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Escolas de samba afirmam que só vão desfilar em 2021 caso tenha vacina contra a covid-19

Segundo representantes das escolas, sem vacina é inviável realizar o carnaval, pois não seria possível garantir a segurança dos componentes e do público sem a imunização - Foto: Divulgação/Prefeitura do Rio

Rio de Janeiro
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Escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro declaram que só irão desfilar no carnaval de 2021 caso tenha uma vacina contra a covid-19. A questão será discutida em uma reunião que está programada para acontecer nesta terça-feira (14) entre algumas agremiações e representantes da Liga Independente (Liesa). Mangueira, Imperatriz Leopoldinense, Vila Isabel, Beija-Flor e São Clemente já afirmaram que vão votar juntas pelo adiamento dos desfiles por tempo indeterminado.

Segundo representantes das escolas, sem vacina é inviável realizar o carnaval, pois não seria possível garantir a segurança dos componentes e do público sem a imunização. Eles também expõem a dificuldade de seguir as recomendações de utilização de máscara e distanciamento entre as pessoas durante um desfile. 

A atual campeã do carnaval carioca, a Unidos do Viradouro, afirmou que a preocupação inicial é com a saúde. 

"Logo mais, teremos uma plenária e manifestaremos nosso posicionamento. O que posso afirmar é que, como desde o início da pandemia, a nossa escola sempre se preocupará com a saúde das pessoas em primeiro lugar", disse Marcelinho Calil, presidente da Viradouro.

Faltando sete meses para "o maior espetáculo da Terra", as escolas de samba também se mostram preocupadas com o cronograma que é seguido todos os anos. Os trabalhos nos barracões das escolas seguem parados. Com a incerteza da festa, algumas escolas seque divulgaram seu enredo, como a ão Clemente, Mangueira, Imperatriz e Unidos da Tijuca. 

Recentemente, a Riotur declarou que cabe à Liesa decidir os rumos dos desfiles das escolas de samba. 

O adiamento do carnaval não é discutido apenas no estado do Rio. O prefeito de Salvador, na Bahia, já declarou que caso não haja um plano de imunização em todo o país até novembro, o carnaval na capital baiana será adiado.

"Se não houver uma vacina ou uma clareza em relação à imunidade coletiva até o mês de novembro, pode ser que a prefeitura não tenha elementos de segurança para manter o carnaval. Ninguém pode autorizar que a festa aconteça. Eu não autorizaria", afirmou ACM Neto, que tem o plano de adiar o carnaval de Salvador para o final de maio ou começo de junho.

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