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Alunos da Uerj ganharão tablets, chips e auxílio para cotistas

Atividades remotas começam no dia 14 de setembro - Foto: Salvador Scofano / Divulgação

Rio de Janeiro
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Os alunos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) ganharão um reforço para realizarem as atividades curriculares do ensino remoto emergencial. Isso aconteceu após a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI) fazer o descontingenciamento orçamentário de R$15 milhões para o Plano de Inclusão Digital das instituições. Do valor total do recurso, R$ 8,5 milhões foram destinados para a Uerj, que com este montante proporcionará aos alunos em situação de vulnerabilidade socioeconômica as condições técnicas adequadas para as atividades remotas, que começam no dia 14 de setembro. Além de 12 mil chips com franquia de serviços de dados móveis, também serão garantidos 8 mil tablets para os estudantes dos cursos presenciais de graduação, pós-graduação stricto sensu e educação básica do Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira (Cap-Uerj). O prazo para solicitação de ambos se encerra na próxima sexta-feira, 28 de agosto.

No Programa de Suporte Digital, que fará a distribuição dos tablets, poderão pleitear o recurso estudantes com matrícula ativa e inscritos em pelo menos uma disciplina, com renda familiar per capita bruta de até dois salários mínimos (R$ 2.090). Cotistas estão dispensados de apresentar comprovação de renda, mas precisam fazer a inscrição. O edital completo com todas as orientações e o formulário eletrônico estão disponíveis na página www.pr4.uerj.br.

Os recursos foram viabilizados no dia 14 de agosto, após tratativas do governador do Estado, Wilson Witzel, com o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Leonardo Rodrigues, em parceria com a secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (SEPLAG), com a secretaria de Estado de Casa Civil e Governança (SECCG) e com a secretaria de Estado de Fazenda (SEFAZ).

“Considerando que as universidades precisam de adaptações para esse novo período de ensino remoto, e que muitos alunos vivem em situação de vulnerabilidade social, esse descontingenciamento foi imprescindível para que a mediação tecnológica entre as instituições e os estudantes ocorra da melhor forma possível, além de garantir segurança nas atividades letivas. Esse é o resultado de um esforço conjunto para o bem de toda a comunidade acadêmica”, disse o secretário Leonardo Rodrigues.

Os requisitos previstos no edital do Programa de Auxílio Digital, que normatiza a oferta dos chips com acesso à internet (SIM cards), são os mesmos. No entanto, o documento recebeu um termo aditivo, publicado no último dia 22, que incluiu os estudantes de pós-graduação lato sensu entre o público-alvo. Portanto, aqueles que estiverem cursando especialização e estão dentro da renda máxima estipulada também podem se inscrever. Terá prioridade quem não possuir bolsa acadêmica de qualquer natureza.

O governador Wilson Witzel ressaltou que a medida contribui para a democratização do ensino. “A liberação dessa verba foi feita com muita responsabilidade, em um esforço conjunto entre as pastas para que o ensino superior seja democratizado, especialmente nesse período de pandemia. Com um quadro de docentes mais qualificado na área de ensino à distância e alunos com mais acesso ao conteúdo, esse apoio às universidades ficará como um legado importante para a educação fluminense”, finalizou Witzel.

Em setembro, estudantes dos cursos de graduação e do CAp-Uerj que atualmente têm direito à bolsa permanência receberão um auxílio emergencial no valor de R$ 600,00, em parcela única. A medida também tem o propósito de ampliar o grau de inclusão digital da comunidade estudantil e independe dos outros dois recursos que estão sendo ofertados (tablets e chips).

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