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Seg, Out

Isolamento social traz benefícios

Secretário municipal de Meio Ambiente, Bernardo Egas, acredita que situação ajuda na conscientização das pessoas - Foto: Divulgação

Nacional
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A cidade do Rio de Janeiro e o carioca passam por um complicado momento, por conta da pandemia do novo coronavírus. No entanto, o isolamento social trouxe benefícios para algo que, muitas vezes, passa despercebido na correria do dia a dia: o meio ambiente.

Segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, os índices de poluição do ar apresentam queda acentuada, melhorando a qualidade do ar. Além disso, animais silvestres, que em situações normais ficam escondidos em seus habitat, passaram a transitar livremente por parques e áreas verdes. “A gente tem um monitoramento em alguns pontos da cidade e notado uma melhora grande, especialmente no material particulado do ar, que causa um dano para a saúde. Temos visto nos parques da cidade muitos animais que raramente a gente vê, espécies frequentando as áreas comuns dos parques onde não passavam”, disse o secretário da pasta, Bernardo Egas.

De acordo com o secretário, o índice de melhora na qualidade do ar da capital, de modo geral, gira em torno dos 60% em relação ao período anterior às medidas de restrição social. Ele atribui o fato à queda da movimentação na cidade, principalmente em relação aos gases emitidos por veículos à combustão.

“O monitoramento do ar é constante na cidade, temos relatórios ao longo de vários anos e temos identificado diversas áreas com a qualidade melhor. A média de melhora, em relação ao particulado é de cerca de 60%. Principalmente a dominuição da movimentação, veículos a combustão”, complementou Egas.

Hortas Cariocas - A Prefeitura do Rio de janeiro também tem se preocupado com a alimentação de populações mais carentes da cidade. Para isso, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, criou o projeto Hortas Cariocas, que leva verduras e legumes provenientes de 42 horas espalhadas pelo Rio à famílias de comunidades como Manguinhos, Morro de São Carlos, Nova Sepetiba, Pedra de Guaratiba, Chapadão, Morro da Formiga, e Jardim Anil.

“O projeto Hortas Cariocas é de segurança alimentar especialmente em áreas de comunidade. Hoje são 42 horas espalhadas pela cidade, e a Prefeitura paga um auxílio de custo de cerca de R$ 600 a quem trabalha nessas hortas. Neste momento estamos trabalhando com 100% de doação”, explicou o secretário.

Embora não acredite que a melhora apresentada pelo meio ambiente da cidade se mantenha nos mesmos níveis, após a volta à normalidade, Bernardo Egas crê que a população está aprendendo bastante com a situação atual, o que ajuda na conscientização.

“Acredito que os benefícios do meio ambiente estão sendo percebidos pelas pessoas, e elas estão mais conscientes. São diversas coisas que as pessoas vão se tocando sobre o impacto para o meio ambiente”, concluiu o secretário.

Qualidade do ar - De acordo com último levantamento dos índices de qualidade do ar no Rio de Janeiro, divulgado pela Prefeitura, em parceria com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), a melhora em alguns bairros chegou a superar os 90%.

Segundo o relatório, o destaque ocorreu na região de Santa Cruz, com 91% de diminuição na concentração do poluente Dióxido de Nitrogênio (NO2). Já as Estações de Monitoramento do Ar localizadas em Bangu e Irajá chegaram a apresentar reduções de até 31% e 24% nas concentrações do poluente, respectivamente.

O poluente Monóxido de Carbono (CO) também apresentou queda nas concentrações, como pode ser observado em Copacabana e Santa Cruz. Os períodos de maior redução nas concentrações médias do poluente representaram queda de até 75% em Copacabana, e 27% em Santa Cruz.

Enquanto isso, as análises do poluente Material Particulado (MP10) nas estações de monitoramento do ar de Copacabana e Irajá, registraram redução de 16% e 26%, respectivamente. Estas partículas podem ser emitidas diretamente do escapamento de automóveis.