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Sex, Jul

A reabertura seguirá um planejamento em quatro fases, considerando as particularidades de cada espaço e serviço - Foto: Divulgação

O Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ) inicia a reabertura gradual de suas atividades na próxima quinta-feira (9). O local está fechado para visitações desde o dia 17 de março por conta da pandemia da covid-19. 

Segundo a direção do Jardim Botânico, a reabertura seguirá um planejamento em quatro fases, considerando as particularidades de cada espaço e serviço e a adequação de sua oferta às determinações das autoridades competentes.

A principal medida para controlar o fluxo de entrada e evitar aglomerações será o agendamento das visitas. Os visitantes deverão agendar data e horário pelo sistema que está disponível no site do Jardim Botânico.

Neste primeiro momento, a entrada será feita exclusivamente pelo portão da Rua Jardim Botânico, 1008, onde há mais espaço e condições para uma recepção controlada. O Arboreto (parque), o Cactário e o Bromeliário estarão abertos. Outras coleções e espaços com algum grau de confinamento, como o Orquidário e o Museu, permanecerão fechados.

Os bebedouros estarão lacrados e é recomendável que os visitantes tragam suas garrafinhas de água. Mais informações sobre o que estará aberto ou fechado serão disponibilizadas no site e nas mídias sociais do JBRJ.

Servidores e colaboradores que trabalham atendendo diretamente ao público estão recebendo treinamento para lidar com a nova situação. O JBRJ também está fazendo a aquisição de itens para segurança sanitária e Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para as equipes e instalando nova sinalização para orientar o fluxo de pessoas, entre outras providências.

A presidente do JBRJ, Ana Lúcia Santoro, ressalta que a instituição está preparada, mas é fundamental o engajamento e a colaboração de todos para o cumprimento das determinações e orientações, com respeito às Regras de Ouro definidas pela Prefeitura, bem como às normas estabelecidas pela direção do Jardim Botânico.

“Dessa forma vamos, de maneira responsável, poder contar com o importante serviço que uma área verde urbana como a do JBRJ pode fornecer à população neste momento, sendo espaço de lazer e entretenimento ao ar livre e em contato com a natureza”, afirma Santoro.

Os outros setores da instituição continuarão funcionando em trabalho remoto, seguindo as diretrizes do Ministério do Meio Ambiente e do Ministério da Saúde.

Nova trilha e mais informação

Duas novidades que os visitantes poderão aproveitar na reabertura são a nova Trilha da Mata Atlântica e as placas das famílias botânicas.

A Trilha da Mata Atlântica passa por 27 espécies desse bioma que fazem parte da coleção viva do Jardim. Entre elas, algumas são emblemáticas, como o pau-brasil (Paubrasilia echinata), a pitangueira (Eugenia uniflora), o ipê-roxo (Handroanthus heptaphyllus) e a paineira (Ceiba speciosa). A Trilha foi inaugurada de forma virtual no Dia da Mata Atlântica (27/5) e agora os visitantes poderão ver de perto esses importantes representantes da flora brasileira.

O Arboreto também se preparou para este momento com placas informativas acerca das sete famílias de plantas mais representativas nos canteiros do JBRJ e que se destacam na flora brasileira: Araceae, Arecaceae, Bignoniaceae, Moraceae, Malvaceae, Fabaceae e Myrtaceae.

As placas trazem fotos e informações sobre a distribuição dessas famílias no mundo e no Brasil, o quantitativo de espécies, as utilidades, nomes populares mais conhecidos e características mais marcantes, juntamente com mapa indicando a localização principal da família e de exemplares cultivados no Arboreto. Tudo pensado para informar com mais qualidade e aprimorar a experiência de visitação ao JBRJ.

Com o preso, os policiais federais encontraram inúmeros arquivos com cenas de violência sexual contra crianças - Foto: Divulgação

A Polícia Federal prendeu em flagrante, um homem de 68 anos, em Campo Grande, Zona Oeste do Rio, na manhã desta segunda-feira (6). A ação cumpriu mandado de busca e apreensão, expedido pela 3ª Vara Criminal Federal do Rio.

Com o preso, que morava e cuidava de uma escola desativada, os policiais federais encontraram inúmeros arquivos com cenas de violência sexual contra crianças, motivo pelo qual foi preso em flagrante delito como incurso nas penas previstas no artigo 241-B do ECA, reclusão de 1 a 4 anos.

As investigações conduzidas pelo Grupo de Repressão aos Crimes Cibernéticos (GRCC) tiveram início esse ano e constataram que o investigado, além de armazenar, disponibilizava e transmitia arquivos com cenas de abuso e de exploração sexual de crianças e adolescentes, pela internet, em rede internacional.

Todo o material apreendido será encaminhado para a realização de exames periciais, de forma a se constatar se ele também praticava outros crimes, como a produção dos referidos arquivos, crime previsto no 241-D do ECA - Estatuto da Criança e Adolescente - bem como de estupro de vulnerável, previsto no artigo 217-A do código penal.

Denúncias podem ser feitas através de um número de Whatsapp que funciona 24 horas por dia - Foto: Divulgação

Criado há quatro meses, o Brigada do Patrimônio tem se tornado um canal importante para a preservação histórica do Estado do Rio de Janeiro. Em um período de pandemia do novo coronavírus, o Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) tem recebido diversas denúncias dos colaboradores do movimento, através do número (21) 98913-1561, que também possui o serviço de WhatsApp e funciona 24 horas por dia.

Nos últimos dias, por exemplo, o Brigada do Patrimônio recebeu uma denúncia de vandalismo na estátua de João Caetano, próxima à Praça Tiradentes, no Centro. Inaugurado em 3 de maio de 1891 e levado para a frente do Teatro João Caetano em 1916, o monumento estava solto da sua base, perto de ser removido. O Inepac passou a informação para as outras autoridades, entre elas a Prefeitura do Rio, que encaminhou uma equipe da Secretaria de Conservação para fazer o reparo. No total, o Brigada recebeu mais de 30 denúncias parecidas com essa.

"Estamos recebendo muitas denúncias de postagens em redes sociais, principalmente no Twitter e Facebook, de ameaças a monumentos na cidade do Rio. Quando isso acontece, verificamos a veracidade das informações e preparamos um relatório, que é passado para o Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual, aos órgãos de segurança, como a Polícia Militar e também à Prefeitura. Essa união de forças tem sido importante no combate ao vandalismo", disse Claudio Prado de Mello, diretor-geral do Inepac. 

O Brigada do Patrimônio é um sistema voluntário e colaborativo, envolvendo membros de todo o estado que estão sendo credenciados. Atualmente, há 1.677 bens tombados em todo o estado. Além do canal de denúncias, o Inepac tem realizado debates em suas redes sociais. Neste mês, virtualmente, Claudio Prado de Mello recebeu o escritor e jornalista Laurentino Gomes e o historiador e professor de Direito Diogo Guagliardo Neves para um debate sobre a preservação dos monumentos históricos.

De 70 deputados da Alerj, 69 votaram a favor da abertura do impeachment de Witzel - Foto: Divulgação

A comissão especial da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) que analisa o processo de impeachment do governador Wilson Witzel discute nesta segunda-feira (6) se irá retomar o prazo de 10 sessões para a defesa do impeachment.

No último dia 24, a comissão decidiu suspender a contagem de prazo até que informações do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que embasaram a investigação chegassem. Com isso, o prazo das 10 sessões ordinárias do impeachment só passa a contar a partir da chegada da documentação.

A decisão, proposta pelo relator, Rodrigo Bacellar (SDD), obteve 24 votos, do total de 25 parlamentares integrantes da comissão, com uma ausência.

A deliberação foi tomada um dia após a defesa do governador ter ingressado com pedido de suspensão do processo, alegando que há cerceamento do direito de defesa e que o rito na Alerj carece de definição.

De 70 deputados da Alerj, 69 votaram a favor da abertura do impeachment de Witzel. A decisão pela abertura ou não do processo de impeachment poderia ter sido dada apenas pelo presidente da Alerj, André Ceciliano, que preferiu decidir com os outros parlamentares.

O governador era alvo de 14 pedidos de impeachment, que ganharam força após as diligências da Operação Placebo, da Polícia Federal, que investiga desvios de recursos e fraudes em processos de licitação para compra de equipamentos e insumos destinados ao combate à covid-19 no Rio de Janeiro.

Os parlamentares alegam que o governador cometeu crime de responsabilidade ao faltar com probidade na administração pública. Além disso, deputados denunciam suposto vínculo de Witzel com o empresário Mário Peixoto, preso na Operação Favorito que investiga uma organização criminosa que é acusada de desviar R$ 3,95 milhões dos recursos públicos da saúde.

 

Rota da Leitura já percorreu bairros das Zonas Sul, Norte e Oeste, valorizando e divulgando a corrente solidária em prol do incentivo ao hábito da leitura - Foto: Divulgação/Gui Maia

Mais de quatro mil livros doados em apenas um mês. Exemplares que serão ferramentas para a libertação de livros e montagem de salas de leitura em diversas ações pelo estado. Lançado no dia 4 de junho pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (Sececrj), o Rota da Leitura já percorreu bairros das Zonas Sul, Norte e Oeste, valorizando e divulgando a corrente solidária em prol do incentivo ao hábito da leitura. No total, foram 4.011 livros neste período. 

Após o carro buscar os livros nas casas dos doadores, a Superintendência de Leitura e Conhecimento da Sececrj faz a triagem de todo o material na Biblioteca Parque Estadual, realizando a higienização e classificando por segmento. Na lista estão clássicos como “Mundo de Sofia”’ Memórias Póstumas de Brás Cubas” e “O Pequeno Príncipe” e o best seller “Uma Breve História da Humanidade”. 

"Livros foram feitos para serem lidos, é com essa ideia que pessoas estão se voluntariando e doando livros, criando uma grande corrente literária", conta Pedro Gerolimich, superintendente de Leitura e Conhecimento da Sececrj. 

Para se inscrever, os interessados em doar livros para o projeto podem entrar em contato pelo Whatsapp (21) 99906-3675 ou pela internet no link. São aceitos no roteiro a ser traçado no mínimo 10 livros, que podem ser de qualquer estilo, tem que estar em bom estado de conservação e não pode apenas ser didático (caráter pedagógico utilizado nas escolas). O material, que será higienizado, vai ser utilizado em ações em locais com baixos índices de leitura e pouca oferta de equipamentos culturais. Os doadores vão ganhar um Diploma de Amigo da Leitura.

"Temos um carinho muito especial com esse projeto e ficamos felizes com a boa aceitação. São mais de quatro mil livros que serão importantes para incentivar a leitura em todo o estado. E reforçamos que as inscrições estão abertas e todos podem doar", disse a secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros.

Maioria das multas foi por falta de higiene, funcionamento irregular e aglomeração - Foto: Divulgação

A Prefeitura do Rio, por meio da Subsecretaria de Vigilância Sanitária, inspecionou 180 pontos comerciais e aplicou 132 multas nos três primeiros dias da Fase 3A do Plano de Retomada. Os números se referem a ações realizadas de quinta-feira (2), até a madrugada de domingo (5). Integram os comboios da Vigilância (vinculada à Secretaria Municipal de Saúde) equipes da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), Guarda Municipal e Subsecretaria de Licenciamento, Fiscalização e Controle Urbano da Secretaria Municipal de Fazenda, com apoio da Polícia Militar.

Do total dessas operações, 108 foram realizadas em bares e restaurantes, com cinco interdições e 56 multas, a maioria por falta de higiene, funcionamento irregular e aglomeração. No sábado, as equipes inspecionaram 53 estabelecimentos dos setores que voltaram a funcionar na quinta: academias, estúdios de tatuagem e depilação e os comércios de alimentos.

Entre os comércios, 29 foram bares e restaurantes, sendo sete na Avenida Olegário Maciel, na Barra da Tijuca, onde o restaurante do número 120 foi interditado e multado por aglomeração e falta total de higiene, principalmente, nos banheiros e na cozinha. O restaurante recebeu também um termo de intimação para a readequação das instalações e teve apreendidos 97 quilos de carnes e queijos impróprios ao consumo.

"Constatamos diversas irregularidades neste estabelecimento. Na parte estrutural identificamos pontos de infiltração, buracos na parede, falta de dispensadores de sabão e álcool gel para a higiene dos funcionários. Além disso, encontramos uma grande quantidade de alimentos sem procedência e com data de validade vencida, resultando não só na interdição como na apreensão e inutilização dos produtos", ressaltou Flávio Graça, superintendente de Educação e Projetos da Vigilância Sanitária.

Desde quinta-feira, os comboios passaram por quase 30 bairros, como Leblon, Botafogo, Barra da Tijuca, Jacarepaguá, Tijuca, Bangu, Bonsucesso e Campo Grande. O foco principal das ações é conferir se as medidas higiênico-sanitárias para o combate à Covid-19 estão sendo cumpridas. Incluindo o distanciamento de dois metros entre pessoas e mesas, o uso de máscara e a disponibilidade de insumos para a higienização das mãos, como sabonetes líquidos nos lavatórios e de álcool 70% em gel nas áreas de circulação de funcionários e de clientes.

Balanço geral da fiscalização
A Prefeitura do Rio vem reforçando desde 18 de março as fiscalizações de enfrentamento à Covid-19. Nesse período, foram inspecionados mais de 40 mil estabelecimentos, com mais de 3.500 multas aplicadas. Do total de vistorias, 5.157 foram feitas pela Vigilância Sanitária. As demais foram conduzidas pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), com a Guarda Municipal, Subsecretaria de Licenciamento, Fiscalização e Controle Urbano da Secretaria Municipal de Fazenda e também a Vigilância, que ressalta a importância da população colaborar, sempre registrando as irregularidades na Central 1746.

Força-tarefa da Seop na Zona Oeste
Também no sábado (4), por meio da força-tarefa conduzida pela Seop, as equipes operacionais suspenderam as atividades de 43 de 99 estabelecimentos fiscalizados na Zona Oeste. E orientaram 15 ambulantes não autorizados a se retirar das vias.

Realizada com agentes da Guarda Municipal, da Secretaria Municipal de Fazenda e Comlurb e apoio da Polícia Militar, a ação durou até a madrugada deste domingo, em áreas de Bangu, Campo Grande e Padre Miguel. Foram fiscalizados pontos comerciais como áreas do calçadão de Bangu e entorno, com a intensificação das inspeções em bares e restaurantes de ruas como a Figueiredo Camargo (Ponto Chic, em Padre Miguel) e ainda a Rio da Prata e a Praça Mario Valadares, ambas em Campo Grande.

A maioria dos estabelecimentos fechados desrespeitava o horário de funcionamento (até 23h) ou provocava aglomeração. Os agentes também orientaram bares e restaurantes sobre o correto distanciamento das mesas e o uso permitido da via pública.

Ações do Controle Urbano
Os agentes da Subsecretaria de Licenciamento, Fiscalização e Controle Urbano, da Secretaria de Fazenda, participaram de ações na Tijuca, Barra da Tijuca e Campo Grande. Eles fiscalizaram o uso de mesas e cadeiras em 25 estabelecimentos nas ruas Armando Lombardi, Érico Veríssimo e Olegário Maciel, na Barra. Na Praça Varnhagem, na Tijuca, outros seis estabelecimentos foram vistoriados. As multas nesses casos variam de R$ 133,73 a R$ 4.457,97. Os agentes de controle urbano também participaram das ações em Campo Grande, onde uma barraca foi desmontada.

A Subsecretaria reforça que apenas ambulantes autorizados podem trabalhar com o comércio de rua na cidade. Os não legalizados são orientados pelos agentes a desocuparem a via pública, com o risco de terem a mercadoria apreendida.

Atuação da Guarda Municipal
Em Copacabana, na Zona Sul, guardas municipais atuaram na orientação e dispersão de pessoas aglomeradas em calçadas e bares das ruas Rodolfo Dantas, Miguel Lemos, Sá Ferreira e Almirante Gonçalves.

No Leblon, um bar na Rua Dias Ferreira foi notificado por ocupação irregular da calçada e outro, na Avenida Ataulfo de Paiva, foi fechado por estar em funcionamento após o horário permitido (23h).

Em Cascadura, na Zona Norte, os guardas municipais registraram infrações sanitárias em um bar na Rua Ernani.

Foram aplicadas infrações sanitárias em estabelecimentos comerciais e pedestres nos bairros do Flamengo, Laranjeiras e Urca, na Zona Sul; Madureira, Ilha do Governador e Méier, na Zona Norte; Taquara e Barra da Tijuca, na Zona Oeste; e na região do Porto Maravilha.

Em Campo Grande, os guardas impediram a montagem de uma feira não autorizada. Também foram feitas ações de orientação a pedestres na
na orla da Zona Sul.

Em Higienópolis e na Quinta da Boa Vista e no Porto Maravilha, as equipes emitiram mais de 20 Termos de Constatação de Infração Sanitária a cidadãos e estabelecimentos comerciais.

Objetivo da pesquisa era verificar se a prática de exercícios estava de fato sendo algo positivo durante o confinamento - Foto: Divulgação

Praticar exercício é um hábito saudável, mas em tempos de distanciamento social e maior dificuldade para manter uma rotina de atividades físicas, a preocupação com a boa forma pode não estar sendo benéfica à saúde mental da população. Esta é uma das conclusões a que chegaram pesquisadores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), da Universidade Federal do Ceará (UFCE) e da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), que se uniram para realizar a pesquisa on-line “Efeitos da atividade física e do exercício sobre o bem-estar no contexto da pandemia de Covid-19”, entre os dias 31 de março e 02 de abril.

O estudo nacional ouviu 592 pessoas de todas as regiões do país e de quase todos os estados. Para participar, era preciso ter mais de 18 anos e estar em isolamento social por pelo menos uma semana. Entre os respondentes, 63% são mulheres e 37% são homens.

De acordo com Alberto Filgueiras, professor do Instituto de Psicologia da Uerj e coordenador do Laboratório de Neuropsicologia Cognitiva e Esportiva (LaNCE), o objetivo da pesquisa era verificar se a prática de exercícios estava de fato sendo algo positivo durante o confinamento.

"Os indivíduos sedentários que passaram a se exercitar só agora na quarentena apresentaram piores níveis de bem-estar emocional (22%) do que os que sempre fizeram atividade. Da mesma forma, aqueles que já praticavam exercício regularmente mas aumentaram a intensidade dessas atividades também tiveram baixos índices de bem-estar emocional (26%)", afirma Filgueiras.

Para ele, o que fica claro é a importância de não se alterar drasticamente a rotina e os hábitos de antes da quarentena, pois essa mudança gera mais ansiedade e, consequentemente, mais adoecimento mental. Outro ponto importante é a necessidade de se recorrer à ajuda de profissionais especializados para a prática das atividades físicas. Um dado que chama a atenção é a procura por aplicativos e vídeos no YouTube para a realização de exercícios.

Antes da pandemia, apenas 4% dos pesquisados faziam uso desses recursos na hora de se exercitar. Agora, em isolamento social, 60% recorreram às ferramentas tecnológicas. Para Filgueiras, o tratamento não individualizado oferecido pelos aplicativos contribui para os baixos níveis de bem-estar apresentados por esses grupos.

"Da mesma forma que muita gente recorreu a atendimento psicológico on-line, seria fundamental também que as pessoas enxergassem que praticar exercício é bom para a saúde, mas é preciso um olhar mais direcionado ao seu perfil e às suas necessidades, principalmente nesse momento", ressalta o professor.

Conforme o estudo, a mudança no estilo das atividades também impactou negativamente o nível de bem-estar mental em geral. Antes da pandemia, 27% das pessoas mantinham atividades ao ar livre e, depois, apenas 3%. Os exercícios praticados antes da quarentena que envolviam contato físico, como esportes coletivos, academias e natação, foram substituídos por treino de força, que passou de 5,2% para 13,9%, e treinamento funcional, que aumentou de 4,4% para 49,3%.

"Quem manteve o mesmo estilo de atividade foi menos impactado negativamente, reforçando mais uma vez que a quarentena não é o momento para se fazer mudanças abruptas no estilo de vida", conclui Filgueiras.

Acusado foi preso na tarde de domingo (5) - Foto: Divulgação/Polícia Civil

Policiais Civis prenderam, na tarde de domingo (5), um homem, que é condenado a nove anos de prisão por estuprar um menino de 13 anos. De acordo com a investigação, o acusado oferecia pequenas quantias em dinheiro para a vítima, para que ela não contasse a ninguém sobre os abusos.

O caso, que aconteceu no ano de 2011, foi apurado pela Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV). Desde sua condenação, Francisco Rodrigues da Costa, conhecido como Valdizá, de 44 anos, estava foragido, com mandado de prisão oriundo de sentença condenatória pendente.

A especializada apurou que, aproveitando a amizade e confiança que mantinha com a avó materna da vítima, que era vizinha do autor, na Favela de Manguinhos, Zona Norte do Rio de Janeiro, Valdizá passou a aliciar o menor e praticar os abusos sexuais com frequência. As investidas aconteciam na própria casa da avó, aproveitando circunstâncias favoráveis e momentos de distração para que ela não percebesse.

O acusado ainda trocava o silencio do menor por pequenas quantias em dinheiro, o que manteve os abusos em sigilo por um longo período.

Na tarde de domingo, policiais da especializada localizaram o foragido da justiça em uma barraca de camelô instalada em frente ao Hospital Souza Aguiar, Centro do Rio de Janeiro. Encaminhado ao sistema penitenciário ele iniciará o cumprimento da pena imposta pela justiça.

O prêmio reconhece os esforços para um futuro mais sustentável e a qualidade dos dados do Sistema de Monitoramento das Mudanças Climáticas da prefeitura - Foto: Hudson Pontes/Prefeitura do Rio

A Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da Coordenadoria Geral de Relações Internacionais (CGRI), lançou a iniciativa “Rio+Internacional contra a COVID-19”, após a confirmação dos primeiros casos da doença na cidade e a implementação do estado de emergência no município.

Através de diálogo com cidades internacionais que enfrentavam o aumento do número de casos confirmados e com redes de cidades parceiras, buscou-se fortalecer a cooperação internacional por canais de intercâmbio de boas práticas. Desde o início da pandemia, estão sendo realizados encontros virtuais entre a Secretaria Municipal de Saúde, a Defesa Civil e o Centro de Operações Rio, com o apoio da CGRI, e a participação de cidades asiáticas, europeias e americanas para a troca de experiências.

Com a implementação de novas medidas na Cidade, a CGRI divulgou as ações municipais tomadas para conter a disseminação do vírus em canais de comunicação e relatórios de organizações multilaterais e redes de cidades. As iniciativas do município tiveram destaque em documentos e plataformas da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), da União de Cidades Capitais Ibero-americanas (UCCI), da rede Metropolis, do Grupo C40 de Grandes Cidades na Liderança do Clima, da rede Governos Locais pela Sustentabilidade (ICLEI), da Aliança Euro-Latino-Americana de Cooperação entre Cidades (AL-LAS) e da iniciativa Urban-20 (U20), que reúne cidades dos países do grupo econômico G20.

Em junho, a Cidade do Rio foi premiada pelo Desafio das Cidades pelo Planeta, realizado pela ONG WWF e a rede Governos Locais pela Sustentabilidade (ICLEI), que reforça o papel de destaque internacional da municipalidade. O prêmio reconhece os esforços para um futuro mais sustentável e a qualidade dos dados do Sistema de Monitoramento das Mudanças Climáticas da Prefeitura do Rio.

Captação de doações e cooperação técnica internacional

A CGRI tem orientado sua atuação para apoiar a resposta municipal à pandemia e diminuir seus impactos com o intuito de captar recursos e doações de cidades parceiras, consulados, câmaras de comércio, empresas e pessoas físicas. Os materiais angariados são distribuídos entre as redes de saúde e assistência social do município diretamente implicados na resposta à pandemia da Covid-19. Até o dia 04 de junho, foram contatadas 98 cidades internacionais, 67 empresas, 22 associações de classe, representações diplomáticas e consulados.

Mais de 518 mil itens já foram arrecadados como máscaras, álcool gel e equipamentos de proteção individual (EPI), além de outros produtos, como tablets a serem usados por pacientes para contato com seus familiares durante a internação hospitalar, e demais serviços tecnológicos para apoiar a oferta de serviços públicos de modo virtual.

Projeto foi aprovado dentro da chamada emergencial em uma parceria com a Secretaria Estadual de Saúde para o enfrentamento da pandemia - Foto: Divulgação

A Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) liberou mais de R$ 250 mil para o Laboratório de Biologia Molecular (LBM), do Instituto de Pesquisas Biomédicas (IPB), do Hospital Naval Marcílio Dias. Os recursos serão investidos na criação do Núcleo de Apoio à Pesquisa Clínica em Covid-19.

O projeto foi aprovado dentro da chamada emergencial em uma parceria com a Secretaria Estadual de Saúde para o enfrentamento da pandemia. Até o momento, a Faperj já investiu R$ 10 milhões e redirecionou outros R$ 25 milhões para Covid-19.

"O apoio da Faperj para o Hospital Naval Marcílio Dias mostra que o objetivo da Chamada B para projetos em “fast track” está sendo atingido. Em menos de dois meses, o projeto foi submetido, avaliado, aprovado e financiado. O diagnóstico molecular da Covid-19 é um dos calcanhares de Aquiles do combate à doença. O projeto permitirá o diagnóstico precoce e o rastreamento dos contatos", afirmou o presidente da fundação, Jerson Lima Silva.

Coordenado pela pesquisadora primeiro-tenente Shana Barroso, o projeto financiará o estudo com amostras e dados clínicos e epidemiológicos. Desde fevereiro o LBM recebeu mais de 1.600 pacientes positivos para SARS-CoV-2. Além do detecção viral, via RT-PCR, o IPB realiza pesquisas sobre o novo vírus e colabora com várias instituições do Rio de Janeiro, compartilhando amostras e dados.

O grupo de pesquisa do Hospital Marcílio Dias possui, além dos resultados de testagem, dados clínicos e exames de imagem e laboratoriais altamente rastreáveis. Assim, pretende utilizar a coleta destes dados para estudos epidemiológicos, consolidando assim o novo centro de pesquisa clínica em Covid-19.

A virologista ressalta a importância dos centros hospitalares na prática da pesquisa clínica e destaca as colaborações já existentes com grupos de pesquisa da Uerj, UFRJ, Fiocruz, Inmetro, UFF e UFRRJ. Com o novo aporte, o centro de pesquisa do Marcílio Dias poderá traçar novas parcerias e linhas de pesquisa.

O Hospital é hoje composto por 620 leitos, 82 consultórios, 41 clínicas/serviços e equipamentos médicos de última geração, sendo responsável pelo atendimento aos militares da Marinha do Brasil e seus dependentes, realizando aproximadamente 15.000 cirurgias/ano e exames complementares superior a 1.000.000/ano.

Capital continua com o maior número de óbitos - Foto: Divulgação

O estado do Rio de Janeiro registrou, até este domingo (5), 10.667 mortes provocadas pelo novo coronavírus (covid-19), entre os 121.292 casos confirmados. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES), ainda há 1.025 óbitos em investigação e 301 foram descartados. A secretaria informou também que nos casos confirmados, 97.719 pacientes se recuperaram da covid-19. 

O boletim de ontem (4) indicava 120.428 casos confirmados e 10.624 vítimas no estado. Também ontem, ainda havia 1.029 óbitos em investigação e 299 tinham sido descartados. Entre os casos confirmados, 99.805 pacientes tinham se recuperado da doença.

Capital

Entre as 10.667 vítimas da covid-19 registradas até hoje (5), a capital continua com o maior número de registros (6.898), seguido de São Gonçalo (478), na Região Metropolitana; Duque de Caxias (456).

Nova Iguaçu (351) e São João de Meriti (242), na Baixada Fluminense. Niterói também na Região Metropolitana confirmou 232 mortes.

Já nos casos confirmados, a capital também está na frente (60.233), mas em segundo vem Niterói (6.701). São Gonçalo, que é o segundo município com número de mortes, nos confirmados está em terceiro (5.673), seguido de Nova Iguaçu (3.480) e Duque de Caxias (3.353).

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