem por dia.

O presidente nacional da Cruz Vermelha Brasileira, Julio Cals, destacou a importância dessa parceria no enfrentamento à COVID-19. “A Cruz Vermelha Brasileira através da parceria com o “Dados do Bem”, vai obter um panorama maior sobre as áreas mais afetadas pelo vírus e, dessa forma, poderá promover campanhas direcionadas ao local em maior vulnerabilidade a
fim de conter o avanço do novo coronavírus, fazendo com que a instituição possa beneficiar ainda mais pessoas no país”, afirma o presidente.

“Estamos muito felizes e honrados em contar com a parceria de uma instituição do porte da Cruz Vermelha no projeto “Dados do Bem”. A operação em conjunto vai nos permitir alcançar mais pessoas em diferentes lugares e assim conseguiremos ter ainda mais informações para enfrentar a COVID-19. Além da atuação em São Gonçalo e no Rio de janeiro, queremos potencializar ainda mais ações com a Cruz Vermelha”, afirma o CEO da Zoox, Rafael de Albuquerque.

“Dados do Bem” não realiza testagem em massa. A iniciativa integra os dados de risco identificados pela autoavaliação e os resultados de testes sorológicos rápidos aplicados em amostras desta população para realizar análises que permitam entender a disseminação do vírus da área avaliada, fornecendo informações para o combate à epidemia pelo poder público.

Vale ressaltar que todos que preenchem o questionário de autoavaliação já estão colaborando com a iniciativa, mesmo aqueles que não são convocados para fazer testes.

A Cruz Vermelha Brasileira segue promovendo ações de combate ao novo coronavírus, através da campanha “Estamos Prontos” a instituição já beneficiou mais de 1 milhão de pessoas no Brasil.

Em São Gonçalo, os testes serão feitos a partir do dia 13/07, de segunda a sexta-feira, de 9h às 17h na sede da Cruz Vermelha. O endereço é Dr. Nilo Peçanha, 475 - loja 01 Fundos - Estrela do Norte, São Gonçalo. Os testes serão realizados de segunda a sexta-feira, de 9h às 17h.

 

A Polícia Federal também irá periciar um fragmento de projétil do mesmo calibre, encontrado no corpo do jovem - Foto:Arquivo pessoal

São Gonçalo

Oito estojos de munição de fuzil calibre 5.56, encontrados no quintal da casa onde o jovem João Pedro Matos Pinto foi morto, em meio deste ano, no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, serão encaminhados à Polícia Federal. O objetivo é comparar o material com estojos de três fuzis utilizados por policias civis durante a ação.

A Polícia Federal também irá periciar um fragmento de projétil do mesmo calibre, encontrado no corpo do jovem. Os estojos foram encontrados pelo tio de João, enquanto aparava a grama do quintal da casa, em junho, e entregues ao Ministério Público (MP).

Município reúne belezas, histórias e tradições que podem se tornar interessantes para passeios de um dia - Foto: Bruno Freedom / Divulgação

São Gonçalo

Conhecido pela indústria, pesca, comércio, entre outras atividades, o município de São Gonçalo também é retratado nas redes sociais como um local cheio de beleza, que merece ser visitado. A cidade carece de infraestrutura básica para pensar em se tornar polo turístico, como opções de hospedagem, mas atende o perfil dos novos passeios que prometem ser os mais solicitados após a pandemia. Além de divertida, a atividade também pode ser uma oportunidade para gerar emprego e renda, e, nesse contexto de crise que assola o mundo, colaborar com a uma retomada econômica da cidade. São Gonçalo tem atrativos naturais, históricos e religiosos.

São passeios de um dia, que atraem principalmente observadores de pássaros, ciclistas, motociclistas, e visitantes do tipo, explica o guia de turismo Bruno Freedom, de 33 anos, autor do perfil @curtosg no Instagram. Para ele, que já organiza passeios na cidade, para alavancar o turismo, o município precisa, principalmente, de investimentos em transporte e segurança.

“A praia das Pedrinhas, por exemplo, faz eventos como o ‘Presente de Iemanjá’, no Boa Vista, que atrai visitantes. Só que o local também tem um por-do-sol bonito e por isso, recebe visitantes diariamente. E além da beleza, ainda tem uma gastronomia bacana, oferecida pela vila de pescadores. Também há todo um lado histórico, como a Fazenda Colubandê, a Capela da Luz, que tem a Praia da Luz e até um hotel, mas que não funcionam por problemas de conservação e de segurança.

Montei esse perfil nas redes sociais paratentar mobilizar a gestão pública para o potencial turístico da cidade. Mostrar que São Gonçalo merece ser visitada”, ressalta Bruno. Solução doméstica - Destinos nacionais deverão ser os mais procurados por turistas brasileiros após o fim de restrições geradas pelo novo coronavírus, segundo uma pesquisa divulgada em maio pela consultoria Cap Amazon e pelo portal Mercado & Eventos, que avaliou as perspectivas de mais de 400 agentes de viagem de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Curitiba. Para 55% dos entrevistados, a retomada do turismo será mais rápida no mercado doméstico. “

O turismo em São Gonçalo não tem organização por parte do poder público. Os patrimônios que têm potencial, não possuem nem sinalização. A demanda é pequena porque não tem transporte, qualificação, hospedagem e ainda, há a questão séria de segurança. Por outro lado, a cidade tem um curso público e um privado de turismo, e iniciativas da sociedade pela valorização e preservação dos patrimônios e produtores rurais interessados no setor. Falta que esse encaminhamento social seja devidamente levado ao poder público e que esse trabalho comece a ser desenvolvido”, ressalta Romário Régis, consultor em Comunicação que já desenvolveu atividades ligadas ao turismo em São Gonçalo.

“Não é raro alguém se deparar com as belas imagens divulgadas nas redes sociais e perguntar se se trata mesmo de São Gonçalo”, revela o fotógrafo Rafa Corrêa, de 37 anos, autor do projeto #SG_365fotos que propõe um olhar mais poético e generoso sobre a cidade, quase sempre retratada pela violência. “Comecei esse projeto no final de 2018. Ele busca enxergar São Gonçalo por um ângulo mais positivo. Me desafiei a mostrar uma cidade diferente, vista com carinho. Algo que transmitisse esperança. Muita gente não acredita que é São Gonçalo e muitos também dizem que nunca olharam para suas ruas e bairros assim. Um foto minha, de Alcântara, viralizou porque ficou parecendo uma cidade oriental. A ideia é tentar construir outra imagem, diferente do que a gente encontra hoje em uma pesquisa na internet”, explica Rafa.

São Gonçalo faz parte do Plano Regional para o Desenvolvimento Turístico, Sustentável, na instância de Governança Regional Caminhos da Mata. De acordo com a Secretaria Municipal de Turismo e Cultura, o incentivo ao turismo na cidade ficou voltado para as ações pontuais, como realização de trilhas e conscientização ambiental (turismo ecológico); turismo pedagógico, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, promovendo visitações a locais históricos; e o incentivo à confecção do tapete de sal, no tradicional evento de Corpus Christi.

No momento, as ações voltadas ao desenvolvimento do setor estão temporariamente suspensas por causa da pandemia. Mas passado esse problema, o grande desafio é vencer o estigma de cidade-dormitório e mostrar o potencial turístico da cidade, destacando, sobretudo, monumentos históricos, como a Igreja Matriz; a Capela Nossa Senhora da Luz – uma das mais antigas do Brasil; e as Fazendas do Engenho (remanescentes). E ainda, as possíveis trilhas e cavalgadas; o turismo náutico com visitas às ilhas; o turismo religioso, além de outros atrativos locais.

“Para São Gonçalo a falta de hospedagem é um empecilho para que o setor se desenvolva. Mas a exploração do que chamamos ‘Day Use’ é uma alternativa bacana para ser trabalhada no município. Mas para que isso aconteça da melhor forma possível é preciso trabalhar em parceria com a produção local, a gastronomia, o artesanato e outros serviços, que ajudem a fazer com que esse excursionista, pois turista é quem dorme no local, não seja apenas um contemplador da cidade, mas que sua visita seja aproveitada ao máximo e traga desenvolvimento, através de emprego e renda para cidade”, conclui Osíris Marques, diretor da Faculdade de Turismo e Hotelaria da UFF.

Imagem: Elizeth Cardoso por Ana Paula Stelling

Entretenimento

Planejada para acontecer em julho de 2020, a exposição Elizeth Cardoso por Elas, que comemoraria o Centenário da cantora, acabou não acontecendo devido à crise sanitária que atingiu o planeta. A ideia da exposição era reunir 20 talentosas desenhistas, a maioria de Niterói, e mais outras artistas de outras localidades, quando cada artista desenharia Elizeth Cardoso a seu modo e estilo, do retrato ao desenho humorístico. Mesmo com o surgimento da pandemia, as artistas mantiveram suas penas afiadas e produziram artes para lembrar a cantora e seu centenário, e são estas artes que serão expostas, de maneira alternativa, por meio das redes sociais.

Com isso, a Sala Carlos Couto manterá, em parte, a proposta da homenagem, usando as ferramentas digitais que estão disponíveis, como as redes sociais, mais especificamente o Instagram, exibindo as artes enquanto promove, por meio de videoconferência, encontros entre pesquisadores, músicos, cantores e o herdeiro de Elizeth Cardoso, Paulo Cesar Valdez, neto da cantora.

Sobre o Coletivo

O coletivo feminino Elas por Elas - As Desenhistas Brasileiras surgiu em julho de 2013, quando 30 artistas participaram da exposição "Leila Diniz nos traços das desenhistas brasileiras", que aconteceu na Sala de Cultura Leila Diniz. A mostra comemorou o aniversário de três anos da Sala Leila Diniz, e teve a saudosa atriz, cujo nome batiza o local, como homenageada.

A partir daí, o coletivo cresceu, espaços foram criados nas redes sociais para promover e debater sobre a trajetória das mulheres desenhistas brasileiras, e outras exposições surgiram. Hoje, o coletivo conta com mais de 60 artistas do Brasil, jovens e veteranas, presentes em diversas regiões do país.

Caricaturistas que participarão da exposição: Ana Paula Stelling, Claudia Sobral, Fani Loss, Liz França, Maria Rita, Pribalima, Rosana Fávero Amorim, Synnöve, Thais Leal, Thamiris Freitas, Very Saiki, Yasmin Matos

Plataforma de exibição: Instagram @salacarloscouto

Agendamento é feito online, e consultas são por videoconferência - Foto: Reprodução de vídeo

Rio de Janeiro

A prefeitura do Rio de Janeiro inaugurou nesta segunda-feira (13) o Telessaúde Rio, uma central com médicos no atendimento virtual aos pacientes da rede municipal de saúde. Os pacientes devem fazer o agendamento online e as consultas serão por videoconferência. O objetivo é ajudar pacientes que tiveram seu acompanhamento médico regular afetado pelo isolamento social, por conta da pandemia do novo coronavírus.

“A consulta presencial é um momento único e jamais será substituída pela ligação telefônica. Porém, o acompanhamento em momentos difíceis, como o de pandemia, isso sim, pode ser feito. Vinte médicos estão hoje aqui inaugurando esse trabalho que tenho certeza vai ajudar muito. O afastamento social diminuiu o grau de infecção [pelo novo coronavírus], mas aumentou a gravidade dos pacientes crônicos que deixaram de fazer exame e o acompanhamento”, disse Crivella, durante o lançamento do serviço, no Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro.

Voltado para a atenção primária, esse tipo de atendimento é justamente o que mais precisa de qualificação diante da pandemia, informou a secretária municipal de Saúde, Beatriz Busch

“São 89 médicos já contratados e que atenderão em turnos. Temos capacidade para fazer 10,5 mil consultas por mês, nas quais o paciente pode conversar com o médico e tem a oportunidade de rever sua receita, verificar suas prescrições e até de receber no seu celular a prescrição para retirada da medicação em farmácias públicas e privadas por meio de QR Code”, disse a secretária.

O Telessaúde Rio começou a funcionar nesta segunda-feira w contará com até 20 médicos especialistas em medicina de família e comunidade por turno. O serviço funcionará de segunda-feira a sábado, das 8h às 20h. Os médicos trabalharão em um espaço integrado à Central Municipal de Regulação, em turnos de seis horas.

 

Como acessar o Telessaúde Rio
Para ter acesso ao serviço, o usuário deve realizar o cadastro no portal Identidade Carioca, portal de serviços da prefeitura, e ter um computador ou celular com acesso à internet.

As consultas serão agendadas pelo site da prefeitura do Rio. Na data e horário marcados, o usuário fará o contato com o médico por meio da plataforma disponível no site.

O objetivo é que o serviço ultrapasse a média de 1,3 mil consultas semanais, com possibilidade de emissão de receitas, laudos e solicitações de exames, todos com certificação digital, garantindo a segurança dos pacientes.

Segundo a prefeitura, o padrão da assistência virtual seguirá recomendações e protocolos do Conselho Federal de Medicina e do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro.

 

Carteiras vencidas a partir de fevereiro ainda estão valendo - Foto: Divulgação

Rio de Janeiro

O Departamento de Trânsito do Rio de Janeiro (Detran-RJ) iniciou hoje (13) a entrega de 6.174 carteiras de habilitação feitas antes da pandemia de covid-19 em nove postos e que já estão prontas à disposição dos motoristas.

Os postos são: Shopping Via Brasil, Nova Iguaçu Shopping, Shopping Pátio Mix (Resende) e Barra Mansa, Shopping Penha, Vaz Lobo, Gávea, Ceasa (Irajá), Ipanema/Cantagalo. Quem fez o documento nos quatro primeiros postos deve retirá-los na própria unidade, que reabriram ao público nesta segunda-feira, após terem sido fechadas para evitar a disseminação do novo coronavírus.

Já quem solicitou a habilitação nas unidades Shopping Penha, Vaz Lobo, Gávea, Ceasa e Ipanema/Cantagalo deverá buscar o documento na sede do Detran, na Avenida Presidente Vargas, centro do Rio. Carteiras de habilitação emitidas em 26 unidades do estado passam a ficar disponíveis para retirada.

Com a retomada gradual das atividades, o Detran voltou a disponibilizar, a partir desta segunda-feira, os serviços de transferência de propriedade, segunda via do Certificado de Registro de Veículo (CRV), mudança de município e transferência de jurisdição. Assim como já é feito para retirada do licenciamento anual e outros serviços veiculares, o atendimento será no modelo drive-thru, ou seja, a pessoa não precisa sair do veículo para ser atendida.

Urgência
Em um mês de reabertura, mais de 48 mil documentos de veículos já foram entregues num esforço do departamento para atender os casos de urgência sem deixar de seguir os protocolos das autoridades sanitárias. Para evitar aglomerações, as vagas continuam limitadas e, a cada semana, o número de atendimentos e de postos vem sendo ampliado. Um exemplo é a emissão de identidades. No início do plano de contingenciamento eram apenas 100 vagas diárias e agora são 1600 atendimentos por dia. Assim, mais de 65 mil documentos de identificação foram entregues desde o início da pandemia.

CNHs válidas
De acordo com o presidente do Detran, Marcello Braga Maia, foi feito um plano de ação para mitigar os riscos de contaminação, sempre pensando na segurança de usuários e funcionários e, ao mesmo tempo, atendendo a quem mais precisa. “Nesta etapa, disponibilizaremos mais quatro procedimentos de veículos e mais de 6 mil carteiras de motorista poderão ser retiradas. Mas vale lembrar que o prazo para a transferência de propriedade está suspenso e o calendário do licenciamento anual foi prorrogado. Além disso, CNHs [carteiras de habilitação] vencidas a partir de 19 de fevereiro continuam válidas. Ou seja, não precisa se preocupar ou correr aos postos. O risco de contaminação ainda é uma realidade e, se puder, aguarde. Ninguém será prejudicado”, explicou.

 

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Financeiro

Atualidades

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Imposto de remédio para atrofia muscular também é zerado - Foto: Arquivo / Agência Brasil

Coronavírus

A Câmara de Comércio Exterior (Camex) zerou o Imposto de Importação de 34 medicamentos usados no combate à covid-19. A resolução foi publicada nesta segunda-feira (13) no Diário Oficial da União.

Entre os medicamentos beneficiados pela medida, estão Ivermectina, Fondaparinux, Varfarina, Nitazoxanida, Edoxabana e Rivaroxabana. O órgão também zerou a tarifa de máquinas para produção e embalagem de máscaras descartáveis de proteção respiratória. As máquinas deverão fabricar pelo menos 400 máscaras triplas com orelhas elásticas de estrutura compacta por minuto.

A resolução zerou o Imposto de Importação de bolsas para coleta de sangue com solução anticoagulante. Desde o início da pandemia do novo coronavírus, a Camex, órgão composto de representantes de vários ministérios presidido pelo Ministério da Economia, reduziu a zero a tarifa de 549 produtos relacionados ao enfrentamento da doença. O benefício vale até 30 de setembro.

Atrofia muscular
Em outra resolução publicada hoje, a Camex zerou a tarifa de importação do medicamento Zolgensma, usada no combate à atrofia muscular espinhal (AME) em crianças de até dois anos. Cotada a R$ 12 milhões e sem fabricação no Brasil, a droga é considerada o medicamento mais caro do mundo, de acordo com o Ministério da Economia.

A desoneração do medicamento havia sido anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro na noite de sexta-feira (10), mas a decisão só foi oficializada hoje.

Segundo o Ministério da Saúde, a AME é uma doença rara, degenerativa, passada de pais para filhos e que interfere na capacidade do corpo de produzir uma proteína essencial para a sobrevivência dos neurônios motores, responsáveis pelos gestos voluntários vitais simples do corpo, como respirar, engolir e se mover.

Varia do tipo 0 (antes do nascimento) ao 4 (segunda ou terceira década de vida), dependendo do grau de comprometimento dos músculos e da idade em que surgem os primeiros sintomas. Até o momento, não há cura para a doença.

 

Competição será na Coreia do Sul entre 28 de fevereiro e 7 de março - Foto: Divulgação

Esportes

A Federação Internacional de Tênis de Mesa (ITTF, na sigla em inglês) anunciou que o Campeonato Mundial por equipes da modalidade será disputado entre 28 de fevereiro e 7 de março do ano que vem em Busan (Coreia do Sul). A competição teve a data definida após ser adiada duas vezes, por causa da pandemia do novo coronavírus (covid-19).

Inicialmente, o Mundial ocorreria entre 22 e 29 de março, mas teve que ser remarcado para o período de 21 a 28 de junho. Como a situação da pandemia não se normalizou no mundo, a ITTF adiou o evento para 2021, deixando a decisão sobre a data para a reunião do Comitê Executivo da entidade, realizada na última sexta (10).

Para a sequência da temporada, a federação admite, em nota oficial, a probabilidade cada vez menor de realizar eventos internacionais em 2020 e que priorizará torneios regionais, adequados às restrições de viagem impostas pela pandemia. As competições, segundo a ITTF, serão disputadas em bolhas, com isolamento de locais e pessoas envolvidas.

O último Mundial foi disputado em Halmstad (Suécia) em 2018. A seleção masculina, atualmente a sexta do ranking da ITTF, chegou às quartas de final, caindo para a vice-campeã Alemanha. Já a feminina, 25ª do mundo, foi superada na primeira fase. As duas equipes estão classificadas para a Olimpíada de Tóquio (Japão), que também será no ano que vem.

O tênis de mesa do país vive o melhor momento na modalidade, com seis atletas entre os 100 melhores do mundo. Entre os homens, ocupam o top 100: Hugo Calderano (6º), Gustavo Tsuboi (44º), Vitor Ishiy (58º), Thiago Monteiro (84º) e Eric Jouti (88º). Bruna Takahashi, por sua vez, é a 47ª do ranking mundial feminino.

Quase 300 estudantes oriundos de outros países são atendidos, semestralmente, pela instituição - Foto: Divulgação

Educação

Implementada na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) em 2017, a Cátedra Sérgio Vieira de Mello, da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), vem atendendo a uma média semestral de quase 300 estudantes oriundos de outros países. São migrantes e refugiados que estão no Brasil e têm, na Uerj, a oportunidade de participar de iniciativas voltadas ao ensino, à pesquisa e à extensão acadêmica, facilitando sua integração social em um novo país.

Um bom exemplo das atividades desenvolvidas pela Cátedra é o curso de Português para Refugiados, oferecido pela Faculdade de Educação juntamente com o Instituto de Letras, em parceria com a Pares Cáritas. Mesmo agora, em tempos de pandemia e isolamento social, o curso continuou suas aulas, adaptadas para o ambiente virtual. Segundo Ana Brenner, professora da Faculdade de Educação e coordenadora da Cátedra Sergio Vieira de Mello/Uerj, além de on-line, as aulas precisaram ser totalmente pensadas de acordo com as especificidades e necessidades desse público.

"O isolamento social é difícil para todo mundo, mas é ainda mais complicado para os migrantes e refugiados que moram em condições precárias, não têm devido acesso à internet e têm como sustento o trabalho informal, ou seja, estão sem renda. Foi um desafio para toda a equipe pensar em algo que os atendesse efetivamente", afirma Brenner.

Para driblar a precariedade de acesso à internet, o grupo percebeu que uma alternativa mais viável era enviar pequenos textos e áudios pelo WhatsApp, Instagram e Facebook, o que consumiria menos do pacote de dados dos alunos. Outro diferencial foi estruturar esse conteúdo para gerar mais interesse, abordando questões relacionadas à Covid-19 e à realidade em seus países, gerando mais identificação ao assunto tratado.

"As aulas passaram a ser oferecidas em lives semanais. Além disso, a cada semana, eles recebem um boletim todo em Português, por texto e áudio, com informações sobre a pandemia em seu país de origem. Isso é muito positivo, pois estabelece um vínculo entre sua terra natal e o Brasil, reforçando os laços e favorecendo o engajamento", explica Brenner.

Com o intuito de melhorar o atendimento e o acesso às aulas, além de manter o interesse dos alunos em alta, o grupo está finalizando a elaboração de um questionário que será enviado aos alunos. O objetivo é entender suas necessidades para atendê-las da melhor forma possível.

Para Ana Brenner, a Uerj mais uma vez reafirma seu papel social:

"Tudo o que afeta a nossa sociedade diz respeito também à universidade e à produção de conhecimento. Nesse sentido, o que a Uerj está fazendo em relação à Covid-19, produzindo informação, conhecimento e pesquisa científica em várias áreas, é a expressão de que seguimos trabalhando incessantemente, apesar da necessidade do isolamento social. É fundamental que o conhecimento, mais do que nunca, seja também disponibilizado e acessado pelos migrantes e refugiados que vivem aqui e têm, na Cátedra Sérgio Vieira de Mello e na Uerj, um ponto de apoio e acolhimento", disse.

Para conhecer mais sobre a Cátedra Sérgio Vieira de Mello e saber como ajudar, basta acessar o site da ACNUR: www.acnur.org/portugues/catedra-sergio-vieira-de-mello/

Imagem: Elizeth Cardoso por Ana Paula Stelling

Entretenimento

Planejada para acontecer em julho de 2020, a exposição Elizeth Cardoso por Elas, que comemoraria o Centenário da cantora, acabou não acontecendo devido à crise sanitária que atingiu o planeta. A ideia da exposição era reunir 20 talentosas desenhistas, a maioria de Niterói, e mais outras artistas de outras localidades, quando cada artista desenharia Elizeth Cardoso a seu modo e estilo, do retrato ao desenho humorístico. Mesmo com o surgimento da pandemia, as artistas mantiveram suas penas afiadas e produziram artes para lembrar a cantora e seu centenário, e são estas artes que serão expostas, de maneira alternativa, por meio das redes sociais.

Com isso, a Sala Carlos Couto manterá, em parte, a proposta da homenagem, usando as ferramentas digitais que estão disponíveis, como as redes sociais, mais especificamente o Instagram, exibindo as artes enquanto promove, por meio de videoconferência, encontros entre pesquisadores, músicos, cantores e o herdeiro de Elizeth Cardoso, Paulo Cesar Valdez, neto da cantora.

Sobre o Coletivo

O coletivo feminino Elas por Elas - As Desenhistas Brasileiras surgiu em julho de 2013, quando 30 artistas participaram da exposição "Leila Diniz nos traços das desenhistas brasileiras", que aconteceu na Sala de Cultura Leila Diniz. A mostra comemorou o aniversário de três anos da Sala Leila Diniz, e teve a saudosa atriz, cujo nome batiza o local, como homenageada.

A partir daí, o coletivo cresceu, espaços foram criados nas redes sociais para promover e debater sobre a trajetória das mulheres desenhistas brasileiras, e outras exposições surgiram. Hoje, o coletivo conta com mais de 60 artistas do Brasil, jovens e veteranas, presentes em diversas regiões do país.

Caricaturistas que participarão da exposição: Ana Paula Stelling, Claudia Sobral, Fani Loss, Liz França, Maria Rita, Pribalima, Rosana Fávero Amorim, Synnöve, Thais Leal, Thamiris Freitas, Very Saiki, Yasmin Matos

Plataforma de exibição: Instagram @salacarloscouto

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