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Sáb, Set

Niterói estuda dispersar comemoração da virada

Objetivo é evitar concentração em Icaraí. Já no carnaval, Viradouro poderá desfilar em Niterói - Foto: Luciana Carneiro/Prefeitura de Niterói

Niterói
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O novo formato de réveillon em Niterói será definido em setembro. Diversos projetos estão sendo analisados, como a realização da festa em um espaço público ou privado sem acesso do público com transmissão virtual, celebrações em pontos espalhados da cidade e queima de fogos em pontos turísticos. De acordo com Paulo Novaes, presidente da Neltur, responsável pela organização da festa, a única certeza até o momento é de que mudanças no segundo maior réveillon do estado do Rio de Janeiro serão feitas. Em relação ao carnaval, a Neltur também estuda uma festa com as grandes escolas da cidade desfilando na Av. Amaral Peixoto caso o maior espetáculo da Terra for adiado na capital.

"Ainda não temos um modelo ideal para seguir, a única certeza que temos é que vai haver mudança. Todas as decisões serão tomadas em conjunto com o Gabinete de Crise criado pela prefeitura, para que tenhamos as melhores condições para a realização da festa. Pensamos em fazer fazer o réveillon em um espaço fechado sem acesso do público, somente com transmissão on-line, mesmo que seja numa área pública mas que o acesso seja restrito. Porém ainda precisamos pensar em como esse modelo seria adotado", disse Paulo Novaes.

Uma das preocupações da Neltur é que mesmo que optem por uma festa virtual, ocorra aglomeração nos locais de transmissão.

"Existe a preocupação de que mesmo com uma festa on-line as pessoas se desloquem para o local da transmissão. Ou seja, se a gente optar em fazer uma transmissão pela internet de algum show na Praia de Icaraí, as pessoas podem querer ir até a praia e formar uma aglomeração. Vamos aprofundar todas as ideias neste mês de agosto para setembro ter uma definição", afirmou.

Na virada de 2019 para 2020, a Neltur expandiu a celebração do réveillon para outros pontos da cidade. Uma das propostas estudadas para este novo modelo de réveillon, é manter essa dispersão da festa.

"Já estávamos estudando, antes da chegada da pandemia, uma ampliação desse projeto da festa do réveillon em outros pontos da cidade. Nossa ideia era incluir Piratininga, pois com a inauguração do túnel Charitas - Cafubá, criamos uma via expressa que facilita o acesso à Região Oceânica. Entendemos que os espaços são pequenos e que não existe a possibilidade de fazer uma grande festa como ocorre em Icaraí, então a tendência é que seja uma celebração pequena. É uma solução que ganha força", afirma o presidente da Neltur.

Em relação à queima de fogos, uma novidade está sendo estudada. "Pode ocorrer em vários locais da cidade, como pontos turísticos, por exemplo, mas também temos que discutir as condições cabíveis para a realização dessa ideia", declarou Novaes.

O presidente da Neltur reconhece que um dos setores que mais pode ser afetado com as mudanças do réveillon é o hoteleiro. Segundo levantamento da Neltur, nos últimos anos até os 15 primeiros dias de dezembro toda a rede hoteleira da cidade está ocupada, o que não deve acontecer em 2020.

"O setor hoteleiro depende do planejamento da cidade para que o público tenha interesse em vir para Niterói. Temos o Conselho Municipal de Turismo com diversos representantes da rede hoteleira e estamos disponíveis para ouvir propostas. Podemos realizar um fórum de discussão para apresentar a melhor opção para todos. Sabemos da importância do turista em Niterói', afirma.

Carnaval - O presidente da Neltur adiantou que caso haja um adiamento do carnaval do Rio, e que as condições epidemiológicas estejam estáveis, as três escolas de Niterói que desfilam na Marquês de Sapucaí, inclusive a grande campeã de 2020, a Unidos do Viradouro, possam participar de um carnaval na cidade.

"Uma mudança no carnaval da capital impacta também em Niterói. Se o Rio optar em adiar, podemos fazer um carnaval intermediário em Niterói com a participação dessas grandes escolas desfilando na Amaral Peixoto, relembrando o carnaval do passado. É uma questão a ser analisada", declarou Paulo Novaes.

 

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