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Educação e Novas Tecnologias

Suzana Fernandes é graduada em pedagogia pela Uerj e em música pela UFRJ. Especializada em educação à distância e em planejamento, implementação e avaliação pela PUC-MG. Professora de música e de ensino religioso da rede municipal do Rio de Janeiro e palestrante internacional sobre o tema e-learning. E-mails para esta coluna: [email protected]

Paradoxo entre a formação e o mercado no Brasil

Na história da evolução humana os mais prejudicados eram sempre as pessoas menos favorecidas e sem qualificação.

Quando a máquina foi inventada, o homem saiu do campo e foi para indústria apertar parafuso, depois vieram as linhas de montagem e ficaram aqueles que se prepararam. Os demais foram excluídos.

Vivemos nova quebra de paradigma, mais uma revolução tecnológica se desponta, umas atividades profissionais desaparecem e dão lugar ao surgimento de outras.

A falta de formação profissional amplia o número de desempregados e em contrapartida há um acúmulo de vagas abertas em funções específicas tecnológicas e sem especialistas.

É controverso pensar que no Brasil existem 12,8 milhões de desempregados segundo pesquisa do IBGE e a consultoria IDC informa que há 160 mil novas vagas disponíveis no setor de tecnologia da informação sem preenchimento por falta de mão de obra qualificada.

Para resolver essa equação é necessário reformular cursos, instituir outros e criar metodologias e sistemas que sejam capazes de se retroalimentar, pois a mudança tecnológica é mais veloz que os trâmites burocráticos de criação de cursos de graduação.

O mercado de trabalho tem uma necessidade emergencial e os cursos de formação levam em média de 3 a 5 anos para preparar o profissional que já irá ultrapassado para atuar, pois o prazo de validade do curso o qual estudou já se encontra ultrapassado diante das mudanças substanciais que estamos vivendo.

Aliado a esse fato, Brasil é um dos países com menos formados em exatas. Em postagem no Linkedin foi divulgado que apenas 17% das matrículas efetuadas no país são em cursos de tecnologia, engenharia e matemática, aponta um relatório da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A porcentagem é bem menor que a registrada em países como China (40%) e Índia (35%).

Desses 17% temos que levar em conta a evasão que também é alta, pois segundo a Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação a taxa de desistência em graduações de tecnologia chega a 69%.

Paradoxalmente, apesar de baixo interesse, o setor de TI paga 2,8 vezes o salário médio do brasileiro,considerando os benefícios.

Bioeconomia em debate

Nos próximos dias 21 e 25 o debate é sobre "Bioeconomia: Diversidade e Riqueza para o Desenvolvimento Sustentável", através de um evento que tem o objetivo de aproximar a ciência e a tecnologia da população.

A ideia é criar uma linguagem acessível à população, por meios de inovações que estimulem a curiosidade e motivem a população a discutir as implicações sociais da ciência, além de aprofundarem seus conhecimentos sobre o tema.

Outro objetivo do encontro é promover eventos que congregam centenas de instituições a fim de realizarem atividades de divulgação científica em todo país.

As inscrições podem ser feitas na hora do evento, na Faculdade de Formação de Professores da Uerj de São Gonçalo, na Rua Dr. Francisco Portela, 1470, no Patronato, São Gonçalo. Telefones: (21)3705-2227.

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