Melhoria na dinâmica urbana pede passagem na Paulo Alves

Via, que é considerada um dos últimos gargalos do trânsito em Niterói, recebe obras de duplicação

Niterói
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Um dos últimos gargalos do trânsito em Niterói deve ser solucionado nos próximos meses. A Rua Dr. Paulo Alves, no Ingá, Zona Sul de Niterói, está recebendo obra de duplicação, que é uma das principais alternativas para acesso de bairros da Zona Sul e Região Oceânica ao Centro da cidade.

Segundo o secretário de Urbanismo e Mobilidade, Renato Barandier, a intervenção acontece nos mesmos moldes do alargamento da Avenida Marquês do Paraná, no Centro, que já foi concluído. Ambas as obras, assim como a duplicação de outras vias, fazem parte do Plano de Mobilidade Sustentável de Niterói.

"O projeto de alargamento da Paulo Alves tem os mesmos objetivos da Marquês do Paraná. O plano de mobilidade, apresentado em novembro do ano passado, fez um diagnóstico dos principais gargalos de mobilidade e a gente vem atacando pelo grau de intensidade deles. Fizemos, nesses últimos anos, alargamentos no Centro, Mergulhão da Renascença, que melhorou a saída para a Zona Norte, na Benjamin Constant e Alameda", disse.

Barandier explica a importância da via para o acesso de outras regiões da cidade ao Centro, onde o gargalo passou a se concentrar, causando engarrafamentos. Os dois maiores eram o da Marquês do Paraná, que já recebeu intervenção, e o da Paulo Alves, que recebe o fluxo de quem opta pela orla para chegar ao Centro.

"O gargalo passou a se concentrar na chegada ao Centro. Os dois maiores eram Marquês do Paraná, que era o maior, e Paulo Alves, que é o eixo de chegada ao Centro para quem vem pela orla de Icaraí, é um gargalo com alcance para quase toda a cidade no eixo de Icaraí até Pendotiba e Região Oceânica", pontuou.

De acordo com o secretário, seis imóveis precisarão ser desapropriados, entre as Ruas Presidente Pedreira e Casimiro de Abreu, em duas quadras, para poder criar uma nova faixa. Será feita uma duplicação, aumentando de três para quatro faixas. A obra também terá revitalização de calçadas com acessibilidade para cadeirantes e idosos, requalificação de pontos de ônibus e a fiação de telefone será enterrada.

Em relação às desapropriações, Barandier conta que é um procedimento normal, no qual a Prefeitura compra os imóveis para que as intervenções possam ser realizadas.

"A desapropriação é um procedimento normal. Na prática não é uma expulsão, e sim um processo de compra e venda. O Município compra o imóvel, temos três bem encaminhados e mais três esperando uma resposta da Justiça por conta de documentação mas não deverá ser um grande problema, sem grandes impactos para ninguém", explicou.

Não estão previstas grandes interdições na via durante a obra, que iniciou há cerca de duas semanas e tem previsão de entrega para novembro deste ano. Barandier pontuou que etapas que sejam mais impactantes serão feitas apenas foram dos horários de pico, que concentram a maior quantidade de veículos na via.

"O padrão nos permite antever todos os impactos e interferências. A exemplo do que aconteceu na Marquês do Paraná, eventualmente poderemos mudar um ponto de ônibus temporariamente. Pode ser que aconteça, mas depende mais do caminhar da obra. Se houver interdição será no máximo de uma faixa, algo pontual, para fazer drenagem, enterrar as linhas de telefonia. Não vai ter nenhum tipo de interdição completa da via", concluiu. n