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Sex, Ago

Viradouro entra na luta contra o coronavírus e começa a fabricar máscaras de pano

A Unidos do Viradouro está produzindo máscaras de pano para a comunidade - Foto: Divulgação

Niterói
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A escola campeã do Carnaval do Rio de 2020, Unidos do Viradouro, entrou na luta contra o novo coronavírus. Após o Ministério da Saúde indicar o uso das máscaras de pano para prevenir o contágio do vírus, a escola de Niterói decidiu utilizar os tecidos que não foram utilizados no desfile para a confecção dos itens de proteção.

Com a disseminação da Covid-19, a diretoria da Viradouro pensou em formas de ajudar a comunidade. Inicialmente, a ideia era a distribuição de cestas básicas, mas com o aumento da procura pelas máscaras, a escola decidiu pela fabricação do item de proteção para distribuir inicialmente entre seus componentes idosos, como a velha guarda e a ala das baianas. Nesta primeira fase de produção, estão sendo confeccionadas cinco mil unidades. Após embaladas, as máscaras serão levadas para a quadra da escola, no Barreto, em Niterói, onde serão distribuídas.

"A escola queria ajudar de alguma maneira. Com a grande procura pelas máscaras, pensamos na confecção como forma de também proteger os idosos da escola e toda nossa comunidade. A ideia da escola é continuar produzindo para atender ao maior número de pessoas possível. A data e horário de distribuição serão divulgados através das redes sociais da Viradouro", disse Dudu Falcão, diretor de carnaval da escola. 

A Viradouro teve que cancelar diversos eventos programados para os próximos meses por conta da determinação de isolamento social. Muita das festas são fontes de renda para os parceiros da escola, que tiveram que parar com a produção durante a pandemia. Também pensando em ajudá-los, a diretoria da escola, além de ter cedido os tecidos que sobraram, está pagando as costureiras parceiras pelo serviço.

“Pensamos em ajudar todos porque temos a noção que a situação não está fácil e não podíamos deixar nossos parceiros desamparados. As costureiras estavam em cassa sem trabalho e agora estão nos ajudando na fabricação das máscaras”, contou Dudu.

Katia Paz, proprietária da confecção que já presta serviços à escola há alguns anos e que está no comando da produção, esteve no almoxarifado do barracão, na Cidade do Samba para escolher os tecidos e dar início ao trabalho.

"Peguei algumas peças de TNT, ainda embaladas, juntei com alguns tecidos que restaram do trabalho que fiz pra Viradouro este ano e começamos a produção. São tecidos sugeridos pelo Ministério da Saúde, como o algodão, por exemplo. Tudo foi devidamente higienizado, seguindo as normas dos profissionais de saúde", inforou Katia, que ressalta ainda que toda a área de produção foi limpa e que as costureiras têm máscaras e álcool em gel à disposição para a produção e manuseio dos tecidos.

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