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Dom, Out

Shoppings e centros comerciais da cidade do Rio só podem reabrir no dia 17

Crivella decide que medidas do decreto municipal serão mantidas - Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Rio de Janeiro
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Após uma reunião de seu comitê científico, a Prefeitura do Rio de Janeiro decidiu manter seu cronograma de reabertura econômica e não seguir as recomendações decretadas pelo governo do estado na última sexta-feira (5). O plano elaborado pelo governo do Rio prevê uma abertura mais ampla de estabelecimentos, como shoppings, pontos turísticos e restaurantes.

Na cidade do Rio, os shopping e centros comerciais só vão poder funcionar a partir do dia 17, seguindo todas as recomendações de higienização propostas. Já o funcionamento de bares e restaurantes na capital só vão poder reabrir no dia 2 de julho. 

Pelo decreto do governo do Rio, os pontos turísticos podem funcionar com o limite de 50% de sua capacidade de lotação. Porém, a prefeitura do Rio determina que a previsão de abertura desses locais seja a partir do dia 17 de julho, com 1/3 da capacidade e o dia 1° de agosto com 2/3 da capacidade.

Os templos religiosos estão com a abertura permitida nos dois decretos, tanto no municipal quando no estadual, porém uma decisão judicial proíbe o funcionamento. 

O governo do estado explicou que seu plano é uma recomendação a ser avaliada localmente pelos municípios, e não uma imposição. Com a decisão da prefeitura, os estabelecimentos na cidade do Rio de Janeiro devem continuar a observar o cronograma municipal.

A cidade iniciou na semana passada a primeira das seis fases da retomada econômica após o isolamento social. Cada etapa tem duração prevista de 15 dias, mas o avanço no cronograma dependerá da avaliação de critérios como número de mortes, taxa de transmissão e ocupação de leitos de unidade de terapia intensiva (UTI).

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, concedeu uma entrevista coletiva ao lado de secretários na tarde de hoje. O subsecretário de saúde e integrante do comitê científico da prefeitura, Jorge Darze, disse que o decreto estadual surpreendeu as autoridades municipais.

"A decisão do governador nos surpreendeu, porque não havia nenhum estudo anterior à assinatura desse decreto que pudesse dar sustentabilidade para que esse decreto pudesse ser apresentado. Daí a nossa manifestação no sentido de continuar no projeto da prefeitura", disse Darze.

A secretária de saúde, Beatriz Busch, defendeu o momento em que a prefeitura decidiu adotar a retomada. Segundo Beatriz, a cidade tem ocupação de 87% nos leitos de UTI, e de 51% nos de enfermaria. Além disso, há 34 pessoas em processo de transferência para ocupar parte dos 93 leitos de UTI disponíveis.

"É isso que nos dá neste momento a possibilidade de continuar esse planejamento", disse ela, que anunciou que, a partir do dia 18, o município iniciará a retomada de consultas, exames e cirurgias eletivas.

O prefeito do Rio de Janeiro apresentou números de sepultamentos na cidade em junho, e afirmou que o número de mortes neste mês vem aumentando em um ritmo menor que em maio. Crivella disse que a cidade costuma registrar cerca de 5,5 mil sepultamentos em média, e esse número chegou a 10,2 mil em maio, com 2.122 mortes por suspeita de covid, 1.903 mortes em que a doença foi confirmada e 1.356 mortes em que a causa mortis informada foi síndrome respiratória.

Em junho, a média de sepultamentos por dia na cidade estaria em 238 por dia até ontem, ritmo que, se for mantido, fará o Rio passar de 7 mil mortes no fim do mês, com 1,5 mil a mais que a média histórica de 5,5 mil sepultamentos, mas abaixo do que foi registrado em maio.

"As recomendações que o governo do estado nos fez serão atendidas dentro da ordem cronológica e dos parâmetros que foram estabelecidos antes", disse Crivella, que afirmou ter uma preocupação grande com a piora dos números, que levaria a retroceder o desconfinamento. "Uma abertura ampla, geral e irrestrita poderá nos levar a uma situação que não queremos ter de novo, que é aquela situação de maio, com 4,7 mil óbitos a mais".

(Com Agência Brasil)

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