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Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, é preso em São Paulo

Queiroz foi assessor e motorista de Flávio Bolsonaro até outubro de 2018 - Foto:

Nacional
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Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, foi preso em Atibaia, interior de São Paulo, na manhã desta quinta-feira (18), durante uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo. Também nesta manhã, o juiz Flávio Itabaiana Nicolau, da 27ª Vara Criminal do TJ do Rio,  expediu mandado de prisão contra Márcia Oliveira de Aguiar, esposa de Queiroz.

O mandado de busca e apreensão e de prisão contra Fabrício Queiroz foram expedidos pela justiça do Rio de Janeiro, em um desdobramento da investigação que apura esquema de "rachadinha" na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Já Márcia esteve no gabinete de Flávio na Alerj por 10 anos, no período de 2007 e 2017, e foi um dos parentes que Queiroz colocou na estrutura do mandato do filho do presidente da República. 

Queiroz estava em uma casa que pertence a Frederick Wassef, advogado de Flávio Bolsonaro. O ex-assessor será levado ainda nesta quinta-feira para o Rio de Janeiro.

Queiroz deixou a casa do advogado de Flávio Bolsonaro com um colete à prova de balas - Foto: Reprodução/TV Globo

O nome de Fabrício Queiroz - que é policial aposentado - consta em um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que aponta uma movimentação atípica de R$ 1,2 milhão, no intervalo de um ano, em uma conta em nome do ex-assessor. Quando questionado sobre a movimentação atípica, Queiroz declarou que as transações eram fruto da compra e venda de veículos usados. "Sou um cara de negócios", disse na época.

O Ministério Público do Rio de Janeiro também cumpre mandados de busca e apreensão em uma casa em Bento Ribeiro, na Zona Norte do Rio.

Contra outros suspeitos de participação no esquema, o MPRJ obteve na Justiça a decretação de medidas cautelares que incluem busca e apreensão, afastamento da função pública, o comparecimento mensal em Juízo e a proibição de contato com testemunhas. São eles o servidor da Alerj Matheus Azeredo Coutinho; os ex-funcionários da casa legislativa Luiza Paes Souza e Alessandra Esteve Marins; e o advogado Luis Gustavo Botto Maia.