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Seg, Set

A suspensão das atividades presenciais foi solicitada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e aceita pelo Tribunal de Justiça (TJRJ) - Foto: Divulgação

O Ministério Público Federal (MPF) se opôs ao pedido da Prefeitura do Rio de Janeiro de suspensão da medida cautelar que proíbe o retorno das aulas presenciais nas escolas particulares do município. A suspensão das atividades presenciais foi solicitada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e aceita pelo Tribunal de Justiça (TJRJ).

Algumas escolas privadas reabriram, de forma facultativa, no dia 3 de agosto, após decreto autorizativo pela Prefeitura do Rio. No entanto, três dias depois, a Justiça do Rio determinou que as unidades permanecessem fechadas. O Executivo alega que a suspensão do retorno às aulas presenciais, foi uma interferência indevida do Poder Judiciário na esfera de competência do município, e que a suspensão causa “grave lesão à ordem pública, política, jurídica e administrativa, na medida em que atinge a ordenação da retomada das atividades sociais, empresariais e de serviço”.

Em documento enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral da República, Augusto Aras, afirma que a decisão da Justiça do Rio foi definida com base em estudos técnicos. O procurador alega que a ação originária evidencia a competência do STF para examinar o pedido de suspensão da liminar, já que utiliza como fundamento o princípio da separação de poderes e a competência concorrente dos entes federativos para dispor sobre o direito à educação e à saúde.

Pesquisa 'Adaptabilidade da Indústria Fluminense', feita pela Firjan, mostra que mudanças vieram para ficar - Foto: José Paulo Lacerda/CNI

A pandemia acelerou a transformação digital das indústrias fluminenses: 1 em cada 4 indústrias iniciaram vendas em canais digitais e, dessas, 84,6% pretendem mantê-las depois do fim da pandemia. Em função da crise do novo coronavírus, as empresas implantaram mudanças na operação (87,8%), nas relações de trabalho (75,3%) e nas estratégias de negócios (44,9%). 92,9% das indústrias planejam manter as mudanças realizadas em suas operações, como revisão das despesas operacionais, negociação com novos fornecedores, e otimização de logística /cargas.  

Os números constam da pesquisa Adaptabilidade da Indústria Fluminense, feita pela Firjan, com dados da Sondagem Industrial no 2º trimestre de 2020, que tem como objetivo compreender aspectos relacionados à cultura da empresa e às adaptações/mudanças realizadas pelas indústrias durante a pandemia e aquelas que pretendem ser mantidas após esse período. O resultado da pesquisa será apresentado no dia 24 de setembro (quinta-feira), às 17h, no Diálogos de Adaptabilidade, encontro promovido pela Casa Firjan, com transmissão on-line.

“A pesquisa mostra que as indústrias fluminenses têm se adaptado e implementado novas estratégias para se manterem competitivas e garantirem sua sobrevivência mesmo em cenário extremo e adverso. A pandemia exige reinvenção para superar a crise e essa é uma grande lição para as empresas: em um mundo em constante transformação não podemos pensar de forma linear é essencial se adaptar às mudanças”, afirma Joana Siqueira, coordenadora de pesquisas institucionais da Firjan.

O estudo quantitativo foi feito através de questionário estruturado via e-mail. A coleta de dados foi feita dos dias 1 a 13 de julho de 2020, sendo ouvidas 324 indústrias do Estado do Rio de Janeiro, dos setores da Indústria de Transformação e Indústria da Construção Civil, de pequeno (58,6%), médio (31,5%) e grande (9,9%) porte. A margem de erro é de 5 pontos percentuais. “Vemos que as indústrias conseguiram reagir às mudanças provocadas pela pandemia, sobretudo com um olhar interno, de revisão de seus custos e otimização de seus processos – essas foram as principais mudanças implementadas pela indústria fluminense. Mas não foi só isso, o momento também fez com que parte da indústria caminhasse para um posicionamento diferenciado e estratégico, buscando inovações nos canais utilizados, abertura de novos mercados e exploração de seu portfólio”, comenta Joana Siqueira.

Mudanças realizadas durante a pandemia: 

87,8% das indústrias fluminenses realizaram mudanças na operação, sendo a principal delas a revisão de despesas operacionais (77,4%). Outras mudanças foram negociação com fornecedores (26,4%) e otimização de logística/cargas (25,1%)

75,3% adotaram mudanças nas relações de trabalho como adoção de home office (62,2%) e flexibilização de horário de trabalho (56,8%)

44,9% realizaram mudanças na estratégia de negócios, como a adoção de vendas em canais digitais (24%), abertura de novos mercados (17%) e ajuste de portfólio de produtos (15,4%)

Mudanças que pretendem manter após a pandemia: 

9 em cada 10 indústrias fluminenses planejam manter mudanças realizadas em suas operações, como revisão de despesas operacionais (92,9%), negociação com novos fornecedores (90,4%) e otimização de logística /cargas (87,3%).  

54,7% das indústrias planejam manter o home office após o fim da crise da Covid 19 e 34,8%, a flexibilização de horário de trabalho 

94,5% das indústrias planejam manter as mudanças de estratégia de negócios, como abertura de novos mercados (87,1%), vendas em canais digitais (84,6%) e ajuste de portfólio de produtos (81,5).

Rio está em estágio de atenção desde às 8h15 desta terça-feira - Foto: Reprodução

O Rio de Janeiro entrou em estágio de atenção às 8h15 desta terça-feira (22). Desde a noite de segunda (21), a cidade enfrenta chuvas e ventos fortes em várias regiões. Em muitos bairros há bolsões d'água nas pistas, como na Barra da Tijuca, na zona oeste, e na Praça da Bandeira, na zona norte. Na Avenida Brasil, uma das principais vias da cidade, os motoristas também enfrentam problemas com a quantidade de água nas pistas.

Segundo o Centro de Operações da prefeitura do Rio (COR), por causa do acumulado de 24h foram acionadas sirenes na favela da Rocinha, na zona sul. O Alerta Rio informou que, neste momento, o núcleo de chuva permanece estacionário no Maciço da Tijuca, mas começa a perder intensidade gradualmente.

A previsão de chuva moderada a forte, com ventos moderados a fortes, continua ao longo desta terça-feira. De acordo com a Marinha, continua a ressaca no litoral do Rio e as ondas podem chegar a três metros. Por isso, a recomendação é não entrar no mar.

De acordo com o Centro de Operações, o estágio de atenção é o terceiro nível em uma escala de cinco e significa que uma ou mais ocorrências já impactam a cidade, afetando a rotina de parte da população.

Recomendações

A prefeitura pede que a população evite o deslocamento entre a tarde de hoje e madrugada de amanhã, não vá pelas regiões mais atingidas pela chuva, evite áreas sujeitas a alagamentos e/ou deslizamentos e não force a passagem de veículos em áreas aparentemente alagadas.

Em casos de ventos fortes e/ou chuvas com descargas elétricas, não se deve aproximar de árvores ou áreas descampadas. Nos pontos de alagamento, o melhor é não ter contato direto com postes ou equipamentos que possam estar energizados. O contato com a água de alagamentos também deve ser evitado porque a água pode estar contaminada e oferecer riscos à saúde.

Se houver sinais de rachaduras, trincas ou abalo na estrutura das residências, o morador precisa acionar a Defesa Civil pelo número 199 e evitar permanecer em casa. Moradores de áreas de risco precisam ficar atentos aos alertas sonoros, porque o acionamento das sirenes indica perigo de deslizamento.

As pessoas devem se deslocar para os pontos de apoio estabelecidos pela Defesa Civil Municipal. Os locais são informados pelo número 199. Em casos de emergência, ligue para os telefones 193 (Corpo de Bombeiros) e 199 (Defesa Civil).

O novo assessor é investigado pelo Ministério Público por envolvimento no esquema de corrupção que tem a participação da Organização Social Instituto Lagos Rio - Foto: Rafael Wallace/Alerj

O governador do Rio em exercício, Cláudio Castro, nomeou o ex-deputado estadual André Lazaroni (MDB), como assessor especial da Casa Civil. A medida foi publicada no Diário Oficial desta terça-feira (22).

O novo assessor é investigado pelo Ministério Público por envolvimento no esquema de corrupção que tem a participação da Organização Social Instituto Lagos Rio.

De acordo com investigações, Lazaroni tinha ligação direta com Sildiney Costa, que foi preso em junho deste ano durante a Operação Pagão, que investigava uma suspeita de desvios de mais de R$ 9 milhões na Saúde.

Lazaroni, que foi secretário de Esporte e Lazer no governo de Sérgio Cabral - assinou um contrato milionário com a empresa de Sildiney, a Ascagel.

O então secretário ainda autorizou dois aditivos, de mais de R$ 4 milhões. O objetivo do contrato era a gestão do complexo esportivo da Rocinha.

O Tribunal de Contas do Estado considerou os contratos e o edital irregulares, segundo apuração do Ministério Público.

A polícia descobriu um grupo de criminosos que controlava a região do Complexo do Jatobá - Foto: Divulgação

Policiais civis e militares fazem nesta terça-feira (22) uma operação para cumprir 29 mandados de prisão contra suspeitos de envolvimento com a venda de drogas ilícitas em Paraíba do Sul, no estado do Rio de Janeiro. Também estão sendo cumpridos 31 mandados de busca e apreensão.

A polícia descobriu um grupo de criminosos que controlava a região do Complexo do Jatobá. As drogas, vendidas nos bairros de Grama, Grotão, Jatobá, Morro da Alegria e Bela Vista, tinham etiquetas identificando o grupo criminoso.

O objetivo da ação é manter o baixo índice de letalidade no município. De acordo com a Polícia Civil, nos últimos três anos, as polícias civil e militar fizeram 45 operações integradas no município, que resultaram em 213 prisões.

Volta de horários anteriores à pandemia está entre reivindicações - Foto: Alex Ramos

Reclamações de superlotação nas barcas que fazem a travessia entre os municípios do Rio e Niterói, e para a Ilha de Paquetá, fizeram o vice-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Jair Bittencourt (PP), enviar ofício ao governador em exercício, Cláudio Castro (PSC), para que sejam realizadas fiscalizações nos horários de maior movimento. O deputado estadual justifica a necessidade de a concessionária que opera as barcas retornar com o número de embarcações e horários que vigoravam antes do isolamento social e medidas restritivas decorrentes da pandemia Covid-19.

Bittencourt afirma que após as flexibilizações a nível estadual e municipal, 80% das atividades econômicas já foram retomadas, com isso o fluxo de pessoas também aumentou nas barcas, ficando insustentável a continuidade dos horários pré-isolamento social.

“É inadmissível o que estamos vendo nas barcas de Niterói e Paquetá, lotação absurda, inclusive com passageiros sem assento, colocando em risco a saúde das pessoas porque ainda não superamos a contaminação do coronavírus”, diz Jair Bittencourt.

O parlamentar afirma que muitas queixas têm chegado ao seu gabinete, e no caso de Paquetá as denúncias são até de falta de embarcação em determinados horários. O deputado propõe que a Agetransp - agência reguladora dos serviços aquaviários - realize inspeções nos horários de 7h às 11h, e 16h às 20h.

“As fiscalizações vão constatar a falta de respeito que os passageiros das barcas estão enfrentando diariamente. Já passou da hora do Estado, através da Agetransp, agir, precisamos restabelecer os horários, para maior segurança e tranquilidade de quem usa as barcas para Niterói e Paquetá”, conclui Jair Bittencourt.

O Estado do Rio de Janeiro é o 2º maior produtor do país de flores, o símbolo da estação, com mais de 900 produtores - Foto: Moskow/Governo do Rio

Sai o inverno, entra o colorido da estação da renovação. Conhecida como estação das flores, é durante a primavera - que começa nesta terça-feira (22) - que as plantas saem do processo de dormência para entrar no processo vegetativo mais acelerado, por conta das altas temperaturas e da maior luminosidade, voltando ao seu vigor.
 
A expectativa da Secretaria de Estado de Agricultura do Rio é que haja um aumento de 60% no consumo de flores neste período, momento importante para recuperar o ano difícil que o setor atravessa em função da pandemia do novo coronavírus.
 
"As flores trazem boa energia, alegria e dão ao ambiente um colorido especial. O setor se apresenta como extremamente importante para a economia do nosso Estado, gera emprego, renda e apresenta um potencial enorme de desenvolvimento e crescimento. O trabalho da Secretaria de Agricultura, com apoio da Emater-Rio, segue intenso para manter os números da produção excelentes como o dos últimos anos", destaca o secretário de Agricultura, Marcelo Queiroz. 
 
O Estado do Rio de Janeiro é o 2º maior produtor do país de flores, o símbolo da estação, com mais de 900 produtores. A Secretaria de Agricultura, através do programa Florescer, atende aos produtores fluminenses, ajudando a compor toda a produção e melhorar a qualidade do produto.
 
"No nosso Estado são cultivadas diversas espécies e variedades, com destaque para a rosa, alstroemérias, crisântemos, gérberas e lírios. Nesta época do ano, ocorre a criação e renovação de jardins elaborados, é por isso que há uma perspectiva no aumento de venda tanto de planta ornamentais quanto de flores", diz a coordenadora do Programa Florescer, Nazaré Dias. 
 
Entre as principais regiões produtoras de flores no Estado, se destacam a Região Serrana com a floricultura de corte e clima temperado e a Região Metropolitana com a produção de flores tropicais de corte e plantas ornamentais. Juntas, concentram mais de 80% do número total dos produtores.
 
O Município de Nova Friburgo é o maior polo de produção de flores, a cidade é responsável por grande parte da produção estadual, com 200 agricultores em 230 hectares cultivados. Anualmente o município chega a produzir mais de 6 milhões de maços de flores de corte.
 
Produtor de flores há mais de anos 20 anos, Sr. Valdith, de Nova Friburgo, conta que a sua produção foi reduzida durante a pandemia. "Estamos passando por um período complicado, o produtor precisou abandonar a sua produção por conta da redução nas vendas. E mesmo sem eventos, esperamos que na primavera o aumento na procura de flores volte a crescer.” 
 
Tendo em vista que a floricultura é uma das atividades com grande impacto na economia do estado, além de ter enorme potencial de desenvolvimento, a Secretaria de Agricultura durante a pandemia atuou de diversas formas no sentido de apoiar o produtor, além de disponibilizar o Agrofundo Emergencial, crédito com juros baixos para ser utilizado em custeio da lavoura.
 
A presidente da Emater-Rio, Stella Romanos ressalta a importância da empresa vinculada a Secretaria de Agricultura, considerando que todos os projetos técnicos do Agrofundo são elaborados pelos profissionais da Emater-Rio. 
 
"Os funcionários estão envolvidos diretamente na relação com os produtores, elaborando as propostas, transformando em projetos e dando assistência técnica nas propriedades rurais beneficiadas", concluiu a presidente da Emater-Rio.
 
Até o momento, 17 municípios foram contemplados com o financiamento, com 125 contratos deferidos, totalizando mais de 1,3 milhões em recursos.

Witzel declara que sua trajetória política está apenas começando - Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O governador afastado do Rio, Wilson Witzel, afirmou que renunciará ao cargo. A declaração foi feita em sua conta no Twitter, na noite da última segunda-feira (21).

"Jamais renunciarei. Em 1 ano e 7 meses de gestão, fiz muito pelo Estado: salários em dia; ampliação dos programas de segurança; aumento da carga horária dos professores, investimentos robustos em ensino e pesquisa; dentre outras realizações", declarou.

O governador afastado nega ter cometido crime de responsabilidade.

"De todos os meus atos pegaram apenas um, que é juridicamente correto, e o associam a recebimento de valores, do que não há provas pelo fato de não ter ocorrido. Não há nenhuma relação com a Unir e as empresas contratadas pelo escritório da minha esposa", afirmou.

Na publicação, Witzel declara que sua trajetória política está apenas começando.

"A vida me forjou nos desafios. Menino pobre, orgulho de uma doméstica e de um metalúrgico. Resistirei. Politicamente, minha história está apenas começando. Juridicamente, minha absolvição e retorno imediato ao cargo no qual o povo me colocou é o único caminho possível", finalizou.

Wilson Witzel foi afastado do cargo de governador do Rio, no último dia 28, após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), durante a Operação Tris in Idem, um desdobramento da Operação Placebo, que investiga atos de corrupção em contratos públicos do governo do Rio de Janeiro.

No dia 17 deste mês, a Comissão Especial da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) que analisou o pedido de impeachment do governador Wilson Witzel aprovou, por unanimidade (foram 24 votos favoráveis), relatório pela admissibilidade da denúncia e a consequente autorização para prosseguimento do processo pela prática de crime de responsabilidade. A denúncia é baseada em supostos desvios financeiros cometidos por Witzel na área da Saúde, sobretudo junto a Organizações Sociais de Saúde (OSs) e na construção de hospitais de campanha para combate à pandemia do coronavírus.

Caso dois terços dos parlamentares (o equivalente a 47 deputados) votem favoráveis ao impeachment, a denúncia será encaminhada ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio (TJRJ) e Witzel será afastado por 180 dias após a formação de um tribunal misto de julgamento - composto por cinco deputados e cinco desembargadores - que realizará o trâmite final do processo.

Resultado final de julgamento deve sair na quinta-feira - Foto: Tania Rego / Agência Brasil

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, poderá se tornar inelegível, já para esta eleição, se for confirmado o resultado parcial do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), durante julgamento nesta segunda-feira (21). Seis dos sete desembargadores decidiram condenar o prefeito pela realização de um evento político ocorrido em 2018, quando funcionários públicos foram levados em carros oficiais da prefeitura. Um dos desembargadores pediu vista e o resultado final só será conhecido na sessão da próxima quinta-feira (24).

Os seis desembargadores votaram pela condenação de Crivella por abuso de poder político, pela participação de funcionários da Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb) em evento político, nas eleições de 2018, em apoio a seu filho, Marcelo Hodges Crivella, que concorria a deputado federal, mas não se elegeu. A condenação votada pela maioria prevê o pagamento de multa no valor de R$ 106 mil e à inelegibilidade pelos próximos 8 anos, a contar de 2018.

A prefeitura se manifestou em nota, adiantando que o prefeito vai recorrer da decisão: “O julgamento ainda não terminou. Após concluído e publicada a decisão, no prazo legal, a defesa do prefeito Marcelo Crivella entrará com recurso. O prefeito poderá participar do pleito”.

Em outro processo, referente ao encontro Café com a Comunidade, que ficou conhecido como Fale com a Márcia, o relator, desembargador Cláudio Del´Ortto, votou pela improcedência dos pedidos de condenação, sendo acompanhado pelos demais. Neste caso, a acusação era de que o prefeito teria oferecido em 2018 facilidades a pastores e líderes de igrejas, entre as quais cirurgias de cataratas e de varizes para fiéis, além de assistência a pastores que tivessem problemas com o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) em seus templos.

Até quem não tem experiência pode se inscrever, em busca de uma colocação - Foto: Marcelo Piu/Prefeitura do Rio

A Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Emprego e Inovação, disponibiliza nesta terça-feira (22) um total de 521 vagas para o mercado de trabalho. Até quem não tem experiência pode se inscrever, em busca de uma colocação.

Quem estiver no perfil sugerido deve enviar e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Para as vagas destinadas a pessoas com deficiência, os candidatos devem encaminhar mensagem para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Vale lembrar que as vagas podem expirar e sair do sistema em função da quantidade de encaminhamentos já realizados e/ou do fim do prazo estipulado pelo empregador.

Não há possibilidade de encaminhamento de pessoas sem deficiência para vagas exclusivas de pessoas com deficiência e reabilitadas do INSS.

Confira as oportunidades e observe a exigência de experiência, ao lado de cada vaga:

Pessoas sem deficiência

Fundamental Incompleto

Salgadeiro – Sim
Ocultar texto das mensagens anteriores

Chapeiro – Sim
Pizzaiolo – Sim

Fundamental Completo

Balconista de açougue – Sim
Balconista de salgado – Sim
Operador de loja ( repositor e estoque) – Sim
Operador de frutas, legumes e verduras – Sim
Operador de perecíveis – Sim
Operador de prevenção de perdas – Sim
Cozinheiro – Sim
Ajudante de cozinha – Sim
Operador de estacionamento – Sim
Devolução – Sim
Auxiliar de monitoramento – Sim
Operador de empilhadeira – Sim
Separador de coleta – Sim
Auxiliar de limpeza – Sim
Motorista de caminhão – Sim

Médio Completo

Auxiliar de logística – Sim
Técnico de Manutenção de Elevadores – Sim
Operador de Telemarketing – Não
Operador de caixa – Sim
Prevenção de perdas – Não
Auxiliar de loja – Não

Vagas exclusivas para pessoas com deficiência e reabilitados do INSS

Fundamental Incompleto

Empacotador – Não
Auxiliar de Produção (reciclagem) – Não
Operador de supermercado – Não
Auxiliar de Serviços Gerais – Sim
Auxiliar de Serviços Gerais – Não

Fundamental Completo

Balconista de laticínios – Não
Eletricista – Sim
Mecânico Refrigeração – Sim
Mecânico Industrial – Sim
Encanador Industrial – Sim
Torneiro Mecânico – Sim
Serralheiro – Sim
Pintor Industrial – Sim
Operador de Utilidades (Produção e distribuição de vapor, gás,
óleo, combustível, energia, oxigênio) – Sim
Deposista/Carregador – Não
Enfestador (Roupas) – Sim
Auxiliar de frente de caixa – Sim
Frentista – Não

Médio Incompleto

Empacotador – Não

Médio Completo

Auxiliar Administrativo – Sim
Revisor (produto acabado) – Sim
Atendente de E-commerce (atendente de informações
(telemarketing) – Sim

Superior Incompleto

Estágio informática – Não

Superior Completo

Programador – Sim.

Medida foi estabelecida pelo MPRJ - Foto: Divulgação

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Petrópolis, ajuizou ação civil pública contra o Município de Petrópolis e a Companhia Petropolitana de Trânsito e Transporte (CPTRANS) para que seja restabelecida a frota integral de ônibus nas ruas da cidade, com todos os horários, viagens, linhas e itinerários disponíveis antes da pandemia de Covid-19.

A ação narra que as medidas de isolamento social resultaram, em um primeiro momento, na redução da demanda pelo serviço público de passageiros por ônibus na cidade - acarretando na diminuição na oferta. Desde junho, no entanto, deu-se início ao processo de flexibilização do isolamento social e retomada das atividades econômicas, estando, atualmente, praticamente todas as atividades socioeconômicas já em funcionamento. Ocorre que, apesar do consequente aumento na demanda, ainda não há oferta integral do serviço, com diversas linhas circulando com horários e frota reduzida e outras simplesmente suprimidas.

Segundo o MPRJ, a redução de oferta no serviço (menos veículos, menos horários, menos passageiros por veículo) vem causando filas e aglomerações nos pontos de ônibus e terminais rodoviários, acarretando riscos à saúde dos usuários do sistema de transporte e à saúde coletiva, ante o incremento da transmissibilidade do vírus. O MPRJ também ressalta que o aumento do tempo de espera decorrente da redução da oferta, a supressão de linhas e a alteração de itinerários causa danos aos usuários, configurando falha na prestação do serviço, por violação à eficiência, comodidade e continuidade.

Diante dos fatos, o MPRJ requer que o Município de Petrópolis e a CPTRANS sejam condenados a restabelecer a situação anterior no que se refere ao sistema público de transporte público coletivo por ônibus em Petrópolis, determinando e garantindo que as prestadoras do serviço operem com frota integral e com observância de todos os horários, viagens, linhas e itinerários estabelecidos anteriormente à pandemia, respeitando-se as normas de distanciamento social, enquanto vigentes. Requer, ainda, o pagamento de multa em valor não inferior a R$ 300 mil, por eventual descumprimento das medidas. A ação foi recebida pelo Juízo da 4ª Vara Cível da Comarca de Petrópolis.

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