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Aumento de casos suspeitos de covid-19 suspende atividades econômicas em Volta Redonda

Quem descumprir a determinação poderá ser multado e ter o estabelecimento interditado - Foto: Gabriel Borges/Prefeitura de Volta Redonda

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As atividades econômicas de Volta Redonda - como comércio varejista e shoppings - deverão ser fechadas novamente na cidade a partir desta quinta-feira (21). O motivo: o eixo de monitoramento de aumento de casos suspeitos foi extrapolado pelo segundo dia seguido, aumentando em mais de 5%.

Esse era um dos eixos condicionantes para a flexibilização, com retorno gradual, das atividades econômicas. Na terça-feira (19), o aumento foi de 6%. Na última quarta-feira (20), o aumento foi de 7,6%.

“Nós teremos que fechar as atividades a partir de amanhã, quinta-feira, dia 21. Conseguimos a abertura das atividades através, primeiro de acordo com o Ministério Público e depois com o Poder Judiciário, baseado em metas de monitoramento de avanço de casos suspeitos e a capacidade de leitos, controle da pandemia. Infelizmente, pelo segundo dia seguido, extrapolamos essa meta de casos suspeitos. Por isso, precisaremos manter fechados a maioria das atividades para achatar novamente a curva de casos”, disse, o prefeito Samuca Silva.

Os seis eixos de monitoramento condicionantes para a reabertura do comércio: o número de casos suspeitos não poderá aumentar em 5% por dois dias seguidos (hoje o aumento foi de 7,6%); A ocupação de leitos no CTI não ultrapassar 50% (estando com 15% de ocupação hoje). A ocupação de leitos no Hospital de Campanha não ultrapassar 60% (permanecem em 6%).

Com isso, ficarão novamente fechados por sete dias as seguintes atividades: serviços de escritório, apoio administrativo e outros serviços prestados; atividades profissionais, cientificas e técnicas; atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados; informação e comunicação; comércio e reparação de veículos automotores; alojamento; bares e restaurantes (exceto serviço de delivery); comércio varejista; outras atividades e serviços; seleção e agenciamento e locação de mão de obra; atividades imobiliárias; além de agências de viagem, operadores turísticos e serviços de reserva; e shoppings.

Poderão continuar funcionando as seguintes atividades, com restrição de atendimento e de número de clientes, espaçamento, entre outras medidas: supermercados; horti-fruti; farmácia; óticas; material de construção; clínicas médicas; laboratórios; agropecuária (venda de ração e comida de animais); e padarias.

“Recebemos o levantamento do setor epidemiológico da Secretaria de Saúde, que demonstra esse aumento dos casos suspeitos. Lembro que a maioria das cidades teve que fechar todas as atividades. Só conseguimos reabrir por conta das medidas técnicas. Infelizmente, vimos cenas de aglomeração, pessoas sem máscaras, e os casos suspeitos cresceram mais do que a meta estabelecida”, comentou Samuca.

O descumprimento das novas regras, das normas sanitárias ou de funcionamento, vai acarretar aplicação de penalidades previstas em lei. Entre elas, multa, interdição do estabelecimento, cassação de alvará, fechamento do estabelecimento, embargo, apreensão de bens, entre outras sanções.

“Estamos informando com transparência desde o início da pandemia. Lembro que temos uma decisão judicial em vigor. A medida não depende do prefeito e, sim, do acordo judicial que fizemos. Estipulamos critérios técnicos e, infelizmente, uma das metas foi extrapolada e precisaremos manter fechado por sete dias essas atividades”, ressaltou o prefeito.

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