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Chances são para as prefeituras de Itaboraí, Rio das Ostras e Barra Mansa - Foto:

O estado do Rio de Janeiro conta atualmente com 1.870 vagas abertas em concursos, com oportunidades para níveis fundamental, médio, técnico e superior. Os salários podem chegar até R$ 7.583,93.

A Prefeitura de Barra Mansa, no sul do estado, está com 1.077 vagas abertas distribuídas entre postos da administração direta, indireta, fundacional e autárquica do município, além de mais 4 vagas para o cargo de procurador. As inscrições podem ser feitas até o dia 1° de outubro. Para as vagas de nível fundamental, a taxa de inscrição custa R$ 58,40. Para cargos de nível médio ou técnico, a taxa é de R$ 88,60 e cargos de nível superior de R$ 99,50. De acordo com o cronograma oficial, as provas objetivas estão previstas para serem aplicadas em dois turnos do dia 22 de novembro.

Para a área da Educação, os cargos são: professor de Inglês (15); Francês (2); Espanhol (8); Educação Física (35); Artes (18); Português (18); Matemática (26); dos anos iniciais (152), entre outras.

Na área de saúde, as oportunidades são para: agente de saúde pública (14); enfermeiro (14); farmacêutico (4); médico anestesista (2); médico cirurgião geral (2); médico clínico geral (8); médico do trabalho (2); ginecologista (4); entre outras. Para áreas fiscais, o concurso Prefeitura de Barra Mansa oferta as vagas para: fiscais municipal (8) e sanitário (3) e auditor fiscal do Tesouro Municipal (6). Já para as áreas técnico-administrativa e operacional as vagas são para agente de combate ao vetor (54); auxiliar de serviços gerais (194); entre outras.

Em Itaboraí, a Prefeitura está ofertando 653 vagas níveis médio e superior destinadas à área de educação, com remuneração variando entre R$ 1.526,13 a R$ 1.983,36. As inscrições podem ser feitas, exclusivamente, pela internet no site www.incab.org.br até o dia 29 de outubro. Os valores das taxas de inscrição são de R$ 70 para os cargos de nível médio e R$ 90 para os de nível superior. A prova objetiva tem data prevista para dia 22 de novembro de 2020.

As vagas estão distribuídas para os seguintes cargos: professor da educação infantil (51); docente II - Ensino Fundamental - 1º ao 5º ano (332); docente I - Língua Portuguesa (50); docente I - Inglês (20); docente I - Matemática (60); docente I - História (27); docente I - Geografia (39); docente I - Arte (20); docente I - Educação Física (15); e docente I - Ciências (39).

Até o dia 4 de outubro estão abertas as inscrições para 94 vagas em concurso da Prefeitura de Rio das Ostras. As oportunidades são para os níveis fundamental (completo e incompleto), médio e superior, com taxa de inscrição no valor de R$ 50, R$ 75 e R$ 100, respectivamente. Provas devem ocorrer no dia 22 de novembro.

Entre as vagas ofertadas estão: pedagogo (1); profissional de Educação Física (1); agente fazendário (1); apontador de produção (1); orientador social (40); técnico agrícola (1); coveiro (3).

As vagas são para atividades em carga horária de 25 a 40 horas semanais, com salários que alternam de R$ 1.045 a R$ 7.583,93 ao mês.

Também estão abertas, até o dia 4, as inscrições para 42 vagas no concurso do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Rio das Ostras (Saae), em funções dos níveis fundamental, médio, técnico e superior. Os salários variam entre R$ 1.045 e R$ 7.583,93, com carga horária de 20 a 40 horas semanais ou em plantões de 12x36 horas. Inscrições no feitas Instituto Brasileiro de Administração Municipal (Ibam), com taxas de R$ 50, R$ 75 e R$ 100.

 

Sendo o voto obrigatório, eleitores terão que ir às urnas em meio à pandemia, mas estarão seguros?

Clubes, ginásios, escolas… uma vez a cada dois anos estes e outros locais têm sua finalidade modificada para receber a festa da democracia. Em 2020, por conta da pandemia do novo coronavírus, além das adaptações necessárias para a votação, a higienização também deve receber atenção ainda maior do que em pleitos anteriores. A votação irá contar com um protocolo sanitário inédito. Segundo o pesquisador e médico infectologista da UFRJ, Edimilson Migowski, a sanitização das zonas eleitorais viria como um elemento a mais para garantir a segurança de eleitores e voluntários.

“A sanitização é um elemento desejado que vai fazer com que as pessoas que estejam lá tenham um risco menor de exposição. O mesário, presidente de mesa e fiscais devem manter distanciamento, ter seus próprios EPIs porque vão lidar com centenas de pessoas num único dia”, afirmou o médico. O Tribunal Superior Eleitoral ( TSE) anunciou, no começo do mês, uma série de cuidados sanitários para eleitores e mesários.

Todas as seções eleitorais terão álcool em gel para limpeza das mãos dos eleitores antes e depois da votação, e os mesários receberão máscaras, face shield (protetor facial) e álcool em gel para proteção individual. Cartazes serão afixados com os procedimentos a serem adotados por todos. Outra novidade importante é que, neste ano, o tempo de votação será ampliado em uma hora e começará mais cedo: será das 7h às 17h. Porém, o horário das 7h às 10h é preferencial para maiores de 60 anos. Os demais eleitores não serão proibidos de votar neste horário, mas devem, se possível, comparecer a partir das 10h, respeitando a preferência.

O infectologista Edimilson Migowski afirma que a ampliação do horário de votação é uma medida positiva e também sugere outros métodos de prevenção ao contágio. “Cada zona eleitoral tem suas próprias características. Você pode não fazer só a sanitização mas higienizar o ar condicionado, sistemas de ventilação, manter a sala arejada, aumentar o tempo de votação, tentar fazer com que haja um espaçamento maior entre as pessoas que vão votar. Caso não esteja chovendo, ficar em locais abertos”, pontuou.

Cuidados pessoais - O médico também detalhou uma série de cuidados pessoais que os eleitores devem tomar no dia da eleição. “Evitar aglomerações; buscar horários de menor fluxo; usar a máscara facial de forma correta; levar seu álcool 70% no bolso e higienizar as mãos com água, sabão e papel toalha se houver; buscar sempre lugares mais arejados do que lugares confinados e escuros”, recomendou Migowski.

O médico reforça que, mesmo em ambientes sanitizados, o cuidado com a higienização das mãos, distanciamento social e o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) são indispensáveis para eleitores e colaboradores durante as eleições. “Posso dizer sem medo de errar que o cuidado pessoal vai evitar 80% da transmissão e o ambiente ficaria em torno de 20%. Não dá para não abrir mãos de máscaras, higienização e não aglomerar. A sanitização é um detalhe adicional desejável”, destacou.

Escolas - Paralelamente à eleição, instituições de ensino particulares e públicas do Estado do Rio de Janeiro já vêm higienizando seus ambientes por conta da autorização concedida pelo Governo do Estado para o retorno às aulas presenciais a partir de 15 de setembro e 5 de outubro, respectivamente, ficando a critério de cada escola a data de reinício das aulas.

Trabalho nos pontos turísticos

A sanitização de ambientes foi um dos fatores que possibilitou que pontos turísticos pudessem voltar a funcionar, depois de cerca de quatro meses sem poder receber visitantes. Um dos exemplos de maior sucesso é o do Trem do Corcovado, que seguiu os mesmos protocolos postos em prática em outras atrações do Rio de Janeiro. “Começou com a construção do protocolo junto com o bondinho Pão de Açúcar, RioStar, AquaRio e Museus.

Uma das etapas fundamentais é a sanitização e higienização dos trens e estações. A cada viagem o trem inteiro é sanitizado, isso é fundamental para garantir a saúde e segurança para os visitantes”, disse Sávio Neves, presidente do Trem do Corcovado. No primeiro mês de retorno das atividades, Sávio considera os resultados positivos. “Depois de 30 dias de operação, reabrimos em 15 de agosto, não tivemos nenhum caso de infecção em qualquer um dos colaboradores. Sem dúvidas deu certo, foi fundamental o processo de higienização dentro do protocolo que garante a segurança tanto dos colaboradores quanto dos visitantes”, afirmou. Ainda de acordo com o presidente do Trem, o trabalho de higienização não tem data para acabar e deve seguir enquanto durar a pandemia do novo coronavírus.

“O trabalho continua enquanto perdurar a pandemia. Estamos acompanhando, monitorando toda a questão da pandemia. Esse trabalho veio para ficar e vamos mantê-lo enquanto as autoridades sanitárias acharem que esse é o melhor procedimento para garantir a saúde dos colaboradores e visitantes”, concluiu.

Foco principal é a saúde

A empresa responsável pela sanitização não apenas do Trem do Corcovado, como de outros pontos turísticos do Rio, é a SAS (Soluções Ambientais e Sanitárias). O diretor executivo da companhia, Ricardo Marques, explicou o método utilizado para garantir a segurança de colaboradores e visitantes no retorno das atividades. “Atuamos nos principais pontos turísticos do Rio.

No Trem do Corcovado, trabalhamos em todas as estações, fazendo com que o trem pudesse abrir com segurança para os turistas. O mesmo aconteceu na roda gigante, todas as cabines, locais de espera, bilheterias foram sanitizadas pela SAS e nos helipontos do Pão de Açúcar”, explicou. Marques explicou que a SAS não se trata apenas de uma empresa de limpeza, mas sim de saúde, visto que considera seus clientes como pacientes, realizando todo o acompanhamento necessário nos lugares que recebem a sanitização em seus ambientes. “É sempre importante mencionar que a SAS se torna a maior empresa de atuação nacional com escritórios Rio, Distrito Federal, Amazonas e São Paulo, se preparando para instalar um grande laboratório de biotecnologia e atuando com indústrias no eixo Rio-São Paulo.

Quando nós atuamos, consideramos nosso cliente um paciente. A SAS se transforma numa empresa de saúde. Não concorremos com empresas que promovem dedetização, desentupimentos, etc. Não somos empresa de higienização, somos uma empresa que cada vez mais atua na área de saúde tratando pessoas a partir do ambiente que elas convivem, uma visão completamente diferente. A sanitização se tornou um termo de certa forma vulgar, que na minha opinião as pessoas ainda não entenderam”, comentou.

Eleições - A empresa elaborou uma proposta para atuar também nas eleições municipais, com um plano que visa reduzir a possibilidade de contágio tanto para eleitores quanto colaboradores. Marques aponta para a preocupação com um possível recorde de abstenções caso os votantes não se sintam seguros para ir às zonas eleitorais. “A SAS fez uma proposta para equipes de atuação do TSE e TRE-RJ com objetivo de proporcionar nos pontos eleitorais, que no Rio são 30 mil, a sanitização que vai contribuir para que esses ambientes estejam seguros para os eleitores. Mesmo com alguns protocolos, eles não são suficientes para que efetivamente dê aos eleitores e aos voluntários a segurança de que não serão contaminados. Se os eleitores não se sentirem seguros, provavelmente a abstenção será histórica”, complementou.

 

 

Serão permitidas apenas 25 pessoas por hora na trilha - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A partir deste sábado, o Parque Nacional da Tijuca, passa a limitar o número de pessoas que acessam a trilha Parque Lage-Corcovado durante os fins de semana. Serão permitidas apenas 25 pessoas, por hora, na trilha que dá acesso ao Corcovado e que tem o seu início a partir do Parque Lage. O controle vai ocorrer dentro do horário de funcionamento da trilha, que é das 9h às 14h, sendo a última hora será das 14h às 15h, e somente nos fins de semana. Durante a semana, não há alterações.

De acordo com a direção do parque, a decisão foi necessária para auxiliar no controle do fluxo de pessoas que passou a subir e chegar até o Cristo Redentor, que fica no Corcovado. Só no último fim de semana, a média diária de pessoas realizando a trilha aumentou em 400% quando comparada com a média diária de visitação em 2019.

No ano passado, a média diária de visitação foi de 50 pessoas por dia, enquanto a média mensal foi de 1.860. Só no fim de semana passado, a visitação chegou a 400 turistas no sábado e no domingo. Os motivos que impulsionaram a visitação podem ser vários, mas, entre eles destacam-se dois: as áreas ao ar livre da cidade são um dos principais refúgios durante essa pandemia e o preço promocional do ingresso para quem vai ao Cristo pela trilha.

Desde o dia 10 de agosto de 2020, o ingresso de acesso ao Cristo, para quem sobe a pé pela trilha, está custando promocionalmente R$ 6 reais, nos fins de semana.

Depois de acessar o Parque Lage, os guardas patrimoniais que ficam no início da trilha vão orientar e permitir somente a entrada de 25 pessoas por hora. O acesso ao espaço do Parque Lage em si não sofreu mudanças. O parque funciona das 10h às 16h, de segunda a segunda. Toda a área verde segue acessível para visitação, com o limite de 200 visitantes por hora - cujo controle é feito no portão de entrada do parque. As Cavalariças, Capelinha, Grutas, Aquário, Parque Infantil e áreas de piquenique ainda estão sem acesso.

Grupos com mais de 10 pessoas continuam proibidos de fazer trilhas do Parque. Quem insistir em infringir essa regra pode ser multado, inclusive com a utilização das fotos publicadas em redes sociais que comprovem os grupos acima de 10 pessoas.

Alerta da Marinha informa que ondas podem chegar a 3 metros de altura - Foto: Arquivo

A Marinha do Brasil, por meio do Centro de Hidrografia da Marinha (CHM), informa que o avanço de uma frente fria, sobre Sul e Sudeste do país, deverá provocar ventos de direção Sul a Sudeste, com intensidade de até 61 km/h, na faixa litorânea dos estados de São Paulo, ao Norte de Santos, e do Rio de Janeiro, ao Sul de Arraial do Cabo, entre a noite de segunda-feira (21) e a manhã de terça-feira (22).

São esperadas também condições favoráveis à ocorrência de ressaca, na faixa litorânea entre os estados de Santa Catarina, ao Sul de Florianópolis e Rio de Janeiro, ao Norte de Cabo de São Tomé, com ondas de direção Sul a Sudeste com até 3 metros de altura, entre a manhã de segunda e a manhã de terça. 

A Marinha do Brasil mantém todos os avisos de mau tempo em vigor no endereço eletrônico https://www.marinha.mil.br/chm/dados-do-smm-avisos-de-mau-tempo/avisos-de-mau-tempo.

Projeto vai suprir uma carência que o profissional tem no momento em que é vitimado - Foto: Arquivo

Durante compromisso oficial no Rio de Janeiro (RJ), o titular da Secretaria Nacional de Proteção Global (SNPG), Alexandre Magno, esteve no Comando Geral da Polícia Militar e na sede da Secretaria de Estado da Polícia Militar, onde conheceu dois projetos elaborados para a capacitação e a proteção de policiais vitimados em serviço.

O Programa de Autopreservação Policial - CEFD - e projeto de Ampliação da Efetividade de Atendimento e Aquisição de Órteses e Materiais Especiais - DAS - têm como foco, além da prevenção da vitimização nas ruas, o aparelhamento da Diretoria de Assistência Social com órteses emergenciais destinadas aos policiais vitimados.

"A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) demonstrou várias vezes um nível excepcional de profissionalismo e integridade, inclusive, apresentando um rico portfólio de projetos. A nossa missão começa com o programa ‘Pra Viver’, mas vai bem além!", afirmou o secretário.

"O estudo de boas práticas da PMERJ proporciona profundo aprendizado para todo o país. Sabemos que o caso do Rio de Janeiro é único no mundo e isso fez nascer uma corporação com projetos inovadores de combate à vitimização de cidadãos e de policiais. É o início de uma sólida parceria para a integração progressiva dos projetos da SNPG e da PMERJ, com foco na garantia dos direitos humanos de todos", acrescentou Magno.

Relevância

A diretora da Assistência Social da PMERJ, que participou da criação dos projetos, falou sobre a importância deles. "Esse projeto vai suprir uma carência que o profissional tem no momento em que é vitimado, quando há uma redução da sua renda familiar. Muitas vezes, familiares precisam parar de trabalhar para poderem auxiliar na reabilitação física desse profissional", disse a coronel Clarisse Antunes.

Ela contou ainda que a PM do Rio tenta suprir essa redução na renda, concedendo, sob cautela, órteses (muletas, cadeiras de rodas, material ortopédico, etc.) para a recuperação do profissional vitimado. "O profissional devolve quando não precisa mais e a própria PM, após período de recuperação, compra para ele um material definitivo. O banco de órteses é para esse apoio imediato, assim que o profissional sai da internação hospitalar", explicou a coronel.

Quem também participou da criação dos projetos foi o coronel Max William Moreira de Oliveira. "A vitimização policial nos preocupa há muito tempo", disse. "Tenho quase 29 anos de PM e sei bem a necessidade de proteger aqueles que protegem a sociedade. Os projetos que apresentamos fazem parte de um esforço da Secretaria de Estado da Polícia Militar para reduzir a vitimização, aumentando a segurança do policial e dando conforto àqueles que se expuseram e foram lesionados, alguns até perdendo capacidades funcionais, tendo sido vitimados em prol da sociedade", finalizou.

Três em cada quatro mortos por Covid-19 no estado e no município do Rio de Janeiro são idosos - Foto: Divulgação

Três em cada quatro mortos por Covid-19 no estado e no município do Rio de Janeiro são idosos, com idades acima dos 60 anos. O total geral de mortos da terceira idade – envolvendo todas as doenças, além da Covid-19 – aumentou muito desde o início da epidemia do novo coronavírus, tanto no estado quanto na capital fluminense. Na comparação com o mesmo período no triênio 2017-2019, nos meses de abril a junho de 2020 morreram 36% mais idosos no estado e 57% no município. Cresceu de forma preocupante o número de idosos que faleceu fora de hospitais, em sua residência ou em abrigos: 78% no município e 54% no estado. A hipertensão, tumores (câncer) e a diabetes foram as principais causas de morte em domicílio, em pessoas da terceira idade, no município do Rio.

Esses são alguns dos resultados encontrados por pesquisadores do Instituto de Comunicação e Informação em Saúde (Icict), da Fiocruz, no estudo O excesso de óbitos de idosos no Município do Rio de Janeiro analisados segundo o local de ocorrência, publicado na Nota Técnica 01/Gise/Icict-Fiocruz (disponível, na íntegra, neste link). Ao analisar dados das secretarias estadual e municipal do Rio de Janeiro, os pesquisadores do Icict constataram ainda que esse excesso de óbitos de idosos em 2020 foi bem maior entre os negros, com um aumento de 109%, contra 74% dos idosos brancos.

Ao todo, de abril a junho de 2020 morreram mais 9.215 idosos (pessoas com 60 anos ou mais) no Estado do Rio, em comparação com o mesmo período nos três anos anteriores. A maior parte desse excesso de mortalidade na terceira idade ocorreu na capital: 7.023 mais idosos mortos. Os bairros da cidade do Rio que, proporcionalmente, registraram maior aumento de óbitos de idosos foram Paquetá, Penha, Ramos, São Cristóvão, Zona Portuária, Centro, Lagoa, Rocinha e Guaratiba. Já os bairros de Méier, Madureira, Jacarepaguá, Bangu e Campo Grande tiveram o maior crescimento de morte de idosos em domicílio.

“O aumento expressivo do número de mortos em residências indica claramente falhas do no sistema de saúde e da assistência social, com carência de atenção oportuna e preventiva. O excesso de mortalidade entre as pessoas idosas fora dos hospitais (em UPAs, centros de saúde e mesmo nos domicílios) ocorreu por todas as causas. Nas causas infeciosas e parasitárias o excesso de mortes atingiu 702% no período estudado, muito provavelmente causado por Covid-19. Também cresceu muito o número de mortes em domicílio por causas mal definidas, quase 335%. Vários dados apontam para um quadro de desassistência, falhas no sistema de saúde e da assistência social e também na atenção preventiva”, comenta Dalia Romero, especialista em saúde pública do Grupo de Informação em Saúde e Envelhecimento da Fiocruz (Gise/Icict/Fiocruz).

O estudo revelou também que a hipertensão foi a maior causa de mortalidade entre os idosos no município de Rio de Janeiro, em 2020. Passou de uma média de 153 óbitos entre abril e junho do triênio anterior (2017-2019) para 364 óbitos em 2020 (excesso de 137%). Já as mortes por diabetes quase duplicaram no período: de 133 (2017-19) para 252 (2020), um crescimento de 89%.

“Tanto a hipertensão quanto a diabetes são causas consideradas evitáveis de mortalidade e internação. Como estudos já demonstraram, o aumento da cobertura da Atenção Primária à Saúde reduz a mortalidade por causas consideradas evitáveis”, diz a nota técnica.

Houve um aumento expressivo também no total de idosos mortos no domicílio por causas mal definidas: 334% a mais em 2020, na mesma comparação de meses com o triênio 2017-19. “A falta de diagnóstico da causa básica do óbito desses 662 idosos pode estar relacionada com a carência de testes para Covid-19 e a falta de rede de atendimento adequada a casos graves”, afirma o estudo.

Segundo dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) disponíveis na página da Secretaria Estadual de Saúde, o Estado do Rio de Janeiro acumulou, até 31 de agosto, 16.735 óbitos por Covid-19, sendo 12.521 de pessoas idosas (74,8%). Já o município do Rio de Janeiro registrou 9.153 e 7.047 óbitos (77%), respectivamente. O alto percentual de mortes de idosos, entre outras razões, justifica análises que caracterizem as condições e desigualdade das mortes pelo novo coronavírus entre esse grupo etário.

De acordo com o sistema MonitoraCovid-19, do Icict/Fiocruz, após 175 dias de epidemia o Município do Rio de Janeiro apresenta uma taxa de 142 mortos para cada 100 mil habitantes, quase o triplo da taxa brasileira, que é de 52 mortos/mil habitantes.

Presos, funcionários de uma empresa de balas e doces, foram até a delegacia de Bonsucesso para registrar um roubo de carga - Foto: Divulgação

Policiais da 21ª DP (Bonsucesso) e da Delegacia Especializada em Armas e Explosivos (Desarme) prenderam em flagrante, nesta sexta-feira (18), dois homens que estavam tentando praticar o golpe conhecido como "tombo" de carga. Eles foram autuados por estelionato.

De acordo com os agentes, os presos, funcionários de uma empresa de balas e doces, foram até a delegacia de Bonsucesso para registrar um roubo de carga. Durante o registro, policiais da Desarme foram até a unidade, comunicando que receberam informações de um representante da empresa de que o relato da ocorrência era falso, para que a dupla presa tivesse um álibi para cometer o crime.

Após essas informações, os agentes conseguiram, por meio do GPS, localizar e apreender a carga desviada. O material foi devolvido ao proprietário, assim como o veículo, que foi abandonado próximo à comunidade do Fallet, em Santa Teresa.

Na quarta-feira, tribunal autorizou a Prefeitura do Rio a tomar a concessão - Foto: Divulgação

A Lamsa apresentou recurso, neste sábado (19), ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra a encampação da Linha Amarela pela Prefeitura do Rio. 
Na última quarta-feira (16), a Prefeitura do Rio, por meio da Procuradoria Geral do Município (PGM), conseguiu suspender no STJ liminares que impediam o município de assumir o controle da via e, assim, por fim à cobrança do pedágio. Para a Prefeitura, a vitória judicial no STJ vai se traduzir, na prática, na redução do valor cobrado, passando a uma tarifa justa aos usuários. 

Por meio de nota, a concessionária informou que confia na Justiça para manter o seu contrato de concessão, o respeito à legalidade, à segurança jurídica no país e o direito de seguir prestando serviços de qualidade à sociedade carioca.

A Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias também recorreu ao STJ. A entidade move no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro uma ação direta de inconstitucionalidade contra a lei municipal aprovada em 2019 para encampação da via expressa.

Ainda na quarta, a prefeitura determinou que as cancelas do pedágio fossem liberadas para passagem dos veículos. Muitos passaram buzinando em comemoração.

A prefeitura diz que, com a decisão, vai reduzir o pedágio da via para um "valor justo". Até esta quarta, a tarifa era de R$ 7,50.

A briga judicial entre a prefeitura e a Lamsa ocorre desde 2018.

Segundo a prefeitura, o prejuízo estimado pelas irregularidades na concessão é de mais de R$ 225 milhões à cidade e à população.

Em outubro do ano passado a Prefeitura quebrou cabines de pedágio da via e tomou o controle da via. Depois do episódio, a Justiça do RJ determinou a volta do controle da Linha Amarela. A prefeitura recorreu.

Na quarta-feira, a Lamsa informou que ficou perplexa com a decisão: 

"A Lamsa recebe com perplexidade a decisão do STJ, tendo em vista que outras 18 decisões contra pedidos semelhantes — inclusive duas do próprio STJ e uma do STF — tenham sido desfavoráveis ao município. Essa decisão é uma violação ao contrato de concessão regularmente celebrado, mas também atinge a confiança de investidores privados de infraestrutura de todo o país, abalando a segurança jurídica e a Constituição Federal. No entanto, a empresa exercerá seu direito de recurso e segue confiando na Justiça para garantia do direito de operação da concessão".

Uso de máscara também foi inspecionado em diversos pontos da cidade

As equipes de fiscalização e ordenamento urbano da prefeitura do Rio ações de fiscalização com a finalidade de combater aglomerações e verificar o uso de máscara em diversos pontos da cidade. Foram aplicadas multas para coibir o desrespeito às normas, devido à pandemia de covid-19.

A ação realizada na noite passada (18) se concentrou nos polos gastronômicos da Avenida Olegário Maciel, na Barra da Tijuca; na Praça Varnhargem, na Tijuca; e nas ruas Dias Ferreira, no Leblon, e Nelson Mandela, em Botafogo, e em vários pontos da zona oeste da cidade.

Autuações
Fiscais da Vigilância Sanitária fizeram 15 inspeções e interditaram três estabelecimentos por aglomeração. Foram duas interdições na Rua Dias Ferreira, no Leblon; e uma na Avenida Olegário Maciel, na Barra da Tijuca. Os técnicos aplicaram seis infrações, sendo três por aglomeração, duas por fornecimento de bebidas fora das mesas após as 22h e uma por fumo em ambiente fechado.

Em um estabelecimento da Olegário Maciel, os técnicos inutilizaram ainda 16 quilos de produtos impróprios para o consumo.

No Leblon, a Guarda Municipal notificou 20 pessoas pela falta do uso de máscara de proteção na Rua Dias Ferreira, durante a operação conjunta com a Vigilância Sanitária.

A fiscalização no bairro resultou ainda na apreensão de 96 garrafas de cerveja com ambulantes irregulares, além de isopores e carrinhos. Os guardas ainda fizeram a fiscalização das infrações de trânsito no local e multaram 40 veículos por estacionamento irregular.

As ações noturnas da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) se concentraram na zona oeste. Ao todo, dez estabelecimentos foram fiscalizados, com três orientados a fechar as portas por falta de documentação. As ações ocorreram nos bairros da Freguesia, Anil, Camorim, Curicica, Taquara e Tanque.

Desde o início das ações de combate à pandemia, em 18 de março, a Seop integrou mais de 590 operações conjuntas em toda a cidade. Foram fiscalizados 38.759 estabelecimentos, com 28.090 pontos comerciais fechados. Além disso, foram atendidas 11.364 ocorrências pelo Disk Aglomeração, que funciona desde 31 de março com base em chamados à Central 1746.

A Secretaria Municipal de Fazenda fiscalizou 12 estabelecimentos comerciais e uma banca de jornal na Barra da Tijuca, Leblon e Copacabana e autuou sete lojas pelo uso irregular de mesas e cadeiras nas calçadas e funcionamento em desacordo com o alvará de licença para estabelecimento.

Casos confirmados chegam a 251.261 - Foto: Divulgação

A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro informou que registra, até este sábado (19), 251.261 casos confirmados e 17.634 óbitos por coronavírus (Covid-19) no estado. Há ainda 403 óbitos em investigação e 354 foram descartados. Entre os casos confirmados, 228.258 pacientes se recuperaram da doença.

Os casos confirmados estão distribuídos da seguinte maneira:

Rio de Janeiro - 97.824

Niterói - 12.395

São Gonçalo - 11.854

Duque de Caxias - 9.118

Belford Roxo - 8.949

Macaé - 8.047

Volta Redonda -  6.393

Nova Iguaçu - 6.177

Campos dos Goytacazes - 5.418

Teresópolis - 5.401

Angra dos Reis - 5.376

Itaboraí  - 4.492

Magé - 3.683

Maricá - 3.488

São João de Meriti - 3.303

Nova Friburgo - 2.899

Itaperuna - 2.774

Três Rios - 2.706

Barra Mansa - 2.576

Cabo Frio - 2.432

Queimados - 2.419

Petrópolis - 2.355

Itaguaí - 2.271

Resende - 2.014

Rio das Ostras - 1.897

Rio Bonito - 1.809

Guapimirim - 1.687

Mesquita - 1.434

Nilópolis - 1.295

Araruama  - 1.274

São Pedro da Aldeia  - 1.253

Santo Antônio de Pádua - 1.113

Barra do Pirai - 1.074

Saquarema - 1.052

São João da Barra - 966

Paraíba do Sul - 927

Casimiro de Abreu - 854

Paraty - 854

Tanguá - 821

Bom Jesus do Itabapoana - 769

Mangaratiba - 745

Vassouras - 740

Seropédica - 738

Paracambi - 689

Piraí - 677

Conceição de Macabu - 638

Iguaba Grande - 627

Varre-Sai - 625

Porciúncula - 616

Valença               -  596

Cachoeiras de Macacu - 591

São Francisco de Itabapoana - 567

Natividade - 561

Pinheiral - 494

São José do Vale do Rio Preto - 466

Quissamã - 462

Armação dos Búzios - 441

Miracema - 441

Sapucaia - 404

Japeri - 403

Porto Real - 388

Itatiaia - 367

Cardoso Moreira - 356

Italva - 356

Itaocara - 353

Rio Claro - 294

Carapebus - 290

Miguel Pereira - 261

Cordeiro - 251

São Fidélis - 249

Laje do Muriaé - 243

Aperibé  - 191

Areal - 190

Cambuci - 189

Mendes - 185

Cantagalo - 184

Arraial do Cabo -182

Paty do Alferes - 175

Bom Jardim - 174

Carmo  173

Sumidouro - 159

Comendador Levy Gasparian - 156

Quatis - 150

Silva Jardim - 150

Engenheiro Paulo de Frontin  -142

São José de Ubá - 139

Santa Maria Madalena - 106

Duas Barras - 68

Macuco - 68

Trajano de Moraes - 56

São Sebastiao do Alto - 30

Rio das Flores - 22

 

As 17.634 vítimas de Covid-19 no estado foram registradas nos seguintes municípios:

Rio de Janeiro - 10.470

São Gonçalo - 695

Duque de Caxias - 690

Nova Iguaçu - 566

São Joao de Meriti - 420

Niterói - 413

Campos dos Goytacazes-  356

Belford Roxo - 281

Magé - 214

Itaboraí - 210

Volta Redonda  -206

Petrópolis - 197

Nilópolis - 176

Angra dos Reis  - 174

Mesquita - 166

Barra Mansa  - 150

Macaé - 144

Cabo Frio - 136

Teresópolis - 136

Maricá  - 119

Nova Friburgo - 119

Itaguaí - 117

Resende - 84

Rio das Ostras - 80

Queimados - 64

Araruama - 63

Guapimirim - 62

Itaperuna -61

Três Rios - 61

Rio Bonito - 59

Saquarema - 57

Barra do Pirai - 54

Seropédica - 54

São Pedro da Aldeia - 40

Tanguá - 40

Mangaratiba - 37

Iguaba Grande - 33

Paraty  -33

Cachoeiras de Macacu - 31

Paracambi - 31

Japeri - 28

Sapucaia  - 25

Vassouras - 25

Paraíba do Sul - 24

Itaocara - 23

São Fidélis - 23

Casimiro de Abreu - 22

São Francisco de Itabapoana - 22

Bom Jesus do Itabapoana - 21

São José do Vale do Rio Preto - 19

Santo Antônio de Pádua - 18

Porciúncula - 17

Quissamã - 17

Valença  - 16

Pinheiral - 15

Rio Claro - 15

Armação dos Búzios - 13

Conceição de Macabu - 13

Piraí - 13

Porto Real - 13

Miguel Pereira - 12

São João da Barra - 12

Italva - 11

Itatiaia - 11

Sumidouro - 11

Areal - 8

Silva Jardim - 8

Aperibé  - 7

Arraial do Cabo - 6

Cambuci - 5

Miracema - 5

Paty do Alferes - 5

Santa Maria Madalena - 5

Bom Jardim - 4

Carapebus - 4

Carmo - 4

Natividade - 4

Rio das Flores - 4

Comendador Levy Gasparian - 3

Duas Barras - 3

Engenheiro Paulo de Frontin - 3

Macuco - 3

Cantagalo - 2

Cardoso Moreira - 2

Mendes - 2

Quatis - 2

São José de Ubá -2

Varre-Sai - 2

Cordeiro - 1

Laje do Muriaé - 1

São Sebastião do Alto - 1

 

Para mais informações, acesse o painel de monitoramento de casos no estado do Rio de Janeiro em painel.saude.rj.gov.br.

Serviço vai operar com uma estrutura de 60 ambulâncias - Foto: Divulgação

A Fundação Saúde do governo do estado assumiu hoje (19) a gestão do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) no município do Rio de Janeiro. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) e a Fundação Saúde assinaram contrato de gestão no valor mensal de R$ 14,2 milhões.

O Samu é o primeiro serviço de saúde a ser transferido para a Fundação Saúde dentro da nova modelagem de gestão que prevê a substituição gradual das organizações sociais. O serviço vai operar com uma estrutura de 60 ambulâncias - sendo 15 ambulâncias de suporte avançado (tipo UTI) e 45 ambulâncias de suporte básico -, além de 30 motolâncias (em motocicletas).

Os serviços oferecidos pelo Componente Pré-Hospitalar Móvel de Urgência e Emergência do SUS, que até hoje eram administrados pela empresa OZZ, caracterizam-se pelo atendimento aos usuários em situações de urgência e emergência em saúde, nas emergências clínicas, cirúrgicas, traumáticas, gineco-obstétricas, psiquiátricas e pediátricas, por meio das ligações recebidas pelo número único nacional para urgências médicas – 192. Os atendimentos são realizados em vias públicas, locais de trabalho e residências, e contam com equipes que reúnem médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e condutores socorristas.

O Samu funciona com uma central de regulação, que é o núcleo responsável pelo recebimento das chamadas e o despacho do atendimento, de acordo com a ocorrência. A central de regulação fica no prédio do Centro Integrado de Comando e Controle da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro e tem um sistema de tecnologia de informação, responsável pela integração e monitoramento da operação. Esse sistema garante o aperfeiçoamento dos recursos e o acompanhamento em tempo real das respostas assistenciais.

A Fundação Saúde realizou processo seletivo para contratar enfermeiros e técnicos de enfermagem, garantindo ampla participação com mais de 9.300 inscritos, dos quais 252 já foram contratados para início imediato. A contratação de médicos já foi efetivada mediante seleção de empresa terceirizada.

O início do serviço neste sábado contará com 30 ambulâncias, e os novos veículos serão incorporados até 15 de outubro, quando o Samu estará funcionando com a frota completa.

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