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Sustentabilidade e modernização na iluminação pública do Rio

Cidade do Rio vai ganhar nova iluminação pública, câmeras de reconhecimento facial e pontos de wi-fi - Foto: Marcos de Paula/Prefeitura do Rio

Rio de Janeiro
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A cidade do Rio de Janeiro irá passar por uma modernização em toda sua rede de iluminação pública, por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), envolvendo investimentos em tecnologia de ponta, da ordem de R$ 1,4 bilhão. A iniciativa deve trazer benefícios ao carioca pelas próximas duas décadas.

Resultado de um esforço coletivo de várias secretarias municipais, a PPP da Iluminação Pública da Cidade do Rio aponta para uma “revolução no sistema”, que passa a ser operado pelo consórcio Smart Luz – formado por diversas empresas do ramo -, vencedor da licitação. A iniciativa promete dar mais energia aos cofres públicos, com uma economia prevista de R$ 120 milhões por ano.

Com a PPP, o Rio vai ganhar 450 mil luminárias com tecnologia LED. Pelo menos 90 mil pontos de luz vão passar por modificações já nos próximos 12 meses. Cerca de 34,5 mil postes de iluminação pública serão trocados. Todo o sistema será monitorado em tempo real, através de um centro de controle operacional.

Também serão instalados 5 mil pontos de wi-fi e 10 mil câmeras, sendo 40% delas com reconhecimento facial. A localização desses pontos vai considerar estudos desenvolvidos pelas áreas competentes. O Centro de Operações Rio (COR) indicará quais são as regiões que mais demandam pontos de internet. Já a Secretaria de Ordem Pública (Seop), por sua vez, contribuirá, baseado também em levantamentos oficiais das forças de segurança, com o apontamento de regiões que requerem mais atenção em todos os bairros da Capital.

O presidente da Rioluz, Paulo César dos Santos, afirma que junto com a economia anual prevista, a vida útil do sistema de iluminação será consideravelmente mais extensa, gerando ainda menos descarte de equipamentos na natureza. Ele cita que o consórcio operador do parque é incentivado a criar modelos de autogeração de energia, como placas e painéis solares. Esse incentivo se dá através de bonificações e tem como objetivo deixar para a cidade do Rio um legado de consumo sustentável de energia.

Entre os detalhes da modernização da iluminação pública, estão a instalação de seis mil sensores semafóricos e quatro mil sensores de resíduos em bueiros. Essas alternativas também terão impactos nas políticas de sustentabilidade e na redução da emissão de gás carbônico. No último dia 18, a Prefeitura, que faz manutenção diária na rede, com ordenamento de fiações, trocas de lâmpadas e outros equipamentos, iniciou a etapa piloto do projeto.

“Trata-se de um marco em políticas de segurança, qualidade de vida, tecnologia e gestão ambiental”, assegura Paulo, fazendo questão de exaltar a participação de Max Kelli, que o antecedeu na presidência do órgão. Kelli morreu de covid-19 em abril. “Ele foi incansável para o sucesso desse projeto”, completa.

A sustentabilidade caminha lado a lado com a modernização. Para a arquiteta e urbanista, especializada em iluminação de arquitetura, Mônica Luz Lobo, a iluminação concebida de forma sustentável contribui para o meio ambiente de diversas formas, como por exemplo a redução da produção e descarte de lixo no planeta.

“A iluminação tem o poder de revelar, dar significado e construir atmosferas, além, claro, de prover a luminosidade adequada para o desempenho de tarefas. Todo este trabalho gera consumo e este consumo precisa ser consciente e preciso”, afirmou Mônica.

A arquiteta destacou que, com a evolução da tecnologia, a indústria de iluminação passou a ter uma gama enorme de ferramentas disponíveis para sua utilização a serviço do bem-estar e do respeito à fisiologia do ser humano.

“Cada produto precisa ser utilizado com inteligência. E a inteligência está em atingir um resultado luminoso com um menor consumo, tirando partido de uma combinação de ótica adequada, baixo consumo e entendimento esperto de percepção visual”, ressaltou.

Sustentabilidade – O uso de energia solar é outra forma sustentável para se obter eletricidade, por isso o tema esteve em pauta na Assembleia Legislativa (Alerj) e agora trará benefícios para os consumidores. Os contribuintes que tiverem pequenos geradores de energia solar fotovoltaica, que injetam na rede elétrica a produção de placas solares que excedem seu consumo, terão isenção no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que é cobrado pela geração de energia.

É o que estabelece a Lei 8.922/2020, de autoria original do deputado André Ceciliano (PT), que foi sancionada pelo governador Wilson Witzel e publicada pelo Diário Oficial do Estado na última quarta-feira (1º). A norma determina a concessão do benefício correspondente à energia injetada na rede de distribuição somada aos créditos de energia ativa originados, no mesmo mês ou em meses anteriores, na própria unidade consumidora ou em outra unidade de mesma titularidade.

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