Morre atingido por explosão de GNV

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O motorista Mário Magalhães da Penha, 67 anos, que se feriu, na terça-feira (26), na explosão do seu carro enquanto abastecia com GNV, em um posto da zona norte do Rio, morreu na madrugada de ontem no Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier. Ele foi internado logo após o acidente, que ainda destruiu o veículo e parte da estrutura da cobertura do posto. Uma mulher, que também se feriu na explosão, foi atendida no Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro, e recebeu alta ontem mesmo.

Mário Magalhães foi atingido ao abrir o porta-malas do veículo e foi arremessado com o impacto, segundo as imagens das câmeras de segurança do estabelecimento.

A Polícia Civil abriu um procedimento investigativo para apurar o acidente e peritos foram ao local. Testemunhas foram ouvidas e a polícia analisa as imagens. Entre outras coisas, será investigado qual era o estado de conservação do cilindro de gás do veículo.

Em nota, a Federação Nacional de Inspeção Veicular (Fenive) informou que levantamento realizado por especialistas em inspeção veicular que foram até o local do acidente mostrou que o cilindro presente no carro envolvido no acidente não é o mesmo que havia sido inspecionado no veículo em 2021. A inspeção veicular periódica é uma das exigências legais para que o carro que passou pela conversão possa circular regularmente. Conforme apontaram as análises preliminares, o cilindro que estourou teria sido retirado de um veículo que havia sido roubado em 2016. Segundo a análise, é provável que o cilindro tenha passado por incêndio, e depois repintado e adulterado. Não é possível afirmar se o proprietário do veículo tinha ciência disto", diz a nota, acrescentando que outras afirmações só serão possíveis depois do resultado final da perícia.

A concessionária Naturgy informou que é responsável apenas pelo fornecimento do GNV e não pela inspeção dos veículos. Já o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) afirmou que a licença do posto de combustíveis é concedida pela Prefeitura do Rio.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão regulatório vinculado ao Ministério de Minas e Energia (MME), aguarda as conclusões da perícia técnica da Polícia Civil. "O posto será autuado caso se comprove sua responsabilidade", completou em nota encaminhada, ontem, à Agência Brasil.

"Ressaltamos que a ANP fiscaliza as instalações do posto e, no caso do GNV, o limite de pressão máximo de abastecimento, que é de 220 bar", completou.

A ANP destacou que não tem atribuição legal para atuar se o problema estiver relacionado à má instalação ou manutenção do kit GNV do veículo. As oficinas que realizam estes serviços precisam ser credenciadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro)les que estiverem sendo abastecidos", concluiu.