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Dom, Out

Polícia Civil elabora cartilha de orientação à população sobre crimes de estelionato

Dados do ISP mostram que os crimes de estelionato aumentaram mais de 70% no mês de junho em relação ao mesmo período do ano passado - Foto: Paulo Vitor/Governo do Rio

Rio de Janeiro
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Atenta ao crescimento da utilização da internet para compras e operações bancárias, a Secretaria de Estado de Polícia Civil elaborou uma cartilha com orientações à população para os crimes mais comuns de estelionato. De acordo com a chefe do quarto departamento de polícia de área, delegada Raíssa Celles, um dos públicos mais vulneráveis para se tornarem vítimas de golpes são os idosos.

"Quando a pessoa se dá conta que caiu em um golpe, ela fica tão constrangida e envergonhada que não comenta com ninguém da família, muito menos comunica o fato à autoridade policial. É fundamental que a pessoa faça o boletim de ocorrência para que a Polícia Civil possa fazer a investigação e chegar à autoria do crime", afirmou a delegada.

O crime de estelionato está previsto no artigo 171 do Código Penal e diz que "obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento". Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) mostram que os crimes de estelionato aumentaram mais de 70% no mês de junho em relação ao mesmo período do ano passado. Também em junho, os casos de estelionato em ambiente virtual apresentaram aumento relevante: passaram de 9,2% em junho de 2019 para 29,7% em junho de 2020.

Segundo Celles, atualmente, um dos golpes mais comuns é o que utiliza o aplicativo de mensagens WhatsApp.

"Os criminosos se passam pelo dono da linha e pedem uma quantia de dinheiro aos contatos. Grande parte das vezes são valores até R$ 3 mil para não despertar muita atenção. Os amigos acreditam que possam estar falando com o (a) amigo (a) e fazem a transferência. Nossa orientação é que, ao utilizar o aplicativo, a pessoa possa colocar uma senha dupla para tentar burlar a ação dos estelionatários", disse a policial.

Outros golpes mais comuns 

O golpe do falso sequestro ainda faz vítimas no Rio de Janeiro. Na ligação, o criminoso se passa por um sequestrador e finge estar com um parente em cativeiro. 

"Os idosos são as maiores vítimas deste tipo de golpe porque estão mais em casa. É preciso manter a calma e tentar um contato rápido com o suposto parente sequestrado. Os criminosos se aproveitam do nervosismo das vítimas, que acabam falando nomes dos familiares, e isso acaba dando mais informações para que estendam a ameaça por telefone. Por isso, desligue o telefone imediatamente e não forneça nenhum dado", orientou Raíssa 

A delegada lembrou ainda outro golpe que tem sido feito: 

"Outro golpe que é novo é o do motoboy do banco. Uma pessoa faz contato por telefone se passando por um funcionário do banco. E, diz que houve uma compra em um valor elevado. Para que a compra seja cancelada, o criminoso afirma que um motoboy vai buscar o cartão que teria sido clonado, mas, antes, pede que a vítima confirme alguns dados e inutiliza o objeto. Ela entrega o cartão para o motoboy, mas eles conseguem ter acesso ao chip e fazem compras indevidamente", falou. 

Algumas orientações da Polícia Civil: 

- Nunca dê informações pessoais por telefone; 

- Operações bancárias devem ser feitas, de forma prioritária, na própria agência e, dê preferência, com o gerente da conta; 

- Caso for fazer alguma compra na internet, procure sites confiáveis, que tenham boa reputação e que sejam seguros. Ao menor indício de golpe, não conclua a compra; 

- Caso atenda uma ligação de trote, não dê qualquer dado pessoal e tente fazer contato com a suposta vítima; 

- Caso seja vítima de um golpe, comunique o crime em uma DP. Leve todos os documentos que possam comprovar a fraude para que a polícia tenha todos os elementos para a investigação.

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