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Disque Denúncia do Rio de Janeiro completa 25 anos

Serviço ajudou a polícia a prender durante a pandemia 175 foragidos da justiça - Foto: Reprodução

Rio de Janeiro
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Completando 25 anos de existência neste 1º de agosto, o Disque Denúncia do Rio de Janeiro, pioneiro nesse tipo de serviço em todo o Brasil e gerenciado pelo Instituto MOVRIO, já recebeu mais de 2 milhões e seiscentas mil denúncias sobre diversos tipos de crimes. Todos os outros serviços similares, que utilizam no nome "Disque Denúncia", nasceram e se originaram do Disque Denúncia do RJ.

Desde a criação, no ano de 1995, o Disque Denúncia já passou pela gestão de sete governadores e 11 Secretários de Segurança - Euclimar Lima, Nilton Cerqueira, Noaldo Alves, José Siqueira, Josias Quintal, Roberto Aguiar, Anthony Garotinho, Marcelo Itagiba, Roberto Precioso, José Mariano Beltrame e Roberto Sá. Dentro desse período, mais de 20 mil pessoas foram autuadas em delegacias, mais de 40 mil armas (dentre fuzis, metralhadoras, revólveres, granadas) apreendidas e cerca de 60 mil munições foram retiradas das ruas. Isso sem mencionar as mais de 20 mil máquinas caça níqueis e mais de 2,5 milhões de drogas apreendidas (papelotes, cápsulas, pinos, tabletes, pedras); maconha, cocaína, crack, skank e haxixe.

Das quase 3 milhões de denúncias recebidas, nesses 25 anos, em 475 mil, os órgãos responsáveis por averiguar as informações, nos encaminharam algum tipo de resposta. Dessas, 60 mil foram consideradas procedentes, tendo resultados positivos; prisões e apreensões.

Com a evolução tecnológica, no ano de 2016, o Disque Denúncia criou um aplicativo para celulares, disponível para Android e IOS, com o objetivo de facilitar o recebimento de denúncias vindas da po pulação. Em quatro anos de existência, já foram cadastradas pouco mais de 86 mil denúncias em nosso APP.

Pioneiro no Brasil, o Disque Denúncia do Rio de Janeiro, serviu como exemplo para a implantação de outras centrais, no Brasil e no mundo, tornando-se um modelo para quase todos os estados brasileiros e para duas cidades da América do Sul: Santiago, no Chile, e Córdoba, na Argentina.

Além disso, o serviço não se limita a receber denúncias só do estado, tanto que, em 25 anos, já foram cadastradas cerca de seis mil denúncias de fora do RJ. Entre os principais Estados estão: São Paulo (1787), Minas Gerais (1459), Espírito Santo (454), Bahia (282) e Ceará (214). Ainda há denúncias recebidas dos estados do Paraná, Paraíba, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Distrito Federal, Santa Catarina, Goiás, Pará, Rio Grande do Norte, Maranhão, Alagoas, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Amazonas, Piauí, Sergipe, Rondônia, Tocantins, Acre e Amapá.

O Disque Denúncia não recebe somente informações sobre criminalidade e tráfico de drogas. O serviço ainda conta com programas importantes como o "Linha Verde", voltado exclusivamente para o recebimento de denúncias sobre crimes ambientais; o program a "Procurados"; responsável por divulgar os principais criminosos foragidos do Estado do RJ; além do programa "Desaparecidos", parte das ações do Disque Denúncia na área de direitos humanos, com o objetivo de auxiliar na identificação e localização de pessoas desaparecidas.

A importância dos serviços prestados pelo Disque Denúncia pode ser mais bem exemplificado diante da denúncia que levou à prisão do traficante Elias Maluco, mandante do assassinato do jornalista Tim Lopes. Informações ao Disque Denúncia também foram essenciais na localização de esconderijos de armas e drogas durante a ocupação do Complexo do Alemão.

Mais recentemente, o serviço recebeu inúmeras informações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco. Desde o dia do homicídio, foram cadastradas 314 denúncias, muitas das quais citavam Ronnie Lessa como um dos suspeitos de ter participado da execução da parlamentar e do motorista Anderson Gomes; antes mesmo de a polícia chegar a essa conclusão.

Origem do Disque Denúncia

No início dos anos 90, o Rio de Janeiro vivia uma crise na segurança pública. Os índices de seqüestro eram os mais elevados do país, impactando nossa economia com a transferência de empresas para outros estados.

Lideranças empresariais e comunitárias se reuniram para enfrentar o problema e para ajudar a combater este tipo de crime, o Disque-Denúncia foi criado como uma central comunitária de atendimento telefônico destinada a receber informações anônimas da população, baseada na experiência internacional do Crime Stoppers.

O Disque Denúncia cumpriu seu objetivo e contribuiu para o fim definitivo dos sequestros no Rio de Janeiro e significativa redução da violência nessa modalidade de crime. Porém, ao longo do período, a população começou a utilizar o canal como ferramenta de denúncias de outras modalidades criminais e, dessa forma, o canal foi ampliando cada vez mais suas atividades e seus serviços à população, construindo sua credibilidade em cima da garantia do Anonimato e da eficaz intermediação entre as denúncias feitas pela população e a cobrança e comunicação de resultados, através de estreita parceria com a Imprensa e Polícia.

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