25
Dom, Out

MPRJ e Polícia cumprem mandados de busca em endereços ligados à Prefeitura e no prédio de Crivella

A operação investiga suposto esquema de corrupção na prefeitura - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Rio de Janeiro
Typography
  • Smaller Small Medium Big Bigger
  • Default Helvetica Segoe Georgia Times

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e da Polícia Civil cumpriram, na manhã desta quinta-feira (10), 22 mandados de busca e apreensão em endereços ligados à Prefeitura do Rio, inclusive a residência do prefeito Marcelo Crivella. A operação investiga suposto esquema de corrupção na prefeitura, sendo um desdobramento da primeira fase da Operação Hades, realizado no dia 10 de março deste ano. A ação não contava com mandados de prisão.

Durante a operação, o celular de Crivella foi apreendido.

Os mandados foram expedidos pelo 1º Grupo de Câmaras Criminais do Tribunal de Justiça do Rio, pedidos pelo Grupo de Atuação Originária Criminal (Gaocrim), que investiga políticos com foro privilegiado.

Os mandados estão sendo cumpridos em endereços residenciais e funcionais de agentes públicos do município e também de empresários nos bairros da Barra da Tijuca, Jacarepaguá, Tijuca e Flamengo, além de endereços em Itaipava, na Região Serrana e em Nilópolis, na Baixada Fluminense. Entre os endereços estão o Palácio da Cidade, em Botafogo, e a sede administrativa da prefeitura, na Cidade Nova.

Entre os alvos da força-tarefa estão o ex-senador Eduardo Lopes; Mauro Macedo, que foi tesoureiro da campanha de Crivella ao Senado e citado em delação sobre o esquema de propina envolvendo a Federação das Empresas de Transportes de Passageiros (Fetranspor); e Rafael Alves, empresário citado em delações como pagador de propina para a Prefeitura do Rio.

De acordo com investigações, empresas que tinham interesse em fechar contratos com a Prefeitura do Rio entregavam cheques a Rafael Alves, que é irmão de Marcelo Alves, então presidente da Riotur. Em troca, Rafael facilitaria a assinatura dos contratos e o pagamento das dívidas.

A ação é coordenada pela Subprocuradoria-Geral de Assuntos Criminais e do Grupo de Atribuição Originária Criminal da Procuradoria-Geral de Justiça do MPRJ, e Coordenadoria de Investigações de Agentes com Foro da Polícia Civil. Os mandados foram expedidos pelo 1º Grupo de Câmaras Criminais do Tribunal de Justiça do Rio.

Embora o inquérito esteja sob sigilo, o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, se manifestou em nota sobre as buscas feitas na sua residência e no Palácio da Cidade. Ele considerou "a ação injustificada, já que sequer existe denúncia formal e eu não sou réu nesta ou em qualquer outra ação". O prefeito disse ainda que, na semana passada, colocou à disposição do MPRJ seus sigilos bancário, telefônico e fiscal por conta de denúncias.

Inscreva-se através do nosso serviço de assinatura de e-mail gratuito para receber notificações quando novas informações estiverem disponíveis.