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Educação e Novas Tecnologias

Suzana Fernandes é graduada em pedagogia pela Uerj e em música pela UFRJ. Especializada em educação à distância e em planejamento, implementação e avaliação pela PUC-MG. Professora de música e de ensino religioso da rede municipal do Rio de Janeiro e palestrante internacional sobre o tema e-learning. E-mails para esta coluna: [email protected]

Educação financeira vai ser ensinada nas escolas em 2020

Inadimplência foi motivo da proposta curricular

Reprodução / Marcello Casal Jr/Agencia Brasil

A proposta curricular e metodológica descrita na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) deve começar a ser colocada em prática neste ano nas escolas brasileiras. Entre as mudanças, trabalhar com dinheiro deverá ser ensinado na forma de educação financeira.

A decisão de inserir este assunto se deve ao fato do endividamento crescente e a inadimplência do brasileiro, comprovando assim que o Brasil precisa desse tipo de educação. A melhor maneira de conscientizar sobre uso do dinheiro é ensinar na escola, pois formaremos as gerações futuras e atingiremos suas famílias que serão diretamente afetadas com os conhecimentos debatidos em casa.

Aliar a capacidade empreendedora dos jovens com o bom uso do dinheiro é dar subsídio para mudar a realidade.

As faixas atingidas com esse trabalho são o fundamental 2 (crianças do 6º ao 9º ano) e ensino médio.

Um aprendizado prático que essas gerações levarão para toda vida, pensando e tomando decisões financeiras que impactarão seu futuro.

É importante salientar que a educação financeira não ensinará ferramentas de cálculo, até porque as operações matemáticas já são aprendidas, mas abordará a utilização da matemática auxiliando na tomada de decisão, no planejamento de vida, enfim, na realização individual e coletiva, portanto se faz necessário começar desde cedo esse processo.

A educação financeira não se restringe apenas aos alunos. Os professores serão capacitados para dominar e então disseminar o tema. Dessa forma, a mudança comportamental é trabalhada em toda a comunidade.

Conhecimento não tira férias

O período de férias é aquele em que a criançada e os jovens saem da rotina e aproveitam para fazerem tudo que não foi possível no período letivo. O recesso é o momento de lazer mais aguardado e deve ser vivido intensamente pelos estudantes, para que possam se revigorar para o próximo ano.

Como educadores e também pais não podemos deixar de informar ao leitor que nas férias em geral utilizamos mais o corpo físico ao exercitá-lo intensamente, descansamos a mente, mas não podemos perder de vista que somos um todo e portanto os conhecimentos deverão ser mobilizados para que seus processos de construção não sejam esquecidos.

Neste momento especial, em que procuramos estar mais perto dos nossos filhos, incentivamos os pais a fazerem brincadeiras que utilizem conhecimentos de outras áreas, como matemática na prática física da formação de grupos, fazendo contas; português na brincadeira conhecida como "adedanha"; música no ritmo da corrida e no ato de cantar entre outros.

É importante lembrar certas construções matemáticas de forma lúdica, como a visita ao mercado, hortifruti, farmácia, trabalhando o troco e fazendo raciocínios entre custo-benefício nas situações que se apresentam, assim como a língua portuguesa na contação das histórias e experiências vividas neste período de férias, e ainda, geografia do local que se passeia, ciências na natureza presente e a conhecimento do lugar na perspectiva histórica brasileira.

Sintetizando, todo momento é hora de educar e não podemos descuidar, pois o retorno é breve e não desejamos ver nossos filhos perdidos. É necessário agir preventivamente, evitando que esqueçam tudo que foi construído ao longo do ano. Férias é oportunidade de aprendizado também!

Questionando o consumo

Estrelado por Isla Fisher, longa de 2009 debate o consumismo

Estrelado por Isla Fisher, longa de 2009 debate o consumismo

Reprodução

E por falar em educação financeira, o filme 'Os delírios de consumo de Becky Bloom' (Disney / 2009), com Isla Fisher como Rebecca Bloomwood, trata do consumismo desenfreado, o não planejamento dos gastos, estouro no orçamento com despesas supérfluas, além do esforço da protagonista em lidar com o impulso de comprar, através de novos hábitos que ela adota em busca do autocontrole financeiro. Vale a pena conferir!

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