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Seg, Set

Limpeza da praia será feita para comemorar o World Clean Up Day - Foto: Divulgação

Para comemorar o World Clean Up Day, celebrado no dia 19 de setembro, a Marinha do Brasil, por meio da Diretoria de Hidrografia e Navegação, executará a limpeza da Praia da Boa Viagem, em Niterói, no próximo sábado, a partir das 8h30.

O evento “Mar Limpo é Vida” faz parte de uma ação mundial de limpeza dos oceanos – World Clean Up Day – tem o objetivo de sensibilizar e conscientizar a população, governos e empresas mostrando a importância da preservação do ambiente marinho e de como isso reflete para o desenvolvimento mundial.

Militares da Marinha farão a coleta e a análise do material recolhido na praia, como ocorre todos os anos, dando, então, destinação regular aos detritos. O Clean Up é um evento que acontece, simultaneamente, em 157 países, onde milhões de voluntários se reúnem para limpar suas cidades, incluindo praças, praias e parques.

A ação, na cidade, conta com o apoio da Secretaria de Meio Ambiente de Niterói e seguirá todos os protocolos das autoridades sanitárias estabelecidos durante a pandemia da covid-19.

Trabalho de requalificação inclui reforço na segurança e sinalização horizontal - Foto: Berg Silva/Prefeitura de Niterói

O Programa Niterói de Bicicleta, da Prefeitura de Niterói, está realizando a requalificação da malha cicloviária de toda a cidade. O trabalho começou pelas ciclovias das avenidas Roberto Silveira, em Icaraí, e Amaral Peixoto, no Centro, e da Rua São Lourenço, via de conexão de bicicletas entre a Zona Norte e o Centro, que representam o principal eixo da malha da região central da cidade. A ciclofaixa da Estrada Leopoldo Fróes, que liga Icaraí e São Francisco, na Zona Sul, também está recebendo melhorias, com previsão de conclusão na semana que vem. As próximas vias a receberem estas intervenções serão as avenidas Benjamin Constant, no Barreto, e Prefeito Sílvio Picanço, em Charitas.

Nestas ciclovias e ciclofaixas foram implantados dispositivos segregadores e balizadores ao longo das vias e de seus pontos considerados críticos. Além de reforço da sinalização horizontal, com mensagens estimulando o respeito aos pedestres e de alerta nos cruzamentos e garagens.

As iniciativas têm como objetivo aumentar a segurança de ciclistas, pedestres e motoristas. Com estas melhorias e a conclusão das obras de reurbanização da Avenida Marquês do Paraná, no Centro, o programa Niterói de Bicicleta busca consolidar ainda mais a mobilidade por bicicleta no Município.

O coordenador do Programa Niterói de Bicicleta, Filipe Simões, enfatiza que a requalificação da malha cicloviária representa mais um importante passo no processo de incorporação da bicicleta no cotidiano de Niterói, com ênfase na solução de conflitos e no atendimento das demandas geradas pelo crescimento do número de ciclistas na cidade.

“Um exemplo são os pontos de ônibus da Rua São Lourenço, que receberam obras visando a proteção do pedestre e dos passageiros que embarcam e desembarcam nestes locais junto à ciclovia, criando uma plataforma exclusiva, segregada do fluxo de bicicletas”, destaca Filipe Simões.

A ciclovia da Amaral Peixoto ganhou maior importância com a inauguração da ciclovia da Avenida Marquês do Paraná, via que passou por obras de reurbanização recentemente, facilitando o acesso ao Centro dos ciclistas que saem da Zona Sul e da Região das Praias Oceânicas. Ela é usada diariamente também por moradores da Zona Norte, que chegam a ela através da ciclovia da Rua São Lourenço.

De acordo com Filipe Simões, as projeções indicam que a ciclovia da Avenida Marquês do Paraná tem potencial de ampliar o fluxo de bicicletas que circulam no eixo IcaraíCentro em até 50%.

“Isso pode resultar na redução de até mil carros trafegando diariamente nestas vias, gerando um considerável impacto positivo no trânsito e no meio ambiente”, pontua.

Atualmente, a cidade conta com uma malha cicloviária de 45 quilômetros. A atual gestão da Prefeitura criou, em 2013, o programa Niterói de Bicicleta. A iniciativa foi pensada como uma resposta aos desafios relacionados à mobilidade, ao meio ambiente e, de uma maneira mais ampla, à qualidade do espaço urbano de Niterói. Seu objetivo principal é estimular a cultura cicloviária na cidade, por meio da implantação de infraestrutura e de ações educacionais. Nos últimos anos, o fluxo de ciclistas nas principais vias da cidade aumentou cerca de 300%, segundo o programa.

Agentes alertam sobre importância de preservar os animais, que estão em período de reprodução. Resgate pode ser acionado pelo telefone 153 - Foto: Divulgação

Os agentes da Coordenadoria Ambiental da Guarda Municipal resgataram, neste mês de setembro, 167 gambás em várias regiões da cidade. A ação mais recente, nesta semana, salvou filhotes tão pequenos que foram alimentados pelos guardas com o auxílio de uma seringa.

O guarda ambiental Alcides Castellar, que participa de diversas ações do grupamento, explica que está na época de reprodução do animal e por isso os avistamentos podem ser mais comuns. Ele conta que sempre que os agentes resgatam um filhote, fazem a primeira avaliação e o alimentam. No caso dos filhotes de gambás, após a alimentação eles podem ser levados para o Centro de Animais Silvestres no Rio de Janeiro ou reintegrados à natureza.

“Os gambás têm um papel muito importante na natureza: além de se alimentarem de escorpiões e baratas, eles comem frutas e espalham suas sementes. As pessoas devem evitar deixar lixo à céu aberto para não os atrair e acionar a Guarda Municipal, pelo telefone 153, para acionar o resgate dos animais caso seja necessário”, recomenda Castellar.

A Coordenadoria Ambiental da Guarda Municipal possui agentes treinados para realizar o resgate adequado de animais silvestres. Apenas este ano, 1.402 animais foram salvos pelos agentes, entre gambás, bichos-preguiça, corujas e fragatas, entre outros. Do dia 1º ao dia 10 deste mês, já foram 191 animais silvestres.

Serpente – Os guardas também retiraram uma serpente escondida no telhado de uma casa em Itacoatiara, nesta quinta (10). Este ano, das 179 cobras resgatadas pela Coordenadoria, 107 não eram venenosas.

Quando são venenosas, as serpentes são levadas para o Instituto Vital Brazil. Os animais não peçonhentos são reintegrados em áreas de proteção ambiental do Parnit, como ocorreu com o animal resgatado em Itacoatiara.

O resgate foi feito após a moradora entrar em contato através do telefone 153, que é atendido por guardas municipais no Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp).

Passado o pesadelo ter sido alvo de prisão injusta, violoncelista busca nos acordes a alegria de viver - Foto: Alex Ramos

No dia 2 de setembro de 2020, a vida do músico Luiz Carlos Justino, de 23 anos, virou pelo avesso. Ele foi preso numa abordagem policial, em frente à estação das barcas, no Centro de Niterói, onde acabara de tocar seu violoncelo. Havia um mandado de prisão contra ele por um suposto crime de roubo, ocorrido em 2017.

No entanto, diversas testemunhas confirmam que Justino estava se apresentando no momento em que tal crime teria acontecido. Foram cinco dias de sofrimento para
o artista, até finalmente ser liberto, no dia 6 de setembro, quando sua prisão foi revogada. Carregando o trauma de uma detenção injusta, o rapaz segue vendo na música a alegria de viver.

“Música para mim é vida, significa tudo para mim. Acho que a vida não faz sentido sem música. Imagina ver um filme sem música?”, contou o jovem, durante entrevista a O FLUMINENSE. Justino relembrou diversas passagens de sua vida, entre elas o momento em que despertou a arte dentro de si.

Talento desde criança - Desde os seis anos Justino começou a tocar e, a partir então, faz parte da Orquestra Cordas da Grota, sediada na comunidade onde vive, no bairro de São Francisco, Zona Sul da cidade. Quem o tem acompanhado nestes agitados dias é o fundador do grupo, professor e músico Márcio Paes Selles.

“[Eu quis ser músico] Quando o violoncelo começou a falar comigo. Tenho dois irmãos de criação que cuidavam de mim e davam aula no projeto. Naquela época ficava meio dividido entre a música e o futebol, mas aí fui ficando lá, pegando o gosto de tocar”, contou Luiz Carlos Justino.

Em sua curta carreira, Justino já tem aqueles momentos marcantes, que guarda em seu coração. O principal deles é a primeira viagem que fez como músico com a orquestra, quando, em suas palavras, percebeu que poderia viver daquilo que mais gosta de fazer.

“Aquilo me marcou muito, foi aí que me vi só trabalhando com música. Fomos para Minas, ficamos em uma pousada. Tinha 14 anos na época”, relembra.

Durante a entrevista, o jovem teve a oportunidade de retornar ao palco do Teatro Municipal, uma das casas de espetáculo mais tradicionais e importantes de Niterói. Justino falou que não fica nervoso ao tocar para uma plateia gigante, mas fez questão de ressaltar o orgulho em poder exibir sua arte.

“A sensação é muito boa, de que a pessoa não está ali apenas para escutar a música, está ali se importando com o seu trabalho e com o que você está fazendo. Quando eu toco na rua algumas pessoas nem ligam, agora quando você sobe no palco querem ver o seu trabalho. A pessoa te reconhece”, orgulha-se.

Artista talentoso que é, Justino diz não ter uma música preferida para tocar, vai gostando à medida que se apresenta. “Tem algumas músicas que são boas de tocar, em concertos. A nota musical parece que fala com você, e de tanto tocar, você acaba gostando”, explicou.

Vítima de racismo - O músico se emocionou ao lembrar dos dias em que ficou preso. Embora ele afirme guardar certa mágoa de tudo o que passou, o jovem diz que a experiência serviu para buscar ser uma pessoa ainda melhor do que já é. Justino acredita que o fato de ser negro foi determinante para que fosse detido sem quaisquer provas.

“Eu estou amargurado. Aquilo lá [a prisão] não é para ninguém, não, ainda mais quando você é inocente. Agora é tentar crescer e ser mais e mais. Não sei se isso foi uma lição de vida. Você acha que se fosse um garoto branco, de olhos claros, seria parado? Não tem outra desculpa, para mim isso foi racismo”, pontuou.

O jovem contou detalhes daquela quarta-feira em que foi detido. Justino sequer sabia do que estava sendo acusado e ficou desesperado ao saber que estava sendo preso por algo que ele nem imaginava.

“Eu não sabia de nada e do nada ser parado, a pessoa me acusar, ser conduzido para a delegacia. Eu fiquei em pânico. Eu mesmo estava tentando me questionar se havia feito algo de errado. Me colocaram na cela e perguntaram se eu havia avisado alguém. Eu disse que não, foi quando me falaram ‘você está preso no 157’. Eu nem sabia o que significava isso”, relembrou o jovem.

Após ficar detido na carceragem da delegacia, ele foi transferido para a Casa de Custódia de Benfica, Zona Norte do Rio de Janeiro e, posteriormente, ao Complexo Prisional de Guaxindiba, em São Gonçalo. Foram cinco dias de sofrimento para o artista até a liberdade.

“Eu só pensava na minha filha, não conseguia pensar em mais nada. Quando eu fui solto parecia que tinha ganhado na loteria, porque até as coisas mais simples estavam fazendo falta tipo andar para onde eu quiser, fazer o que eu quiser. Quando eles falaram que eu estava livre, nem queria esperar minha família chegar, já queria ir embora logo para minha casa”, contou emocionado. 

Sonhos vivos - De agora em diante, os objetivos de vida do artista são poder viver daquilo que ele mais ama, que é a música, e ajudar sua filha Melissa, de apenas 3 anos, a aprender a tocar violoncelo. Segundo o rapaz, a menina gosta de brincar com os instrumentos musicais do pai, que a diverte tocando músicas de desenhos animados.

“Meu sonho como músico é rodar o país. Em casa eu me divirto com a minha família, sou o bobão (risos). Eu acho que a Melissa vai querer tocar violoncelo e isso me enche de orgulho. Toda vez que passa desenho, ela fica me dizendo ‘papai, eu quero tocar’. Ela gosta mesmo do violoncelo, é impressionante”, ressaltou Justino.

Vivendo um verdadeiro turbilhão de emoções, o artista ainda organiza em sua mente os planos para o futuro. Entre eles está um canal no YouTube para expor seu talento musical. Para ele, a felicidade é enorme em ser reconhecido pelo seu trabalho.

“Eu me vejo tocando em banda ou orquestra. A gente está com um projeto de montar um canal no YouTube. É legal ser reconhecido, eu gosto disso, de mostrar o trabalho para os outros e ser reconhecido por mostrar um trabalho bem feito, isso para mim é fundamental”, concluiu.

Vaquinha - A partir do incidente que resultou na prisão de Luiz Carlos, foram inúmeras as mensagens de apoio e oferecimentos de ajuda ao músico. Amigos decidiram transformar esse ato de solidariedade numa campanha de doação em dinheiro, para que o violoncelista possa alugar uma casa em área mais próxima da sede do projeto, e com melhores condições de vida. Quem quiser colaborar pode doar qualquer quantia: Banco Itaú, Agência 1518, c/c 19073- 9, CNPJ: 05.241.490/0001-31.

Ladrão conseguiu levar R$ 400 - Foto: Alex Ramos

Uma idosa de 64 anos foi vítima de furto no interior da agência da Caixa Econômica Federal, na Avenida Ernani do Amaral Peixoto, Centro de Niterói. O autor é um homem que a ofereceu ajuda para realizar um depósito por envelope no caixa eletrônico. O caso aconteceu na manhã desta sexta-feira (11), por volta de 10h45.

Ela afirmou que havia feito um saque no valor de R$ 4.000,00 numa agência do Banco do Brasil e foi à Caixa para fazer o depósito em sua conta. Um funcionário a orientou em dividir o mesmo em dois envelopes, com R$ 2.000,00, cada por conta da limitação da quantidade de notas para o procedimento.

Enquanto organizava as cédulas, ela conta que um homem de estatura baixa, vestindo uma camisa cinza, se aproximou e afirmou que ela deveria colocar as notas do mesmo lado, “cara com cara”. A vítima afirma que ele chegou a tomar o dinheiro em suas mãos para organizar no envelope, quando ela deu por falta de R$ 500,00.

Percebendo que o criminoso havia guardado o dinheiro em seu bolso, ela o disse que devolvesse. Ele a entregou R$ 500 que havia pego e saiu andando rápido. No entanto, a idosa contou novamente as notas e percebeu que, na verdade, ainda faltavam mais R$ 400,00, que foram levados pelo homem.

“Ele pegou o dinheiro e saiu quase que correndo. Comecei a gritar ‘ladrão! Safado! Sem vergonha’, mas ele conseguiu fugir. O gerente orientou que eu fizesse o boletim de ocorrência e depois retornasse lá”, disse a vítima.

A idosa comunicou o caso à 76ª DP (Niterói), que registrou a ocorrência como furto no interior de estabelecimento financeiro. A Caixa Econômica Federal foi procurada mas, até o momento, não havia se posicionado. Assim que o fizer, este texto será atualizado.

Convenção do Republicanos foi realizada na manhã deste sábado no auditório da Câmara Municipal - Foto: Divulgação

Alexandre Ceotto foi homologado vice na chapa do delegado da Polícia Federal Deuler da Rocha (PSL), na disputa eleitoral para a Prefeitura de Niterói. Durante convenção do Republicanos, realizada na manhã deste sábado no auditório da Câmara Municipal. Cerca de 50 pessoas estiveram presentes, entre lideranças do partido e os pré-candidatos à vereadores pela sigla. Ceotto reforçou a importância da união com Deuler na chapa intitulada "Força, Honra e Fé".
 
"Toda parceria que o Republicanos busca na cidade é que a gente possa ter chances reais e entrar pra brigar e tirar essa administração atual. Em nenhum momento se pensou num projeto pessoal do Ceotto, do Deuler. Nosso projeto é pela cidade de Niterói. Temos aqui um delegado da Polícia Federal e um empresário. São duas pessoas que não precisariam estar se colocando nessa situação se não tivessem o mesmo objetivo, que é tirar Niterói dessa situação, desse totalitarismo de pessoas que acham que Niterói tem dono, e Niterói é de todos nós", disse Ceotto.
 
"É muito gratificante termos construído essa aliança, entre duas pessoas que amam esta cidade, que pensam em uma Niterói melhor, uma cidade com mobilidade, inclusiva, que gera empregos. Alexandre é um jovem que possui brilho nos olhos, muitas ideias em comum. Não tenho dúvidas que essa parceria, da direita conservadora que quer fazer Niterói andar, terá êxito", confirmou Deuler.

Contra ele havia um mandado de prisão em aberto por violência doméstica - Foto: Marcelo Feitosa

Um homem foi preso após chamar a polícia, na noite de quinta-feira (11), no Baldeador, Zona Norte de Niterói.

Ele havia acionado a Polícia Militar (PM) alegando que sua casa havia sido invadida, por volta de 19h. Quando os agentes consultaram o nome do solicitante no banco de dados, constava um mandado de prisão em aberto.

Ele é suspeito de violência doméstica. O mandado de prisão havia sido emitido pela Comarca de Angra dos Reis, no Sul do Estado.

Ele foi conduzido à 76° DP (Niterói). A ocorrência foi registrada pela distrital.

Flordelis é acusada de tramar a morte do marido junto com filhos - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Adriano dos Santos responde por crime de associação criminosa

A 3ª Vara Criminal de Niterói negou o pedido de revogação da prisão preventiva de Adriano dos Santos Rodrigues, um dos filhos biológicos da deputada federal Flordelis (PSD-RJ), acusada de ser mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo, em junho de 2019, em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro.

Preso no Complexo de Gericinó, na zona oeste do Rio, ele foi denunciado por ter participado da fraude de uma carta mudando a versão sobre o assassinato do pastor Anderson do Carmo, e responde pelos crimes de associação criminosa, uso de documento falso e falsidade ideológica.

Segundo a decisão da juíza Nearis dos Santos Arce, “Adriano, a princípio, optou por se envolver na trama para ocultar a verdade sobre o crime de homicídio consumado que vitimou o pastor Anderson, criando óbices à investigação ainda em curso e ao trâmite regular dos processos criminais já iniciados anteriormente, em face dos réus Flávio e Lucas (irmãos de Adriano)”.

De acordo com a magistrada, a prisão preventiva de Adriano, “preferencialmente em unidade carcerária diversa dos corréus é imprescindível para a garantia da instrução criminal, de modo a impedir que haja qualquer tentativa de obstrução da justiça, ao menos até findar a fase instrutória”.

Na mesma decisão, a juíza também negou a revogação da prisão de Andrea Santos Maia, esposa do ex-policial militar Marcos Siqueira, que esteve preso na mesma cela que Flávio e Lucas. Segundo a denúncia, Andrea, que estava autorizada a visitar o marido, teria atuado com Flordelis em todas as etapas da falsificação da carta, inclusive mediante pagamento. Ela responde pelos crimes de associação criminosa e uso de documento falso.

Não houve registro de feridos - Foto: Alex Ramos

Um carro de passeio pegou fogo, na manhã desta sexta-feira (11), causando congestionamento no acesso à Avenida Feliciano Sodré para motoristas que chegam da rodovia BR-101, no Centro da cidade. Segundo a concessionária Arteris, houve retenções nos km 321 e 322 da via.

O Corpo de Bombeiros foi acionado às 9h18 e conseguiu controlar o incêndio no automóvel, modelo Fiat Siena. Não houve registro de feridos.

Uso de mosquitos com Wolbachia, bacteria que reduz a capacidade do Aedes aegypti de transmitir doenças, e ações sanitárias levaram à redução dos índices

Mesmo em meio a pandemia de coronavírus, a cidade de Niterói teve nos últimos meses uma vitória importante contra o mosquito Aedes aegypti, com uma redução este ano de 75% dos casos de chikungunya. Além da manutenção das ações sanitárias com equipes mobilizadas permanentemente no combate ao mosquito, a Prefeitura de Niterói também participou de uma experiência inédita do World Mosquito Program, conduzido no Brasil pela Fiocruz, que teve papel fundamental na conquista. Para isso, foram liberados em várias regiões da cidade mosquitos com Wolbachia, chamados de “Wolbito”, que combatem a dengue, zika e chikungunya através de método inovador, que utiliza bactéria para reduzir a capacidade do Aedes aegypti de transmitir o vírus das doenças, reduzindo sua infestação.

Em 2018, Niterói teve 2.887 casos de chikunguya. Esse número recuou para 301 casos em 2019 e caiu para 63 casos registrados até agosto deste ano. Os números da dengue também recuaram significativamente nos últimos anos. Foi de 1.652 casos em 2018, caiu para 356 em 2019 e este ano, até aqui, o registro foi de 83 casos. Quando se fala em zika, o número de casos em 2018 foi de 344, em 2019, a exemplo dos outros índices, houve um recuo para 88 casos e este ano, até agosto, foram registrados 9 casos. Os dados são da Secretaria Municipal de Saúde. Os insetos infectados com a bactéria Wolbachia já foram liberados em 33 bairros de Niterói e ajudaram na redução, ano passado, de 90% nos casos de chikungunya na cidade. A tecnologia inibe a transmissão de doenças que atingem o ser humano.

"O método utilizado é natural, seguro e sem qualquer risco para as pessoas, os animais e o meio ambiente. A bactéria bloqueia o vírus dentro do mosquito, não permitindo que ele contamine os humanos através da picada. O projeto também é autossustentável, já que os descendentes do Aedes já nascem com a Wolbachia", explica o secretário de Saúde, Rodrigo Oliveira. "A Prefeitura de Niterói acreditou nesse programa e, em 2014 e 2015, foi implantado um projeto piloto, liderado pela Fiocruz, em Jurujuba e os resultados foram muito positivos. Fomos gradativamente expandindo para toda a cidade. Nossos agentes comunitários de saúde atuam na liberação dos mosquitos com a Wolbachia e no monitoramento da população".

As primeiras liberações dos mosquitos contendo Aedes aegypti com Wolbachia no Brasil ocorreram em 2015 nos bairros de Jurujuba, em Niterói, e Tubiacanga, na Ilha do Governador. Em 2016 a ação foi ampliada em larga escala em Niterói e em 2017 no município do Rio de Janeiro. Além do Brasil, também desenvolvem ações do programa países como: Austrália, Colômbia, Índia, Indonésia, Sri Lanka, Vietnã, e as ilhas do oceano pacífico Fiji, Kiribati e Vanuatu.

Wolbachia - A metodologia adotada é inovadora, autossustentável e complementar às demais ações de prevenção ao mosquito. A Wolbachia é uma bactéria intracelular que, quando presente nos mosquitos, impede que os vírus da dengue, zika e chikungunya se desenvolvam dentro destes insetos. Não há qualquer modificação genética, nem da bactéria, nem do mosquito. A Wolbachia está naturalmente presente na maioria dos insetos, mas não é encontrada nos mosquitos Aedes aegypti.

Também faz parte do projeto a realização de ações prévias de engajamento e comunicação junto às comunidades locais e profissionais de saúde sobre a segurança do método e seu impacto no ecossistema.

Prevenção - Durante o período de seca, a população pode realizar ações de prevenção, basta tirar 10 minutos do dia para verificar se existe algum tipo de depósito de água no quintal ou dentro de casa, por exemplo. Uma vez por semana, lavar com água, sabão e esfregar com escova os pequenos depósitos móveis, como vasilha de água do animal de estimação e vasos de plantas.

Além disso, é preciso descartar o lixo em local adequado, não acumular no quintal ou jogar em praças e terrenos baldios. Limpar as calhas, retirando as folhas que se acumularam no inverno também é importante para evitar pequenas poças de água.

Eficácia - A cidade de Niterói é pioneira no uso da nova técnica de prevenção que já abrange 90% do seu território. Estudo da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) concluiu a avaliação do uso da Wolbachia em Niterói. Análise do Grupo de Avaliação Externa de Novas Tecnologias da OPAS, realizada em março deste ano, apontou redução de 75% nos casos de chikungunya devido ao uso de mosquitos com Wolbachia na cidade. O número permaneceu o mesmo em novo monitoramento feito em junho, reforçando o resultado. Os dados são preliminares e relacionados apenas à chikungunya porque, neste ano, houve baixo registro de circulação dos vírus da dengue e zika no município.

A manutenção dos mosquitos com a bactéria foi outro ponto importante analisado pelo grupo de avaliação externa da OPAS, que identificou diferença nos níveis de estabelecimento da Wolbachia na cidade, exigindo liberações adicionais de mosquitos. A infraestrutura municipal de saúde associada à Estratégia de Saúde da Família (ESF) conta com agentes de controle de zoonoses e os agentes comunitários de saúde que trabalharam juntos para o sucesso do projeto.

Em Niterói, houve participação ativa e envolvimento da gerência entre os diferentes níveis de governo com WMP/Fiocruz, incluindo a contribuição financeira do nível nacional, pelo Ministério da Saúde do Brasil, tanto no projeto Wolbachia, quanto na disponibilização de todos os recursos e infraestrutura para uma avaliação externa, além dos recursos humanos do município.

Objetivo é oferecer orientação clínica e monitoramento dos efeitos pós-coronavírus - Foto: Divulgação/Peter Ilicciev

Pacientes que apresentaram a Covid-19 e se recuperaram, especialmente das formas mais severas, podem apresentar sintomas persistentes de longo prazo. A Universidade Federal Fluminense (UFF) disponibilizou um serviço de acompanhamento médico para docentes e técnicos-administrativos recuperados da doença. O objetivo do protocolo de atendimento é oferecer orientação clínica e monitoramento dos efeitos pós-Covid-19.

O serviço está disponível para todos os servidores públicos da UFF por meio de atendimento presencial na Coordenação de Atenção Integral à Saúde e Qualidade de Vida (CASQ). Os horários serão exclusivos e devem ser agendados pelo email: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Por ser uma doença de conhecimento científico limitado até o momento, é indefinido o tempo exato de duração de possíveis sequelas. Depois da primeira consulta, os servidores serão acompanhados e o retorno acontecerá de acordo com as manifestações clínicas dos pacientes.

De acordo com o reitor da UFF, Antonio Claudio Lucas da Nóbrega, o Protocolo de Acompanhamento de Pacientes Recuperados de Covid-19 é uma ação pioneira para prestar atendimento clínico especializado aos servidores de Universidade. “Essa medida é extremamente importante, particularmente por duas razões. A primeira é para prestar assistência médica gratuita e de fácil acesso aos nossos servidores recuperados da doença, sejam os que atuam no Hospital Universitário Antonio Pedro (HUAP), sejam os professores e técnicos administrativos. Esse apoio é fundamental para cuidar da saúde e prestar orientações. O segundo ponto é levantar dados que podem colaborar com o conhecimento acadêmico a partir do monitoramento de sintomas posteriores à Covid-19”, afirmou o reitor.

Acompanhamento na UFF da síndrome pós-covid

A Covid-19 é uma doença nova que desafia os procedimentos médicos, demandando acompanhamento e pesquisa clínica para descobrir potenciais efeitos duradouros. O que se sabe até o momento é que sequelas podem permanecer de 3 a 6 meses após a recuperação da enfermidade, necessitando de medidas de acompanhamento multidisciplinar e reabilitação.

Segundo o chefe da seção médica, Dr. Jorge Eduardo Costa, dentre as principais repercussões, destacam-se aquelas de saúde mental, sistema músculo-esquelético, sistema respiratório, sistema cardiovascular, sistema endócrino e sistema nervoso.

“Nossa preocupação é com síndromes pós-Covid, ou seja, um quadro clínico que está se apresentando em parte da população que teve a doença. Mais da metade dos pacientes graves está apresentando sintomas de dor de cabeça, falta de ar, cansaço, fraqueza; muitas pessoas estão ficando por até três meses com problemas de olfato e paladar, algumas com problemas neurológicos, ansiedade, nervosismo, pessoas apresentaram pneumonia de origem bacteriana, outras apresentaram tromboses e doenças venosas”, explicou o médico.

O atendimento será com hora marcada com a especialista em infectologia Dr. Jurema Nunes Mello, que já está orientada com todo o protocolo de atendimento.

“Isso será muito importante para trazer conforto e orientação para o servidor e, o mais importante, que ele possa se sentir assistido e tratado naquilo que for necessário. Já temos uma ficha de coleta de dados para poder atender os pacientes. Todos aqueles que tiveram Covid-19, tendo sintomas ou não, e precisam de algum tipo de orientação e queiram comparecer, serão bem-vindos”, detalhou Jorge Costa.

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