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O Flamengo terminou a fase de grupos da Libertadores com cinco vitórias e uma derrota - Foto: Marcelo Cortes / Flamengo

O Flamengo recebeu o Junior Barranquilla, da Colômbia, na noite desta quarta-feira, no Maracanã, e venceu por 3 a 1, garantindo a liderança do grupo A da Taça Libertadores da América.

Com o triunfo desta noite o Rubro-Negro terminou a primeira fase da competição com 15 pontos, sendo seguindo pelo Independiente del Valle (Equador), com 12 pontos e que superou o Barcelona de Guayaquil (Equador) por 2 a 0 nesta quarta.

Já classificado para as oitavas de final da competição, o time carioca iniciou a partida com grande desenvoltura, pressionando muito a equipe colombiana e criando várias oportunidades. Desta forma, o gol não demorou a sair. Aos 10 minutos Vitinho cobrou escanteio e Léo Pereira desviou, a zaga falhou em afastar e Thuler conferiu de primeira para abrir o marcador.

O segundo gol veio ainda na etapa inicial, quando Bruno Henrique recebeu na ponta esquerda e arrancou. O atacante cruzou e a bola desviou na defesa adversária para sobrar para Lincoln chegar batendo de primeira, de chapa, para fazer o seu aos 39 minutos.

No segundo tempo a dinâmica não foi diferente. O Flamengo mantinha o controle do confronto ocupando o campo adversário, e tocando a bola com tranquilidade.

Mas aos 23 minutos o Junior Barranquilla consegue descontar. Fuentes parte em grande velocidade em contra-ataque e tocou em profundidade para o veterano atacante Téo Gutiérrez tocar com categoria para vencer o goleiro César.

Porém, a noite era mesmo do Flamengo, que marcou o terceiro aos 29 minutos com Bruno Henrique. Lázaro cobrou escanteio e o camisa 27 subiu demais para cabecear com categoria e vencer o goleiro Viera.

O próximo compromisso do Flamengo será no domingo, quando visita o Internacional, no Beira-Rio, pelo Campeonato Brasileiro.

Político havia sido internado com a covid-1 - Foto: Divulgação9

O senador Arolde de Oliveira não resistiu a covid-19 e faleceu nesta quarta-feira. O político havia sido internado em setembro no Hospital Samaritano, em Botafogo, e deixou seus familiares aos 89 anos.

Arolde atualmente ocupava o cargo de Senador pelo Estado do Rio de Janeiro.

A confirmação da morte por covid-19 foi confirmada pelo perfil oficial do político no Twitter.

Repercussão

O governador em exercício, Cláudio Castro, lamentou a morte do senador e decretou luto oficial de três dias.

"Recebo com profundo pesar a notícia do falecimento do senador Arolde de Oliveira, na noite desta quarta-feira, vítima da covid-19. Seu trabalho na política e na comunicação do Brasil deixam um legado social em prol da população, em especial dos fluminenses. Minha solidariedade aos familiares e amigos, assim como a todos aqueles que perderam entes queridos nesta pandemia", disse.

O deputado estadual Coronel Salema (PSD) também comentou sobre a morte do senador.

"Lamento muito o falecimento do senador, amigo e companheiro de partido Arolde de Oliveira. Aos 83 anos, ele faleceu na noite desta quarta-feira, dia 21 de outubro, em decorrência de complicações da covid-19. Além dos mandatos na Câmara e no Senado, Arolde também foi Secretário de Transporte da cidade do Rio de Janeiro e Secretário de Trabalho e Renda do Estado do Rio de Janeiro. Uma grande perda! Aos familiares, meus sinceros sentimentos", afirmou.

gentes flagraram três irregularidades nesta quarta-feira - Foto: Dvulgação

O Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Detro-RJ) realizou, nesta quarta-feira (21), operações nos Terminais Rodoviários Roberto Silveira (Niterói) e do Alcântara (São Gonçalo). As ações tiveram o objetivo de verificar as questões relacionadas ao cumprimento das normas de acessibilidade nos ônibus intermunicipais. Como resultado, três multas foram aplicadas.

Na manhã de hoje, os agentes flagraram irregularidades referentes a ausência ou defeito do cinto de segurança, documentação irregular e mau estado de conservação do ônibus. Durante a operação, não foram encontrados problemas relativos à acessibilidade. As empresas notificadas foram: Auto Viação 1001, Auto Ônibus Fagundes e Viação Mauá.

A operação “Acessibilidade” foi lançada em 08 de outubro, quando as equipes estiveram em Araruama e em Cabo Frio. Novas ações com este foco estão programadas em municípios da Região Metropolitana e do interior. O Detro-RJ vem intensificando as fiscalizações na frota intermunicipal. Este ano, 1.114 infrações já foram aplicadas nos coletivos.

Além das ações de inteligência, as reclamações recebidas pela Ouvidoria do órgão ajudam a nortear as operações. Os cidadãos podem encaminhar denúncias pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., pelo telefone (21) 3883-4141 ou pelo WhatsApp (21) 98596-8545.

Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

 

A Linha Amarela deveria ser a via que assegura o direito de ir e vir das pessoas na cidade do Rio de Janeiro. Por ela, passam aproximadamente cento e vinte mil veículos todos os dias. Esta exorbitante circulação proporciona um faturamento diário na ordem de um milhão de reais. A linha liga a Baixada de Jacarepaguá e a Ilha do Fundão. Assim, cria uma alternativa ao tráfego pelas avenidas e ruas da Zona Sul, aliviando o engarrafamento. Não restam dúvidas quanto ao seu papel na cidade. Encurta a distância entre o trabalhador e sua casa, viabiliza negócios, é um propulsor de oportunidades. Todavia, infelizmente, o valor imódico de seu pedágio torna a Linha Amarela uma promotora de desigualdades, castradora da mobilidade social urbana e um empecilho para dinamização econômica e social.

Essa importante via expressa tem um papel no desenvolvimento da mobilidade urbana cidade, portanto, sua função deve estar relacionada a questões de promoção da cidadania e à impulsão econômica, propiciando um ambiente de idas e vindas mais justas aos empresários e trabalhadores cariocas. A mobilidade é um tema complexo e deve ser tratado de forma transversal, considerando especialmente os desafios presentes no desenvolvimento das cidades. Ao meu ver, a mobilidade urbana está intimamente ligada ao direito de ir e vir, à autonomia, ao acesso e à qualidade de vida. Portanto, é um determinante básico para o desenvolvimento pleno das pessoas. Precisamos falar e construir mobilidade urbana, ao invés de transporte e trânsito.

Esta quarta-feira (21) foi um dia histórico para os cariocas que circulam na via. O Superior Tribunal de Justiça iniciou o julgamento da encampação da Linha Amarela e o fim de seu pedágio excessivamente caro. De um lado está o interesse público e sua respectiva probidade. Do outro, a possível prevalência da conveniência econômica privada e suas relações controversas. O julgamento foi suspenso com o pedido de vistas do Ministro João Otávio Noronha. Como cidadão e usuário da via expressa, confio que a justiça irá avaliar considerando o interesse público coletivo, seguindo o voto do Ministro Humberto Martins, relator do caso.

Não é possível que, para ir e vir, um trabalhador autônomo, por exemplo, tenha que gastar R$ 15,00 por dia, podendo chegar até R$ 90,00 por trecho, a depender da modalidade e veículo. Agora, pergunto: você tem dúvida que um caminhão, ao arcar com o custo de R$ 90,00 por sentido, seja qual for o bem transportado, tornará o produto mais caro para o consumidor final?

É fundamental que o poder público regule e discipline suas concessões para que ofereçam um serviço de qualidade a preço justo. Em suma, a encampação e suas ações derivadas significam que a administração pública está cumprindo sua real função, sem prevaricar. Denota o reconhecimento de que uma concessão é uma atividade econômica e que não deve favorecer comportamentos oportunistas. O oportunismo, segundo a teoria do custo de transação (Williamson, 1985), pode decorrer da seleção adversa ou risco moral, que são consequências da assimetria de informação. Resulta, por óbvio, em maior custo de transação. A Lamsa e a Invepar estão por décadas minando todas as camadas de controle e proteção pública, convertendo o interesse coletivo em um extrato financeiro faraônico.

Allan Borges
Subsecretário de Transportes
Coordenador do Comitê Executivo da Encampação da Linha Amarela
Mestre em Projetos Sociais pela FGV-RJ

Materiais foram entregues às secretarias de Saúde, Defesa Civil e Polícia Militar - Foto: Divulgação

O Governo do Estado do Rio de Janeiro recebeu doação de 4,1 mil EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), 5,7 mil kits de higiene e 3,7 mil cestas básicas do Governo dos Estados Unidos. Os kits com EPIs serão entregues a hospitais estaduais, e as cestas e os materiais de higiene irão beneficiar moradores de comunidades do Rio. A doação foi oficializada, nesta quarta-feira (21/10), durante cerimônia no Quartel do Corpo de Bombeiros, no Centro do Rio. 
 
- A doação do Consulado Geral dos Estados Unidos ao Governo do Rio dá assistência humanitária às famílias que enfrentam dificuldades econômicas por causa da pandemia da Covid-19 e auxilia no abastecimento das unidades estaduais de saúde. É uma parceria muito bem-vinda - disse o secretário de Defesa Civil e comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Leandro Monteiro.

Os kits com Equipamentos de Proteção Individual - que incluem máscaras N95 e cirúrgica, avental descartável e caixas de luvas cirúrgicas e de procedimentos - serão distribuídos pela Secretaria de Saúde a unidades a serem definidas. As cestas básicas e os materiais de higiene recebidos pela Secretaria de Defesa Civil serão entregues pela Polícia Militar a moradores da Rocinha, Vidigal, Chapéu-Mangueira e Complexo do Alemão.

As doações são do Comando Sul do Departamento de Defesa Americano, responsável pelas operações militares dos Estados Unidos no Caribe e nas Américas Central e do Sul. Segundo o cônsul-geral dos EUA no Rio de Janeiro, Scott Hamilton, no total, a doação para a rede de saúde e comunidades do Rio somam mais de US$ 110 mil.

- Seguimos trabalhando fortemente com os brasileiros para combater a Covid-19, que é hoje nossa prioridade aqui no Brasil. Nossa assistência vem a somar a uma história de cooperação já sólida em saúde que vem sendo construída por Estados Unidos e Brasil há muitas décadas e ao valor de solidariedade compartilhado por ambos os países. Acreditamos que a união de forças é essencial para vencermos essa pandemia de forma mais rápida - afirmou Hamilton.

Moradores da Rocinha recebem cestas

Moradora da Rocinha, a empregada doméstica Glória do Nascimento, de 68 anos, foi uma das beneficiadas pela doação dos produtos. Glória perdeu o emprego durante a pandemia da Covid-19.   

- Desde março, fiquei com a minha renda desfalcada e conto apenas com a aposentadoria. Esses produtos vão me ajudar muito - ressaltou.

As cestas básicas também foram recebidas por Gilmar Gomes de Souza, de 64 anos. 
- Estou desempregado, a minha mulher é aposentada e está sustentando a casa sozinha. Estas cestas vieram em uma boa hora - destacou o idoso.

A entrega das doações foi intermediada pela Superintendência de Relações Internacionais, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico.

 

Os agentes interditaram oito farmácias irregulares, apreenderam milhares de medicamentos de uso controlado entre outras substâncias - Foto: Divulgação

A Força-Tarefa da Polícia Civil, por meio da Delegacia do Consumidor (Decon), realizou, nesta quarta-feira (21), mais uma operação para asfixiar o braço financeiro da milícia que atua na Zona Oeste e Baixada Fluminense, chefiada pelo criminoso Wellington da Silva Braga, o "Ecko". Os agentes interditaram oito farmácias irregulares, apreenderam milhares de medicamentos de uso controlado entre outras substâncias e prenderam dez responsáveis pelos estabelecimentos. O trabalho de investigação e de inteligência indicou que os locais são utilizados pela milícia como fonte de lucro e para lavagem de dinheiro da organização criminosa.

A operação, que contou com 100 policiais de diversas delegacias especializadas, teve como objetivo atacar as fontes de renda e interromper comércios e serviços ilegais que geram lucros para a organização criminosa. As investigações revelaram que uma das fontes de renda e de lavagem de dinheiro da milícia é por meio de uma rede de farmácias, que possui dezenas de unidades na Região Metropolitana do Rio de Janeiro em bairros como Campo Grande, Santa Cruz, Cosmos, Paciência, Senador Camará e Madureira. Além de policiais da Decon e das delegacias do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE), a ação contou com fiscais do Conselho Regional de Farmácia.

Os acusados responderão pelos crimes contra a saúde pública, economia popular, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, entre outros.


Força-Tarefa da Polícia Civil

A Força-Tarefa de combate às milícias da Secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol) vem atuando com inteligência, investigação e ação para combater a atuação das organizações criminosas que atuam em todo o estado do Rio de Janeiro. Na última semana, diversas operações resultaram em prisões, apreensões de armas de grosso calibre, interdição de comércios explorados por milicianos. Apenas em uma ação, realizada no último dia 16, os agentes prenderam 18 criminosos, interditaram estabelecimentos comerciais usados como fonte de lucro e lavagem de dinheiro da milícia, como um shopping de roupas falsificadas com várias lojas, farmácia com medicamentos de uso controlado sem autorização da Anvisa, dois provedores de internet com sinal furtado de TV por assinatura com milhares de assinantes, um depósito de gás e um restaurante usado para comercialização de cestas básicas.

O Planejamento da atual gestão para o combate às milícias é aplicar o sistema que intitulou como O&A (Operação e Asfixia). Após o serviço de inteligência, a Polícia Civil realiza uma operação pontual contra o grupo criminoso. Em seguida, a Força-Tarefa com diversas delegacias especializadas realiza operações na região onde aquela organização atua, realizando um verdadeiro trabalho de asfixia, em que os agentes ficam na área quantos dias forem necessários e sufocando todas as formas de entrada de dinheiro na organização. Nesta Asfixia as especializadas atuam contra construções irregulares, grilagem, serviço pirata de tv a cabo (gatonet), venda de gás, lojas com produtos piratas e até de cestas básicas, entre outras atividades criminosas.

Contingente ficará no estado até 17 de abril de 2021 - Foto: Divulgação TJ-RJ

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) decidiu prorrogar por mais 180 dias o emprego da Força Nacional de Segurança Pública, em Boa Vista, no estado de Roraima.

A portaria dilatando o prazo foi publicada hoje (21) no Diário Oficial da União (DOU), mas começou a valer ontem (20). A força vai permanecer no estado até 17 de abril de 2021.

Segundo a portaria, o efetivo vai trabalhar em "apoio aos órgãos de segurança pública do estado de Roraima, para atuar nas atividades e nos serviços imprescindíveis à preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, em caráter episódico e planejado".

O contingente a ser disponibilizado obedecerá ao planejamento definido pela Secretaria Nacional de Segurança Pública, vinculada ao Ministério da Justiça.

A operação da Força Nacional terá o apoio logístico do governo de Roraima, que também ficará responsável pela infraestrutura necessária à atuação das tropas.

Ainda de acordo com a portaria, o prazo do apoio prestado pela Força Nacional de Segurança Pública poderá ser prorrogado, "se necessário".

A Força Nacional atua em Boa Vista desde agosto de 2018, quando um grupo de 60 agentes chegou ao estado para reforçar e fiscalizar a segurança em Pacaraima, na fronteira com a Venezuela.

A medida foi aprovada em discussão única pela Alerj - Foto: Octacílio Barbosa

A substituição do processo judicial de inventário e partilha de bens para via extrajudicial será realizada sem o pagamento de multa. É o que define o projeto de lei 721/19, do deputado Alexandre Freitas (Novo), que altera a Lei 7.174/15, que trata Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos (ITD). A medida foi aprovada em discussão única pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), nesta quarta-feira (21/10), e seguirá para o governador em exercício, Cláudio Castro, que terá até 15 dias úteis para sancioná-la ou vetá-la.

De acordo com o projeto, ficará isento da multa o contribuinte que optar pela mudança após a abertura do processo judicial de inventário e partilha dentro de dois meses da abertura da sucessão. "A incidência de multa ao contribuinte que cumpriu com suas obrigações tributárias dentro do prazo legalmente estipulado é uma medida excessiva, além de ser inibidora da busca pela solução de demandas através da via extrajudicial, tendo em vista a atual sobrecarga do Judiciário", justificou o autor.

O projeto ainda complementa a medida, determinando que o contribuinte que não tenha cumprido o prazo de entrega da declaração do fato gerador do ITD, mas houver recolhido corretamente o valor do imposto devido na esfera judicial, seja responsável apenas pelo pagamento das multas. O texto prevê o prazo de 90 dias, após a sanção da lei, para a sua entrada em vigor.

écnicos da Vigilância Sanitária promovem cursos presenciais para detalhar medidas estabelecidas em protocolos higiênico-sanitários - Foto: Nelson Duarte/Subvisa ASCOM

A Prefeitura do Rio, por meio da Subsecretaria de Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde, iniciou nesta terça-feira (20), mais uma atividade de capacitação específica. É a série de palestras sobre as medidas sanitárias que devem ser adotadas nas Centrais de Abastecimento do Estado do Rio (Ceasa-RJ), para a prevenção de riscos à Covid-19. O foco é a sensibilização de trabalhadores, gestores e gerentes das associações que atuam na central de abastecimento. O cronograma conta com ações educativas presenciais, como palestras ministradas por técnicos da Superintendência de Educação da Vigilância. A equipe divulga e esclarece as principais medidas de prevenção que integram o Plano de Retomada das Atividades Econômicas do município. As próximas palestras serão nos dias 20, 22, 27 e 29 de outubro e 3 de novembro, encerramento do ciclo da capacitação específica.

"É muito importante a ação de prevenção, de multiplicação de informações. Desta forma, nós conseguimos que o próprio cidadão tenha um posicionamento de assumir sua responsabilidade e buscar, em conjunto com toda a equipe, comercializar e consumir com segurança alimentos dentro das medidas sanitárias. Se pensarmos que viemos de um caminho de progressão de fases, veremos que não tivemos que voltar atrás na retomada. Tudo isso se deve, com certeza, à divulgação das informações e dos treinamentos. Essa aproximação do órgão sanitário com a população é fundamental", disse a nutricionista Rosália Cova, da coordenação de eventos da Superintendência de Educação da Vigilância Sanitária.

Para o contador Carlos Figueiredo, funcionário do polo administrativo da Ceasa, toda a capacitação é sempre muito bem-vinda.

"A capacitação é fundamental, principalmente no momento em que vivemos. Receber informações sobre as normas higiênico-sanitárias é essencial para este nosso ambiente, onde temos centenas de pessoas trabalhando integradas, todo o tempo em interação. Sem dúvida, é muito importante termos acesso a detalhes sobre os protocolos que precisamos seguir, tanto no ambiente comercial como nos setores administrativos", avalia Carlos Figueiredo.

Em setembro, as equipes estiveram no local para avaliar a adoção das medidas preventivas para o controle da disseminação da Covid-19. Na precursora foram observadas condutas vedadas, como a falta de distanciamento e de insumos para a higienização das mãos e de equipamentos de proteção individual (EPI).

Depois da vistoria, os técnicos fizeram algumas orientações, como a instalação de dispensadores de sabão líquido e papel-toalha.

Medida permite que o servidor público estadual que precise passar por perícia médica realize em unidades de saúde vinculadas ao Sistema Único de Saúde - Foto: Octacílio Barbosa

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou em discussão única, nesta quarta-feira (21),o projeto de lei 1.073/19, que permite que o servidor público estadual que precise passar por perícia médica realize em unidades de saúde vinculadas ao Sistema Único de Saúde a consulta para emissão de laudo comprobatório da sua incapacidade transitória para o trabalho ou para concessão de aposentadoria por invalidez. A medida seguirá ao governador em exercício Cláudio Castro, que terá até 15 dias úteis para sancioná-la ou vetá-la.

O objetivo é facilitar o acesso dos servidores que moram em cidades que não têm órgão estadual responsável pela perícia médica. O texto prevê a possibilidade da realização de convênio, termo de execução descentralizada ou acordo de cooperação, sem aumento de despesa, para a execução do serviço.

“Servidores estão se deslocando, em alguns casos, para distantes locais, percorrendo por vezes centenas de quilômetros para o cumprimento daquela exigência. Em geral, a realização da perícia se origina de situação incapacitante do servidor, impedindo que se desloque ou faça esforço físico, como no caso de viagens. Precisamos mudar isso”, justificou o autor da proposta, deputado Waldeck Carneiro (PT).

Instituto cruzou os registros da Polícia Civil com os dados do histórico de localização dos usuários do Google - Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O Instituto de Segurança Pública (ISP) elaborou um estudo inédito e pioneiro para determinar a influência do isolamento social, provocado pela pandemia do novo coronavírus, nos crimes contra o patrimônio. No período, foi registrada a redução de roubos de rua e de veículos. A equipe de analistas do ISP cruzou os registros da Secretaria de Estado de Polícia Civil com os dados do histórico de localização dos usuários do Google, tendo como parâmetro de normalidade o mês de janeiro de 2020.

Segundo a pesquisa, de janeiro a setembro deste ano, o estado registrou queda de 42% nos roubos de rua em relação ao mesmo período de 2019. A forte redução também foi observada no roubo de veículo, que foi 33% menor nos nove primeiros meses deste ano, na comparação com 2019.

A exceção é para o roubo de carga, que também apresentou queda este ano, mas não há ligação com o menor número de pessoas nas ruas. No acumulado do ano, o indicador apresentou redução de 33% em relação ao mesmo período de 2019.

"O primeiro decreto estadual que estabeleceu uma série de medidas para evitar a propagação do coronavírus foi editado em 13 de março deste ano. A partir desta data, houve um aumento de pessoas que acionaram a localização dos serviços Google dentro de casa. Com isso, observamos uma queda considerável dos roubos de rua e de veículo. Há uma correlação muito forte entre a diminuição desses casos, conhecidos como crimes de oportunidade, e o nível de isolamento", explicou a presidente do ISP, Marcela Ortiz.

Relaxamento do distanciamento

A partir do mês de junho, a pesquisa mostra que o nível de distanciamento social começou a diminuir no estado. No mesmo período, há um leve aumento nos números de roubos de rua e de veículo, fenômeno não observado para o roubo de cargas.

O estudo também destaca que, apesar do retorno de uma série de atividades econômicas, no mês de setembro, o nível de isolamento ainda é mais alto do que o observado em março. Isso indica que o número de crimes ainda está sendo impactado pelo distanciamento social.

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