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Qua, Jul

Nova Avenida Marquês de Paraná ganha espaço de lazer e convivência e integra ciclovias de Niterói

Obra entregue na última quarta-feira também conta com cisterna com capacidade para 60 mil litros, para armazenar água das chuvas, contribuindo para prevenir alagamentos na região - Foto: Douglas Macedo/Prefeitura de Niterói

Niterói
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Entregue oficialmente à população de Niterói na última quarta-feira (24), a nova Avenida Marquês do Paraná, importante via de ligação do trânsito do Centro com a Zona Sul, além de melhorar a mobilidade na cidade, tornou-se um espaço de lazer e convivência comemorado e já muito frequentado por moradores da região. Caminho quase obrigatório de quem sai da Região Oceânica para a Ponte Rio-Niterói, a avenida agora tem nova sinalização, iluminação moderna, calçadas acessíveis, pista exclusiva para ônibus, ciclovia e paisagismo.

O trabalho de reurbanização e alargamento da Marquês do Paraná incluiu uma quarta faixa, exclusiva para ônibus, em cada sentido da avenida, ciclovia bidirecional, e uma nova parada de ônibus sobre o mergulhão Ângela Fernandes, nos mesmos moldes arquitetônicos das estações da TransOceânica. Além disso, o passeio dos dois lados da avenida ganhou acessibilidade e novo paisagismo. Também houve melhorias na drenagem, na iluminação, que agora é de LED, e na e sinalização para motoristas e pedestres.

O prefeito Rodrigo Neves ressaltou que a obra é um projeto esperado por décadas pela população da cidade e vai ser essencial para a melhora da mobilidade urbana, seja de carro, ônibus ou bicicleta.

“A população de Niterói conta agora com uma avenida com quatro pistas de cada lado e uma pista exclusiva para o transporte público. O ponto de ônibus sobre o mergulhão vai melhorar a circulação, já que os ônibus não precisarão mais cruzar a pista para acessar a Avenida Amaral Peixoto. E, com a ciclovia, o ciclista pode sair da Região Oceânica pelo túnel Charitas-Cafubá, acessar a orla, Roberto Silveira, Marquês de Paraná e chegar ao Centro pela Av. Amaral Peixoto”, afirmou o prefeito Rodrigo Neves.

O secretário municipal de Urbanismo e Mobilidade, Renato Barandier, ressalta que a obra faz parte do pacote de melhorias na mobilidade urbana da cidade viabilizado pela atual administração municipal, que inclui o túnel Charitas-Cafubá, a TransOceânica, o mergulhão da Praça Renascença e a integração de ônibus, barcas e bicicletas, entre outras melhorias.

“Com a entrega da Avenida Marquês do Paraná, Niterói alcançou 34 quilômetros de faixas exclusivas para ônibus. Na atual administração, foram entregues 26 quilômetros, ou seja, três vezes mais faixas exclusivas na cidade do que antes de 2013”, destaca Renato Barandier.

O secretário ressaltou também a sustentabilidade do projeto. No boulevard foi construída uma cisterna para captar a água da chuva com capacidade para até 60 mil litros. Essa água será usada para irrigar os canteiros do local. Renato Barandier enfatizou também que um novo corredor de transporte formado pelas ruas da Conceição e Doutor Celestino vai melhorar o acesso de motoristas à Marquês do Paraná.

Ivanilde Borsato, 75 anos, passou a usar o boulevard da Marquês de Paraná para caminhadas e elogiou a obra. “Ficou excelente. Eu morei 12 anos em uma dessas vilas aqui na frente e é impressionante ver como isso está bonito agora. Era algo que essa região precisava há muito tempo”.

Moradora da rua Dr. Celestino, Vanessa Tavares destacou o fato de agora contar com uma ciclovia e uma área de lazer bem perto de sua residência.

“Como contribuinte e moradora da cidade, só posso agradecer por essa obra. Ganhamos um local bonito, remodelado e uma excelente área de lazer para as famílias”.

O síndico do Edifício Lisboa, Sérgio Bezerra, lembrou que a remodelação da região era aguarda há décadas pelos moradores.

“Moro aqui desde 1974 e já ouvia falar do projeto de reforma da Marquês do Paraná, essa avenida tão importante para a cidade. O espaço de lazer ficou ótimo e tanto o túnel quanto esse novo ponto de ônibus serão importantes para a melhora da mobilidade e da acessibilidade para os moradores”, afirmou.

Para a realização da obra, o Município fez a desapropriação e demolição de mais de 50 imóveis no trecho entre as ruas Doutor Celestino e Miguel de Frias que eram necessárias para o alargamento da via e a implantação da ciclovia.

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