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Qui, Jul

Apesar de atraso na entrega e possíveis falhas, contrato de R$ 9 milhões foi pago na integralidade antecipadamente - Foto: Divulgação

O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) identificou possíveis irregularidades na compra de 50 mil testes rápidos, feita pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), no valor de R$ 9 milhões, para detecção do novo coronavírus em pacientes com suspeita de ter contraído a covid-19. O voto da conselheira-substituta Andrea Siqueira Martins, aprovado por unanimidade na sessão plenária telepresencial desta quarta-feira (8), determina que o secretário e o subsecretário executivo estadual de Saúde justifiquem, em 15 dias, as supostas falhas no contrato firmado com a empresa Total Med Comércio e Importação de Produtos Médicos Hospitalares Ltda-EPP.

Entre as nove falhas encontradas, chama a atenção o fato de que, após o pedido de aumento do prazo de entrega do material contratado, a SES antecipou o pagamento do contrato na sua totalidade, sem observar as medidas de precaução recomendadas pela Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGE). O jurisdicionado também deverá explicar a razão da inexistência de justificativa para o quantitativo demandado e de a realização de estimativa de preço ter se baseado em apenas uma empresa. A SES precisará justificar também ausência de explicação sobre a redução do percentual de garantia do contrato, assim como a falta de parecer prévio jurídico anterior à contratação.

Apesar de o termo de referência do contrato prever a entrega imediata, a empresa entregou o material com um atraso de quase três meses. Além disso, os testes foram de marcas diferentes da contratada. O jurisdicionado deverá apresentar a análise da economicidade dos testes entregues, bem como a sua respectiva aprovação técnica.

Após a entrega, a contratada doou ao estado mais 20 mil testes, além dos 50 mil contratados. No entanto, nas notas, o valor unitário dos testes comprados (R$ 180) é maior que o dos doados (R$ 128). A Secretaria Estadual de Saúde deverá informar quais foram as providências adotadas em virtude do atraso na entrega, da diferença de marcas e da diferença de valores dos testes adquiridos e dos doados.

O TCE-RJ também expediu oficio ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e ao Ministério Público Federal para ciência dos fatos e adoção das medidas que entenderem cabíveis.

Programa a ser criado é destinado a pessoas com suspeita de covid-19 - Foto: Berg Silva / Prefeitura de Niterói

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou em discussão única, nesta quarta-feira (8), o projeto de lei 2.318/2020, que autoriza o Poder Executivo a criar o Programa Testagem Domiciliar para Todos, com objetivo de realizar testes gratuitos de covid-19 nas residências de pacientes com sintomas relacionados ao vírus. A medida será encaminhada ao governador Wilson Witzel, que terá até 15 dias úteis para sancioná-la ou vetá-la.

O atendimento deverá seguir as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e na Lei Federal 13.979/2020, que trata do direito à informação permanente sobre o estado de saúde daqueles portadores de sintomas relacionados ao coronavírus. Os cidadãos que desejarem fazer o teste domiciliar precisarão passar por uma avaliação que vai determinar se eles podem ou não participar. Inicialmente, serão priorizadas as pessoas que fazem parte de grupos de risco devido à exposição ao contágio: profissão, condições de saúde, sintomas e idade, a ser determinado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES).

De acordo com o deputado Carlo Minc (PSB), autor original da medida, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a realização de testes em larga escala em casos suspeitos do coronavírus, como na Coréia do Sul. “Desde o primeiro momento, o país adotou um agressivo plano de exames. Para isso, realizou testes não somente em quem apresentava os sintomas da doença, como também em qualquer pessoa que tivesse tido contato direto com algum caso confirmado. O governo sul-coreano também passou a ir até a casa dos pacientes possivelmente infectados para tentar barrar o contágio aos demais”, afirmou o parlamentar.

Também assinam como coautores os deputados Marcelo do Seu Dino (PSL), Lucinha (PSDB), Dionísio Lins (PP), Bebeto (Pode), Martha Rocha (PDT), Flavio Serafini (Psol), Brazão, Enfermeira Rejane (PCdoB), Val Ceasa (Patriota), Eliomar Coelho (Psol), Renan Ferreirinha (PSB), Subtenente Bernardo (PROS), Giovani Ratinho (PTC), Alana Passos (PSL), Marina Rocha (PMB), Coronel Salema (PSD), João Peixoto (DC), Waldeck Carneiro (PT), Samuel Malafaia (DEM), Gustavo Tutuca (MDB), Valdecy da Saúde (PHS), Danniel Librelon (REP), Rosane Félix (PSD), Carlos Macedo (REP), Max Lemos (PSDB), Marcelo Cabeleireiro (DC), Renata Souza (PSol), Dr. Deodalto (DEM), Monica Francisco (PSol) e Márcio Canella (MDB).

Animal foi examinado e veterinário e deve fica em um local adequado até a sua recuperação - Foto: Divulgação/Prefeitura do Rio

Guardas municipais do Grupamento de Defesa Ambiental resgataram um pinguim na noite de terça-feira (7), na Praia do Recreio dos Bandeirantes, altura do Posto 12, na Zona Oeste do Rio. Durante patrulhamento noturno no local, os agentes foram abordados por cidadãos que avistaram um casal retirando um pinguim do mar, que estava bastante debilitado.

As equipes realizaram o resgate do animal que estava em posse do casal e o levaram para a base da patrulha ambiental, onde ficou sob os cuidados dos agentes ambientais durante a madrugada.

O pinguim recebeu alimentação até a chegada da equipe do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), que levou o animal na manhã desta quarta-feira (8), para ser examinado por um veterinário e deve ficar em um local adequado até a sua recuperação.

Este é o terceiro pinguim resgatado por guardas municipais na orla do Rio em menos de um mês. Os outros dois casos ocorreram nas praias da Barra da Tijuca e do Recreio dos Bandeirantes, nos dias 27 e 28 de junho, respectivamente.

Até o fim de julho, as doações continuarão a ser recebidas - Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O Governo do Estado do Rio de Janeiro prorrogou a campanha de doação de sangue voltada a lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, travestis e intersexuais (LGBTI). A ação foi realizada na semana passada, para comemorar o Dia do Orgulho LGBTI, celebrado em 28 de junho, e a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que considerou inconstitucional a restrição à doação de sangue de homens homossexuais e bissexuais.

Até o fim de julho, as doações continuarão a ser recebidas no Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe), na Zona Norte do Rio. Para doar, é preciso marcar um horário por meio do telefone (21) 2868-8134. Devido à pandemia de coronavírus, é obrigatório o uso de máscaras e o distanciamento social no momento da doação.

A restrição à doação de sangue de homens que fazem sexo com homens impedia que gays e bissexuais doassem sangue caso sua última relação sexual tivesse sido a menos de 12 meses. A proibição incluía mesmo aqueles que declarassem ter usado preservativos e mantido relacionamento estável com um único parceiro.

A decisão que autorizou a doação foi tomada pela maioria dos ministros do STF, em votação virtual concluída em 8 de maio. Os magistrados atenderam à ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pelo PSB, declarando inconstitucionais as restrições que constavam na Portaria 158/2016 do Ministério da Saúde e na Resolução RDC 34/2014 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os ministros Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Cármen Lúcia, Rosa Weber, Gilmar Mendes, Luiz Fux e Dias Toffoli formaram a maioria a favor da ação.

Como resultado da decisão, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) revogou nesta quarta-feira a determinação que restringia tal doação de sangue.

 

É importante fazer pelo menos uma vez os teste rápidos para hepatite B e C, pois o diagnóstico precoce evita as complicações graves da doença - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais é celebrado no próximo dia 28 e, durante todo o mês, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) vai destacar as informações mais importantes sobre as formas de transmissão e prevenção das hepatites A,B e C, as mais frequentes no estado e na região sudeste do Brasil.

As hepatites podem causar complicações graves no fígado, geralmente nas formas crônicas das hepatites B e C, que podem permanecer no organismo de forma assintomática por mais de 30 anos.

Há vacinas no Sistema Único de Saúde (SUS) para prevenção das hepatites A para crianças e para hepatite B para crianças, adolescentes e adultos.

Os testes rápidos são oferecidos no SUS para as hepatites B e C em centros de testagem ou unidades básicas de saúde, e dão o resultado em 30 minutos. Caso o resultado do teste seja reagente o usuário deve ser encaminhado para confirmação e tratamento.

A SES esclarece que é importante fazer pelo menos uma vez os teste rápidos para hepatite B e C, pois o diagnóstico precoce evita as complicações graves da doença.

Hepatite A

A transmissão da hepatite A é por via oral-fecal, isto é, ingestão de água ou alimentos contaminados com o vírus, geralmente por contaminação por esgoto ou por águas não tratadas.

Práticas sexuais sem proteção podem transmitir também pela mesma via.

Geralmente causam uma hepatite aguda com sintomas de febre, dor na barriga, náuseas e vômitos, pele e olhos amarelados.

É benigna, com cura na grande maioria dos casos, não se torna crônica e a pessoa fica imunizada para sempre.

Hepatite B

O teste rápido e vacina são oferecidos no SUS. É obrigatória a realização do teste no início do pré-natal para evitar a transmissão vertical de mãe para o filho. As crianças infectadas na gravidez ou no parto que não recebem a vacina e a imunoglobulina logo ao nascer têm 90% de chance de desenvolver a forma crônica, que pode causar cirrose e câncer.

É uma infecção sexualmente transmissível transmitida por meio de relação sexual sem camisinha. Também é transmitida ao compartilhar materiais não descartáveis ou esterilizados em autoclave que possam estar contaminados com sangue contendo o vírus da Hepatite B na colocação de piercings, na confecção de tatuagens, inclusive a tinta, material de manicure, escovas de dentes, lâminas de barbear e materiais para uso compartilhado de drogas inaláveis ou injetáveis.

Hepatite C

O teste rápido para hepatite C e o tratamento estão disponíveis em unidades de saúde do SUS. O tratamento é seguro e cura mais de 95% dos casos.

A transmissão ocorre por contato com sangue contaminado em procedimentos estéticos, cirúrgicos ou odontológicos, sem utilização de material descartável ou esterilizado em autoclave. Ocorre também pelo compartilhamento de alicates de unha, materiais não descartáveis para tatuagem ou piercings ou materiais para o uso de drogas.

A hepatite C não é uma IST, mas pode ser transmitida na relação sexual sem camisinha, se houver alguma lesão nas mucosas, e também na gravidez, em situações especiais, principalmente se a gestante for também portadora de HIV sem tratamento. 

Parceria com a prefeitura foi anunciada nesta quarta-feira - Foto: Carlos Magno / GOV RJ

O governador Wilson Witzel e o secretário estadual de Saúde, Alex Bousquet, visitaram nesta quarta-feira (8) as obras no prédio da antiga Casa de Saúde Nossa Senhora da Piedade, em Magé, que será transformada em um hospital estadual com 300 leitos e quatro centros cirúrgicos para atender até 500 mil moradores de Magé e municípios vizinhos. O Estado e a prefeitura fecharam uma parceria para garantir a reabertura da unidade.

Também participaram da visita o prefeito de Magé, Rafael Santos de Souza; a secretária municipal de Saúde, Carine Tavares; os deputados estaduais Vandro Família (SDD) e Bruno Dauaire (PSC), líder do Governo Witzel na Alerj; além do presidente da Câmara de Vereadores de Magé, Rogério do Vale.

O prédio da Casa de Saúde estava fechado desde 2010, quando a instituição encerrou suas atividades. A Prefeitura de Magé retomou o imóvel, após obter na Justiça a decretação de seu abandono. O hospital chegou a ser referência na região, com quatro pavimentos em área construída de aproximadamente 5 mil metros quadrados. Nele funcionavam pronto-socorro, maternidade, centro cirúrgico e especialidades.

Witzel fez uma inspeção em todos os andares do prédio, que está praticamente no esqueleto, conversou com operários da obra, e anunciou que o hospital voltará a ser um modelo de atendimento para os moradores da região.

"Vamos fazer uma reforma para colocar um grande hospital regional à disposição dos moradores de Magé e cidades vizinhas. Será um hospital clínico e cirúrgico com 300 leitos e quatro centros cirúrgicos, com capacidade de atender toda a população da região. Será um legado que vamos deixar para Magé", disse Witzel.

As obras de recuperação da unidade foram iniciadas em 9 de junho, data do 455º aniversário de Magé.

O secretário de Estado de Saúde, Alex Bousquet, explicou que a Secretaria de Estado de Saúde vai liberar verbas para o custeio da unidade. A verba para as obras será obtida também por meio de parceria com a Assembleia Legislativa, com recursos de emendas parlamentares.

 

Abastecimento de água

Após a visita às obras da Casa de Saúde, o governador conheceu de perto o projeto de ampliação do Sistema de Abastecimento de Água de Magé, da Cedae. A obra foi retomada na gestão Witzel e tem prazo de conclusão previsto para 18 meses.

O novo sistema vai viabilizar o fornecimento de água potável para a região, beneficiando 200 mil pessoas, num investimento de R$ 8,8 milhões. O projeto prevê a construção de uma ETA, que irá tratar 330 litros de água/segundo, reservatório, estrutura para captação, elevatórias, além do assentamento de 11,6 km de rede adutora, travessias e interligações.

O contrato para as obras de melhorias foi anunciado pelo Governo do Estado em 16 de dezembro e a retomada do empreendimento atende a uma demanda antiga dos moradores do município.

Durante a visita às obras da Cedae, o governador esteve acompanhado do presidente da Cedae, Renato Espírito Santo; do diretor do Interior da empresa, Carlos Braz, e do deputado estadual Renato Cozzolino (PP), que pleiteou também obras de recuperação da RJ-107, conhecida como Estrada da Serra Velha.

 

Reabertura vai focar, primeiro, na liberação da visitação pública para a prática de atividades esportivas - Foto: Divulgação

O Parque Nacional da Tijuca retorna suas atividades de forma gradual nesta quinta-feira (9), após ficar mais de 100 dias fechado.

A reabertura foi construída com base nas determinações e autorizações dos decretos do município e do Estado do Rio de Janeiro, ambos publicados no início de junho de 2020. Diferentes de outros parques e ambientes abertos, o Parque Nacional da Tijuca abriga atividades de naturezas diversas como, por exemplo, concessão de serviço público (Trem do Corcovado e concessionária Paineiras-Corcovado), turismo e prática de esportes. Para cada uma dessas atividades, o decreto municipal de nº 47.488, de 2 de junho de 2020, estabeleceu fases a serem implementadas de acordo com a evolução positiva de indicadores de saúde, diferenciadas por categorias.

Segundo a direção do Parque, a reabertura vai focar, inicialmente, na liberação da visitação pública para a prática de atividades esportivas. A entrada no parque deve ser feita a pé ou de bicicleta pois ainda não está permitida a circulação de automóveis no local. A única exceção são os transportes de praticantes de voo livre, já que a atividade está permitida conforme o decreto.

Os visitantes devem seguir a regra do uso obrigatório de máscaras e o distanciamento de 2 metros entre as pessoas. Além disso, as atividades permitidas devem conter no máximo dez participantes. Por enquanto, permanecem fechadas as áreas de piqueniques e os mirantes, como o do Corcovado, onde fica o Cristo Redentor, o mirante Dona Marta e o da Vista Chinesa, para que se evite aglomerações. O visitante também deve levar seu próprio álcool em gel e cuidar do lixo que eventualmente possa ser produzido no parque. 

Seguem proibidos os banhos nas cachoeiras e duchas e a permanência em reservatórios e lagos. Confraternizações e eventos também estão proibidos. 

A área do Parque Lage também reabre, porém com manutenção do fechamento de locais que permitem a concentração de pessoas. O casarão do Parque Lage, onde funciona a Escola de Artes Visuais (EAV), não reabre para as atividades de ensino, pois elas acompanham o calendário escolar municipal. Já os cafés, bares, restaurantes e lojas funcionam normalmente, conforme autoriza o sistema de etapas do município do Rio.

Jardim Botânico - Nesta quinta (9) também reabre o Jardim Botânico do Rio de Janeiro. O retorno será gradual e seguirá um planejamento em quatro fases, considerando as particularidades de cada espaço e serviço e a adequação de sua oferta às determinações das autoridades competentes.

Os visitantes deverão agendar data e horário pelo sistema que está disponível no site do Jardim Botânico, e, neste primeiro momento, a entrada será feita exclusivamente pelo portão da Rua Jardim Botânico, onde há mais espaço e condições para uma recepção controlada. O Arboreto (parque), o Cactário e o Bromeliário estarão abertos. O Orquidário e o Museu permanecerão fechados.

Levantamento revela que 84,7% das micro e pequenas empresas no estado irão reabrir quando forem autorizadas - Foto: Fernando Frazão/EBC

Em um momento que vários municípios estão autorizando a reabertura gradual de diferentes setores, o Sebrae Rio ouviu 435 donos de pequenos negócios, entre os dias 2 e 22 de junho, para entender se os empreendedores fluminenses encontraram-se preparados para o momento da retomada. A segunda edição da pesquisa “As dores dos pequenos negócios no Rio de Janeiro” aponta que 34,8% dos empresários se sentem capacitados, mas não desenvolveram planos especiais para esse momento; 28,7% elaboraram um plano de reabertura; 18,8% não se sentem aptos a retomar suas atividades e 17,6% não souberam avaliar a situação do seu negócio.

O estudo revela que 84,7% das micro e pequenas empresas do estado irão reabrir quando forem autorizadas,12,9% ainda não se sentem seguros para a reabertura e apenas 2,5% não pretendem retomar suas atividades. Para garantir a segurança de clientes e funcionários, 70,7% já fizeram as adaptações necessárias; 19% já estudaram o que é necessário ser feito, mas ainda não se adequaram e 10,2% desconhecem quais protocolos de segurança devem ser feitos.

A pandemia do coronavírus trouxe uma série de mudanças e desafios para as MPEs fluminenses. Neste momento de retomada, a pesquisa mostra que os principais desafios dos empreendedores serão entender o que mudou no consumidor dentro do “novo normal”, como aprimorar o atendimento digital, conciliar o atendimento presencial e digital de forma harmônica e repensar a rotina e layout do espaço para oferecer maior segurança aos clientes e funcionários.

Atividades presenciais nas escolas só voltarão ao regime presencial quando a Secretaria de Saúde divulgar a bandeira verde no estado - Foto: Moskow/Governo do Rio

A Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) anunciou, na terça-feira, (7), o protocolo de retomada das aulas na rede pública estadual. As atividades presenciais nas escolas só voltarão ao regime presencial quando a Secretaria de Saúde divulgar a bandeira verde no estado, indicando as condições mínimas de segurança de retorno.

A partir da emissão deste comunicado, a Seeduc terá um período de 15 dias para os preparativos necessários, como a testagem e o treinamento dos profissionais, além da higienização e da organização dos espaços em todas as escolas estaduais. Por orientação do governador Wilson Witzel, a área da Educação será o setor mais cuidadoso no retorno às atividades.

O Protocolo foi definido por um comitê constituído por especialistas da Seeduc, União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), associação de diretores, especialistas em Educação, representantes de escolas particulares e pela Secretaria de Saúde. Além da volta às aulas após a divulgação da bandeira verde, o documento estabelece:

- O uso de máscara será obrigatório para todos os alunos, professores e funcionários. Cada instituição decidirá como será a operacionalização;

- A princípio, retornarão os estudantes que estão concluindo os estudos, ou seja, da 3ª série do Ensino Médio; 5º e 9º anos do Ensino Fundamental e o último módulo da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Em escolas híbridas ou de alternância, os estudantes e servidores e não retornarão ao mesmo tempo;

- Quanto à testagem dos profissionais da Educação, a Seeduc está avaliando a viabilização junto à Secretaria de Saúde. Os testes serão realizados no período de 15 dias após o anúncio da bandeira verde;

- Todas as escolas precisarão ter termômetro à disposição;

- Distanciamento entre os alunos de um metro nas salas de aula e em todas as dependências da escola, seguindo orientação da Organização Mundial de Saúde (OMS). Como cada colégio tem uma realidade diferente de espaço e número de estudantes, esta medida será adaptada a cada unidade de ensino;

- Os colégios terão autonomia pedagógica para elaborarem um planejamento de retorno próprio, definido em parceria com a comunidade escolar e que deve ser validado pelas Diretorias Regionais da Seeduc instaladas pelo estado do Rio de Janeiro;

- Cada escola desenvolverá trabalho de apoio à questão socioemocional dos alunos. Além disso, se algum estudante ou profissional for testado positivo, um comitê com especialistas das áreas de Saúde e da Educação avaliará o que deve ser feito em relação ao isolamento em cada caso.

Reabertura dos estabelecimentos foi permitida no último dia 2 - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Com perda de mais de 70% do faturamento nos últimos 100 dias, devido ao fechamento ou restrições impostas pela pandemia de covid-19, cerca de 50% dos bares e restaurantes do Rio de Janeiro dizem não ter recursos para pagar os salários de julho e devem fazer demissões em seus quadros de funcionários.

É o que mostra uma pesquisa divulgada hoje (8) pelo Sindicato de Bares e Restaurantes do Rio de Janeiro (SindRio). A reabertura dos estabelecimentos, com restrições de horário e lotação, foi permitida no último dia 2.

Segundo o levantamento, 56,7% dos empresários disseram ter perdido mais de 75% da receita nos últimos meses e 24,2% dos entrevistados tiveram redução entre 50% e 75%. Do total que respondeu à pesquisa, 61,9% já fizeram demissões, sendo que 14,9% dos estabelecimentos desligaram mais de 15 empregados.

Sobre a necessidade de medidas emergenciais para ajudar o setor nesse momento de retomada dos negócios, 53,4% dos empresários responderam que é fundamental ter acesso ao crédito emergencial, enquanto 74,2% dos que buscaram novas linhas de crédito tiveram a proposta recusada. Apenas 17% conseguiram financiamento.

Do total, 56,7% disseram não ter certeza se conseguirão manter o estabelecimento aberto, 35% acreditam que conseguirão manter o negócio e 8,2% afirmaram ter certeza quanto ao fechamento definitivo.

De acordo com o presidente do SindRio, Fernando Blower, a situação do setor é dramática, já que 51,1% dos empresários acreditam ser necessário demitir trabalhadores no pós-pandemia e 85,1% afirmam precisar de crédito para o período. Ele destaca que, mesmo com a reabertura, o movimento está muito fraco.

“O SindRio tem falado sobre isso em todas as oportunidades e dialogado com o poder público para evitar que mais demissões sejam realizadas, mais portas sejam fechadas e que a cidade perca seu grande motor econômico cultural. Alguns restaurantes ainda não conseguiram reabrir e o movimento para aqueles que reabriram é, de uma forma geral,  muito aquém do necessário para pagar as contas, o que acentua a necessidade de crédito”.

Agradecimento faz parte de uma campanha mundial de reconhecimento às pessoas que trabalham na linha de frente na pandemia - Foto: Divulgação

A equipe do Hospital Municipal Miguel Couto foi homenageada na terça-feira (7 na abertura da Bolsa de Valores de Nova York pelo trabalho no combate à covid.

O agradecimento faz parte de uma campanha mundial de reconhecimento às pessoas que trabalham na linha de frente na pandemia.

A equipe da unidade de saúde carioca tocou virtualmente o sino de abertura, às 10h26, pelo horário de Brasília.

As fotos do médico Domigos Antonio de Almeida Gomes, cardiologista do Miguel Couto e do filho, o estudante de medicina Leonardo Cruz Gomes, foram colocadas no pódio da NYSE Bell para a homenagem prestada aos profissionais que se dedicam a salvar vidas.

“Fiquei emocionado com essa homenagem aos profissionais do Hospital Miguel Couto. Esse tipo de reconhecimento é muito importante e nos dar mais forças para seguir em frente na luta contra a covid”, comemorou o cardiologista Domingos Antônio. Servidor do município há 15 anos, ele trabalha desde então na unidade coronariana do Hospital Miguel Couto, no Leblon.

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