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Sáb, Set

A meta de Witzel é distribuir 1 milhão de cestas básicas em 16 municípios - Foto: Carlos Magno/ GOV RJ

O governador Wilson Witzel anunciou, nesta quinta-feira (2), que as primeiras 30 mil cestas básicas do Mutirão Humanitário começam a ser distribuídas a partir de segunda-feira (6). A medida, realizada em parceria com as prefeituras da Região Metropolitana, busca apoiar moradores que vivem em situação de extrema pobreza, pobreza e baixa renda. A maior parte dos beneficiados já recebe o Bolsa Família ou é formada por trabalhadores informais prejudicados pela necessidade de isolamento social recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). As primeiras cestas foram compradas com verba da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. A meta é distribuir 1 milhão de cestas básicas em 16 municípios.

"Já começamos a captação de doações para as cestas básicas e acreditamos que na segunda-feira já estaremos entregando as primeiras 30 mil em locais que estão sendo definidos para evitar aglomerações", afirmou Witzel.

O governador voltou a reforçar a importância do isolamento social neste momento e ressaltou que, apesar das subnotificações, há indícios preliminares de que as medidas adotadas estão surtindo efeito.

"Com a redução drástica de pessoas nas ruas e o apoio da população que está em casa, a nossa curva de contaminação mesmo subnotificada está aparentemente controlada. O importante é estarmos preparados para dar atendimento à população. Acredito que estamos no caminho certo. Precisamos seguir as orientações dos órgãos de saúde para sair com o menor número de vítimas", disse o governador.

Segundo o secretário de Saúde, Edmar Santos, apesar das dificuldades de acesso a equipamentos, equipamentos de proteção individual (EPIs) e testes disponibilizados pelo Governo Federal, que ainda não chegaram, a Secretaria de Saúde já conta com 200 respiradores, além de 500 novos leitos disponíveis para atendimento.

"Dos 600 leitos, já temos 500 disponíveis em menos de 30 dias. Estamos trabalhando de forma rápida e integrada com os municípios", ressaltou.

Edmar também adiantou que trabalha em parceria com a Firjan para incentivar a produção de máscaras e capotes com o apoio da indústria têxtil com o objetivo de criar alternativas num momento em que há demora na entrega de materiais e falta de equipamentos no mercado mundial.

"Cinco mil escudos já foram doados e estão sendo distribuídos. Estamos juntando esforços com a Firjan para converter a fabricação de roupas em máscaras e capotes. Isso faz parte de um esforço de guerra", acrescentou.

Testes rápidos

O governador e o secretário de Saúde também anunciaram o uso de testes rápidos já na semana que vem para monitorar a disseminação da Covid-19 no Estado do Rio de Janeiro em parceria com o Detran. Os testes serão realizados no modelo "drive thru", o mesmo utilizado na campanha de vacinação contra a gripe.

"Já temos uma empresa operadora de telefonia que colocou à disposição smartphones e linhas que serão necessárias para o processo de testagem e monitoramento da população. A Faetec também vai disponibilizar técnicos de enfermagem para ajudar no processo de testagem", disse o secretário de Saúde.

Edmar Santos ressaltou, ainda, que o Rio de Janeiro apresentava apenas mil casos atrasados em relação a exames. Nesta sexta-feira (3), todos os testes biomoleculares (em óbitos e casos graves) fornecidos pelo Ministério da Saúde serão colocados em dia.

Categoria aderiu ao home office ou ao teletrabalho - Foto: Arquivo/ Agência Brasil

Quase 100% das 120 empresas de tecnologia da informação (TI) do Rio de Janeiro aderiram ao isolamento social determinado pelo governo para evitar a disseminação da Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, segundo uma sondagem realizada entre os dias 25 e 28 de março. O teletrabalho ou home office (trabalho em casa) foi adotado por 99% das empresas e apenas uma (0,8%) optou por férias coletivas.

Em entrevista hoje (2) à Agência Brasil, o presidente do Sindicato das Empresas de Informática do Estado (TI Rio), Benito Paret, disse que houve uma compreensão clara, por parte das empresas, de que "o momento é de cooperação, de isolamento, porém sem parar de trabalhar".

Do total de empresas que responderam à sondagem, 57% são desenvolvedoras de sistemas, 10% consultorias de TI; 8% comercializadoras de software (programas de computador); 7% são da área de suporte e 18% foram agrupadas como outras atividades. Quanto ao porte, 57% têm entre onze e 99 empregados; 29,5% até dez funcionários; 3% entre 100 e 199; e 9,84%, mais de 200 colaboradores.

Sem parar

O presidente do TI Rio disse que as empresas de desenvolvimento de sistemas têm contratos em andamento e seus técnicos estão trabalhando remotamente. "O setor não está parado. Acho que isso é importante. Embora tenha aderido ao isolamento social, o setor não está parado. Continua ativo e querendo se manter vivo".

A pesquisa mostra que a principal dificuldade para implementar o home office foi a disponibilidade de internet nas residências dos funcionários, citada por 36% dos entrevistados. Em seguida, aparecem a questão do controle de jornada (28%) e o contato com os clientes (26%). Para manter esse contato, o e-mail foi o recurso adotado por 88,5% das empresas consultadas; o telefone, por 84%; o WhatsApp, por 67%; vídeo ou teleconferência, por 64%; e outros meios (8%), como Hangout, Google Drive, VPN, Cloud da Amazon e Zoom.

Outros recursos adotados foram o banco de horas, por 15% das companhias de TI do Rio de Janeiro; horários alternados, por 10%; e medidas como demissão, antecipação de férias, redução de jornada e salários, entre outras, por 26%.

Dificuldades

De acordo com a pesquisa, 57% das empresas de TI do estado disseram estar tendo dificuldades para receber pagamentos dos clientes; 46% para efetuar pagamento de impostos federais e 18% para quitar impostos municipais. A dificuldade de obter recursos financeiros junto ao sistema bancário foi indicada por 48% das empresas.

Paret disse que a expectativa é que todas essas coisas se equilibrem melhor com o passar dos dias. Uma nova sondagem será feita neste mês de abril para ver as empresas conseguiram cumprir seus compromissos. "Por enquanto, a intenção é cumprir", assegurou o presidente do TI Rio.

Unidade hospitalar está sendo construída no Riocentro - Foto: Edvaldo Reis/ Prefeitura do Rio

A Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou nesta quarta-feira (1) um trabalho de prevenção em segurança alimentar e vigilância sanitária, voltado especificamente para trabalhadores e futuros pacientes do Hospital de Campanha em construção no Riocentro.

O prefeito Marcelo Crivella determinou que uma equipe multidisciplinar da Subsecretaria de Vigilância Sanitária participe da elaboração do projeto e acompanhe a obra, conferindo as estruturas físicas com orientações sobre as normas sanitárias e os processos de segurança que devem ser adotados para a prevenção de riscos à saúde.

"Com a experiência das ações feitas no dia a dia por nossa equipe técnica, estamos inspecionando toda a estrutura, conferindo instalações e equipamentos que devem estar de acordo com as normas sanitárias. Esta determinação do prefeito Crivella é fundamental para o município proporcionar segurança a pacientes e à força de trabalho do Hospital de Campanha", afirma Márcia Rolim, subsecretária de Vigilância Sanitária do Rio.

Integrada por enfermeiros, engenheiros e nutricionistas, entre outros profissionais, a equipe multidisciplinar da Vigilância avalia os projetos de instalação dos processos de esterilização e de procedimentos invasivos, as estruturas de áreas como as destinadas à farmácia, almoxarifado, tratamento dos resíduos comuns e biológicos, cozinha e refeitório.

Caberá também à Vigilância elaborar com a empresa contratada o cardápio para os pacientes e todos os técnicos que vão trabalhar no Hospital de Campanha.

Vinculada à Secretaria Municipal de Saúde, a Subsecretaria de Vigilância Sanitária já atua como responsável pelo cardápio das escolas e das unidades de saúde do município, elaborado pela equipe da Coordenação de Alimentos.

Já foram vacinadas até agora mais de 786 mil pessoas - Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

A prefeitura do Rio de Janeiro suspendeu temporariamente a vacinação contra a gripe. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (2) pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS). O motivo alegado foi a falta de doses.

"A Secretaria Municipal de Saúde informa que a vacinação contra a gripe está suspensa temporariamente até a chegada de nova remessa de doses. A reposição já foi pedida ao governo do estado e, enquanto aguarda o novo aporte de vacinas,a SMS está focando os esforços para a vacinação de idosos em casa e asilos", informou.

Segundo a secretaria, a cobertura em idosos já chegou a 70%, sendo que 32 mil deles foram vacinados em casa. No total, foram vacinadas até agora mais de 786 mil pessoas.

Versão do governo

O governo, através da Secretaria de Estado de Saúde (SES), informou, através de nota, que "a competência de entrega de vacinas aos estados é do Ministério da Saúde; e que aos estados, por sua vez, compete distribuir aos municípios".

Na mesma nota, a SES explicou que já recebeu do Ministério da Saúde quatro remessas de vacinas contra a gripe, totalizando 2,2 milhões de doses.

"Até esta quarta-feira (1), 1,08 milhão de pessoas em todo o território fluminense foram imunizadas durante esta Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe. O público-alvo nos 92 municípios do estado, na primeira etapa da atual campanha de vacinação contra gripe, é de 2,6 milhões de pessoas", informou a secretaria.

Ao todo será entregue uma tonelada de alimentos - Foto: Divulgação

A Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, uniu forças com o Sesc RJ para enfrentar os impactos da pandemia do novo coronavírus no setor cultural. Nesta quarta-feira (1), seis pequenos circos instalados na Zona Oeste carioca receberam alimentos do programa Mesa Brasil Sesc RJ, que atua no combate à fome e ao desperdício. A doação chegou a cerca de 200 pessoas, entre crianças, idosos e adultos da capital. Ao todo será entregue uma tonelada de alimentos, que estão sendo destinados também a cidades do interior, por intermédio da Secretaria Estadual de Cultura.

Na capital, a distribuição dos alimentos foi feita pessoalmente pelo secretário municipal de Cultura, Adolfo Konder, e por uma equipe da pasta. Eles percorreram circos em Campo Grande, Santa Cruz, Ilha de Guaratiba e Jardim Maravilha.

De acordo com o secretário, as parcerias entre pessoas, instituições ou o poder público sempre foram fundamentais. E isso fica ainda mais evidente em um momento crítico como o atual:

"Sem a renda da bilheteria, os circos estão enfrentando dificuldades. A parceria com a Secretaria Estadual e o Sesc RJ vem num momento importante. É hora de unir forças e oferecer o suporte que a área da cultura precisa para superar a crise".

Circos de 13 municípios do interior do Rio também estão sendo beneficiados. A doação de uma tonelada de alimentos impacta, diretamente, 400 pessoas.

"Hoje, nós estamos aqui olhando para a base da pirâmide cultural. Os fazedores de cultura, artistas de trem e circenses ficam limitados neste momento", disse a secretária estadual de Cultura, Danielle Barros.

A intenção da parceria também é levar saúde para quem precisa.

"Estamos unindo forças para chegar na ponta nesse momento de crise econômica, tentando levar uma alimentação mais saudável às pessoas", completa a coordenadora do programa Mesa Brasil, Karime Ribeiro.

Cinco mil máscaras distribuídas no Rio - Foto: Mauricio Bazilio/SES

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) começou a distribuir nesta quarta-feira (1°) 5 mil máscaras do tipo Face Shield para hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Os equipamentos, considerados pela comunidade acadêmica e científica um importante Equipamento de Proteção Individual (EPI) no combate à Covid-19, foram doados pelo Centro Brasileiro de Mediação e Arbitragem (CBMA) e Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

"Quero agradecer ao CBMA e à Firjan pela valiosa ajuda. Todo o material será doado a unidades de saúde, e tenho absoluta certeza que esse apoio terá um grande impacto positivo no enfrentamento ao novo coronavírus. Com a sociedade mobilizada, vamos vencer essa guerra", disse o secretário de Estado de Saúde, Edmar Santos, que entregou as primeiras máscaras à direção do Hospital Universitário Pedro Ernesto, em Vila Isabel, na Zona Norte carioca, uma das unidades de referência ao combate ao novo coronavírus no estado.

As máscaras serão entregues às seguintes unidades hospitalares: Adão Pereira Nunes, Alberto Torres, Azevedo Lima, Carlos Chagas, Getúlio Vargas, Instituto Estadual do Cérebro, Hemorio, Instituto Estadual de Cardiologia Aloysio de Castro, Anchieta, Zilda Arns, São Sebastião, Instituto Estadual de Doenças do Tórax Ari Parreiras, Hospital da Mulher Heloneida Studart, Roberto Chabo, João Baptista Caffaro, Pedro Ernesto e Seap.

Já as UPAs contempladas são: Marechal Hermes, Tijuca, Botafogo, Copacabana, Ricardo de Albuquerque, Realengo, Bangu, Colubandê, Magé, Fonseca, Santa Luzia, Campos, Caxias II (Sarapuí), Queimados, Campo Grande I e II, Nova Iguaçu I (Cabuçu), Mesquita, Maré, Irajá, Engenho Novo, Botafogo (em Nova Iguaçu), Santa Cruz, Itaboraí, Taquara, Caxias (Parque Lafaiete), Penha, Gericinó, Ilha do Governador e São Pedro da Aldeia.

Máscaras descartáveis estão sendo feitas por precaução contra o coronavírus - Foto: Rovena Rosa/ Agência Brasil

O ateliê de costura da Penitenciária Talavera Bruce, em Bangu, no Rio de Janeiro, está confeccionando máscaras para proteção contra o novo coronavírus (Covid-19). Atualmente, 16 detentas trabalham no setor, em troca de redução da pena e, normalmente, elas fazem uniformes escolares e médicos.

O trabalho com as máscaras começou no sábado (28), resultado da parceria entre a Secretaria de Estado de Trabalho e Renda e a de Administração Penitenciária, com a Fundação Santa Cabrini, que faz a gestão da mão de obra prisional. A meta é ampliar para 20 detentas no trabalho e confeccionar 30 mil máscaras.

Segundo o governo do estado, a princípio as máscaras serão destinadas aos agentes da área de segurança, mas a produção pode ser ampliada para atender outros setores, como o da Saúde.

A diretora da penitenciária, Silvana Silvino, disse que ainda não é possível calcular o tempo necessário para a confecção das 30 mil unidades porque o material utilizado - tecido não tecido (TNT) - não faz parte da rotina do ateliê.

A coordenadora de mão de obra prisional, Márcia Castro, explicou que as máscaras da Talavera Bruce estão sendo confeccionadas com TNT dobrado e são higienizadas antes de serem embaladas.

"Hoje nós temos 16 internas trabalhando conosco e pretendemos colocar mais algumas. O processo se inicia na mesa de corte e depois vem para as máquinas retas, onde são feitas com TNT dobrado, para que haja mais proteção. Aí, elas recebem costura da máquina reta e depois o clipe e o elástico. A gente finaliza com a limpeza das mesmas e embalagem", disse.

As máscaras cirúrgicas não filtrantes descartáveis disponíveis no mercado médico são feitas com TNT duplo ou triplo 100% polipropileno.

Uso de máscaras

De acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) para a pandemia do novo coronavírus, a máscara não é recomendada para uso de todas as pessoas.

"Se você está saudável, só precisará usar uma máscara se estiver cuidando de alguém com suspeita de infecção por covid-19. Também use uma máscara se você estiver com tosse ou espirrando. As máscaras só são eficazes se combinadas com a lavagem frequente das mãos com uma solução hidroalcoólica ou com água e sabão", informou a OMS.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) orienta na Nota Técnica 02/2020 como os profissionais de saúde devem proceder com o uso das máscaras. O material foi publicado no dia 30 de janeiro e passou por três atualizações, sendo a última ontem (31).

A nota da Anvisa ressaltou que o uso da máscara cirúrgica por pessoas com sintomas da Covid-19 é uma "medida de prevenção para limitar a propagação de doenças respiratórias, incluindo o novo coronavírus", aliado ao reforço na higiene das mãos.

"Usar máscaras quando não indicado pode gerar custos desnecessários e criar uma falsa sensação de segurança que pode levar a negligenciar outras medidas como a prática de higiene das mãos. Além disso, a máscara deve estar apropriadamente ajustada à face para garantir sua eficácia e reduzir o risco de transmissão", afirmou a Anvisa.

A orientação da agência é para que todos os pacientes com sintomas respiratórios usem máscara cirúrgica desde a chegada ao serviço de saúde, no local de isolamento e para circulação. Também devem usar esse tipo de proteção todos os profissionais de apoio em unidades de saúde, como segurança, recepção e limpeza, além de acompanhantes de pacientes.

Para os profissionais de saúde que tratam de pacientes confirmados para o novo coronavírus, a Anvisa orienta a obrigatoriedade do uso da máscara de proteção respiratória que tenha filtração com eficácia mínima de 95% de partículas de até 0,3μ. São as chamadas máscaras N95, N99, N100, PFF2 ou PFF3.

Sobre as máscaras cirúrgicas, a Anvisa indicou para uso profissional as confeccionadas de TNT "com no mínimo uma camada interna e uma camada externa e obrigatoriamente um elemento filtrante" com eficiência para filtragem de partículas superior a 98% e eficiência de filtragem bacteriológica maior que 95%. Todas as camadas devem ser "resistentes à penetração de fluidos transportados pelo ar".

As máscaras cirúrgicas são descartáveis e não devem ser reutilizadas nem limpas, sendo necessária a substituição quando o material ficar úmido ou sujo.

Com redução de 70% a 85% no número de passageiros, os concessionários e operadores dos serviços de transporte público estadual têm solicitado apoio em capital de giro para continuar atendendo à população - Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O governador Wilson Witzel se reuniu, nesta quarta-feira (1°), por videoconferência, com representantes das concessionárias e operadoras de transporte público, membros do Ministério da Economia, do BNDES e do Banco Mundial para discutir formas de viabilizar a continuidade do funcionamento de trens, metrô, barcas e ônibus. Os concessionários estão enfrentando queda na demanda de passageiros após as medidas adotadas para evitar a disseminação da Covid-19 no Estado do Rio de Janeiro.

Com redução de 70% a 85% no número de passageiros, os concessionários e operadores dos serviços de transporte público estadual têm solicitado apoio em capital de giro para continuar atendendo à população, sobretudo, aqueles que atuam em serviços essenciais, como pessoal da saúde, policiais militares e de outras profissões. Concessionários e operadores já indicaram que não terão fôlego financeiro a curto prazo para manter as operações.

"As reuniões foram fundamentais para aproximar todo o setor de transporte do Rio de Janeiro das autoridades federais e buscar uma solução em conjunto", disse o governador Witzel.

Segundo o secretário de Transportes, Delmo Pinho, o Rio de Janeiro é o primeiro estado a articular uma solução para os concessionários de transportes atravessarem a crise que tem reflexos econômico-financeiros. Uma nova reunião está prevista para ocorrer na próxima quarta-feira.

"Fomos o primeiro estado a contactar as autoridades federais com o bloco de concessionários e operadores do sistema de Transporte. Estamos indo bem e teremos um novo encontro por videoconferência na próxima semana", destacou o secretário de Transportes, Delmo Pinho.

O secretário frisou, ainda, que o Estado do Rio de Janeiro é o único do país a utilizar um sistema multimodal de transporte público metropolitano integralmente operado pelo setor privado.

Participaram das reuniões representantes da SuperVia, MetrôRio, Fetranspor, CCR Barcas, Ministério da Economia, BNDES e Banco Mundial.

Carga de cervejas foi apreendida - Foto: Divulgação/PRF

Uma carga com mais de 1,4 mil caixas de cerveja foram apreendidas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), na madrugada de quarta-feira (1º). A abordagem foi feita na Rodovia Presidente Dutra (BR-116), em Piraí, no sul fluminense. A mercadoria estava sendo transportada com uma nota fiscal irregular.

Policiais abordaram um caminhão, que transportava caixas de cerveja, que seguia sentido RJ pela via Dutra.

Durante a fiscalização, foi solicitado ao motorista, de 37 anos, a nota fiscal da mercadoria. A equipe pode observar que o documento apresentava indícios de não recolhimento de tributo.

Foi realizado contato com a Receita Estadual, que informou que a nota apresentava irregularidades e inconsistências tributárias.

O condutor, o veículo e a documentação foram apresentados foram apresentados à Secretaria de Estado de Fazenda do Rio de Janeiro (SEFAZ).

Em comparação a última semana, mais 462 casos foram confirmados - Foto: Warley de Andrade/ TV Brasil

O estado do Rio de Janeiro notificou nesta quarta-feira (1) 832 casos confirmados e 28 mortes por coronavírus. Entre os casos confirmados, 112 estão internados, e 49 óbitos estão sendo investigados.

O município com o maior número de casos confirmados é a capital, que já totaliza 697 confirmações, tendo 20 mortes. Devido a proximidades, com o município do Rio de Janeiro, Niterói ocupa o segundo lugar na lista com 62 casos de Covid-19 e um óbito.

A Secretaria Estadual de Saúde confirmou nesta quarta-feira (1) mais cinco óbitos por coronavírus no estado. As vítimas são três mulheres residentes de São Gonçalo, Rio de Janeiro e Arraial do Cabo; e dois homens, de Rio das Ostras e Rio de Janeiro.

Além da capital, mais 26 municípios já possuem casos confirmados do novo coronavírus. Os 28 óbitos estão divididos entre as cidades de Rio de Janeiro, Miguel Pereira, Niterói, Petrópolis, Rio Bonito, Volta Redonda, Rio das Ostras, Arraial do Cabo, São Gonçalo.

Na última quarta-feira (25) 370 casos foram confirmados no estado, uma semana depois, o número subiu para 462 casos a mais.

Segundo o Inea, o NO2 é emitido, principalmente, pela queima de combustível, em veículos e atividades industriais - Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Um levantamento feito pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) revela que houve uma redução na concentração de Dióxido de Nitrogênio (NO2) na Região Metropolitana do Rio.

Recentemente, nos estudos realizados pelas instituições governamentais internacionais sobre a melhoria na qualidade do ar em períodos de isolamento, o NO2 recebeu atenção especial devido aos efeitos respiratórios adversos, que segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), está cada vez mais associado aos casos de bronquite, asma e infecções respiratórias.

Esse poluente é emitido principalmente pela queima de combustível, em veículos e atividades industriais.

Na estação de monitoramento da qualidade do ar localizada em área de abrangência do Distrito Industrial de Santa Cruz, os resultados mostram uma redução de 77% na concentração local de NO2 e de 45% em Duque de Caxias, entre 23 e 25 de março, se comparado ao período anterior às ações de distanciamento social.

O Inea monitora a qualidade do ar por meio de 58 estações que medem continuamente parâmetros meteorológicos e as concentrações de poluentes dispersos no ar.

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