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Seg, Out

Mata Atlântica tem desmatamento zero no Estado do Rio

Dados são de estudo inédito elaborado pelo Inea - Foto: Vinícius Medeiros/Inea

Rio de Janeiro
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O volume de floresta nativa no estado do Rio de Janeiro manteve-se relativamente estável entre 2007 e 2018, ocupando cerca de 30% da área total do território fluminense (1,3 milhão de hectares). Os dados são de estudo inédito, elaborado pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), órgão vinculado à Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, sobre a evolução e tendências da cobertura vegetal e uso do solo no estado nos últimos 13 anos.  

A tendência na redução do desmatamento no estado pode estar associada, principalmente, ao efeito de ações de fiscalização e conscientização preservação das áreas remanescentes de floresta ao longo desses anos. Atividades voltadas para coibir o desmatamento, somadas às ações para a conservação, como a criação, ampliação e gestão de áreas legalmente protegidas, têm trazido resultados positivos para a proteção do bioma no estado.

"Este estudo comprova a eficiência e eficácia das políticas públicas ambientais fluminenses e nos orienta pelo caminho certo para a conservação e recuperação da biodiversidade e as atividades de fiscalização e de licenciamento ambiental", afirma o secretário de estado Altineu Côrtes.

O monitoramento, realizado com imagens de satélite de média resolução, faz um comparativo entre os anos de 2007, 2013, 2015 e 2018, indicando o estado de regeneração ou perda de vegetação nativa, além de outros usos do território como ocupação urbana, industrial e agropecuária.

"O monitoramento contínuo do uso do solo e cobertura da terra é um instrumento essencial para as políticas ambientais. Seus resultados permitem compreender os processos de regeneração ou de perda de florestas e a dinâmica das pressões relacionadas a atividades antrópicas", afirma o presidente do Inea, Carlos Henrique Vaz.

Estudos semelhantes, desenvolvidos por outras instituições e organizações não governamentais da área ambiental, seguem as mesmas tendências apresentadas pelo estudo do Inea, comprovando a baixa variação da área de cobertura vegetal do estado ao longo da última década.

O mapeamento elaborado pelo instituto considera diferentes estágios de vegetação (primária e secundária em estágio inicial e médio avançado de regeneração), englobando as variedades de fitofisionomias do bioma Mata Atlântica (florestas ombrófilas e estacionais semi-deciduais, manguezais, apicuns, restingas e comunidades relíquia).

Políticas ambientais

Entre os avanços das políticas ambientais no Estado do Rio de Janeiro está a ampliação das áreas protegidas: cerca de 53,8% da vegetação nativa no estado encontra-se sob regime de proteção ambiental. Atualmente, há 519 Unidades de Conservação federais, estaduais, municipais ou privadas no estado, que definem um regime de proteção ambiental para cerca de 709 mil hectares de vegetação nativa.

Porção significativa da Mata Atlântica (46,2%) está localizada fora de áreas protegidas, e, em sua maioria, em imóveis rurais privados, o que destaca a importância de políticas de conservação aliadas ao desenvolvimento rural sustentável. Nesse sentido, o mecanismo de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) tem se mostrado uma estratégia relevante.

Atualmente, há nove projetos de PSA implementados em território fluminense, beneficiando 18 municípios e mobilizando investimentos de mais de R$ 40 milhões. Até o momento, o mecanismo de PSA já garantiu, no estado do Rio de Janeiro, a conservação de 6.578 ha de Mata Atlântica e a restauração ecológica de outros 907 ha de remanescentes florestais em áreas estratégicas para a proteção dos recursos hídricos e da biodiversidade, com o envolvimento de 318 proprietários rurais.

Sobre o estudo

Atualmente, o mapeamento é realizado na plataforma Google Earth Engine, que compila imagens de satélite de diversas fontes e apresenta alta capacidade de processamento em volume dados. Essa ferramenta possibilitou realizar os procedimentos de forma mais ágil pelos técnicos do Inea.

O mapeamento completo e os dados gerados no estudo estão disponíveis para visualização e download no Portal GeoInea (www.inea.rj.gov.br/portalgeoinea), canal de compartilhamento de geoinformações do instituto.

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