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Sex, Jul

Mais de 13 mil máscaras de proteção foram distribuídas à população fluminense - Foto: Divulgação

A Operação Barreira Fiscal está realizando há dois meses um trabalho de conscientização da população em todos os 92 municípios do estado do Rio de Janeiro. Os agentes distribuíram mais de 13 mil máscaras aos moradores e comerciantes destas regiões e orientaram sobre o uso dos itens de proteção que ajudam a evitar a contaminação do novo coronavírus.

"Os agentes da Barreira Fiscal atuaram intensamente nos últimos meses com a missão de conscientizar a população fluminense para evitar novos casos da covid-19. Estivemos em todas as 92 cidades e fomos muito bem recebidos pelos moradores e comerciantes locais", afirmou o coordenador do programa, Marcelo Bertolucci. E completou:  "O trabalho segue de forma contínua e vamos retornar às cidades para intensificar as orientações aos cidadãos".

Durante a distribuição das máscaras, os agentes da Operação Barreira Fiscal orientaram os motoristas e pedestres sobre a necessidade do uso correto do equipamento de proteção e da higienização das mãos. Na ocasião da visita as cidades, os agentes também atuaram na fiscalização do comércio, dos transportes e na circulação de pessoas nas ruas, com objetivo de reforçar sobre a importância do cumprimento das normas de distanciamento social para prevenir o contágio do novo coronavírus.

As máscaras distribuídas foram doadas pelo Riosolidario e pela empresa fabricante de pneus Michelin.

 

Médica foi espancada ao reclamar de som alta em festa durante a pandemia - Foto: Reprodução de vídeo

A 20ª DP (Vila Isabel) concluiu, nesta terça-feira (7), o inquérito que apura as agressões sofridas por uma médica no Grajaú, Zona Norte do Rio. Um mês após o crime, a unidade indiciou 14 pessoas por diversos crimes, de acordo com a conduta de cada um dos autores.

A investigação identificou todas as pessoas que participavam de uma festa realizada à época, em uma casa naquele bairro, descumprindo a determinação de distanciamento social como medida de enfrentamento ao novo coronavírus. Os participantes do evento foram indiciados pelo crime de infringir medida sanitária preventiva.

Ainda segundo a apuração, dois envolvidos nas agressões a médica vão responder pelo crime de lesão corporal grave, com pena de até cinco anos de prisão. Os demais agressores responderão por lesão corporal e infração de medida sanitária.

As corregedorias da Polícia Civil, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros foram notificadas, para abertura de procedimento disciplinar. Os agentes públicos que participaram da ação responderão ainda pelo crime de prevaricação.

O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público Estadual.

Total investido no Rio pode chegar a chegar a R$ 45 bilhões - Foto: Divulgação

A Firjan lançou nesta segunda-feira (6) o estudo “Rio a todo gás”, documento com propostas para destravar investimentos em gás natural, que podem alcançar até R$ 45 bilhões no estado fluminense. O Rio é o maior produtor do energético e o gás natural assume fundamental importância como combustível estratégico na retomada econômica do país e do estado, principalmente no pós pandemia. O lançamento do estudo ocorreu em reunião on-line com a presença do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, além de deputados estaduais e federais, autoridades do governo estadual e representantes de órgãos federais.

O principal foco do estudo foi apresentar sugestões e soluções para projetos que utilizem o gás natural além da geração de energia elétrica, onde atualmente estão concentradas as principais ações para a expansão do uso do gás. Conforme o documento da federação, há uma diversidade de investimentos que pode ter o gás natural como insumo propulsor de desenvolvimento: siderurgia, petroquímica, usinas de fertilizantes, expansão do GNV em veículos leves e pesados, além das indústrias de vidro, cerâmica e sal.

“Há 30 anos já se falava da necessidade de um marco legal para o gás. Com o ‘Rio a todo Gás’, sugerimos a adoção de algumas medidas urgentes no curtíssimo e no curto prazo. Nossa intenção é contribuir para sairmos de um ambiente de recessão e usar o gás para retomar e expandir a economia a partir do fortalecimento da indústria de energia, petroquímica e o GNV”, afirmou o presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira.

O vice-presidente da federação, Luiz Césio Caetano, e o coordenador do Núcleo de GNV da Firjan, Celso Mattos, apresentaram para as autoridades os principais pontos do documento. Caetano destacou a necessidade de diversificar a participação de novos players no mercado de gás e alertou para o alto custo do insumo no país, onde a tarifa final para o consumidor industrial é 7,4 vezes maior do que o preço na boca do poço. Ele lembrou também que 41% do produto reinjetado no poço equivale a 100% do consumo industrial fluminense.

O ministro Bento Albuquerque afirmou que o trabalho para a abertura do mercado de gás vem de longa data e que é prioridade do governo federal a aprovação do PL 6407/2013, estabelecendo o marco regulatório do gás natural. “A abertura propicia novos investimentos em regiões como Norte e Nordeste, além do Rio de Janeiro que é a capital do petróleo e gás”, enfatizou.

O deputado estadual Luiz Paulo (PSDB) ressaltou a importância de utilizar o gás natural como forma de recuperar a economia fluminense, já que o produto é fonte de recursos com o pagamento de royalties e participações especiais. Já o secretário de Fazenda do estado do Rio, Guilherme Mercês, destacou que o governo apoia a aprovação do marco legal do gás e trabalha na regulamentação do Repetro, considerados dois pilares necessários para alavancar o estado pós pandemia.

Além de dezenas de empresários e membros do Conselho Empresarial de Petróleo e Gás da federação, participaram da reunião virtual o diretor na ANP, Dirceu Amorelli; o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Thiago Barral; os deputados federais Christino Áureo e Laércio Oliveira, entre outras autoridades.

Protocolo é baseado em estudos de organizações como a OMS e Anvisa - Foto: José Cruz / Agência Brasil

Passados mais de quatro meses do início das medidas de isolamento social, em virtude da pandemia de coronavírus, pouco a pouco as atividades econômicas começam a ser retomadas em todo país. O afrouxamento das regras tem variado de acordo com as condições de cada cidade e estado no enfrentamento à doença. Nesse contexto, um dos segmentos mais duramente atingidos, segundo pesquisas do Sebrae, e que se encontra na expectativa de reabrir as portas é o de academias e centros de atividades físicas. Com objetivo apoiar os micro e pequenos negócios que atuam nesse segmento, o Sebrae elaborou um protocolo com as principais orientações direcionadas a esses empreendedores.

O objetivo do conteúdo é permitir que os donos de pequenos negócios do segmento possam fazer a reabertura de suas empresas como o máximo de segurança para o público interno e clientes. Todas as orientações foram compiladas de órgãos oficiais nacionais e internacionais, tais como Organização Mundial da Saúde (OMS), Organização Pan Americana da Saúde (OPAS), Ministério da Saúde e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Academias e centros de treinamento possuem um papel fundamental na sociedade, no sentido da promoção da qualidade de vida e da saúde. Entretanto, nessa fase de pandemia, os cuidados para conter a propagação do vírus são fundamentais. Por isso, a regra número um é observar os decretos locais, respeitando a quantidade específica de público que pode ser recebido. Uso de máscaras, disponibilização de álcool em gel, água e sabão para higienização correta das mãos e aparelhos também fundamentais para todos.

 

Organizando o espaço

Antes de abrirem as portas, os gestores de academia e estúdios de práticas esportivas terão que realizar mudanças no espaço compartilhado por colaboradores e clientes. A primeira delas é em relação aos aparelhos de musculação e ergometria que devem ficar afastados a uma distância mínima de 1,5m. Já as bicicletas e esteiras devem ficar a uma distância de no mínimo 4m entre si e da área dos demais aparelhos.

Na área de cardio, a recomendação do Protocolo é de que sejam usados apenas 50% dos equipamentos para manter o distanciamento entre os alunos. Nos locais de aulas coletivas e uso de pesos livres é necessário fazer marcações no chão, delimitando o espaço de 1,5m para cada pessoa. Logo na entrada das academias, os empresários devem dispor de um tapete grande umidificado com água sanitária para desinfecção dos calçados de todos que cheguem ao local. Facilite o acesso sem o uso da catraca, por exemplo com o fornecimento verbal de algum dado pessoal como CPF ou RG.

A comunicação por meio de cartazes com orientações aos clientes deve ser usada em todo o ambiente da academia. Nesse período, corte o uso de bebedouros por pressão e oriente os alunos a levarem sua garrafa com água de casa. Não ofereça café, chá ou bebidas em garrafas compartilhadas. O revezamento de aparelhos entre alunos também deve ser suspenso. Avalie a possibilidade de abrir a academia em horários alternativos, nos horários de pico será necessária fazer a limitação da entrada de pessoas, de acordo com as regras locais. Esse número deve ser informado nos cartazes. Idosos e pessoas que pertencem ao grupo de risco devem ser atendidas em horário específico e orientadas a realizar as práticas em casa através de acompanhamento online.

Use espaços estratégicos para disponibilizar álcool em gel e papel toalha. Os armários usados pelos alunos para guardarem mochilas precisam ser reduzidos em 50% na sua capacidade, assim como os chuveiros. Dê preferência para ventilação natural e evite o uso de ar condicionado. Pelo menos duas vezes por dia a academia precisa ter uma divisão de subáreas interditadas para limpeza e desinfecção por 30 minutos.

No caso de piscinas, segundo especialistas em ciências farmacêuticas, as características do covid-19 fazem com que ele seja sensível ao cloro usado nas piscinas. A quantidade aplicada na água é suficiente para romper as membranas que envolvem o vírus e assim, eliminá-lo. A OMS esclarece que o nível de cloração de 15mg.min/litro é suficiente para matar o vírus. As bordas, chuveiros, bancos, corrimãos devem seguir os mesmos padrões de limpeza de outros materiais, com uso de álcool em gel ou água sanitária. Por ora, exercícios na água com compartilhamento de objetos como pranchas e boias devem ser suspensos.

 

Comunicação é fundamental

A comunicação será um fator determinante na sua relação com cliente para que ele retome as atividades com segurança. Por isso, não tenha receio em usar todos os recursos possíveis. Espalhe cartazes pela academia reafirmando o compromisso da sua empresa com a saúde de todos e use todos os recursos digitais de que você dispõe (redes sociais e aplicativos de mensagens). Disponibilize a opção de atendimento pessoal e/ou à distância - principalmente pensando nos públicos que estão mais vulneráveis diante a covid-19.

 

Dicas práticas

Para o ambiente das academias:

- Na entrada do estabelecimento deverá ser colocado um tapete umidificado com hipoclorito de sódio. A limpeza dos pés é obrigatória para adentrar ao estabelecimento.
- Disponibilize álcool em gel ao lado das catracas de acesso. Além disso, o cliente deve ter a opção de acessar a academia comunicando à recepcionista seu número de matrícula ou CPF, para que não precise utilizar o leitor digital. Facilite o acesso sem catraca.
- Limite a quantidade de clientes que entram nos estúdios e academias. Coloque banner/cartaz na entrada do estabelecimento, informando a capacidade máxima de pessoas para o ambiente.
- Os aparelhos destinados às atividades aeróbicas (esteiras, bicicletas, elípticos etc.) deverão ter distanciamento mínimo de quatro metros entre si e dos demais aparelhos.
- Utilize apenas 50% dos aparelhos de cardio, ou seja, deixe o espaçamento de um equipamento sem uso para o outro. Faça o mesmo com os armários e chuveiros.

 

Para o colaborador:

- Garanta um espaço reservado para guardar bolsas e itens pessoais dos colaboradores e solicite que eles tragam o mínimo de objetos pessoais para o ambiente de trabalho. - Forneça sacolas plásticas para acondicionar os pertences de cada funcionário.
- Instale barreira de vidros/acrílicos nos caixas ou áreas de atendimento para ampliar ainda mais a distância e o contato entre colaborador e cliente.
- Coloque placas de sinalização com orientações de como proceder a lavagem das mãos.
- Organize uma área de chegada para profissionais disponibilizando álcool em gel para higienização das mãos e medidas para higienização das solas do sapato como um borrifador com álcool 70% ou tapete com desinfetante.
- Oriente que os colaboradores devem vestir o uniforme, ou roupa de trabalho, somente no local da empresa para evitar contaminação durante o deslocamento para casa.
- Limpe e desinfete os locais de trabalho e áreas comuns no intervalo entre turnos ou sempre que houver a designação de um trabalhador para ocupar o posto de trabalho de outro.

 

Para os clientes:

- Comunicação é essencial. Não basta adotar as medidas. Informe aos clientes que o seu estabelecimento é comprometido com as boas práticas e com a segurança, para que eles se sintam seguros.
- Oriente clientes a não consumir alimentos no local e não compartilhar nenhum item de uso pessoal.
- Os frequentadores deverão ter a temperatura mensurada na entrada do estabelecimento, sendo proibida a realização das atividades por aqueles que estiverem com a temperatura corporal acima de 37,7 graus.
- Não será permitida a permanência de acompanhante dos alunos durante as atividades.
- Obrigatório o uso de toalha individual na prática de toda a atividade.
- Recomende para que os usuários evitem levar as mãos ao rosto durante os treinos;
- É vedado o compartilhamento de luvas, munhequeiras, straps, toalhas e afins.
- O uso do aparelho celular deve ser reduzido devido ao alto poder de contágio.
- Antes de usar qualquer aparelho, deve-se higienizar com álcool em gel e papel toalha.

Estimativa é que entre abril e maio não foram feitas 2.700 operações - Foto: Divulgação

Após mais de três meses suspensas por causa da pandemia de covid-19, os hospitais do Rio de Janeiro começam a retomar as cirurgias eletivas, que são aquelas agendadas e sem urgência.

Na cidade do Rio, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) começou há dez dias a desmobilizar os leitos reservados para o tratamento de pacientes com covid-19 em hospitais gerais. Os hospitais de referência para a doença, Ronaldo Gazzola e Hospital de Campanha do Riocentro, não tiveram alteração, mantendo 180 e 400 leitos, respectivamente.

A secretária de Saúde, Beatriz Busch, disse que foram devolvidos 122 leitos para a retomada das cirurgias de pacientes que aguardam em filas internas nos hospitais da rede.

“O nosso plano de contingência previu quatro ondas de abertura de leitos. Na quarta onda, nós previmos a conversão dos leitos cirúrgicos dos hospitais. Como as cirurgias eletivas pararam, acabamos convertendo 413 leitos de cirurgia para clínica médica. No dia 26 de junho devolvemos aos hospitais 122 leitos desses 413 convertidos”, argumentou.

Segundo a secretaria, a estimativa é que entre abril e maio deste ano tenham deixado de ser feitas 2.700 cirurgias eletivas. Nos mesmos meses de 2019, o total foi de 2.728.

Informou também que o número de internações por covid-19 está caindo na cidade e não há fila de espera no sistema de regulação. Atualmente, a rede municipal tem 1.130 leitos exclusivos para pacientes com coronavírus, sendo 248 de UTI - Unidade de Terapia Intensiva. A taxa de ocupação desses leitos na rede SUS - Sistema Único de Saúde - está em 70% para UTI e em 36% nos leitos de enfermaria.

 

Pandemia

Elaborado pela prefeitura, o plano de reabertura gradual da economia se baseia nos parâmetros de capacidade de resposta da rede de saúde, como a ocupação de leitos de UTI e no nível de transmissão da doença. Os dados das entidades científicas que monitoram a evolução da pandemia indicam que o estado passa por uma leve queda no contágio, mas ainda está alto.

O covidímetro da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) indica que a taxa de propagação do vírus no estado ficou em 1.33 na semana epidemiológica 27, encerrada no sábado (4).

 

Risco

O risco é considerado muito baixo se a taxa for menor do que 0,5 e baixo se ficar entre 0,5 e 1. Entre 0,9 e 1,2 o risco é moderado e é considerado alto entre 1,2 e 1,65. Se ficar entre 1,65 e 2, o risco é considerado muito alto e há indicação de lockdown (confinamento e fechamento de todo o comércio) se a taxa de reprodutibilidade da doença passar de 2.

O pico de transmissibilidade no estado ocorreu no início de maio. No dia 9 daquele mês, o covidímetro marcava 2.25 para o estado e 2.15 para o município.

O monitoramento do sistema Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), aponta que as internações por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) no país continuam em níveis alarmantes.

Os dados mais atuais da semana epidemiológica 26, encerrada em 27 de junho, indicam atividade semanal muito alta, com indicadores tanto do número de casos como no de óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave - SRAG - na zona de risco.

No estado do Rio de Janeiro foram registrados 1.365 casos de SRAG na semana epidemiológica 26 de 2020, contra 80 na semana correspondente no ano passado. Segundo os dados do Infogripe, do total de casos de SRAG registrados este ano e que tiveram teste positivo para algum vírus respiratório, 95,5% deram SARS-CoV-2, o vírus que causa a covid-19. Entre os óbitos, os testes positivos para a doença chegam a 98,8%.

De março a junho, 1.143 pessoas foram encaminhadas para processos seletivos e 173 conseguiram emprego - Foto: Divulgação

A Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Emprego e Inovação (SMDEI), disponibilizou 2.993 vagas de emprego nos últimos meses, durante o período do isolamento social. Na contramão da recessão causada pela pandemia da covid-19, a equipe de captação de vagas trabalha para buscar oportunidades.

De março a junho, 1.143 pessoas foram encaminhadas para processos seletivos e 173 conseguiram emprego. Samuel Firmino, de 32 anos, por exemplo, foi selecionado para trabalhar como zelador de um prédio residencial no Centro da cidade, depois de um ano desempregado.

"Admito que não esperava conseguir, mas não deixei de buscar. Foi uma surpresa muito boa", conta Firmino, que é casado e pai de uma bebê de sete meses.

A pouca esperança de conseguir um emprego certo, com carteira assinada e benefícios, era uma realidade também para Daniel Modesto, de 36 anos, casado e pai de uma menina de oito anos.

"Estava há dois anos fazendo biscates e tinha acabado de acertar mais um trabalho provisório quando fui chamado para essa vaga. Já passei do período de experiência e estou muito feliz. Agora, é manter meu emprego e seguir em frente", conta ele, contratado para ser zelador.

Para o motorista André Parise, de 45 anos, voltar ao mercado de trabalho durante a pandemia foi uma feliz surpresa.

"Estava procurando emprego desde o início do ano. Não esperava conseguir, justamente nessa fase. Estou trabalhando com prevenção de perdas, que não é a minha área, mas estou feliz e adorando", afimrou.

Para todos os perfis

As vagas de emprego captadas pela Subsecretaria de Trabalho e Qualificação são para todos os perfis de trabalhadores. O nível de escolaridade varia do ensino fundamental ao superior. Há sempre oportunidades para quem já tem experiência e para quem nunca trabalhou, além de vagas para pessoas com deficiência.

Para o subsecretário Leandro Pereira, a conquista de uma lugar no mercado de trabalho pode representar mudança de vida e de perspectiva para muitos.

"O trabalho pode ser um dos principais fatores que influenciam diretamente a nossa felicidade, pois oferece não só a renda indispensável para a sobrevivência e a autonomia, como também um sentido extra para a vida", afirma Leandro.

Primeiro emprego

Há três anos buscando emprego, o universitário Alan Oliveira dos Santos, de 18 anos, conseguiu sua primeira oportunidade de trabalho por meio da SMDEI. Ele agora é empacotador numa redes de supermercados.

Aluno de Matemática, Alan está cheio de planos, e ninguém duvida que o jovem irá alcançar.

"Comecei a trabalhar no dia 24 de junho. Meu maior objetivo é conseguir terminar minha faculdade, e esse trabalho permite que eu concilie as duas atividades. Também sonho em dar o melhor para minha família", afirma Alan.

Para Alessandra Sant Anna, de 21 anos, a oportunidade de ingressar no mercado de trabalho, também, veio quando não esperava.

"Me senti muito feliz, pois sem experiência estava difícil e com essa pandemia ficou mais ainda, mas graças a Deus e com a ajuda do pessoal da secretaria, que me deu todo apoio, consegui", disse.

O primeiro emprego vem junto com planos para o futuro.

"Ter minha independência financeira e, principalmente, terminar meus cursos de Estética, começar minha faculdade, me formar. São minhas principais metas", planeja.

Aos 21 anos, a estudante de Enfermagem Luana Galm está prestes a iniciar no seu primeiro emprego. Ela já foi aprovada e está no período de treinamento. A oportunidade para Luana também veio durante a pandemia.

"Minhas aulas pararam e eu decidi começar a procurar emprego. Foi uma surpresa ter conseguido. Estou muito feliz e me preparando para desempenhar bem minha função", conta ela, que vai trabalhar com Telemarketing.

Samuel, Alan, Luana, André e tantos outros que conseguiram a tão sonhada vaga de emprego concordam que fácil não é, mas tem que persistir para um dia acontecer. E Alan resume muito bem esse sentimento.

"Tem que tentar, sem desistir. Não é fácil conseguir, mas depois que consegue, novas portas se abrem", diz ele.

Mais oportunidades

A SMDEI disponibiliza oportunidades de emprego, semanalmente. Para essa semana são 169 cargos.

Há 55 vagas para pessoas com deficiência e reabilitados do INSS e 114 para candidatos sem deficiência e até que não tem experiência tem chance de conseguir uma colocação. Para se candidatar é necessário enviar e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

As vagas podem expirar e sair do sistema em função da quantidade de encaminhamentos já realizados e/ou devido ao prazo estipulado pelo empregador.

Vale ressaltar que não há qualquer possibilidade de encaminhamento das pessoas sem deficiência para as vagas exclusivas para pessoas com deficiência e reabilitados do INSS.

Confira as vagas:

Pessoas sem deficiência

- Fundamental Incompleto

Pizzaiolo - 1 vaga - com experiência

Costureira de máquina industrial - 2 vagas - com experiência

- Médio Completo

Vendedor (com experiência no segmento de cestas básicas ou distribuidora de alimentos) - 2 vagas - com experiência

Fiscal de prevenção de perdas - 5 vagas - com experiência

Promotor de vendas - 40 vagas - com experiência

Operador de telemarketing - 60 vagas - sem experiência

Operador de empilhadeira - 4 vagas - com experiência com na máquina a gás e elétrica

Vagas exclusivas para pessoas com deficiência e reabilitados do INSS

- Fundamental Incompleto

Empacotador, a mão - 3 vagas - sem experiência

Servente de obras - 5 vagas - sem experiência

- Fundamental Completo

Armazenista - 10 vagas - sem experiência

Atendente do setor de frios e laticínios - 10 vagas - sem experiência

Empacotador, a mão - 10 vagas - sem experiência

Repositor de mercadorias - 15 vagas - sem experiência

- Médio Completo

Mecânico de manutenção de máquinas industriais - 1 vaga - com experiência

- Superior Incompleto

Analista de suporte técnico - 1 vaga - com experiência

Prédio construído em estilo art déco, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, está avaliado em cerca de R$ 90 milhões - Foto: Divulgação

O presidente Jair Bolsonaro informou nesta terça-feira (7) que o leilão do histórico edifício A Noite deve acontecer em agosto ou setembro, em evento virtual. Localizado na Praça Mauá, zona portuária do Rio de Janeiro, o prédio construído em estilo art déco, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 2013, está avaliado em cerca de R$ 90 milhões.

“Mais uma rodada das inúmeras ações de enxugamento dos gastos públicos e desperdício de dinheiro do pagador de impostos”, escreveu o presidente, em publicação nas redes sociais.

Na semana passada, uma equipe técnica da Secretaria do Patrimônio da União (SPU) realizou a vistoria final do edifício. De acordo com o Ministério da Economia, o edital com o valor mínimo e outros detalhes do processo de venda deve ser publicado nas próximas semanas. “Com a recente aprovação da Lei 14.011, de 10 de junho de 2020, que facilita a venda de ativos da União, o primeiro grande leilão de imóveis do país está livre de dificuldades burocráticas”, informou a pasta.

Inaugurado em 1929, o edifício, de 22 andares e 102 metros de altura, tem projeto do arquiteto francês Joseph Gire, também criador do Hotel Copacabana Palace, e do brasileiro Elisário Bahiana. Foi o primeiro arranha-céu da América Latina e primeiro mirante do Rio de Janeiro.

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) ocupava quatro dos 22 andares e foi o último órgão público a deixar as instalações, em 2012. O prédio abrigou a pioneira Rádio Nacional desde a sua criação, em 1936. O nome A Noite é uma referência ao jornal homônimo que teve sede no local.

Durante a Era do Rádio, nos anos 1940 e 1950, a Rádio Nacional transmitia para todo o país notícias, músicas e novelas. Celebridades da época, como Dolores Duran, Cauby Peixoto, Emilinha Borba e Marlene Alves, atraíam multidões para os shows de auditório.

Os demais andares do prédio eram ocupados pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) e também já abrigou consulados. Para o Ministério da Economia, o prédio, que tem vista panorâmica da Baía de Guanabara, tem potencial para diversas utilizações, como um grande hotel ou até a adaptação para uso residencial. A fachada e a escadaria em caracol deverão ser preservadas em razão de seu tombamento.

Proporção de famílias com contas atrasadas também aumentou - Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O percentual de famílias endividadas (PEIC-RJ) apresentou, em junho, alta de 2,6 pontos em relação a maio. Em comparação ao mês de junho de 2019, a alta é de 3,3 pontos percentuais. A subida revela o impacto do ciclo econômico no endividamento dos cariocas. O levantamento é do Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ), apurado pela CNC.

A proporção de famílias com contas atrasadas também aumentou, conforme esperado pelo IFec RJ. Em maio, a proporção alcançou 30% (contra 28,7% do mês anterior).

O percentual de famílias com contas em atraso, e que não terão condições de pagar, cresceu de 54% para 55,9% em relação a maio, resultado que pode ser melhor compreendido quando confrontado com os dados de emprego e rendimento. De fato, é razoável esperar que o impacto da deterioração do mercado de trabalho produzida pela quarentena, em decorrência da pandemia do novo coronavírus (COVID-19), se complete após alguns meses.

Em relação aos tipos de dívida, os carnês e o cartão de crédito apresentaram as maiores variações frente ao mês anterior, com 1,7 p.p. e 0,8 p.p., respectivamente. Em sentido oposto, o crédito consignado (-1 p.p) e o financiamento de carro (-0,9 p.p) apresentaram as maiores variações negativas. A maior parte do crédito consignado é concedido para funcionários públicos e aposentados. Por terem renda estável, é razoável que o endividamento nessa modalidade diminua mesmo durante a crise. Adicionalmente, também é esperado que as pessoas tomem menos empréstimo para financiar a compra de veículos durante o período da pandemia.

Participarão da reunião as comissões de Saneamento Ambiental, dos Direitos Humanos e Cidadania e a Frente Parlamentar Contra as Privatizações - Foto: Divulgação

As Comissões de Saneamento Ambiental, da Região Metropolitana, dos Direitos Humanos e Cidadania, e a Frente Parlamentar Contra as Privatizações, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), vão realizar uma audiência pública conjunta nesta terça-feira (7), às 10 horas, para discutir a privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae). A reunião será transmitida pela TV Alerj.

O presidente da Comissão de Saneamento Ambiental, deputado Gustavo Schmidt, afirmou ser contrário à privatização. Segundo ele, a concessão da empresa à iniciativa privada impediria a chegada dos serviços de água e esgoto à população mais necessitada: “Água é vida, e isso não pode ser privatizado. Há várias regiões no Estado do Rio que não são lucrativas em relação ao serviço de saneamento básico. O empresário quer lucro e isso é incompatível com o fornecimento de água e tratamento de esgoto nas áreas mais pobres”.

O deputado Waldeck Carneiro (PT), presidente da Comissão Especial da Região Metropolitana, explicou que a audiência será importante pois aprofundará as diferentes perspectivas e visões sobre o tema.

“Teremos especialistas, representação do BNDES, que foi contratado pelo Rio para fazer a modelagem da privatização, representação dos movimentos sociais, de órgãos como a Defensoria Pública, entre outros. A Alerj já vem debatendo esse tema há muito tempo, sempre na perspectiva do interesse público, que ao meu ver aponta na manutenção da Cedae como uma empresa estatal, mas com investimento do lucro da empresa para aperfeiçoar e modernizar sua operação”, declarou.

Segundo a presidente da Comissão de Direitos Humanos, deputada Renata Souza (Psol), garantir água e saneamento básico para a população fluminense é essencial.

“É desumano privatizar a Cedae em plena pandemia. O governo, que sucateou a empresa pública e demitiu seus funcionários para justificar a privatização, deveria estar preocupado em garantir a água boa e saneamento básico para todos do Rio. Ao invés disso, utiliza a pandemia para favorecer empresários com a venda da Cedae que é superavitária, não gera qualquer prejuízo econômico para aos cofres públicos, pelo contrário, a Cedae gera lucro. A água e o saneamento não podem ser mercadorias, são direitos humanos”, explicou a parlamentar.

Presidente da Frente Parlamentar Contra as Privatizações, a deputada Mônica Francisco (Psol) salientou que é fundamental que a Cedae seja pública, para que a companhia possa atender aos interesses da população.

“É indispensável que a sociedade possa ter a prerrogativa, inclusive, de auxiliar os que estão em situação de maior vulnerabilidade. Seja com implementação da tarifa social, que existe hoje na Cedae pública, seja com a universalização do tratamento do saneamento básico e com a possibilidade de divisão equânime na distribuição de água potável, no tratamento das águas pluviais e na consolidação no tratamento dos resíduos sólidos e do esgotamento sanitário”.

Quase 30 mil atendimentos já foram realizados - Foto: Divulgação

Para evitar aglomerações e minimizar os riscos de disseminação do novo coronavírus, o Detran.RJ implementou o sistema drive-thru em 20 postos de todas regiões do estado. Neste modelo, o usuário realiza todo o procedimento sem precisar sair do veículo. São 10 serviços disponíveis: Licenciamento Anual, Primeira Licença, Mudança para Placa Mercosul, Baixa e Inclusão de Alienação, Mudança de Cor, Alteração de Característica, Troca de Categoria, Alteração de Nome/Razão Social, Transformação de Combustível e Troca de Placa.

"Voltamos com os serviços para veículos, mas seguindo rigorosamente as medidas de prevenção e distanciamento, com base nos protocolos das autoridades de saúde. Iniciamos com 20 postos no modelo drive-thru e gradualmente vamos ampliando o número de postos e de vagas para garantir a segurança de todos. Portanto, caso o motorista não encontre vagas nesse primeiro momento, ele não deve se preocupar, pois todos os prazos foram prorrogados ou suspensos", explicou o presidente do Detran.RJ, Marcelo Braga Maia.

No último dia 22, o departamento iniciou a segunda fase do plano de retomada gradual das atividades. Desde então, o licenciamento anual voltou a ser oferecido mediante agendamento prévio e mais de 26 mil motoristas já conseguiram licenciar seus veículos, com rapidez e segurança. Nesta segunda-feira (06), com a ampliação da segunda fase, mais nove serviços relacionados à Diretoria de Veículos foram retomados no sistema drive-thru, totalizando, até agora, quase 30 mil atendimentos.

O corretor de seguros Nilton Boldrin foi um dos primeiros a fazer o serviço de baixa de alienação no posto da Barra da Tijuca nesta segunda-feira e comentou sobre o atendimento. "Achei tudo muito organizado e sem qualquer aglomeração. Inclusive fiquei sabendo agora que não vou precisar entrar na sala de atendimento para pegar o documento. Bem mais seguro", elogiou o morador do Recreio dos Bandeirantes.

"Esperava o retorno do serviço de primeira licença para emplacar minha moto. Fiquei sabendo pelas redes sociais do departamento que este serviço seria disponibilizado, entrei no site ontem e consegui agendar para hoje. Fiquei surpreso pela rapidez, qualidade do atendimento e por terem implantado um modelo que evita aglomerações", contou o maître Carlos Henrique da Silva.

Com exceção da troca de placa, todos os serviços drive-thru necessitam de agendamento pelo site (www.detran.rj.gov.br) ou pelo teleatendimento (21 3460-4040, 3460-4041 e 3460-4042).

O licenciamento anual também está disponível na sede do departamento, no Centro do Rio, e nas unidades do Rio Poupa Tempo de Bangu, São João de Meriti e Duque de Caxias. Nessas mesmas unidades, o usuário pode realizar a comunicação de venda, sem agendamento prévio. Na sede, nos postos e nas unidades do Rio Poupa tempo o funcionamento é das 10h às 16h.

Confira os postos drive-thru:

Região metropolitana- Barra da Tijuca, Ceasa, Haddock Lobo, Tubiacanga (Ilha do Governador), Santa Cruz, Vila Isabel, Reduc (Duque de Caxias), Nova Iguaçu, São João de Meriti, Niterói e São Gonçalo.

Demais Regiões- Angra do Reis, Paraíba do Sul, Volta Redonda, Petrópolis, Nova Friburgo, São Pedro da Aldeia, Campos, Macaé e Itaperuna.

Relembre o Calendário de Licenciamento Anual – 2020

Final de placas 0, 1 e 2: 31/08/2020

Final de placas 3, 4, 5 e 6: 30/09/2020

Final de placas 7, 8 e 9: 30/11/2020

Sobre a Vistoria

Por conta da pandemia do Coronavírus, o governador do estado suspendeu a exigência de vistoria para o licenciamento anual de 2020 dos veículos de carga, de transporte coletivo de passageiros, transporte escolar, e veículos rodoviários de passageiros. Dessa forma, nenhum veículo do Estado do Rio de Janeiro passará pelo procedimento de vistoria no serviço de licenciamento anual, neste período.

Exceto para os serviços de segunda via do CRV (Certificado de Registro do Veículo) e para Trocas de Propriedade, transferências de jurisdição (mudança no registro do estado) e de município, onde a vistoria continua obrigatória para todos os tipos de veículos.

Prazo deverá ser contado a partir da próxima quarta-feira - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A comissão especial da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) que analisa a denúncia de crime de responsabilidade contra o governador Wilson Witzel decidiu, por unanimidade, retomar a contagem do prazo de 10 sessões para que o chefe do Executivo apresente sua defesa. A decisão se baseou em um parecer da procuradoria da Casa e foi acatada pelos 23 deputados que participaram da reunião, realizada em sessão semipresencial nesta segunda-feira (6).

Com isso, a decisão será publicada no Diário Oficial do Legislativo desta terça-feira (7), quando os advogados do governador serão novamente notificados com a íntegra da decisão, do processo e peças anexas. O prazo deverá ser contado a partir da próxima quarta-feira (8).

A suspensão do prazo havia sido definida no dia 24 de junho, após solicitação feita pelos advogados do governador, até que fossem recebidas informações que foram solicitadas pela comissão para detalhar a denúncia. Na semana passada, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o compartilhamento de provas do inquérito que corre na corte sobre irregularidades na saúde estadual. Segundo o presidente do grupo, deputado Chico Machado (PSD), a negativa não influencia no processo.

“Como boa parte da documentação já era pública, decidimos retomar esse prazo, com base na Lei 1.079/50. A norma diz que deveríamos apresentar as provas ou indicar onde elas seriam encontradas, que foi o que fizemos”, disse Machado.

Na reunião de segunda-feira (6), os deputados decidiram incluir no processo a petição inicial da denúncia da Operação Favorito, disponibilizada pelo MPF; a decisão do ministro Benedito Gonçalves, do STJ, no pedido de busca e apreensão realizado em maio; os relatórios de pagamentos feitos pelo Estado ao Instituto Unir Saúde e Instituto de Atenção Básica e Avançada de Saúde (Iabas); os dados de receitas da campanha de Witzel no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e os contratos de gestão e aditivos pactuados com o Instituto Unir.

“Buscamos nos portais da transparência e outras informações públicas e conseguimos elencar um bom número de elementos que nos deem condições de produzir um bom relatório final”, declarou o relator da comissão, deputado Rodrigo Bacellar (PSD). O deputado também solicitou que sejam compartilhadas as informações colhidas pela comissão especial da Alerj que acompanha a atuação do governo contra a pandemia de coronavírus, em especial aquelas relacionadas ao processo de contratação entre o Executivo e o Iabas e aos relatórios da Controladoria-Geral do Estado sobre as irregularidades.

Prazos

Após o recebimento da defesa de Witzel, num prazo de até 10 sessões ordinárias do plenário da Alerj, a comissão especial terá mais cinco sessões para elaborar um parecer sobre a denúncia, que é levado a votação pelos 70 deputados. Os prazos serão contados no mês de julho, já que a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) não foi votada pelos deputados, o que, segundo a Constituição Estadual, impede que a Casa entre em recesso.Após o fim dos prazos de defesa e de produção do parecer, caso a denúncia seja aprovada pela maioria absoluta do do plenário (36 deputados), o governador é afastado e é formada uma Comissão Mista que decidirá sobre a perda de mandato. Essa comissão será composta por cinco parlamentares eleitos pela Alerj e cinco desembargadores do Tribunal de Justiça (TJ), sendo conduzida pelo presidente do TJ.

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