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Qua, Out

Coletivo da UFF contesta prisão do 'Homem Cachorro'

Ele foi detido acusado de tráfico de drogas, no mês de maio - Foto: Reprodução de Vídeo

Niterói
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O Coletivo Direito Popular, formado por advogados e estudantes de Direito da Uff, está empenhado em auxiliar José Crispim Candido da Silva, o "Homem Cachorro". Ele, que é uma figura conhecida na região central de Niterói por latir enquanto pedala sua bicicleta, está preso desde o dia 7 de maio, sob acusação de tráfico de drogas.

De acordo com Paulo Henrique Lima, coordenador geral do coletivo, Crispim é uma figura considerada "patrimônio da cidade" e tem relação bem próxima com as pessoas. Segundo os advogados que fazem a defesa do homem, que trabalha fazendo bicos de entrega e manutenção, a acusação contra ele é frágil.

"A acusação contra ele é bem frágil, nossos advogados estão atuando em favor dele. São três advogados populares atuando de forma gratuita. Estamos desenvolvendo hoje algumas frentes distintas: a frente jurídica, atacando as ilegalidades da prisão, e também começando a campanha na internet, que está tendo uma aceitação bem grande pela comunidade estudantil", disse Paulo.

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) ofereceu denúncia contra ele, que foi aceita pela Justiça, convertendo a prisão dele em preventiva. A decisão foi proferida no dia 9 de maio e assinada pela juíza Monique Correa Brandao dos Santos Moreira.

De acordo com a decisão, policiais militares, em patrulhamento na Comunidade da 94, receberam informações de que um sujeito que atende pelo vulgo "cachorro" estaria na prática de tráfico de drogas. Os policiais avistaram José Crispim em atitude suspeita e resolveram abordá-lo. Próximo a ele estava uma sacola e em seu interior foram encontradas 38 embalagens contendo pó branco semelhante à cocaína, 11 embalagens contendo erva seca semelhante à maconha, além de R$ 19,00 em espécie. Ainda segundo a decisão, José afirmou que atende pelo vulgo "cachorro", trabalha para o tráfico de drogas e que o dinheiro encontrado seria proveniente da atividade criminosa. No total foram apreendidos 23g de maconha e 11g de cocaína.

O coletivo contesta a afirmação afirmando que José Crispim apenas estava de passagem pelo lugar, onde fica um bar e que as drogas encontradas não estavam de posse dele. "Não tem prova contra ele de autoria ou materialidade. Na verdade ele estava de passagem, o bar estava fechado. Ele nem viu essa suposta sacola, não tem uma pessoa que tenha visto o crime ou gravação", afirmou Paulo Henrique.

Enquanto trabalha na defesa de José Crispim, o coletivo iniciou uma campanha para arrecadar fundos para a família dele. De acordo com Paulo, o Homem Cachorro tem uma esposa e dois filhos, que dependiam de sua renda. O Homem Cachorro ainda cumpre prisão preventiva, enquanto aguarda pelo julgamento.

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