25
Dom, Out

MPRJ e Polícia Civil atuam contra organização criminosa no Rio

São cumpridos mandados de prisão e busca e apreensão - Foto: Divulgação/MPRJ

Rio de Janeiro
Typography
  • Smaller Small Medium Big Bigger
  • Default Helvetica Segoe Georgia Times

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ), com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), e em parceria com a Delegacia de Homicídios da Capital e a Corregedoria da Polícia Militar, realiza nesta quinta-feira (09) a operação “Porto Firme”. O objetivo é cumprir mandados de prisão preventiva contra 16 denunciados pelo GAECO/MPRJ à Justiça, entre eles dois policiais militares, acusados de integrarem organização criminosa responsável por crimes como tráfico de drogas e de armas de fogo, extorsões, homicídios, agiotagem e corrupção ativa. A operação também cumpre 51 mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao grupo, que age na região de Vargem Grande, Vargem Pequena e adjacências. Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Criminal Especializada da Capital, a pedido do MPRJ.

De acordo com a denúncia, a investigação conduzida no inquérito policial 901-00159/2020 decorreu de outra, que teve início com a apuração da morte de Marcus Vinícius Calixto, no ano de 2018, em Vargem Grande. Foi constatado que a vítima teria sido morta por contrariar interesses dos criminosos, conhecidos como milicianos, naquela região da Zona Oeste da cidade. Escutas telefônicas autorizadas pelo Judiciário demonstraram a existência de um grupo criminoso atuante na localidade, liderado pelo oficial da Polícia Militar, Leonardo Magalhães Gomes da Silva, também conhecido como “Capitão”. Além dele, cabia a outro policial militar, o cabo Fernando Mendes Alves, conhecido como “Biro”, garantir a proteção dos demais membros do grupo para que estes pudessem continuar praticando delitos impunemente, sem que forças externas os incomodassem, inclusive intervindo em ações da Polícia Civil.

Ainda segundo a denúncia, os investigadores constataram que a organização criminosa, conhecida na região por atuar com extrema violência e com largo emprego de armas de fogo, não guardava em suas atividades uma separação rígida entre as tarefas atribuídas a seus integrantes, sendo possível, no entanto, identificar e destacar a hierarquia e a predominância no desempenho de funções de cada um, critério este utilizado para a divisão do grupo em núcleos. Logo abaixo do comando exercido por “Capitão”, apoiado por “Biro”, com atribuições de interferência no trabalho das autoridades públicas, além da orientação e decisão dos rumos a serem tomados pelo grupo, estava o núcleo gerencial, exercido por três de seus membros, com posição hierárquica mais alta que os demais componentes, e, em seguida, o núcleo operacional, composto por todos os demais membros do bando, exercendo tarefas tais como as de “vapor” e “olheiro”, diante da principal atividade econômica do grupo, a venda de entorpecentes. Também foi constatado que o grupo executava ações destinadas à proteção de seus integrantes contra inimigos, agindo com violência, intimidação ou até mesmo com a eliminação dos seus detratores.

Inscreva-se através do nosso serviço de assinatura de e-mail gratuito para receber notificações quando novas informações estiverem disponíveis.